Apenas Juntos

25 Aceitando


Notas iniciais
Tá aqui, gente! O último capítulo. Eu vi o comentário da Estrela Azul sobre a Júlia, e pensei. Vocês gostariam que eu fizesse um capítulo extra sobre ela? Como se fosse um bônus? Se sim, comentem aí! Boa leitura!

Nathaniel temia que todos soubessem de alguma forma o que estava rolando entre os dois. Mas obviamente não tinha como descobrir sem que eles falassem algo. Então o dia passou tranquilo. Dessa vez no almoço, Castiel ficou no refeitório e eles almoçaram juntos, conversando normalmente, como colegas de trabalho.

— Ah, estou vendo que vocês estão se dando bem — disse Sra. Mila sentando-se em uma mesa perto. — Fico feliz.

Nathaniel sorriu, e Castiel ficou sem entender.

...

Ao chegar em casa, se jogou no sofá, cansado. Castiel foi ao banheiro. Sentiu algo mexer em seu bolso, e pegou seu celular. Júlia estava ligando.

— Alô?

— Oi, Nath, você sumiu! Não deu mais notícias, comecei a ficar preocupada.

— Nos vimos domingo, Júlia. — Riu suavemente.

— Eu sei, mas mesmo assim! Você precisa me manter informada todos os dias... — Ela ficou quieta por alguns segundos. — Nath?

— Sim?

— Aconteceu alguma coisa.

— Aconteceu? — zombou.

— Para de graça! Aconteceu sim! Sua voz está diferente.

O que tem de errado nessa garota? Ela sempre adivinha tudo. — Aconteceu tanta coisa que nem sei por onde começar — Riu de si mesmo.

— Pois pode começar a pensar por onde vai começar.

Castiel saiu do banheiro e sentou-se junto ao Nathaniel, o olhando. — Quem é? — perguntou, mesmo sabendo a resposta.

— Quem está aí com você? — Júlia perguntou curiosa.

Nathaniel riu. — Júlia — disse ao moreno. — Castiel — disse no telefone.

Castiel deu de ombros, apesar de ainda sentir um pouco de ciúmes.

— O QUÊ? NATHANIEL ACHO BOM VOCÊ ME EXPLICAR TUDO AGORA MESMO.

Nathaniel caiu na gargalhada. Até Castiel não conseguiu segurar o riso, tamanho o berro de Júlia. — Se acalme. Por que não vem aqui hoje?

— Agora?

— Sim.

— Só se o Castiel não me enxotar.

Ao ouvir aquilo, riu. Se aproximou do telefone. — Não vou te enxotar desde que se comporte.

Júlia ficou em silêncio.

Será que ela ficou chateada?

Antes de Nathaniel perguntar, ela começou a rir, e o fez relaxar os ombros.

— Espero não chegar aí e pegar os dois se comendo.

— Não vai. — Nath riu. — Prometo.

— Tudo bem. Quero uma janta bem especial. Já, já chego aí. Tchau.

— Tchau. — Desligou.

— Vou perder horas que poderia estar te abusando. — Castiel fez cara de tédio.

— Você vai ter todo o tempo que quiser depois. — Nathaniel o puxou, roubando um beijo. — Não a trate mal. Ela me ajudou de verdade quando você foi embora. Ela não é um risco para você.

Castiel o olhou. — Não vou tratá-la mal. Mas não tem como não ter ciúmes.

— Com certeza ela vai querer ser sua amiga também. Dê uma chance, tá bom?

— Tudo bem. — Suspirou.

Nathaniel levantou e foi para a cozinha. Escolheu o que ia fazer para o jantar e fez até uma pudim de leite de sobremesa. Castiel o ajudou. Depois de uma hora, a campainha tocou. Nathaniel pegou as chaves e foi abrir o portão. Júlia pulou e o abraçou com força.

Fechou o portão e os dois entraram. Ele já estava vendo o desastre que seria.

Júlia andou até Castiel e o abraçou bruscamente, se pendurando nele. Castiel ficou com os braços suspensos e olhou para Nathaniel com os olhos arregalados. O outro o incentivou, e ele acabou cedendo, a abraçando de volta.

Ela sorriu. — Fico feliz que tenham parado de graça.

Castiel parecia sem graça. — É... Eu também.

— Agora pode me contar. — Foi até Nathaniel e o puxou para seu quarto, para ter um pouco de privacidade.

Eles se sentaram na cama, e Nathaniel começou a contar tudo desde o começo, primeiramente perguntando até onde ele tinha contado a ela. E contou todo o restante. Dava pra ver como ela estava feliz por eles. No final, eles se abraçaram e voltaram a cozinha. Castiel estava emburrado.

Júlia deu um tapinha em seu ombro. — Pronto, devolvido. Relaxa aí que vocês se comem por mais tempo do que isso.

Castiel não tinha mais nada a fazer, a não ser rir. Enquanto jantavam, conversavam, riam e Júlia berrava as vezes. Mas era o jeito dela.

Depois da sobremesa — que Júlia comeu três vezes — os ajudou com a louça. E depois, se despediu, abraçando os dois fortemente. E foi embora.

...

— Não foi tão ruim, não é? — Nathaniel aninhou-se no ombro de Castiel, já na cama.

— Não, não foi. Eu sei que ela é legal. Hoje me senti mais confortável com ela.

— Eu percebi. Ela gosta de você. Só quer o melhor pra nós.

— Eu sei. — Bagunçou os fios loiros do parceiro com a mão. — Queria perguntar uma coisa.

— Pergunte.

— Quando percebeu que sentia algo por mim?

Ele pensou. — Não sei exatamente. Eu não tinha reparado, mas quando você marcou de sair com uma garota, eu me incomodei um pouco. E quando você voltou mais cedo, e explicou o porquê tinha chego cedo, eu me senti feliz. Você tinha dito que não estava afim, mesmo ela se abrindo completamente para você. Eu não sabia, mas fiquei feliz. — Riu, sem jeito. — E a primeira vez que você me beijou, quando estava bêbado, me deixou bem confuso. Mas eu gostei. Relutei com aquilo, em aceitar que tinha gostado... E fiquei mais confuso com seu ataque de ciúmes no bar, no show do seu amigo. Tudo por causa da Júlia.

— Não era só por causa dela. — Riu.

— Não?

Balançou a cabeça. — Eu não te contei, mas naquela noite, enquanto eu estava longe de você, muitas garotas perguntavam se você era solteiro e se tinha como eu te apresentar a elas.

As sobrancelhas dele se levantaram. — Sério? E o que você falava?

— Eu falava que você já estava com alguém. Mas a medida que vinham outras eu fiquei irritado e sai de lá.

— Por isso você quis ir embora cedo.

— É... Não conta para ninguém. — O cutucou, rindo.

Ele sorriu. — Não vou contar.

— Bom, continue.

— Ahm... — Pensou. — Ah sim, depois do show. Fomos a praia e você me pegou desprevenido. Quando estávamos sentados na areia, depois de entrar no mar, eu senti uma eletricidade entre nós.

— Eu também. Por isso te beijei... Foi mais forte do que eu.

Nathaniel sorriu. — Antes disso, eu fiquei com vários pés atrás, porque Júlia tinha me dito que você era conhecido por não ficar muito tempo com a mesma pessoa. Então depois do beijo da praia, eu ainda não queria aceitar que tinha gostado, e também não queria ter esperanças...

Castiel virou, e o olhou. — E agora? Você ainda tem medo de aceitar?

Ele pensou. — Talvez.

— O que quer que eu faça? Para você aceitar?

— Não sei. — Deu risada. — Eu só queria saber uma coisa. Aqueles dois vídeos que você postou no seu facebook... Tocando sua guitarra e cantando...

— Sim — disse rápido. — Era para você. Mesmo sabendo que você não veria, eu queria postar.

— Mas no primeiro você disse que era para Dragon.

Revirou os olhos. — Até parece. Só disse aquilo para o pessoal não comentar de que eu estava cantando para alguém. Mesmo que não tenha funcionado muito... Mas como você viu?

— Pelo facebook da Júlia... Viu? Ela nos ajudou bastante.

Ele riu. — É, estou vendo... Quer que eu ponha no facebook que estou com você agora?

— O quê? Não. Para quê?

— Talvez assim você acredite. Ou quer um anel de compromisso?

— Anel? Com certeza alguém na escola suspeitaria.

— Foda-se o pessoal da escola. Não ligo que eles descubram ou que esfreguem na cara deles. Quero saber de você. Quero saber se você ainda tem medo de aceitar.

Sorriu. — Depois disso tudo? Não, não tenho medo de aceitar. Já aceitei. E se você der algum tipo de mancada, a Júlia fará justiça por mim.

— Claro. — Deu risada e o apertou contra si. — Então posso trazer minhas coisas?

— Sim. Dessa vez elas não precisam ficar nas caixas atrás do sofá.

— Ainda bem... Então talvez teremos que comprar um guarda roupa maior.

— Por mim tudo bem. Veremos isso. Algo mais?

— Você vai ter que me ajudar a vender algumas coisas, tipo móveis, panelas, sei lá.

— Você vai acabar fazendo uma venda de garagem.

— É uma boa ideia.

— Primeiro se preocupe em trazer tudo pra cá, depois vemos isso.

— Eu sei... — O beijou.

Nathaniel retribuiu o beijo e se aconchegou nos braços de Castiel. Dragon e Branca entraram no quarto, e subiram na cama, deitando nas pernas de ambos.

Notas finais
:') Primeiro, queria MUITO agradecer a todo mundo que parou tudo o que estava fazendo para ler essa fic! Teve mais visualizações do que comentários? Sim. Eu teria continuado mesmo se tivesse poucas pessoas vendo? Sim. Teria sido a mesma coisa se ninguém tivesse comentado? Não. Os comentários mudam o jeito como eu vejo as coisas, por isso são tão importantes. É através dele que vejo se vocês estão gostando ou se estou deixando a desejar. Mesmo você, que não comenta ou nunca comentou, quero agradecer. Se o número de pessoas continua constante, é porque a coisa está boa! Mesmo não comentando, obrigada por ter ficado até fim. E vocês meus querido(as) que comentam: MUITO OBRIGADA DO FUNDO DO MEU CORE!! Vocês foram os responsáveis por eu dar pulinhos de alegria, por eu dar risada até umas horas, e sorrir feito idiota de alegria por ser reconhecida. Desde que fiz minha conta no Nyah, queria postar alguma história, mas só depois de algum tempo que tive coragem. O número de visualizações dela não foi tão boa, mas foi o começo. Foi a partir daí que me fez querer postar mais. Então, vendo o tanto de gente que acompanhou esta fanfic, eu fico muito feliz, mesmo não sabendo a opinião de todo mundo. Obrigada de verdade a todo mundo! Vocês mudaram minha vida, sério. Obrigada pelo apoio e, apesar de eu ter ficado de tempos em tempos sem postar, obrigada por não terem largado de mim. E o que acham sobre o capítulo extra sobre a Júlia? Vão querer? :D Logo irei começar uma história no estilo Shoujo/Comédia/Vida Escolar. Pra quem gostar, fiquem de olho! Obrigada por tudo! s2