Apenas Juntos

4 Visita e Motivos


Notas iniciais
Hélou, pipous! Finalmente, vocês irão saber o porque a vida do Cast está uma loucura, loucura, loucura -nn Agora as coisas começam a crescer hehe ~~ Se estiver com fome, não leia ainda hsuahsuahs -brinks Boa leitura!

Nathaniel passou o endereço e desligou. Só depois que se lembrou que devia ter perguntado que horas Castiel viria. Só sabia que seria de tarde.

Bem, ele não tem cara de quem acorda cedo no domingo. Então provavelmente virá depois das duas horas.

Mais tarde, Nathaniel foi pra escola, deu suas aulas e voltou pra casa. Branca e Dragon já estavam até brincando juntos. Agora seria estranho sem Dragon por perto. Nathaniel estava começando a considerar a adotar um cachorro. Mas teria que pensar melhor sobre o assunto.

...

Acordou onze horas no domingo, colocou comida para os dois bichinhos e fez seu café. Demorou pra comer, mais do que o costume. Comeu devagar, saboreando suas torradas, escutando o som da TV, sem prestar muita atenção.

Dragon estava agitado. Até parecia saber que ia encontrar seu dono. Ele terminou de comer e ficou andando de um lado pro outro. De repente, parou, prestando atenção em algo, e então saiu correndo pra fora. Assim que saiu pela porta, a campainha tocou, fazendo o loiro tomar um susto.

O quê? Não pode ser.

Levantou e foi pra porta. Viu Castiel agachado no portão, fazendo carinho em Dragon. Pegou a chave e foi para fora.

— Você não disse que viria de tarde? — perguntou destrancando o portão.

— É, mas acabei acordando cedo.

Quando o portão foi aberto, Dragon pulou desesperado em Castiel, latindo. Castiel agachou de novo e deixou que o cão o lambesse. Os dois riram com o desespero dele.

— Entra aí — convidou, indo na frente.

Nathaniel voltou ao seu lugar na mesa. Castiel entrou, olhando ao redor, se aproximou, e se sentou no chão, continuando a brincar com o cachorro.

— Seu filho da puta. Como pôde fugir daquele jeito?

— Aliás — falou o loiro —, como ele fugiu?

— Tinha dois caras no meu apartamento que foram buscar alguns móveis que eu vendi. Provavelmente deixaram o portão aberto... e eu moro no térreo. Como não tem porteiro, não tinha como alguém impedir. Achei que ele estava dormindo no meu quarto. Depois de um tempo que os caras foram embora é que eu vi que ele não estava lá.

— Ele parecia cansado quando eu o achei.

— Onde ele estava?

— Mais ou menos perto daquele pet shop. Na verdade, foi uma colega que viu ele andando sozinho e quis ir atrás dele.

— Ainda bem que ela quis. Nem quero pensar no que poderia ter acontecido — disse abraçando Dragon, fazendo uma careta triste.

— Algo errado?

— Eu não sei como vão ficar as coisas. Nem sei se ainda vou poder ficar com ele.

— Por quê?

— Não achei uma casa por aqui. Tenho um colega que mora na cidade vizinha, e ele disse que posso ficar lá, enquanto procuro uma casa. E também tem vários lugares que estão precisando de gente para trabalhar. Não sei se vou poder levá-lo comigo.

— E o que vai fazer?

— Ainda não sei. Só sei que que não vou deixá-lo em qualquer lugar.

Os dois ficaram em silêncio por um tempo.

— Então... — Nathaniel levantou com seu prato e foi pra cozinha. — Eu fico com ele.

Castiel o olhou. — É sério?

— Sim. — Se encostou na mureta. — Ele ficou bem aqui. Até já ficou amigo da minha gata.

— Estou vendo que ele está bem... — Analisou o cão. — Mas não sei...

— Enquanto não tiver um lugar fixo, pode deixar ele aqui. Depois pode vir buscá-lo.

— Talvez seja melhor... — Levantou. — Você até comprou uma guia.

— É. Eu achei que ele estava acostumado a caminhar por aí. Como eu não tinha nenhuma coleira, tive que comprar.

— Vou dar uma volta com ele, tudo bem? Eu volto.

— Tudo bem.

Nathaniel abriu o portão e os dois saíram. Voltou pra dentro, trocou de roupa e lavou a louça suja.

Será que ele vai ficar pra comer?

Ele pensou no que poderia fazer. Tinham algumas opções, mas não sabia o que Castiel gostava ou não. Decidiu esperar eles voltarem. Quarenta minutos depois, chegaram.

Dragon foi correndo para sua tigela de água. Nathaniel pegou a jarra de água da geladeira e um copo, e os deixou em cima da mesa, onde Castiel tinha sentado.

— Valeu. — Se serviu, tomando um bom gole. — Ele ficou doido. Queria ficar correndo o tempo todo.

— Devia ser energia acumulada. — Fez cafuné no cão. — Desculpe, Dragon. Devia ter ido correr com você.

— Tudo bem. Deve ter gastado tudo hoje.

Os dois olharam para o cachorro, que se deitou ao lado da tigela de água, cansado.

— Quer ficar para comer?

Castiel o olhou e olhou para seu relógio de pulso. — Ah, tá. Fico sim.

— Eu ia começar a fazer, mas não sabia do que você gostava. — Foi pra geladeira e a abriu.

Castiel levantou e apoiou os braços na mureta. — Se tivesse perguntado antes já teria falado que como praticamente de tudo.

— Ah, é? Você tem cara de ser fresco para comida.

— Nem preciso falar de você então, né? — Riu. — Eu fiz faculdade de gastronomia. Ou melhor, tentei fazer.

— Não terminou?

— Não. Eu comecei a ficar irritado com os professores gritando na minha orelha nas aulas práticas. Quase esmurrei um.

Nathaniel riu. — Imagino. — Olhou nas prateleiras. — Então você pode me ajudar... Que tal frango?

Castiel demonstrou saber o que fazia. Cortava com precisão e rapidamente.

Nathaniel deixou o rádio ligado. — Como você não chora?

— É só respirar pela boca que seus olhos não lacrimejam — falou com a voz um pouco anasalada, já que estava cortando cebolas.

— Hm. Interessante. — Secou os olhos com as costas da mão. — Bom saber disso.

Temperaram o frango, e um pouco depois o colocaram no forno, junto com pedaços de batata, cenoura e cebola.

— Você não disse exatamente o que aconteceu, pra ter que sair de onde está.

Castiel olhou para trás rapidamente, e depois voltou a olhar para o balcão. — Vou começar desde o começo... Eu estava em uma banda, há uns três anos, e a partir do segundo ano as coisas começaram a melhorar. Conseguimos fazer shows em outras cidades, e até fomos pra outros estados. Nosso empresário nos ajudou bastante, mas não estávamos ganhando tão bem quanto imaginávamos. — Começou a cortar as cenouras. — E já achamos que não estávamos dando nosso melhor, e que o empresário não estava nos dando o apoio que a gente precisava. O pessoal começou a brigar e nosso vocalista caiu fora. Nosso contrato acabou e o cara não quis renovar, e simplesmente sumiu depois. E por um incidente, descobrimos que ele estava desviando nosso dinheiro pra uma conta em outro país — Deu um riso forçado.

O loiro ficou boquiaberto. — Mas o que aconteceu com ele? Não o processaram?

— Por enquanto, não deu nada. Abrimos um processo, mas duvido muito que dê algo. Estamos esperando.

— E vocês ficaram sem dinheiro?

— O que sobrou de tudo, dividimos entre nós. Não que fosse pouco. É o suficiente para ficar largado por uns meses. Mas não quero me acomodar e também não quero continuar com essa carreira. O apartamento que estou não é barato, e eu pago aluguel.

— Entendi...

Depois de terminar, Nathaniel arrumou a mesa, e colocou comida para Dragon e Branca. Os dois se serviram e sentaram na mesa. Castiel olhou para a gata, e ela encarou de volta. Balançou o rabo lentamente, ainda o olhando, e depois andou até sua tigela.

— O que foi isso? — Castiel estranhou.

— É normal. Ela é desconfiada com gente estranha aqui. Mas você fez certo. — Começou a comer.

— O que fiz certo?

— Ficou olhando para ela. Acho que ela se sente ofendida se alguém a ignora na própria casa.

Castiel riu e começou a comer. No meio da refeição, uma outra música começou a tocar.

O convidado tirou o celular do bolso e atendeu. — Oi... Sim, pode falar. — Deixou os talheres no prato. A voz do outro lado da linha falou. — Por quê...? Ahn? Você está de brincadeira comigo... Uma ou duas?! Só por que eu já empacotei quase tudo. — Colocou a mão na testa. — Tá... Tá bom. Tudo bem. Se precisar me liga... Tchau. — Desligou e deixou o celular na mesa, suspirando.

Notas finais
Quanto a informação sobre a cebola, sim, é verdade hsahsua Eu faço sempre xD ~não que alguém queira saber O que estão achando até agora? Não sei da onde tirei que o Cast tinha que ter -tentado- fazer faculdade de gastronomia, mas gostei da ideia de fazer ele sabendo cozinhar, sei lá. No próximo capítulo, as coisas começam pra valer heuheueh Sugestões? Algo a dizer? Falaê o/ Obrigada por lerem! Até o próximo cap. :D