Apenas O Tempo Falará...
30 Eddard, Arya e Jon
Notas iniciais
O maior segredo do reino estava restrito apenas aos homens que poderiam lidar com ele diariamente, mesmo que isso significasse alguns contratempos de vez em quando. Lorde Eddard Stark sempre ficou com um pé atrás em relação ao acordo com a Casa do Preto e Branco, há muitos e muitos anos. Um segredo que apenas ele e o Rei, um dragão incontrolável quando colocava uma ideia na mente, conhecia, um perigoso segredo que nunca poderia ser revelado a ninguém. Como sempre, ele encarava com desconfiança a facilidade com que os homens sem rosto aceitaram interferir na criação das crianças mais importantes do continente, ficava se perguntando sobre o que eles queriam tanto ali. Principalmente depois do ouro e informações extremamente privilegiadas que mandavam antes mesmo de tudo acontecer, Ned sabia que o jogo dos tronos estava sob o domínio de um Rei astuto, consciente dos seus deveres, honrado... mas ainda tinha sangue de dragão.
Traiçoeiro quando quer.
Sempre teve muito cuidado com o Rei, mesmo se tornando um amigo para todas as horas. Algo que aprendera quando o pai e irmão foram mortos pelo Rei Louco, quando ainda era um rapazinho, era não ir contra as decisões de um Targaryen. Nunca bater de frente. Contornava as situações com maestria e o controlava quando podia, quanto mais o tempo passava, mais Lorde Stark temia o momento em que os Stark e Targaryen se reunissem.
Seu coração praticamente saltou da garganta quando a informação de que Arya e Jon estavam pretendendo visitá-lo.
‘Pretendendo’.
Eu deveria estar lá.
Arrependia amargamente por estar mais de seis meses no Norte, a oposição sempre crescia contra a presença de sua querida filha na capital por alegarem preferência aos lobos. O Sul não conhecia a realidade nortenha, um fato incontestável. Enquanto eles ainda viviam um Inverno pesado, os nortenhos viviam um Inverno massacrante. A revolta aconteceu e logo foi contida por Jaqen, o homem sem rosto que espionava para o Rei e, nas horas vagas, instruía aquelas crianças com responsabilidades injustas.
Ficava com pena quando via o quanto os dois eram unidos, amigos e companheiros. Ajudavam um ao outro, Rhaegar proporcionou um ambiente familiar, íntimo e acolhedor, fazendo com que eles ficassem feliz com a vida que tinham. Como isso doía o coração do Lorde Lobo. O dia que eles se separariam estava chegando e, agora que chegou, o desafio finalmente bateu em sua porta. Vai ser quase impossível fazer o que Rhaegar ordenou.
Arya permaneceria em Winterfell, como o Rei decidiu há muito tempo e resolveu honrar a sua promessa. Pensava que ele fosse agir como um Targaryen e queimar a promessa em dois tempos. Seria uma experiência para ver se a mesma conseguiria se adaptar ao isolado Norte, algo que Ned considerava difícil. A Mão do Rei se ausentaria seis meses, daqui pouco tempo, para ajudar Rhaegar a conter a perturbação política o mais rápido possível. Estava razoável, por enquanto.
Por enquanto.
Jon voltaria para mostrar ao Sul sobre a sua competência em governar Westeros, algo que Ned não duvidava de forma alguma, o rapaz sempre se mostrou talentoso e com ágil raciocínio. Mas não voltaria apenas para isso, finalmente o Rei tomara a decisão de casá-lo como aliança política. Contradiz o que ele sempre pregara por aí, mas por fim, Ned achou que a decisão foi a mais correta possível. O Príncipe se casaria com Margaery Tyrell para silenciar Jardim de Cima em suas pequenas e incômodas revoltas, Ned duvidava da compatibilidade do casal mas...
...é assim que se joga.
Pobre Jon.
Se Arianne Martell não fosse tão velha, com certeza seria a escolha perfeita.
Temia o momento que Arya descobrisse tudo, Jon provavelmente esconderia para evitar o sofrimento da pequena loba, tão valente e forte mas ainda não compreendia o quanto o emocional de uma mulher era traiçoeiro. Às vezes pensam que são invencíveis e ninguém o é, via perfeitamente o jeito da filha e sabia que ela não seria doce.
Em Porto Branco, com Lorde Manderly, havia recebido uma carta com o selo do dragão de três cabeças. Lendo algumas partes, avaliou o quanto Rhaegar estava decidido em separá-los. Sei que algo ocorreu. Várias chamaram a sua atenção por este aspecto.
“...eu não estarei viajando com Daenerys, já fiz os preparativos e logo ela está a caminho. Jon e Arya chegarão em duas semanas em Porto Branco, Jaqen conseguiu uma tripulação excelente. Enviei uma carta avisando o que decidi à eles, que ficarão com raiva mas futuramente entenderão que foi necessário. Desfazer dela foi uma decisão difícil, Ned, então deixe claro que se algum Baratheon se aproximar... enfim, Drogon irá com minha irmã e permanecerá em Winterfell como sua morada.”
Um dragão em Wintefell permanentemente, há algo mais intimidante que isso? Logo o maior e agressivo dos dragões? Demonstração de poder sempre foi o forte dos Targaryen e Ned sabia o quanto aquilo seria impactante para os nortenhos, nenhum deles viram um dragão e às vezes duvidavam da existência deles. Os mais ignorantes.
Recebera a carta três dias antes dos dois chegarem em Porto Branco e, a partir deste momento, ensaiava o seu discurso para a saltitante Catelyn. Lembrar da felicidade de sua senhora após informá-la do motivo da viagem, a deixou com um sorriso bobo nos lábios que remetia ainda quando era uma jovem Lady Stark. Ned apenas tinha medo daquela felicidade se transformar em um problema gigantesco, Sansa sempre foi o modelo de sua senhora e Arya chocaria a todos.
Esqueça isso por enquanto.
Esperava no porto dentro da muralhas, era o mais estruturado e protegido daquela região e, é claro, muito secreto. Seus homens estavam curiosos, não era para menos. Isolados do Sul, não tinham a menor ideia de como os filhos do Rei Rhaegar Targaryen eram e como se comportavam. Ned tinha a esperança que Arya deixasse o seu lado assassina de lado, ninguém, principalmente sua mãe, poderia saber do quanto ela era sanguinária.
Como os Targaryen são.
Seus receios foram interrompidos com a chegada deles.
Por um momento pensou que tudo poderia dar certo, a sua esperança residia nisto.
(...)
Duas semanas.
Não sabia que a tripulação do navio era tão habilidosa em desviar das tempestades, não enfrentaram nenhum obstáculos e muito menos foram arrastados em direção aos lugares que deveriam ter passado para ganhar tempo. Ela e Jon ficaram perplexos com a ilusão de que a tripulação falharia, afinal, foram contratados pelos homens sem rosto! O que esperavam? Amadores?
Ilusão de amor.
Nunca tivera duas semanas tão perfeitas, até o seu lobinho contar o que estava escrito na carta que o próprio pai mandou. Chegavam em Porto Branco, uma cidade que condizia com seu nome tanto pelas muralhas quanto pela neve maçante, quando ele finalmente resolveu falar. Arya insistiu o tempo inteiro mas ele não cedia, então pra que brigar se poderiam transar?
Duas semanas perfeitas.
Prepararam carinhosamente o plano, realmente pensavam que tudo aquilo poderia funcionar. A probabilidade de gravidez era altíssima, transando como coelhos e gozando sempre dentro, mas dois acontecimentos foram cruciais para a interrupção de toda aquela llusão de amor.
Chá da lua.
Uma serva servia o desjejum deles todos os dias, o tempo estava frio e todas as refeições eram preparadas como muito cuidado... para esconder o gosto do chá da lua. Como nunca o experimentou, como poderia saber que a própria tripulação estava interferindo em seus planos? Não contou para o seu lobinho, ele provavelmente ficaria em fúria e interrogaria todos as pessoas a bordo sem dó ou piedade. Era uma situação que deveria ser evitada, já estava concretizada e não tinha como voltar atrás. Um dia perguntou para a serva sobre o estranho gosto do chá, Jon estava com os lobos e não escutou nada. A tal da Anzelaci respondeu descaradamente que recebeu ordens superiores para fazer o que estava fazendo, então não havia como Arya assassinar a mulher.
Jaqen...
...ou Rhaegar.
Provavelmente os dois.
Poupou o seu lobinho, o pai havia implorado o seu perdão e isso ela não quis estragar. Lembrou de como Jon chorou enquanto lhe mostrava a carta e contava detalhadamente o que conseguiu captar nas entrelinhas. Foi no mesmo dia que o seu sangue desceu, o que deixou ambos apreensivos sobre o futuro que estava por vir.
E agora estava aqui, enrolados em milhões de peles com os nossos lobos-gigantes e ainda sendo observados por meu pai e uma discreta comitiva.
As espadas não eram nada discretas, significando que eram alguns, senão os melhores, cavaleiros nortenhos a serviço de seu pai. Tentavam agir com descrição, típico dos Stark, para que a presença deles passe despercebida por algum tempo. Compreendia os receios do pai, os nortenhos sempre foram leais ao reinado de Rhaegar porque favorecia a todos durante o Inverno mas, como sempre, tinha uma maçã podre em meio ao Protetor do Norte. Vestidos de Inverno, assim como ela e Jon, se aproximaram quando atracaram no porto.
Olhou para o seu querido Jon. Não aparentava nervosismo, muito menos parecia intimidado com o Norte.
Aparentemente.
Conhecia-o bem demais para saber o quanto o coração do lobinho acelerava a cada onda quebrada pela embarcação. Os homens ajoelharam quando Jon saltou para o porto e ajudando a pequena loba a descer. Era desnecessário, pularia com facilidade e cairia como uma gata. Faria isto se estivesse em Porto Real.
Mas não aqui, não agora.
Lembre-se das lições de etiqueta que a velha Septã.
Era uma loba-gigante, a delicadeza passava longe de suas garras e dentes afiados.
Mas sabia que não era hora da sua brutalidade aparecer, envergonharia seu pai.
Quanto tempo agirei assim?
Arya nunca foi o tipo de menina que se continha, totalmente o contrário do seu tão preocupado lobinho.
– Príncipe Jon – cumprimentou Lorde Stark quando se levantaram. Seu tom de voz sugeria que queria rapidez ao sair dali, e ao mesmo tempo eram observados pelos outros homens.
– Lorde Stark – isso, mantenha a sua melhor voz Targaryen – Espero não ter demorado muito, tinha razão ao falar sobre o Inverno nortenho.
– Está quieta, filha – comentou o pai abraçando-a, repetindo o mesmo ato com o sobrinho. Arya deu de ombros, o que poderia falar ali? Esperavam coisas que não eram compatíveis com seu jeito de ser – Precisamos correr contra o tempo, amanheceu há poucos minutos e devemos aproveitar o sol.
Que sol?
(...)
Se controle, tem gelo e fogo em seu sangue.
Era difícil quando se era o centro das atenções no acampamento, pelo menos a presença de sua pequena loba o deixava ligeiramente mais calmo. Os homens sempre estavam analisando seus movimentos, atos e fala. As habilidades sociais nunca foram o seu forte, não era um homem tímido mas também não se ajustava facilmente a um ambiente. Precisava de tempo e a procura por características Targaryen sempre o incomodava.
Mas não demonstrava de modo algum.
Apenas para sua linda lobinha, que também não estava lá muito confortável pois a semelhança entre os dois ia mais do que a aparência. Dormia em uma tenda apenas para si, assim como sua posição na hierarquia pede, e tentava se aquecer de todas as formas. Sempre escutou que o Inverno nortenho era massacrante, imaginava como seria e se um dia poderia ter a oportunidade de se foder no gelo. Arya dormia na mesma tenda do Lorde Stark, tão próxima que se tocavam quando o vento ficava mais forte. Não raro.
Todos eram educados e demonstravam um respeito por ele, mas sabia as perguntas que surgiam nas mentes dos homens curiosos e endurecidos pelo frio.
“Porque ele não tem a aparência de um dragão?”
Lia nos olhos de todos.
“Porque ele é tão diferente dos outros dragões?”
Eles iriam penar nas mãos de Dany, isso era fato. Um dragão de três cabeças conseguia ser pior do que um Martell misturado com um Tyrell quando ficava incomodado com algo. O calor subia no sangue e as bizarrices da Campina logo afloravam naturalmente. Talvez pior que isso... ou bem pior. Daenerys Targaryen mostraria todos os seus atributos ao mudar em definitivo para aquele lugar. Tentou imaginar como seria a reação de ter Drogon pousado em cima de Winterfell.
“Porque ele é quieto?”
Os olhos eram melhores que qualquer frase pronunciada, mesmo em um desabafo sincero sobre determinados fatores. Com a ajuda dos homens sem rosto, Jon e Arya receberam um treinamento bom o suficiente para detectar mentiras, ler as pessoas e prever o que elas fariam. Guardando os pensamentos para si, não queria preocupar sua lobinha.
Ela já está ocupada o suficiente para não envergonhar o pai.
A palavra ‘envergonhar’ era muito subjetiva nesses casos. O Norte sempre foi puramente conservador no tratamento em que as mulheres recebiam desde crianças, então agir como uma jovem educada e fina era mais que um desejo, se tornara uma necessidade. Parecia que Lorde Stark aprovava seu comportamento atípico por enquanto. Jon sabia que dentro das muralhas da fortaleza dos Stark seria completamente diferente.
Arya não estaria se sentindo vulnerável. Pelo menos era a intenção.
O pensamento de fracasso o invadiu quando se deitou para dormir, os planos com sua lobinha foram descartados facilmente ao vê-la sangrar. Nunca irá se esquecer do momento, tinha esperanças de que logo ficariam juntos e tudo seria esquecido facilmente. Ilusões de amor, era assim que eles chamaram as duas semanas ao mar. Em pouco tempo, o pai fez uma manobra que separaria Arya e Jon o suficiente para não haver tanto contato entre as casas.
Há uma palavra a ser honrada.
Na verdade, duas palavras.
Havia um consentimento de que o sangue de dragão e lobo nunca mais fosse misturado, foi um pedido íntimo do tio e pelo visto, Rhaegar acatou com sofrimento. Jon compreendia o quanto tomar uma decisão assim estava corroendo o dragão de três cabeças, abriu mão de uma das coisas que mais amava apenas na intenção de separá-los. A segunda palavra remetia à ida de sua geniosa lobinha até Winterfell, no caso era uma experiência e, tanto Jon quanto Rhaegar, esperavam um fracasso imediato.
Sem sono, se revirava na cama. Em dois dias chegariam ao lar de sua mãe, a que ele matou ao nascer. Não pense nisso. Percebeu que havia alguém prestes a entrar na tenda com a autorização do seu lobo-gigante tão branco quanto a neve.
– Jon? – a voz dela o tranquilizava – Está acordado?
A lobinha adentrou a tenda rapidamente, parecia que Nymeria também estava de guarda junto ao seu namorado. Não via a hora dos dois terem filhotes e a matilha aumentar em Porto Real...
...não pense nisso.
– Está tarde, lobinha – respondeu enquanto sentava na cama, indicando o lugar em que ela sentaria. Não demorou muito até os dois ficarem abraçados na cama, debaixo das peles. Seu cheiro me acalma... – O acampamento inteiro está dormindo. Aconteceu alguma coisa?
A respiração quente dela o fez fechar os olhos, seu membro começou a endurecer e isso estava se tornando mais perigoso do que deveria. Desejava aquela lobinha ardentemente, todos os dias e todas as horas. Não tê-la era torturante, faltava oportunidade para morder seu pescoço enquanto rasgava suas roupas. Tinham tanto privacidade da embarcação e agora, bem, privacidade era uma das coisas que não estavam tendo de modo algum.
– Tirando o frio de doer os ossos e o meu desejo por você... sim, está tudo bem – sussurrou beijando o pescoço dele, a tortura parecia não ter fim e a falta de sexo enlouquecia os dois. Jon sabia que era perigoso, que alguém poderia estar espiando... mas como ignorar os próprios sentimentos? – Você também está bem? Nunca o vi tão reservado, mesmo quando fomos visitar Dorne e os parentes de Elia Martell.
– Segundo todos os cavaleiros que conversei, minha mãe sempre foi muito querida pelos nortenhos.
Outro fator depressivo.
– Sei o que pensa, lobinho – a voz dela funcionava como uma fonte de segurança, a pior tortura sempre foi ficar perto e não tê-la... o que piora dia após dia – Quantas vezes terei que insistir que você não tem culpa na morte dela? A cama de sangue ocorre com muitas mulheres, ainda mais na idade dela.
– Já perdi minha mãe – começou melancólico, depositando um beijo nos lábios dela – Te perder será insuportável. Quero tanto te ter novamente e sei que não temos essa oportunidade em momento algum. Me entristece a possibilidade de te perder, não sei o que farei quando chegar a hora de voltar para Porto Real.
Ela não sabe de Margaery Tyrell, talvez é melhor nem ficar sabendo.
– Te provar novamente – sussurrou enquanto retirava as luvas e desciam a mão esquerda até o seu membro, fazendo-o gemer baixinho apenas por sentir a pele quente da pequena loba – Me penetrar novamente – Arya acariciava seu membro novamente, iniciando os movimentos para masturbá-lo – Sentir minha língua novamente.
Segurava o gemido, ela havia ficado muito boa nisso.
É uma loba alfa, de fato.
O gosto por sexo o preocupava de vez em quando, arriscavam cada vez mais e mais. Um dia poderiam ser pegos durante essas carícias íntimas, e assim pensava o que poderiam fazer com eles. Separá-los?
Como se isso não fosse acontecer em breve.
– Pare com isso, não aguentarei por muito tempo e provavelmente me esquecerei de que estamos em um acampamento – suspirou ainda sob o domínio dela, que não parou um segundo. Jon não sabe se ficou alarmado ou cheio de desejo quando ela se perdeu na imensidão de peles e abocanhou o membro, que pulsava – Vou acabar gozando em sua boca, lobinha.
Soltou um gemido baixinho, se conter era algo impossível quando ela o torturava daquela forma. Apoiava as mãos na cabeça dela, pressionando de vez em quando em encontro com o corpo do Príncipe. Respirava instavelmente, nunca pensou que ela fosse tão...
...ardente.
– Já aconteceu mais vezes do que posso contar – provocou ainda escondida nas peles – Mas sei que não devemos fazer algo do tipo, é perigoso demais aqui.
Tirou o membro ereto de Jon de dentro da boca, acariciando-o antes de voltar para a sua antiga posição, abraçando-o após um suspiro. Funcionou como uma tortura para ele, queria que a boca dela continuasse chupando seu membro e pouco se fodia para o ambiente ao seu redor. Um momento de tesão, que todo mundo tem quando perde o controle do instinto sexual. Pulsando cada vez mais forte, uma loucura passava por sua mente a casa segundo e então, em um rompante raro no lobo-dragão, seu desejo por ela tomou conta de si. Inverteu a posição, ficando sobre ela e posicionando-se entre as pernas da lobinha, que o encarava surpresa. Jon nunca foi o tipo de pessoa descuidada.
As mãos dele percorriam o corpo todo da pequena loba, apertando cintura e seios como se dependesse daquilo. Arya tentava não gemer, de vez em quando suspirava para não ter que fazer barulho. Ela sempre fazia muito barulho quando gemia, e ele amava quando isso acontecia. Beijava o pescoço e tentava não mordê-la, um sinal e logo iriam captar o que se passava entre eles.
Tentava.
Sua respiração quente a arrepiava, fazendo-a sorrir quando abriu suas saias e driblou o resto das roupas para penetrá-la lentamente. Dessa vez foi a vez dele de sorrir satisfeito e gemer baixinho, quase em um sussurro. Não foi tão diferente para ela, que abraçou a nuca do lobinho e tomava seus lábios intensamente.
Tão apertada.
Tão gostosa.
Movimentava-se cada vez mais rápido dentro dela, ambos procuravam não fazer barulho embora de vez em quando fosse impossível. Estocava mais fundo, mais forte e suas mãos se enchiam naqueles seios macios, branquinhos e com mamilos rosados.
– De quatro – ordenou autoritário, como ela sempre gostava.
No fundo, ela quer ser comandada por mim.
Mudaram para uma posição ainda mais perigosa, mas a sensação de proibido triplamente classificado era, sinceramente, um estimulante natural para o instinto sexual aflorar cada vez mais intenso. Ele a comia como um lobo-gigante, mordendo suas costas e esquecendo da regra em que deveriam ser mais cuidadosos em relação às marcas que faziam um no outro. Arya aparentemente se esquecera dessa regra também, mas como poderiam se lembrar disso?
Estocava mais forte, como ela passou a gostar. Agressivo e invasivo, ela pedira certa vez para que ele não pensasse se iriam machucá-la ou não. Para a sua surpresa, ela queria que ele fizesse tudo que tinha vontade com ela. Arya gemeu um pouquinho mais alto, havia se descontrolado por poucos segundos, e teve que tampar sua boca com uma mão enquanto a outra puxava o cabelo. Era a vez de cavalgar em cima dela.
Resolveu não gozar dentro dela, pelo menos o seu racional ainda funcionava minimamente. Retirou-se de dentro da pequena loba e sinalizou o que desejava fazer, aproximando daquela boca delicada. Nem precisava falar, Arya sabia muito bem o que fazer. Deitou na cama após gozar, exausto e temporariamente imerso em uma felicidade plena. Não pense nisso. Ela tinha duas escolhas: cuspir ou engolir.
Nunca engoliu... até hoje.
Uma satisfação estranha o invadiu ao vê-la engolir com um sorriso malicioso em sua face, seus olhos brilhavam dolorosamente. Era tão difícil pensar que ficaria longe dela em breve.
– O Príncipe está soltando o lobo-gigante ou o dragão de três cabeças? – perguntou sorrindo, consertando o vestido... como se tivesse um jeito, completamente amarrotado – Estou com essa dúvida cruel.
Respirando fundo, puxou-a para um abraço apertado.
– Dragão de três cabeças.
– Tem algum motivo em especial? – ela está tornando tudo mais difícil.
– Você – eu também não estou facilitando.
O modo como ela sorri era fantástico para Jon. Sentia uma satisfação preenchê-lo ao ver a felicidade da sua pequena loba.
– Só porque sou uma loba-gigante, meu amor? – perguntou carinhosamente, retribuindo o abraço.
– Uma selvagem loba-gigante, por sinal, e um dragão sempre serão a preocupação do reino – a história se repetindo... – Nosso amor sempre será proibido, há várias promessas que foram feitas e agora refletem em nossa vida. Será que posso me permitir ter esperança de que você será minha mulher e mãe dos meus filhos?
– Mãe de lobos e dragões – ela refletiu -, não sei dizer se podemos ter essa esperança. Tudo que podemos fazer é esperar que, de alguma forma, ficaremos juntos.
Agora entendo porque meu pai fez o que fez para ficar com minha mãe.
Compreensível... até demais.
Jon tinha muito medo de perdê-la.
– Agora entendo que há a possibilidade de lutar por você, de criar uma guerra para tê-la. – ela o encarou surpresa, nunca pensou que o sério, responsável e consciente Jon Targaryen tivesse uma reação tão drástica assim – Porque está surpresa? Sou filho do homem que fez o mesmo. Se eu não puder tê-la apenas para mim em palavras, terei em espadas.
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