Apenas Juntos

23 Matando a Vontade


Notas iniciais
AAAAHHH que alegria! Estou feliz de finalmente trazer o que todos queriam xDD Boa leitura o/

Nathaniel estava louco. Louco para sair daquela sala, louco para o sinal bater logo, louco para ter Castiel grudado nele. Louco de uma alegria quase estranha.

Ele não queria ficar feliz daquela forma. Uma alegriazinha já bastava. Mas ele queria sair gritando daquela sala. Ele não queria se deixar tomar pela alegria, tinha medo de que no final, não desse certo. Uma parte de seu cérebro queria explodir, já a outra queria ficar quieta e esperar o acontecimento para avaliar a situação.

As horas se arrastavam. Cada aula de quarenta minutos pareciam durar duas horas.

No meio da tarde, resolveu ir ao banheiro esfriar um pouco a cabeça. Ao olhar no espelho, sua feição mostrava que ele estava agitado. Andou até uma cabine, mas antes de entrar, foi empurrado para dentro, se apoiando no vaso sanitário, e sentou-se em seguida. Nem precisava olhar pra saber quem foi.

Castiel entrou e fechou a porta. Virou e curvou-se. Segurando o rosto de Nathaniel, o beijou de leve, mordiscando seu lábio de baixo.

— Eu venho para respirar e você faz isso? — Suspirou.

— É o meu trabalho, professor. — E beijou-o mais intensamente.

Nathaniel retribuiu o beijo, e colocou as mãos no quadril do moreno. Castiel ergueu-se, e colocou uma mão no topo da cabeça do loiro. Nathaniel o olhou, envergonhado, e depois olhou para frente, entendendo o que ele queria. Começou a distribuir beijos pela barriga dele, por cima da camiseta, e foi descendo lentamente.

Antes que tocasse o botão da calça com as mãos, parou, pois havia entrado alunos no banheiro. Eles ficaram paralisados. Os alunos estavam conversando e dando risada. Nathaniel olhou para cima com os olhos arregalados. Castiel sorriu, e colocou o dedo indicador na frente da boca, fazendo um “shh” silencioso.

Aquilo era incrivelmente excitante. Havia o medo de ser pego, mas como era o Castiel ali, tudo ficava mais excitante.

Um dos alunos deu risada e falou baixo com o outro. — Deve estar cagando.

O outro riu baixinho. — Sim.

Castiel riu, já Nathaniel não, o nervoso não deixou. Um tempo depois, os alunos saíram.

O moreno segurou o rosto do loiro e se aproximou. — Sabe o que eu quero fazer com você? — perguntou baixo e o outro balançou a cabeça, negando. — Vai descobrir mais tarde. — Sorriu maliciosamente, e deu-lhe um beijo rápido. Levantou e saiu da cabine.

Ele nunca vai parar de fazer isso...

Nathaniel levantou e saiu da cabine também.

Castiel o olhou e sorriu. — Melhor arrumar isso aí. — Apontou para baixo.

Sentiu seu rosto esquentando mais, e ajeitou sua calça, arrumando seu “amigo”. Isso era muito perigoso.

Castiel ajeitou seu cabelo e saiu do banheiro. Simplesmente saiu. Nathaniel já achava que teria o mundo todo do lado de fora para vê-los e saber o que estavam fazendo. Depois que se acalmou, decidiu sair. E o corredor estava vazio, obviamente. Voltou à sua sala e continuou a aula. Depois do que pareceu uma eternidade, o sinal bateu. Nathaniel até pulou de susto. Arrumou suas coisas, tentando não ir muito rápido. Ele não queria parecer desesperado.

Quando guardou tudo, enrolou mais um pouco, fingindo estar verificando a sala. Quando se deu por satisfeito, saiu e foi até a última sala, mas Castiel não estava ali, e também não estava na sala dos instrumentos.

Não acredito. Eu estou pagando de idiota de novo? Não é possível.

Com passos pesados, foi em direção a saída. Antes que começasse a xingar Castiel, parou na porta da secretaria. Ele estava com a moto do lado do portão, encostado nela.

Se eu tenho tanta insegurança de que ele vai me deixar de novo, por que estou fazendo isso?

Assim que Castiel viu Nathaniel andando até ele, colocou seus óculos escuros — talvez para tentar sensualizar —. Subiu na moto e ligou o motor.

Nathaniel, meio envergonhado, subiu, e logo partiram sem trocar uma palavra.

A viagem foi rápida. Claro, já que Castiel estava dirigindo igual a um louco. Chegou a passar em alguns faróis que ficaram vermelhos. Talvez ele levasse algumas multas de brinde.

Conforme se aproximavam, Nathaniel ficava mais nervoso. Ele nem lembrava qual era o estado de sua casa antes de sair, mas provavelmente Castiel nem repararia. Talvez estivesse ocupado demais olhando a bunda do professor de inglês.

Pararam na frente da casa. Nathaniel desceu e abriu o portão. Castiel entrou com a moto, como fazia antigamente. Dava para ouvir Dragon latindo lá dentro. Com certeza já sabia que seu dono estava ali.

Abriu a porta, e Dragon saiu correndo para fora. Ao ver seu dono, latiu, choramingou, e pulou de felicidade. Aproveitou a distração e deu uma olhada na casa. Estava tudo em ordem.

Ele não sabia o que fazer. Estava perdido dentro da própria casa.

Branca apareceu, e veio esfregar-se nas pernas dele. A pegou no colo como se ela fosse um escudo. Foi à cozinha, e colocou comida nos dois potes.

Castiel entrou, ainda brincando com seu cão — que nem ligou para o cheiro da comida, e foi em direção à sala.

Os seguiu. Castiel havia deixado sua mochila no sofá e havia sentado no chão, e Dragon em sua frente. Nathaniel colocou sua mochila na cadeira da escrivaninha e olhou os dois brincando por alguns minutos. Estava começando a ficar impaciente.

Dragon deitou ao lado da perna esquerda do seu dono, enquanto recebia carinho.

Nathaniel não aguentava mais. Se aproximou, ficando na frente de Castiel, e rapidamente ficou de joelhos e o beijou.

Sem parar, Castiel também ficou de joelhos, e deixou as mãos por baixo da camisa do loiro, a levantando e a tirando. Passou para a calça, e começou a desabotoa-la.

— E-espera, acho que vou tomar um banho primeiro.

— Agora que você me ligou quer ir embora?

— É rápido.

— Acho bom ser.

Nathaniel levantou e foi ao banheiro. Tirou suas roupas e entrou no box. Começou a se lavar muito bem, e antes que conseguisse tirar toda a espuma, um barulho o assustou. Castiel entrou no banheiro.

— Demorando muito. — E começou a despir-se.

Deixou a água cair em seu rosto, tentando se acalmar. Castiel entrou no boxe e foi para debaixo do chuveiro. O loiro virou-se e os dois se olharam. Antes que pensassem em algo para dizer, começaram a se pegar.

Castiel o empurrou contra a parede — que estava fria comparado a água — lhe causando arrepios. Passava as mãos pelo corpo de Nathaniel, apertando forte cada parte.

Nathaniel decidiu desligar o chuveiro para não gastar mais água, e virou Castiel, o deixando contra a parede. Começou a distribuir beijos pela orelha, pescoço, peito, barriga, até chegar ao que interessava.

Ele não sabia como fazer exatamente, mas pelo jeito que Castiel respirava forte e segurava seus cabelos, estava fazendo direito. Se sentiu orgulhoso por fazer certo. Às vezes, Castiel afastava sua cabeça, tentando controlar sua respiração, e algum tempo depois o colocava de volta. Alguns minutos depois, Castiel avisou que estava quase lá, e Nathaniel continuou mais rápido, até acabar. Ligou o chuveiro novamente, e limpou sua boca.

Castiel o olhava em descrença. — Você já tinha feito isso?

— Não. Por quê?

— Parece que sabe do assunto.

— Ah... — O loiro riu, sem graça. — Não, não sei.

Castiel riu e trocou de lugar novamente. Começou a beijá-lo intensamente, enquanto descia as mãos pelas costas do loiro. Apertou sua bunda, e começou a passar os dedos entre elas, e se empolgava mais a medida que Nathaniel tremia ou apertava sua nuca, o incentivando a continuar.

Castiel parou de o beijar, e passou a olhar as caras que o loiro fazia. Ele estava corado, e segundo Castiel, “com cara de quem queria ser abusado”. Quer dizer, mais ainda.

— Para de me olhar. — Nathaniel disse envergonhado, entre gemidos.

— Não tem como não olhar sua cara. É excitante.

O outro deu um sorriso pequeno, e continuou a apertá-lo.

Ainda mexendo, Castiel desceu e retribuiu o que o outro havia feito antes. Nathaniel já não conseguiu segurar muito tempo.

Castiel também se sentiu o bonzão. Depois de se limpar também, desligou o chuveiro e pegou a toalha que estava pendurada. Se secou um pouco, passou para o loiro que também se secou e puxou Nathaniel pela mão até o quarto, e o deitou na cama. Ali era um cenário novo.

Se beijaram mais um tempo, e perguntou se ele tinha camisinhas. Ele levantou e procurou em seu guarda-roupa e achou algumas, e acabou se lembrando de um tubo de lubrificante que havia por ali, e os deixou no criado mudo.

Apesar do que aconteceu no banheiro, o fogo não diminuiu. Parecia que tinha aumentado. Ele queria muito aquilo. Sentia seu corpo vibrar por mais.

Castiel virou Nathaniel e o colocou de quatro. O aqueceu mais com os dedos com a ajuda do lubrificante, e depois colocou a camisinha. Começou lento, sempre perguntando se ele estava bem, e foi aumentando a velocidade aos poucos.

Nathaniel colocou um travesseiro em baixo de seu peito, e segurava a beirada do colchão. Segurava não, apertava. Ele não sabia se era o ato em si, ou se era exclusivamente por que era Castiel fazendo aquilo, mas mesmo sendo estranho, era bom ao mesmo tempo.

Os dois gemiam baixo. Castiel apertava os quadris do loiro conforme chegava perto. Pouco depois os dois tremeram juntos, e Nathaniel se jogou, deitando de vez. Castiel deitou do seu lado e tirou a camisinha, dando um nó e a colocando no chão.

O coração de ambos batiam muito rápido. Eles conseguiam sentir os batimentos um do outro.

Se olharam. Nathaniel queria ficar mais próximo, o abraçar, mas não queria tomar tal atitude. Não sabia qual seria a reação de Castiel.

Ao se deitar de lado, puxou Nathaniel para perto, e lhe deu um beijo terno. — Sinceramente, faz muito tempo que queria fazer isso.

Ficar juntos ou me comer? Provavelmente me comer.

— É, eu também. — Seu coração se enchia de algo que não sabia o que era.

— Você também? Sempre te achei meio confuso.

— É, eu sempre fui meio confuso a seu respeito.

— Por quê?

O olhou, pensando se falaria a verdade. — Eu nunca confiei em você. N-não estou dizendo como pessoa, mas você sempre esteve meio que rodeado de mulheres... Não que eu ligasse para isso no começo, mas depois... Depois que você me beijou, apesar de estar bêbado, eu comecei a me incomodar. E-e eu também nem sabia o que pensar em relação à você.

Castiel pensou, lembrando. — É, eu não devia ter te beijado. Eu estava fora de mim, e achei melhor esquecer e não tocar no assunto. Eu te deixei confuso?

— Sim. — Desviou o olhar. — Você agiu como se nada tivesse acontecido. E na praia foi a mesma coisa. Depois aconteceu a nossa pequena discussão sobre a Júlia e fizemos aquilo, e quando você disse que ia embora... A maioria das vezes que você veio para cima foi depois de alguma discussão por causa da Júlia. Eu achava que você não queria que a gente ficasse próximo por ciúme dela, mas sempre depois você fazia alguma coisa comigo.

Castiel suspirou. — Eu... não tinha ciúmes dela — disse, meio relutante.

— Como assim?

Ficou sem graça. — Eu conheço a Júlia a muito tempo, e sei como ela consegue ser direta quando quer. A conheço faz tempo, mas ficamos juntos poucas vezes — acrescentou. — A primeira vez que ela apareceu, lá no show, eu fiquei com medo de que ela quisesse te usar pra fazer ciúmes em mim.

— Ela não faria uma coisa dessas. — Sentiu-se um pouco ofendido pela amiga.

— Eu sei, mas fiquei com medo naquela vez. Não queria que ela se aproximasse de você.

— Então... por isso você não queria dar meu número?

— É.

— Você ficou com ciúme de mim?

— Não. Eu não queria que ela te usasse — disse desviando o olhar, ficando levemente corado.

Nathaniel segurou o riso.

Sim, claro.

— E sempre que a vejo com você parece que quer me provocar. Fiquei com medo de que ela estivesse mesmo te usando.

— Ela acha graça te provocar, mas nunca me usou. Ela é uma amiga verdadeira, nunca faria algo assim. Ela só gosta de te encher.

— Ela... sabe do que aconteceu entre nós?

— Sim... Não tinha como não contar. No começo não quis contar, achei que ela pudesse gostar de você ainda, mas acabei contando quando você foi embora.

Castiel fez uma careta. — E como ela reagiu?

Nathaniel riu, lembrando da reação de Júlia. — Ela já desconfiava.

— Como?

Elel não queria falar em como estava confuso e frustrado quando ele foi embora. — Ela... Ela só disse que desconfiava pelo nosso jeito. Só nunca disse nada pois podia estar errada.

Castiel balançou a cabeça, pensativo. Olhou para o loiro, e o beijou, o apertando contra si. Eles se olharam e sabiam que a noite seria longa. Continuaram se pegando até a fome aparecer. Depois da janta voltaram pra cama. Tarde da noite tomaram banho e foram dormir.

Notas finais
O que acharam? Gostaram? :D Estou achando que seria melhor trocar a indicação para +18. O que vocês acham? Pq né, olha essas coisas kkkk Comentem as partes que mais gostaram! Fico muito feliz quando o fazem! Obrigada por estarem aqui! Beijos e até o próximo o