Apenas Juntos

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Notas iniciais
Oiee gentemmmm! Eu escrevi tanto! Esse era pra ser o último capítulo, mas como ficou muito grande dividi ele. Vocês terão mais um tempo para se prepararem :p Boa leitura!

Nathaniel abriu os olhos. A luz atravessava as cortinas e cobria o quarto com o calor do sol.

Era engraçado como tudo parecia estar mais radiante. Mais brilhoso. Ou era apenas o sol fazendo seu papel.

Olhou para o lado. Castiel ainda dormia feito uma pedra. Estava com os braços esticados por baixo do travesseiro.

Era impossível não deixar de sorrir. E também de lembrar em como foram dormir tarde ontem. Sentia-se quente só de lembrar as posições que fizeram. Mas apesar disso não sentia-se cansado. Sentia-se muito bem.

Pegou o despertador e viu que ainda estava bem cedo. Deu um beijo rápido nos lábios do adormecido, e levantou, tentando não mexer a cama. Pegou suas roupas e foi para o banheiro. Estava dolorido, mas nada que o impedisse de fazer algo. Tomou banho e foi preparar o café da manhã.

Enquanto estava na pia, ouviu Dragon fazendo festa. Olhou para trás, e Castiel estava próximo a mesa de jantar, brincando com o cão. Depois, se aproximou e abraçou Nathaniel por trás.

— Bom dia. — Nath disse baixo.

— Bom dia — disse, dando um beijo em seu pescoço.

— Dormiu bem? Parecia Dragon dormindo. Podia ter um terremoto que você não acordaria.

Ele riu. — Puxou de mim. Mas dormi bem. Fazia tempo que não dormia tão bem assim.

— Era a saudade de mim que não te deixava dormir — brincou.

— Talvez. — O soltou, e foi ao armário, pegar o pote de ração.

O loiro sorriu. Ele nunca iria admitir, não é? — Pode dizer que era, eu não ligo.

— Vai te fazer feliz se eu disser? — Guardou o pote de volta após colocar a ração para os animais e se aproximou da pia, ficando de costas, se apoiando nela.

— Talvez. — Nathaniel disse como quem não queria nada.

Castiel cruzou os braços e olhou para frente, parecendo sem graça. — Eu senti saudade mesmo. Mas acho que não era o real motivo de eu não conseguir dormir.

— E qual era? — perguntou um pouco desanimado, ao ouvir sua resposta

— Eu não conseguia esquecer a cena de você com aquela garota no sofá. — Nathaniel engoliu seco, sentindo-se mal. — Eu sei que não estávamos juntos para valer. Eu nunca disse nada, então você podia ficar com quem quisesse, mas ainda assim machucou. — Deu um sorriso triste. — Eu tentei tratar com sarcasmo, mas não funcionou muito.

— Eu sinto muito... Eu não sabia que... — Encarou a pia.

— Você não tem que se explicar...

— Mas eu quero. — Castiel o olhou. — Eu disse que você me deixava confuso. Naquela vez acho que foi a maior de todas. Tínhamos discutido por causa da Júlia, e depois nos pegamos... — Ficou corado só de lembrar. — Depois que sai do banheiro você estava no telefone, e deu a entender que estava marcando de sair com alguém. — As sobrancelhas de Castiel se juntaram. — Eu fiquei com raiva de você... — Castiel abriu a boca para falar, mas o parou. — Não que eu tenha ficado com Lisa de propósito para te incomodar de alguma forma. Tudo acabou acontecendo naturalmente. Claro que no fundo eu queria uma espécie de vingança, mas não fiquei com ela por causa disso. Ela queria ficar comigo porque ia embora. E só a trouxe aqui porque sabia que você não estaria, e não tinha como saber que ia voltar.

— Isso por que eu não expliquei sobre a ligação... Eu estava pretendendo fazer um show beneficente para o canil da cidade e....

— Eu sei. — O interrompeu, e Castiel ficou com cara de dúvida. — Uma vez, estava no mercado com Júlia e encontramos uma moça. Ela me reconheceu e perguntou se eu não tinha um outro telefone seu, já que não conseguia entrar em contato com você. Ela falou desse show que você fez com alguns colegas. Até disse o dia em que tinha ligado, e eu lembrei que foi aquela vez. — Passou as mãos no rosto e deu um riso nervoso — Eu me senti tão idiota... — O olhou. — Foi muito legal o que você fez.

— Eu devia ter te falado. Depois daquilo você foi dormir e não conseguir falar, e acabei esquecendo depois... Sinto muito. Você ficou ainda mais inseguro, não é?

O quê? Ele está se desculpando? — Sim.

— Se eu tivesse falado talvez as coisas tivessem sido diferentes...

— Castiel, já foi. Não precisa mais se preocupar com isso. — Foi até o armário e pegou duas xícaras. Colocou café nas duas e entregou uma a Castiel.

Foi até a mesa e sentou-se, pegando uma torrada e passando manteiga. Castiel o imitou.

— E o que você fez? Enquanto estava lá — perguntou antes de tomar um gole do café.

— No primeiro dia já fui trabalhar em uma loja de instrumentos musicais, e fiquei morando com meu amigo. A casa dele ainda não estava terminada, mas dava pra ficar lá... Eu conheci bastante gente. — Ele pareceu pensar no que falar. — E... conheci várias meninas legais. Como tinha visto você com aquela garota, resolvi tentar esquecer de tudo. Eu sai com algumas. Sinceramente, tentei até com alguns caras, mas não dava. Nenhum deles me lembrava você, apesar de eu procurar algumas semelhanças físicas. Depois que os conhecia, ficava frustrado.

Nathaniel sabia que estava sendo egoísta, mas não conseguiu deixar de ficar feliz com aquilo, apesar de ficar morrendo de ciúmes imaginando Castiel se pegando com outra pessoa.

— Mas... Por que veio para cá? Você disse na escola que tinha vindo buscar Dragon. Como foi parar na minha escola? Ainda mais dando aulas?

— Eu tinha mesmo vindo buscá-lo. Claro que no fundo eu queria te ver também. — Riu. — Eu vim aqui e você não estava. Já comecei a ficar puto. A única coisa que me passou na cabeça era você estar na escola, apesar do horário. Fui lá, perguntei de você e disseram que estava de férias. Foi ai que vi um papel na secretaria dizendo que precisavam de um professor de música. Pedi para o meu amigo enviar meu currículo por e-mail. Fiquei em um hotel e no dia seguinte deixei meu currículo lá. Uma semana depois me chamaram. — Sorriu. — Qual foi sua reação quando me viu lá?

— Eu quase entrei em pânico. — Riu, e Castiel riu junto. — Eu fiquei ainda mais confuso e nervoso. Não tinha ideia do que você estava fazendo ali na sala de música.

— Você foi me procurar, então — provocou.

— Fui procurar sem saber. Só vi a sala de música aberta. Estranhei porque ninguém as deixava aberta e fui até lá. Foi quando te vi mexendo em vários cabos.

— Eu sabia que tinha alguém ali! Era você, então.

Riu, sem graça. — Sim. Eu fiquei totalmente perdido, querendo te evitar ao máximo.

— Eu sabia que você ia querer me evitar. Mas era só questão de tempo até nos esbarrarmos. Eu estava nervoso também, apesar de não parecer.

— Não mais que eu. Depois de descobrir que eu que tinha feito coisa errada, estava morrendo de medo de te encarar.

— Você não fez coisa errada.

— Fiz sim. Para mim, eu fiz. Então me deixa.

Castiel sorriu. — Tudo bem. Como você disse, passou. Sabe, eu ouvi você no telefone naquele dia...

Nathaniel gelou. — ... O que você ouviu?

Ele riu. — Só lembro que você disse que tinha me visto aqui e não sabia o que fazer. Você não queria me ver, e queria ir embora, mas não adiantaria porque me veria todos os dias. E até falou em se demitir... — Sorriu.

Ele não sabia onde enfiar a cara. Apoiou os braços na mesa, e o rosto das mãos, tentando o esconder, pois sabia que estava vermelho.

— Você realmente pensou em se demitir? — perguntou sorrindo.

— Foi só uma ideia em meio ao desespero. Eu não ia fazer isso.

Castiel puxou uma mão de Nath e a segurou na mesa. — Se tivesse feito isso provavelmente eu não estaria aqui.

Nathaniel apertou sua mão, tentando não pensar nessa possibilidade. — Ainda bem que não fiz.

Terminaram de tomar café, e Nathaniel foi até a pia lavar a louça. Castiel se aproximou o abraçando por trás, e começou a beijar sua nuca e orelha. O outro riu, começando a se sentir quente. Castiel passou as mãos pela barriga do loiro e as desceu, indo direto ao ponto, ficando feliz em como Nathaniel reagia rápido as suas caricias.

— Castiel, temos que ir trabalhar daqui a pouco. — Deu risada.

— E daí? Está cedo ainda — disse, pegando o elástico da calça de Nathaniel e a abaixando. — Eu te dou uma carona para o trabalho, não se preocupe. — Sorriu, o segurando e começando a fazer movimentos com a mão para cima e para baixo.

Nathaniel gemeu. — Você podia... pelo menos esperar eu terminar aqui.

— Está bem, então. — Rapidamente, colocou a calça de volta no lugar e foi para a sala, rindo.

Nathaniel o olhou, sem acreditar. Seu coração batia rápido, e cheio de vontade, terminou a louça o mais rápido que conseguiu.

Quando terminou, foi até a sala. Castiel estava no sofá, olhando para o teto. Nathaniel foi até ele tirando a camiseta e a jogando no chão. Castiel levantou e o agarrou, começando a tirar as roupas um do outro, e foram para o sofá. Castiel sentou-se e o loiro ficou por cima. Ele controlava a velocidade. Era vez dele ver as caras que Castiel fazia. Que a propósito, fazia ficar melhor ainda.

— Tem que ser rápido... — Nathaniel disse entre gemidos. — Ou vamos nos atrasar.

— Droga. Queria ficar nisso o dia todo — falou, respirando alto, e puxou Nathaniel, para beijá-lo.

...

— Você vai voltar pra cá depois? — Nathaniel perguntou, fechando a porta da cozinha.

— Quer que eu volte? — Sorriu maliciosamente.

— Onde você está ficando? Na casa de alguém? — ignorou o tom dele.

— Não, em um hotel.

Será que era boa ideia chamá-lo para morar aqui? — Não quer vir morar aqui?

Castiel parou e o olhou. — É sério?

— Sim.

Se aproximou, colocando as mãos — que estavam com luvas pretas — no rosto do loiro. — Seria ótimo. Vou poder te comer até na lavanderia. — E o beijou.

Deu risada. — Não que não possa agora.

Seu sorriso malicioso apareceu. — Quer arriscar chegar atrasado?

— Não. — Sorriu, saindo de perto dele e indo até a moto. — Vamos logo.

Castiel riu, e foi até lá. Os dois subiram quando estavam na rua.

— O que vamos falar? — O loiro perguntou, atrás de Castiel.

— Como assim?

— Que você vai morar aqui. O que vamos falar na escola?

— Não precisa falar. Ninguém precisa saber.

— Mas e se perguntarem? Você vai ter que mudar o endereço na sua ficha.

— Só falar que estamos dividindo a casa. Morando juntos. Nada de errado. Só se você quiser falar que estamos juntos de verdade, só não acho que seja boa ideia.

— Eu também acho. Pode prejudicar você de alguma maneira. Mas tudo bem. Estamos apenas morando juntos.

— Isso aí. — Ligou o motor e partiram.

Notas finais
Ai, ai, ai :3 Beijos e até o próximo :*