Apenas Juntos
13 Toques
Notas iniciais
No dia seguinte, Lisa estava um pouco mais tranquila em relação aos pais, mas ainda estava pensativa sobre a proposta. Nathaniel chegou em casa e Castiel não estava lá. Não tinha deixado nenhum bilhete ou aviso de onde estava. Enquanto fazia o jantar, seu celular começou a tocar, e quando olhou quem era, abriu um sorriso.
— Olá, Júlia — Atendeu, deixando a ligação na viva voz.
— E aí, Nath! Tudo bem?
— Sim, e você?
— Cansada, mas bem. O carrancudo tá por perto?
— Não. — Riu. — Ele saiu e não sei para onde. Quando cheguei do trabalho não estava mais aqui.
— Será que ele não fugiu?
— Duvido muito, as coisas dele ainda estão aqui. E o cachorro dele também.
Ela riu. — Verdade! Você trabalha com o quê?
— Sou professor de inglês, e você?
— Uau, isso combina mesmo com você. Eu trabalho no RH de uma casa de show.
— Aquela que nos conhecemos?
— Ah não, a que eu trabalho é mais perto do centro.
Eles ficaram um tempo conversando. Um pouco depois, Nathaniel ouviu o barulho da moto de Castiel, e plugou os fones no celular para continuar falando com Júlia. Castiel entrou, olhou por cima do ombro do outro para ver o que ele estava cozinhando, e foi tomar banho, sem dizer uma palavra.
O loiro deu um risinho. — Ele chegou.
— Sério? Tá nervosinho?
— Não sei, não disse nada.
— Mas é aí que você pode desconfiar.
Nathaniel estava quase terminando de cozinhar, quando foi tirar o celular do bolso, escorregou, saindo dos fones e caindo no chão.
— Quebrou! — Júlia disse, no viva voz.
Castiel apareceu próximo a mureta da cozinha. Nathaniel o olhou, como se tivesse sido pego fazendo algo proibido. O outro estreitou os olhos.
— Alooou? — Júlia exclamou.
— Você está falando com a Júlia? — Castiel perguntou pausadamente.
— E daí que ele está falando comigo? — Júlia perguntou. — Não é da sua conta.
— Como ela conseguiu seu número? — perguntou ao loiro.
— Eu passei para ela.
— Então você pegou o meu celular e atendeu às ligações dela?
— Castiel, dá licença rapidinho, você está atrapalhando minha conversa com ele...
— Sim, eu vi ela te ligando e atendi.
— E quem mandou você atender?
— Castiel, isso não é da sua conta! — Júlia berrou.
Castiel abaixou, pegando o celular. — E isso também não é da sua. — E desligou. — Me fala agora por que você atendeu. Será que não viu que eu estava ignorando as ligações dela?
— Poderia ser outra pessoa te ligando.
— E daí? Não era para pegar. Eu não saio mexendo nas suas coisas.
— Não que eu saiba.
— O quê? Tá insinuando que eu mexo nas suas coisas quando você não está aqui? — Começou a ficar nervoso.
— Não insinuei nada, disse que eu não sei e não estou aqui para ver. Para de ser egoísta.
— Egoísta? Por que tá me chamado de egoísta?
— Porque você é! Não custava nada passar meu número para ela. — Nathaniel disse irritado e passou por ele, indo para a sala. — Eu não vou roubá-la de você.
— Espera aí, o quê? — Se virou, segurando o braço do outro, o fazendo parar.
— Não sei por que esse ciúme todo, não quero pegar alguém da sua lista, ela só queria conversar comigo. — Tentou soltar seu braço, mas ele não o largou.
— Ciúme?! Você acha que eu sou uma garotinha de quinze anos pra ter ciúme? — perguntou irritado, empurrando Nathaniel para a lateral do armário da cozinha, ficando em sua frente.
— Qual o seu problema...? — Nathaniel não sabia mais o que dizer.
Será que era errado se sentir atraído por ele em um momento como esse?
Castiel o soltou, mas continuou o encarando. Aquela mesma sensação magnética começou a aumentar entre os dois.
Uma música encheu o ar, e os dois olharam ao mesmo tempo o celular que Castiel tinha deixado em cima da mureta da cozinha. Devia ser Júlia ligando de novo.
Nathaniel continuou olhando pro celular, e se moveu para ir pegá-lo, mas Castiel colocou a mão em seu peito, o empurrando de volta e se aproximou, encostando seu nariz ao do loiro.
O coração dele disparou, e os dois se olharam. Castiel encostou seus lábios nos dele, ainda o olhando, e deu uma mordiscada no lábio de baixo, e fechou os olhos em seguida.
O rosto de Nathaniel começou a esquentar, e os dois começaram a mover os lábios um contra o outro. Logo, a mão de Castiel foi para a nuca, empurrando a cabeça do outro contra a dele, e aumentando o ritmo dos beijos. Nathaniel não sabia o que fazer com as mãos, então as colocou na lateral do corpo do moreno, próximo as costas.
Castiel usou o peso de seu corpo para apertar Nathaniel contra a parede do armário, deixando sua coxa direita entre as pernas dele, apertando até ficar satisfeito com a reação de seu corpo.
Nathaniel já estava ficando sem ar e se sentindo febril. Não era justo só ele ficar dessa maneira. Era impossível esconder sua excitação, já que Castiel estava apertando sua coxa contra ela.
Castiel puxou a nuca do loiro para o lado, assim beijando seu pescoço, e dando mordidas mais fortes. Continuou beijando, descendo para a clavícula. Subiu, passando a língua pelo pomo-de-adão, dando uma mordida no queixo e voltando a boca. Colocou a outra mão por baixo da camiseta dele, e a levantou, e se separando um pouco, em um movimento rápido, o fez levantar os braços e retirar a blusa, e voltando a beijá-lo.
Nathaniel fez o mesmo, colocou suas mãos por baixo da camiseta do outro e a tirou. Dessa vez, ele começou a beijar o pescoço dele, segurando suas costas, o apertando contra si. Deu beijos pelo ombro e brincou passando a língua em uma trilha até a orelha.
Olhou de canto, e ficou feliz, pois os pelos finos do braço de Castiel estavam arrepiados.
O moreno segurou os ombros de Nathaniel, o empurrou contra o armário novamente e voltou a beijá-lo, ainda com as mãos em seu corpo, começou a desliza-las para baixo, passando por seu peito, barriga, até chegar onde queria, e mordeu o lábio inferior de Nathaniel ao mesmo tempo, o fazendo arfar.
Começou a puxar para baixo a calça dele, que sentiu seu rosto queimar ainda mais pela vergonha. Tentou ignorar, e tentou imitar as ações de Castiel, fazendo o mesmo que ele.
As calças foram ao chão praticamente ao mesmo tempo, e eles se encostaram novamente, terminando de tirar o tecido das pernas. Começaram a tocar um ao outro, trocando mais beijos e respirações ofegantes. Castiel parou, segurando o pulso do loiro, e o puxou, indo em direção ao banheiro.
— O que foi? — Nathaniel perguntou confuso.
Entraram no banheiro, e Castiel ligou o chuveiro. Esperou a água esquentar e entrou debaixo dele, puxando o companheiro também. Voltaram a se pegar, continuando de onde pararam na cozinha.
Nathaniel percebeu que Castiel ficava muito mais atraente com o cabelo molhado, meio grudado no rosto. Ou será que era por causa da situação em que estavam? Tudo o fazia ficar mais atraente do que o normal. Seu cabelo molhado e escuro, seus olhos que se fechavam as vezes, sua boca semiaberta, respirando alto, sua pele tão quente que parecia estar com febre... Ele não conseguia explicar essa atração tão forte e física.
Os dois chegaram aos seus limites juntos, e Castiel se apoiou com a mão na parede, encostando a testa no ombro do outro, que também respirava alto. Ele estava começando a sentir seu corpo ficando dormente.
Castiel levantou a cabeça, deixando a água cair sobre si, se limpando. Colocou a mão no pescoço de Nathaniel, o puxando, e deu um último beijo. Olhou em seus olhos rapidamente, e saiu do box, pegando uma toalha que estava lá. Se enrolou e saiu do banheiro, fechando a porta.
Nathaniel ficou em baixo d’água, e fechou os olhos, ainda se sentindo mole.
Como era possível aquilo ter acontecido? Em um momento estávamos quase brigando, e no outro...
Desligou o chuveiro, mas ficou parado, processando os acontecimentos.
...
Quando Nathaniel saiu do banheiro, ouviu Castiel falando com alguém no telefone, e viu que ele tinha deixado suas roupas em frente a porta, então as vestiu. Foi pra cozinha, tentando prestar atenção na conversa.
— Ah claro, eu entendo. É, infelizmente — dizia calmo. — Se você conseguir, posso aparecer aí... É melhor aproveitar enquanto estou por perto... Eu não vou ficar aqui, estou de mudanças pra outra cidade...
Ele está falando com uma mulher. Dá para perceber pelo tom de voz... É sério? Depois do que...
Olhou para a janela, se encostando na bancada.
— Pois é, as coisas não estão a meu favor... Claro, se você conseguir é só me dar um toque.
O coração de Nathaniel acelerou. Claro, onde ele estava com a cabeça...
Uma música começou a tocar, e ele correu para a mureta, para pegar seu celular. Deslizou a seta verde. — Oi, Júlia — atendeu baixo.
— Nath? O que foi? O que aquele imbecil fez? Tacou seu celular pela janela? Ele não te bateu não né?
— Claro que não. — Fez coisa pior, talvez? — A gente acabou discutindo — explicou em voz baixa. — Sinto muito por não ter te atendido antes.
— Tudo bem... Você parece desanimado. Não me admira, cavalo do jeito que ele é. Você não tem cara de quem gosta de brigar.
— Foi nada, já passou.
— E descobriu por que ele não queria me passar seu número?
— Na verdade não. Mas não importa muito agora, não é?
— Não. — Ouviu ela sorrir. — Podemos conversar agora.
Nathaniel resolveu comer enquanto falava com ela. Terminou, guardou as panelas e foi para o quarto. Castiel ainda estava no telefone, e ele também. Só desligou pouco antes de cair no sono.
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