Notas iniciais
Olá! Espero não ter demorado! Robb vai ser um dos novos POVs! Vão ser Jon, Arya, Robb, Jaime e Cersei... sim, os dois vivem! Digamos que Stannis e Melisandre gostaram muito deles... bem gostaram, Cersei sabe jogar com a pussy dela com os Baratheon e Jaime, pobre Jaime! Tá tão no inferno... enfim! Quero mais comentários! A periodicidade desta fic continuará rápida, a outra eu vou demorar um pouquinho pois estou dando prioridade para esta, que está longa e precisa ser renovada o tempo todo. É muita informação para deixar pra depois o.O beeeijos!

O Inverno estava em seu auge e se o Norte estivesse sendo ajudado peça Coroa... bem, iria ser um prejuízo e tanto.

O Inverno mais rigoroso dos últimos séculos, bem que a Velha Ama sempre nos falou que um dia esse inferno gelado iria cair em cima de nós.

Não era raro ver o aborrecimento do seu pai com algumas decisões tomadas pelo Rei, principalmente quando se trata de revoltas. Theon Greyjoy era o seu melhor amigo mas Robb nunca se esquecera que ele estava em Winterfell como refém, assim o herdeiro do Norte tinha que tomar cuidado com possíveis manobras. Para a decepção do rapaz, Theon não estava se revelando um amigo tão leal quanto pensara e foi triste quando o Rei ficou sabendo que o refém de Balon Greyjoy estava repassando informações para os homens de ferro. Logo Theon foi arrastado para a Muralha e Robb não se esquecia dos gritos de desespero que o seu amigo emitia ao sair de Winterfell. Sua mãe sempre o ensinou que as pessoas entram e saem da sua vida o tempo todo e se preocupar com um Greyjoy era a mesma coisa que defender um Baratheon, algo que o próprio Robb tinha certo receio.

A mulher vermelha dava arrepios quando resolvia aparecer em Winterfell com Stannis Baratheon, já o irmão praticamente morava dentro daquelas muralhas grossas. Era um homem sem um braço, gordo e com um senso de humor politicamente incorreto, sendo muito querido para os Stark. Por mais que tenha tido aquele enorme desentendimento no passado, Robert Baratheon gostava da vida que levava pois criava o seu bastardo Gendry em Winterfell e não precisava dar muita satisfação do que fazia. Novamente, por mais que tenha tido aquelas confusões entre os Stark e Baratheon, o respeito sempre esteve em alta conta para a felicidade do futuro Lorde Stark. Outro fator que contribuía bastante era uma espécie de sentimento de liderança que Robert despertava nos outros homens e, mesmo com apenas um braço, os contagiava com um otimismo saudável.

Mas quando a Lady Stark aparecia... não tinha pra ninguém. Robb sorriu enquanto colocava todas aquelas camadas de roupa e pele para iniciar mais um dia de sua vida, de sua juventude. A mãe dele sabia colocar Robert no lugarzinho que era merecido, ninguém enfrenta Catelyn Stark depois que a mesma já provou diversas vezes que o contato com a realeza era mais fácil do que parecia. Criou todos os filhos com um amor de mãe de um lado e um punho de ferro do outro pois o Lorde Stark também era a Mão do Rei e precisava ficar fora de seis em seis meses, assim o herdeiro de Winterfell foi preparado para comandar assim que nasceu e intensificado pela necessidade de manter um representante masculino naquele lugar de Westeros. Todo esse trabalho foi feito com muita dedicação pois Robb era o tipo do rapaz que quando achava o que deveria saber, o fazia com maestria.

O treinamento começava com a prática da espada, depois se encontrava com a sua mãe e refazia todo o conceito de política em Westeros. Ele gostava quando ela divagava sobre quando era moça e morava em Correrio, ao Sul.

- As frutas são cheias de sumo, bem mais que aqui – ela comentou certo dia enquanto se esquentavam na lareira da biblioteca. No dia, Lady Stark procurara por pêssegos e não achara.

Ele riu novamente, Catelyn Tully ainda estava bem presente naquela Lady Stark.

Mas o que realmente importava eram as ordens que o seu pai mandava lá de Porto Real e que deveriam ser cumpridas imediatamente, nisso já era dever do jovem Robb.

Nunca errei ou desestabilizei o Norte nem mesmo quando a mulher vermelha resolveu entrar na política.

Foi um pesadelo mas Robb deu conta ao ensiná-la que o lugar de uma Lady Baratheon era ao lado do marido e apoiando-o em qualquer empreitada, mas apoiando-o da mesma forma. Era frustrante ver o quanto o enérgico Stannis Baratheon estava sendo iludido por aquela mulher louca.

Mas como meu pai sem fala: a vida pertence àqueles que a tem.

Robb sempre se lembrava de sua mãe nessas horas, o dever foi colocado de lado quando ela ofereceu a filha mais nova para ser criada em Porto Real.

Até hoje me pergunto se a situação estava tão caótica assim... é proibido falar nisso.

Era proibido pois era de difícil acesso todas as informações contida naqueles tempos e a maioria delas está com o Rei.

Então seguindo o raciocínio de meu pai, o que importa é o que fazemos com o presente.

Presente...

Esse era o medo do jovem Robb, como viver o presente sendo que sempre querem que ele seja o futuro do Norte?

E... noivas.

Aquilo o amedrontava pelo fato que a que ele escolhesse iria ser decisiva para o resto de Westeros.

Não pode ser uma nortenha.

Ou seja, Robb estava com vontade de tomar uma mulher pra si mas precisava ser sábio.

Seja inteligente, Robb. Nada de mulheres Frey.

Elas são feias. Não há mulheres Tully e nem mesmo Arryn disponíveis, seria ideal se fosse de uma família assim.

Ter que enfrentar o extremo Sul de Westeros o deixava nervoso, não sabia como se portar com uma donzela tão sofisticada e diferente.

- As sulistas são bem independentes – comentou o seu pai no desjejum, apenas seus pais estavam presentes na mesa naquele momento. Estava bem cedo e o Lorde Stark havia chegado de Porto Real há poucos minutos, preferindo comer logo antes de descansar. Sua mãe molhava o pão no leite com canela enquanto observava o marido para ver se alguma anomalia estava presente – As jovens de casas grandes como os Tyrell e os Martell portam armas e sabem política melhor do que muito homem. Coloco um grande destaque para a criação de Arianne Martell pois ela cresceu junto com Arya, Daenerys e Margaery. Elas são um desafio e os homens do Norte não tem muita paciência com isso.

Tradução: fico puto de raiva por terem criado a minha filha mais nova desse jeito.

Robb olhou para o leite com canela que fumegava e perguntou-se de o Inverno era tão complicado assim no Sul.

- Elas foram criadas juntas mas cada uma tem sua peculiaridade – começou sua mãe após molhar os lábios com o leite com canela, parecia estar quente demais – Arianne Martell é a mais indicada para uma proposta, se for isso que quer. É uma Princesa que sabe... o lado mais feminino da vida.

Robb não soube se chorava ou ria da expressão do seu pai, estava incrédulo com o raciocínio dela.

- Além de impetuosa, Arianne Martell não é do tipo de mulher que se guarda – então só imagino... Robb era um rapaz tímido que nunca sentiu o toque de uma mulher mas aquela ideia de ter uma Princesa que tem tudo aos seus pés apenas para si... bem, o jovem ruivo sentiu um incômodo entre as pernas – Mas é uma ótima amiga para Arya, elas são muito próximas e sua virtude familiar é honrosa... gostaria que Arya aprendesse isso com ela.

Arya Stark... me pergunto como você deve ser.

- O problema é: ela vai me querer, pai? – perguntou inseguro, provocando um sorriso nos lábios de sua mãe – Digo, essas meninas tem Westeros aos seus pés. Arianne Martell é a Princesa de Dorne, Margaery Tyrell é a flor de Jardim de Cima, Daenerys é uma Khaleesi que governa a Baía dos Escravos e Arya está para mais Targaryen do que Stark. Onde vou arranjar uma noiva vantajosa para o Norte?

A Lady Stark o analisou com curiosidade.

- Robb, se colocar a sua irmã mais nova como cogitação de casamento... – disparou inquieta com a desorganização do pensamento dele. E se não for só desorganização? Não, Robb... o que você está pensando? Talvez Arya possa me ajudar com isso... mas eu nem a conheço... — ...mas compreendo a sua desorientação, ultimamente está tendo muitos homens nas famílias. Quanto a todas essas meninas, me pergunto o que o Rei estava pensando quando liberou Daenerys com treze anos para se casar com o líder Dothraki. Deuses! Eu nunca deixaria isso acontecer!

O Lorde Stark a olhou de soslaio.

- Você entregou a nossa filha para o Rei antes mesmo que ela completasse dois meses de vida – comentou exausto daquela conversa. Robb só observava o comportamento dos dois, era como se essa sua irmã mais nova fosse a maldição dos Stark. Ela é chamada de Princesa Loba e é muito respeitada, se veste com o dragão de três cabeças e tem conexões... – Vamos esquecer isso, daqui dois meses ela estará aqui e finalmente poderemos acabar com esse inferno. Bran vai adorar os dragões, eles assustam mas não nego que são majestosos.

Ela suspirou, parecia estar aliviada... mas uma ruga de preocupação entre suas sobrancelhas não escapou da visão do jovem Robb.

- Ned...

Robb sabia as milhares de cogitações que a sua mãe estava fazendo.

Ela ficará aqui?

Ela se adaptará bem?

E por aí vai...

Mas Robb não esperava o rumo dessa conversa.

- Tenho que mantê-la aqui de qualquer forma, Cat. Ela ficará, te asseguro – meu pai está certo de que isso ocorrerá... oh-oh...

Ela ergueu uma sobrancelha já mostrando vários indícios de dúvida daquele plano desconhecido.

- Robb, porque não apressa os seus irmãos? – perguntou sua mãe, já querendo que ele fosse pau-mandado. Não, Robb estava revoltado, eu sou o herdeiro de Winterfell e Lorde quando meu pai não está, então tenho direito de saber o que se passa debaixo do meu nariz.

A verdade era que Robb já sentia Winterfell como sua de tanto o seu pai ficar em Porto Real. Era triste, sim, mas era natural.

Eu que mantenho a ordem no Norte.

Com os olhos brilhando, o jovem senhor balançou a cabeça firmemente. Sua mãe arqueou as sobrancelhas em um sinal de reprovação pela desobediência, mas parecia que o senhor seu pai já não estava tão surpreso ou chocado assim com a reação do seu primogênito. Ele sabia que o filho estava farto de ter as intrigas escondidas apenas por acharem que ele era novo demais, inexperiente demais.

Meu primo já faz parte do Pequeno Conselho do Rei! Ele é apenas um ano mais velho que eu!

- Eu sou um homem-feito, mãe – argumentou já sabendo que aquela discussão estava terminada, o olhar de orgulho do pai foi mais forte do que qualquer desobediência. Pegou-se pensando se apenas a sua mãe que estava escondendo a podridão de Westeros para que ele governasse em paz o Norte, sem muitas preocupação. Sem muitas preocupações?É sério isso? – Governo o Norte quando meu pai não está, preciso saber de tudo que se passa para tomar as decisões certas, mãe.

Ela o observou longamente, seus olhos eram calorosos e relutantes para que ele entrasse no jogo dos tronos. Até a minha irmã mais nova consegue jogar esse jogo, porque acha que eu não consigo? O orgulho do Jovem Lobo era muitas vezes perfurado quando escutava que sua irmã mais nova sabe guerrear e jogar com as pessoas, sempre educada pelo Rei ou os perigosos homens de Bravos. Por fim, sua mãe assentiu e Robb ficou com a impressão de que nos últimos anos ela envelhecera mais rápido do que deveria.

- Não reclame quando escutar o que não quer ouvir – resmungou e tomou um longo gole do seu leite quente – Principalmente sobre a sua irmã.

Fico me perguntando se ela realmente me considera o seu irmão mais velho.

Não, Robb. O irmão mais velho dela se chama Jon Targaryen e é o herdeiro de toda Westeros, possuindo tanto o lobo-gigante quanto três dragões.

- Arya é uma boa menina, inteligente e perspicaz – argumentou o seu pai levemente irritado com a má vontade de sua mãe. A Mão do Rei deu de ombros como se falasse que a irmã mais nova de Robb fosse um caso perdido – Ela sempre teve liberdade para fazer o que quiser, tem instrutores da Casa do Preto e Branco pois muitos deles trabalham para o Rei e Daenerys. De um pra cá, Jaqen está com ela para todos os cantos e ele já deixou claro que não há limites para protegê-la, sim, me sinto honrado por tamanha devoção... mas como posso confiar nele quando ela morar aqui? O Rei já me avisou que ele ficará com ela de qualquer forma em qualquer lugar. São assassinos sofisticados, usam substâncias raras e o fim justifica os meios, e esta última frase é o que me preocupa.

- Isso se ela quiser ficar aqui, Ned – lembrou-o imediatamente.

A possibilidade de ter assassinos de Bravos em Winterfell já deixava o Jovem Lobo com os pelos da nuca arrepiados. Como que essas esquisitices sempre encontram a minha irmã mais nova?

- Acha que ela aderiu essa filosofia, pai?

- Ainda não, Rhaegar e Jon são homens sensatos, honrados e racionais – começou a resposta, coçando a barba mal-feita por causa da viagem – Mas Arya tem uma essência selvagem e Lyanna não era assim, já havendo uma divergência entre o modelo usado por Robert sobre como Arya é. Ele pensa que só porque ela tem uma aparência muito semelhante a da minha irmã significa que elas são iguais em seu interior. Isso não acontece na realidade, Arya se revelou bem diferente, talvez pela criação dada mas a verdade é que quanto mais conheço a minha filha, mais vejo que ela irá frustrar Robert.

- Então porque não cancelar esse acordo ridículo que me forçou a dar minha filha ao Rei, criando-a como se fosse prepará-la para a guerra? – perguntou uma Lady Stark ácida, mas o pai de Robb não deu ouvidos aos resmungos dela.

Mulheres.

- Tem Stannis Baratheon – falou Robb, com um palpite certeiro e que fez o pai assentir prontamente – Ele não esquecerá, nem mesmo aquela mulher vermelha.

- Robb, o buraco é mais embaixo – falou sua mãe, respirando fundo... agora começa o jogo, mãe? – Lady Melisandre é adepta de uma bruxaria explícita, não é sábio desafiá-la.

O Jovem Lobo observou os pais por alguns segundos.

Porque tenho a sensação de que algo muito ruim irá acontecer?

- O que ela fez? – Robb não era tolo.

- Não quero estar por perto quando o Rei descobrir que ela está mandando cartas com pó tóxico para o mesmo – comentou o seu pai, esboçando uma careta de como tudo poderia ficar ruim – Fiquei de olho desde o começo, a maior parte do pó é tirado porque pedi Rhaegar para que todas as suas cartas fossem limpas antes serem colocadas para leitura. Ele concedeu, já sabendo o que eu queria dizer.

- Então porque não falou que era de Melisandre? – perguntou Robb, confuso.

Catelyn assentiu, terminando o seu leite com canela.

- É o Norte que está em jogo, todos nós seríamos considerados traidores pois os Baratheon é a casa que mais convivemos, e mesmo o seu pai sendo a Mão do Rei... quem entraria na frente do Rei, Robb?

Então é isso que machuca a minha mãe...

- Arya não...? – a sua mãe balançou a cabeça firmemente com os lábios apertados em um sinal de frustração, tensão ou decepção?

- Deixe de ser radical, Cat – começou a Mão do Rei, papai está cansado... – Arya gosta de todos nós, será uma pedra no sapato caso algo aconteça conosco, tem Jon também, vocês esquecem que a raíz dele é mais nortenha do que sulista. O que me deixa em pé atrás é que Arya também é muito ligada ao Rei e quando ele fica um pouco mal por causa do pó tóxico, ela não hesita em passar o dia inteiro com ele. Ela é uma loba que cuida de quem gosta, mas um dragão tem instintos diferentes do que de um lobo, eles são mais agressivos e intensos.

Eu estou entendendo bem...?

O Jovem Lobo se esforçava para não parecer confuso diante dos pais, afinal, ele queria provar que era um homem-feito e totalmente confiável para deixar o jogo dos tronos em suas mãos. Com alguém me ajudando...

- Então Rhaegar está gostando de Arya? – isso saiu tão estranho quando pronunciado... até os seus pais fizeram uma cara ruim, claramente já deixando claro a merda que aquilo seria.

- Há algo do tipo, mas eu me preocuparia com Jon – respondeu Cat, já deixando evidente o seu jeito opositor pelo herdeiro do Trono de Ferro. Sempre foi assim... mas dizem que os instintos maternos são fortes demais, não? – Eles se dizem irmãos mas esquecem que os Targaryen se casam entre os mesmos, além de que Arya confia sua vida à ele. É nítido nas cartas o quanto ela é devota do ‘irmãozinho’ dela, eles viajam juntos, montam cavalos, dragões e lobos-gigantes juntos, até treinam juntos! E o ciúmes, Robb! O que faço com Arya? Ela está hostilizando Sansa porque a mesma disse que queria conhecer o Príncipe. Arya não hesita, esse é o problema.

- Se alguém ir contra Jon, ela irá contra essa pessoa... independente de quem seja – concordou o seu pai, pela primeira vez no dia, com a sua mãe. Ok, então Jon é uma preocupação... e Rhaegar também... e Robert também... e Stannis também... e Melisandre... bem-vindo ao jogo, Robb. – Jon também é devoto dela, já matou muita gente por causa dela pois não admite desrespeito ou intimidade demais dos outros com ela, sendo este o principal problema quando eles chegarem aqui. O Príncipe acha que ela é propriedade dele e isso também acontece ao contrário, ele é uma propriedade para ela. Não sei com quem me preocupar mais, meu filho, irá dar confusão e esta não demorará e crescerá com tanta rapidez que quando perceberem, estaremos em guerra.

- Há tantos problemas, Robb... eu queria te poupar porque o seu pai já entrou em um acordo com o Rei – confessou sua mãe, acariciando a mão dele que estava em cima da mesa.

- Que acordo? – perguntou já sabendo que era confusão. O que não é confusão?

- Já temos uma noiva pra você – anunciou a Mão do Rei, decidido de que aquilo ali não tinha volta mais – Os casamentos são políticos e você sabe disto melhor do que qualquer pessoa, irá cumprir o dever mais difícil que lhe darei?

O Jovem Lobo engoliu em seco, ele estava sendo inserido no jogo dos tronos oficialmente.

- Quem é, pai?

Um dever difícil...?

Muito difícil... ?

- Rhaegar está insatisfeito com a sua irmã mais nova, já tirando-a da Baía dos Escravos e deixando aquele lugar nas mãos da população local – começou o seu pai vagarosamente para não assustar o rapaz, mas não conseguiu evitar os olhos arregalados de Robb e com a negação que aparecera em sua mente com tal intensidade, ficando difícil não imaginar como aquilo tudo iria se tornar um pesadelo – Argumentei que seria casar você para dar estabilidade ao Norte, assim o Rei apresentou a proposta de casamento... ele só pediu para que você tenha paciência, mas pense, filho, tudo ficará melhor com a vinda dela, não ficaremos na corda bamba todas as vezes que Stannis e Melisandre resolverem brincar de ‘rebelião’.

Os olhos da sua mãe parecia implorar essa ajuda.

- Robb, sei que é difícil encarar uma Khaleesi... deuses! – exclamou revoltada com a sua futura nora, o Jovem Lobo pegou-se pensando como que aquilo poderia dar certo – E assim Arya poderia ficar aqui também. Isso nos salvaria tanto, filho...

O pior era que Robb compreendia o medo dos pais.

- Esse é o jogo dos tronos? – perguntou-os após respirar fundo e pensar em todas as coisas que teria que abandonar, principalmente os seus conceitos do que é certo ou errado ao aceitar uma Targaryen que é Mãe de Dragões e acabou com a escravidão em praticamente todos os lugares. Deuses! Seus pais assentiram – Estarei mantendo a confiança do Rei em nós, minha irmã mais nova irá voltar a morar conosco, Stannis e a mulher dele ficarão no canto deles com dragões circulando pelo Norte... se é esse o desejo, o farei.

O olhar de seu pai estava profundo, parecia refletir sobre como as coisas estavam se encaminhando.

- Daenerys Targaryen é a única filha do homem que assassinou o meu pai, e também será a futura Lady Stark e dormirá no leito que um dia ele dormiu... – o seu pai divagou tristemente, não tinha como não juntar todas aquelas informações e perceber como que aquilo tudo não passava de uma brincadeira maldosa que os deuses estavam fazendo com eles, com os Stark de Winterfell – Vou me deitar, preciso descansar.

De certa forma, Robb sentia pena do seu pai por ter que viver para ver o dia que aquilo irá acontecer. Pior, ser um dos que colaborou para este acontecimento...

Após alguns instantes silenciosos, sua mãe parecia estar esperando o seu pai sair da sala para inicia uma conversa mais...

...sincera...

- Robb, está consciente de que este trato você não pode dar pra trás, não está? – perguntou seriamente, analisando-o por inteiro – Daenerys Targaryen é uma jovem da sua idade mas bem experiente, conhece o mundo e sabe que não quer apenas ser uma mulher comum. Ela irá tentar governar o Norte, e tenho a audácia de falar que ela o faz bem, então não deixe de mostrar que você é o Stark, que somos do Norte e ela não é.

Ele assentiu e colocou como uma nota mental de nunca irritá-la.

Difícil...

Como vou satisfazê-la quando ela teve um Khal em sua cama... ?

Sim, o Jovem Lobo se revelou um jovem inseguro. Não se pode negar que ela tinha a beleza da antiga Valíria embora o próprio Robb nunca a viu, iria ser muito bom para a visibilidade do Norte e... para milhares de outras, mas tudo isso fora do quarto, da intimidade deles. Isso que o preocupava, a intimidade deles...

- Estou consciente, mãe.

Espero estar, mãe.

- Agora olhe para mim... – agora você está me assustando com essa face séria, mãe - ...nunca ouse arranjar outra mulher, você já a tem e isso basta em sua vida. O amor se constrói pedra por pedra, uma paixão pode colocar tudo a perder.

Robb sabia o que ela estava falando, significava que ele tinha que parar de observar Jeyne Westerling, a jovem que fugira do Sul com ajuda dos Tully.

- Eu não tenho nada com ninguém.

Mas Jeyne que vem atrás de mim, sei que ela não virá depois que descobrir que me casarei, provavelmente, com Daenerys Targaryen. Não, não pense em Jeyne.