Apenas O Tempo Falará...
28 Jon
Notas iniciais
Sempre sonhou com aquele momento, era tão incrível que o Príncipe e herdeiro do Trono de Ferro mal conseguia acreditar. Em seus devaneios mais lunáticos, nunca pensou que poderia vê-la daquela forma, entregue apenas para ele. Durante toda a estada na Fortaleza Vermelha, sempre pensara que nunca conseguiria ganhar do seu pai o afeto daquela menina tão feroz e inocente ao mesmo tempo.
Tão agressiva... e tão vulnerável.
Arya era virgem... e ele... bem, não exatamente.
Ela pensa que sim...
As pernas de sua lobinha tremiam levemente, claramente ansiosa e pensando o que poderia fazer para agradá-lo ou algo do tipo. Uma pele tão branca, lisa e... cheia de cicatrizes de tombos, treinos com armas, pequenas surras de Jaqen durante as aulas de esgrima, as quedas quando estava aprendendo a cavalgar, enfim, aquela era a sua Arya dedicada, determinada e única. Um sorriso brotou nos lábios do Lobo-Dragão, sentia um misto de prazer, conquista e alegria que poucas vezes sentira em toda a sua vida. Talvez quando ela fora junto com ele até as Cidades Livres em uma viagem que durou cinco meses, a sensação de independência deixou-o eufórico. Jon se envergonhava ao imaginar que os habitantes de Essos pensavam que eles eram um casal, mas obviamente mexia com os sentimentos do rapaz.
Seios pequenos, sei que ainda vão se desenvolver bastante com o decorrer do tempo.
Sentiu-os ao pressionar suas mão contra eles, delicadamente para não machucar pois sabia que ela sentia dor nos seios de vez em quando, o que sempre chamou a atenção do Príncipe. Arya poderia ser tudo que uma mulher decidida e independente deve ser, mas a sexualidade era um tema confuso para a lobinha. Jon sabia disto.
Também receio que ao deflorá-la, a carga emocional será pesada.
Seu membro ereto não queria saber disto.
Aqueles olhos cinzentos agora se mostravam confusos e Jon tinha a total e absoluta certeza que estava no comando, algo que nunca pensou que aconteceria quando se tratava da irmãzinha loba.
– Err.. J-Jon... – ela gaguejou com nervosismo — ...talvez não s-seja a hora...
Ele beijou-lhe os lábios delicadamente em uma tentativa de acalmá-la. Sentia o coração da sua lobinha bater muito forte.
– Não deveria ter me provocado, lobinha – comentou sorrindo maliciosamente, ela sempre mexeu com a imaginação dele e aquilo, bem, Jon não deixaria a oportunidade passar de forma alguma. O seu corpo reagia e deixava a mente do Lobo-Dragão bastante nublada... mas sem perder a consciência – Já faz algum tempo que a desejo, sabia?
Arya ruborizou violentamente, fazendo com que o sorriso dele aumentasse. Era simplesmente a realização de um sonho, que muitas vezes pensou ter perdido e afogado em frustrações e melancolia.
– S-sim... – respondeu em um fio de voz com direito a um gaguejo clássico de uma menina na cama, de uma donzela indefesa e sem saber com que arma lutar. É difícil lutar contra o instinto... eu que sei bem disto... – ...pois te c-c-conheço, irmãozi...
Jon tapou-lhe a boca, aquela palavra lembrava toda a carga política da loucura que estava fazendo, e definitivamente queria esquecer que política e Westeros existiam naquele momento. Nunca se sentiu tão Targaryen quanto agora.
– Você é minha... – ele começou a falar encarando-a explicitamente — ...mulher. Somos irmãos, obviamente, mas prefiro que não me lembre deste fato embora eu tenha a desculpa incestuosa dos Targaryen. Para todos os efeitos, você me pertence e pretendo fazer muitas coisas que imaginei.
A respiração de sua lobinha estava instável enquanto Jon se localizava entre suas pernas, acariciando as coxas e preparando para tirar o resto das roupas que ela ainda vestia.
– ‘Coisas’? – repetiu fechando os olhos e gemendo com a boca entreaberta. Ele havia colocado sua mão direita, a mão da espada, dentro da calça da lobinha e assim massageava o seu clitóris úmido e quente. Se pegou sorrindo quando percebeu o quanto ela estava excitada ao ser dominada por um homem, com certeza isso deixava uma sensação de que Jon é o único homem que a dominava.
O dedo indicador escorregava naquela umidade, conhecendo todo aquele território em que nunca nenhum homem conseguiu tocar, para a alegria e alívio eterno do Príncipe. Arya estava se deixando levar facilmente, se tornando uma presa vulnerável ao dar passagem para que ele tirasse o resto de suas roupas.
Ela não consegue pensar direito, apenas está em êxtase.
Beijou-lhe novamente enquanto a masturbava, mas desta vez aprofundou mais aquele beijo.
...e ela também.
Claramente excitada, Arya perseguia a língua dele sem qualquer receio do que ele poderia pensar dela. Era fácil deixá-la à vontade... desde que não doesse, é isso que me preocupa.
Ela aguenta machucados e treinos, mas será que aguenta a dor da mulher?
O seu membro pulsava impacientemente, Jon tinha que se controlar pois ela tinha o próprio tempo e não forçaria um sexo rápido e direto.
– Coisas muito boas – completou ao terminar o beijo, vendo-a sem fôlego e completamente tomada pelo êxtase – Como a minha lobinha se sente?
Não havia ritmo nenhum na respiração da pequena loba.
– É isso que chamam de ‘orgasmo’? – perguntou com um sorriso satisfeito, soltando o corpo embaixo dele e instintivamente, e inconscientemente, abrindo-as mais ainda como se fosse um convite. Um convite subjetivo, é claro, pois nem a própria Arya sabia o que estava querendo dizer com aquilo.
Jon sorriu, ela estava deslumbrantemente cômica.
– Existem vários tipos de orgasmos.
Ela ergueu uma sobrancelha, e foi neste momento que Jon descobriu que o Rei bloqueou completamente a educação sexual dela. Fez muito bem.
– Quantos?
Jon deu de ombros enquanto tirava o resto das roupas dela, jogando-as no chão e revelando... bem, revelando o que faltava nos sonhos e na imaginação no Lobo-Dragão. As pernas abertas apenas para si e mostrando a umidade que escorria na parte interna das coxas de sua linda loba. O seu membro pulsou dolorosamente, era difícil conter mas Jon se esforçava para que o impacto emocional em sua pequena fosse menor.
Massageou-lhe entre as pernas novamente, fazendo-a fechar os olhos e gemer baixinho.
– Existe o orgasmo apenas por masturbação, como este que estou fazendo na minha lobinha – começou a explicar lentamente ao pé do ouvido dela, parando para morder o seu pescoço e fazê-la gemer novamente. Ela tem um ponto fraco no pescoço... bom saber... – Tem mais dois: orgasmo por oral e orgasmo por penetração.
– ‘Orgasmo por oral’? – repetiu confusa, abrindo os olhos lentamente e revelando pupilas arregaladas. Jon queria rir da reação bizarra que ela estava tendo mas isso iria dificultar a ordem das coisas. Queria que ainda naquela noite ela recebesse a sua semente em seu ventre, de hoje não passará.
O Príncipe assentiu e acariciou o longo cabelo negro que jazia solto.
– Quer um? – perguntou em um sussurro ao pé do ouvido da lobinha, arrepiando-a. Arya respirou fundo e assentiu, fechando os olhos novamente. Ela estava entregue de corpo e alma à ele, que se enchia de satisfação.
Fez um caminho de beijos até o ventre da lobinha, deixando-a tensa em cada localidade em que seu corpo reagia. Mas quando sua respiração se aproximou de seus lábios inferiores, Arya abriu os olhos abruptamente e recuou como um animalzinho assustado. Ela tem medo...
Ele abriu um sorriso tranquilo que visava a segurança dela, que Jon era confiável o suficiente e... que eu daria a vida por ela.
– Não... – ela havia se encolhido, prensada contra a parede e ainda deitada na cama.
Ele estendeu a mão esquerda para Arya, que hesitou.
– Confie em mim – pediu-lhe carinhosamente, aproximando-se lentamente para que ela não fugisse como uma loba ferida – Não quero te confundir e muito menos te enganar, convivemos por tanto tempo e ainda pensa que eu posso te machucar?
Arya mordeu o lábio inferior bastante pensativa, logo aceitou a mão que Jon lhe estendeu.
– Nunca me machucaria – concordou com mais segurança na voz e no olhar. Falando em olhar, pelos deuses novos e antigos... que menina linda... – Desculpe a reação, acho que com todos os homens que tentaram alguma coisa... não sei, é só que...
Agora ele entendeu o que estava se passando.
Traumas...
– Matei todos eles, minha pequena.
– E-eu sei... é só que...
Jon balançou a cabeça.
– Está segura comigo, ninguém irá te invadir e muito menos te violentar – não sou qualquer um, Arya... – Estamos sós indo em direção a sabe-se lá onde, deite comigo e permita com que eu te faça esquecer todos esses fantasmas do passado. Sei que quer isto, apenas tem medo de que eu possa ser como eles, acertei?
Arya assentiu após alguns instantes, se aproximando dele novamente.
– Prometa que não me deixará, que não me trocará pelo jogo dos tronos.
...e agora?
Jon engoliu em seco.
– Não posso lhe oferecer isto, minha pequena – falou uma tanto quanto desgostoso com a sua posição na vida – Ainda tenho a responsabilidade de carregar duas Casas poderosas nas costas, assim como você também tem, mas em menor grau. Somos o jogo dos tronos, se não participarmos... como podemos sobreviver neste mundo?
Arya fechou os olhos.
– Então me faça esquecer disto pelo menos por uma noite – pediu deitando-se confortavelmente e dando passagem para que o corpo dele ficasse entre suas pernas. Jon assentiu, acariciando os seios de sua lobinha – Que o mundo nos esqueça só esta noite.
– Não se preocupe, farei com que isto aconteça — ...ou melhor, farei com que quando estivermos em terra oficializarei o nosso relacionamento antes que alguém nos localize... – Agora fique tranquila e relaxe, está em boas mãos. E língua.
Arya riu embora este riso tenha sido substituído imediatamente por um gemido mais agudo. Ele começara a beijá-la em lábios diferentes, nos lábios inferiores úmidos e escorregadios, tão quente que sua língua era até levemente fria, contrastando a temperatura e dando-lhe mais prazer.
Prazer a ambos.
Vê-la se contorcer diante de leves toques com a língua é uma visão que nunca pensei que poderia se realizar.
Chegou em um momento que a própria Arya começou a pressioná-lo contra a própria, usando as duas mãos no cabelo negro do Lobo-Dragão. Ela acariciava seu cabelo e nuca, o que deixou o membro de Jon mais impaciente, aquilo mexia muito com o Príncipe e mal se aguentava dentro daquela calça. Decidiu se afastar, o incômodo estava chegando a doer.
– Porque parou? – perguntou uma Arya confusa. Jon sorriu internamente – O que está fazendo?
Humm... tirando minha roupa?
– Apenas um de nós está vestido ainda, lobinha.
Ela o observava tirar o que restava da roupa dele, era como se fosse um curioso espetáculo para a lobinha. Jon fez de tudo para não se sentir constrangido por conta dos olhares invasivos e curiosos. Ele treinava muito, principalmente nos últimos tempos, era natural que o corpo ficasse definido de acordo com o que é trabalhado nele. Ela não vai me dominar, não hoje.
Fale com o autor