Apenas Juntos

16 Festa de Despedida


Notas iniciais
RÁI PIPOUS! Parece que faz uma eternidade que não escrevo/posto :c Tudo culpa do TCC, esse fdp que não me deixa em paz! Mas foi só a pré-banca. Mas ok, por enquanto estou tranquila! Finalmente pude parar pra escrever ♥ O capítulo ta longo hoje! Se divirtam ♥

Ele tentou. Tentou ao máximo não demonstrar seu desanimo. Nem para seus alunos, nem colegas. E principalmente para Lisa, que apesar de estar triste por ir embora, estava animada. Talvez estivesse mais animada pela reunião de despedida.

O que será que ela iria querer fazer? Talvez beber e sair gritando pela rua. Com certeza era uma coisa que ela nunca tinha feito.

Talvez Nathaniel tivesse que beber um pouco para se animar. Nada de exageros, apenas para ficar mais alegre e poder proporcionar uma despedida memorável para Lisa.

— Eu falei ontem para eles. Meus pais — disse, no almoço.

— E como foi?

— Bem, não foi uma das melhores reações. Eles ficaram irritados. Mas eu inventei que eu tinha sido chamada de última hora... Então, foi menos pior. Deixei eles falarem. Ditar todas as regras e falar tudo o que eu deveria fazer lá. Só faltava fazer eu escrever tudo o que eles falaram. Mas foi. Eu consegui. E logo estarei livre disso tudo.

— Estou feliz por você, de verdade.

Lisa o olhou e sorriu docemente. — Obrigada.

...

Assim que acabou o expediente, foram ao bar. Até a diretora foi junto. Nathaniel e Lisa pediram as mesmas bebidas da última vez que estiveram lá, diversificando depois. E;e decidiu parar no terceiro copo. Já estava suficientemente alegre, e estava com Castiel longe de sua cabeça. No fundo, ele bebeu sim para deixar de pensar no moreno. Pelo menos por aquela noite. Pelo menos para tentar estar totalmente presente ali.

— Um brinde — disse um dos professores, levantando a si e a seu copo. — Á Lisa! Que ela tenha boa sorte na sua nova jornada!

Todos levantaram seus copos e começaram a trocar batidinhas com eles, e Lisa quis tocar em todos os copos. Pelo menos decidiram fazer isso antes de todo mundo encher a cara e querer fazer discursos. Algum tempo depois, alguns professores mais velhos e a diretora foram embora. Ficando os mais novos e que bebiam mais.

Nathaniel percebeu que Lisa começou a passar da conta. Uma parte dele queria não incomodar, pois sabia que ela queria extravasar o máximo que pudesse, mas outra parte queria fazê-la parar, ou iria levar bronca novamente por chegar bêbada em casa.

Mas deixou. Os outros que ficaram já estavam falando besteiras e beliscando algumas batatas fritas.

Lisa colocou um braço em cima dos ombros do amigo. — Ai, Nath. Obrigada por fazer parte disso. — Ela já estava com o rosto corado, mas não dava para saber se era a vergonha ou o álcool.

— Não precisa agradecer, claro que eu faria parte disso.

Ela sorriu, o apertando com um braço só, e deu um beijo em sua bochecha. — Eu sei.

— Você não acha que já bebeu demais, não? — Ele perguntou, tirando o copo da mão dela quando iria dar mais um gole.

— Não sei, bebi? — Pegou o copo de volta. — Esse é o último, prometo.

Lisa não desgrudou mais dele. Talvez, apesar de tudo, fosse difícil se despedir dela. Talvez pudesse aprender a gostar dela, se ela ficasse. Mas não iria. Foi aí que bateu a sensação.

Ela realmente vai embora. Uma amiga que me deu tanto apoio e ajuda. E eu nunca dei o devido valor. Nunca retribui seus sentimentos, nem levei eles a sério.

Primeiro Castiel, agora você... Mas o que Castiel tem a ver com isso? Ele apareceu não faz nem um mês. Já Lisa está comigo a bem mais de um ano. Por que...? Não seria tão mais fácil se eu simplesmente gostasse dela?

E ela vai embora.

Nathaniel pediu mais uma bebida. A última, dissera a si mesmo.

Lisa deitou em seu ombro, falando coisas e dando risada, e mexendo de leve em seu cabelo, na nuca, enrolando-os nos dedos. E ele relutava em lembrar quando Castiel pegou seus fios ali.

Aquilo mexia com ele. Mexia com algo que não sabia se era verdade ou era coisa de sua mente, por lembrar que Castiel tinha feito aquilo.

Ele olhou para Lisa de canto de olho. Ainda encostada em seu ombro, ela olhava para o restante dos professores, que estavam rindo e falando alto. Ela apenas sorria. Como se sentisse que a nostalgia daqueles momentos iria apertar dentro dela no futuro.

Os cantos de sua boca começaram a se contorcer, juntamente com suas sobrancelhas.

Nathaniel a abraçou, antes que o primeiro soluço surgisse. Enquanto ela chorava, ele a apertava em seus braços, massageando o braço esquerdo dela de leve, a confortando.

...

Lisa quis ir embora e se despediu de seus colegas, dando um longo abraço em cada um. Depois disso, os dois foram pagar suas contas. E foram para a rua. Nathaniel ficou próximo a ela, pois estava com medo de que ela tropeçasse em seus próprios pés. Do jeito que ela estava andando, não parecia muito improvável que acontecesse.

— Então... — Nath começou. — Você disse que queria fazer algo diferente. O quer fazer?

Seus olhos ainda estavam úmidos. — Não faço ideia, Nath. Não sou boa com isso. Nunca tive o costume de inventar coisas na hora... Mas...Parece muito besta se eu quisesse ir a praia?

— Claro que não. Vamos.

O legal dessa cidade era que apesar de não ser muito grande, estava sempre com pessoas na rua, independente da hora, e principalmente de final de semana.

Ao chegar na praia, tinham algumas pessoas sentadas na areia, e uma criança ou outra brincando com os pais na água. Estava uma noite bem agradável. Perfeito para sair.

Lisa tirou os sapatos antes de pisar na areia, e sorriu quando o fez.

Ele resolveu fazer o mesmo e a seguiu para perto do mar.

Quando a água fria passou por seus pés, ela começou a rir, andando para trás e se agarrando a camisa do loiro.

— Está muito gelado! — Riu.

— Tem gente na água, não deve estar tanto assim.

— Está sim! Eu queria entrar, mas... — Observou as poucas pessoas que estavam na água, e olhou para suas roupas, respirando fundo. E começou a desabotoar sua camisa.

Nathaniel riu, e se sentou na areia. Lisa deixou sua camisa e a bolsa ao lado dele, e tirou as calças, ficando apenas de roupas intimas. Eram pretas, então os que vissem de longe achariam que era biquíni. Ela se abraçou, com frio. E olhou para o amigo, com cara de sofrimento. Ele riu e a incentivou a continuar. E ela foi.

Lisa tinha um corpo bonito. De violão, como diriam. Ela era pequena e delicada. Isso era errado. Era errado se sentir atraído por ela assim? É o álcool falando?

Tentou afastar esse pensamento dela. Mas o que veio foi esse mesmo lugar, com um Castiel seminu, todo molhado. E logo depois, aquele beijo. O que era pior, pensar em Lisa ou em Castiel?

Quando voltou a terra, viu que Lisa estava voltando para perto, pingando. Somente seu cabelo estava seco.

— Ai meu Deus, nem acredito que fiz isso — disse, sorrindo.

— Pois é, sua tremedeira te garante que você realmente fez. — Riu.

— Sim. — Passou a mão pelo corpo, tentando secar a água.

Ele tentou não olhá-la enquanto fazia isso.

Ela voltou a colocar suas roupas e se sentou ao lado dele, encostando a cabeça em seu ombro.

— Vou sentir falta disso. Eu tentei me segurar, lá no bar, mas não consegui. Eu prometi a mim mesma que não iria chorar, mas falhei miseravelmente. — Riu, baixo.

— Mas o que tem de errado? Melhor soltar do que guardar.

— Bem, é... — O olhou. — Vou sentir sua falta, Nath.

— Também vou sentir a sua — disse, passando o dedo em uma lágrima que estava escorrendo, na bochecha de Lisa.

Lisa levantou um pouco, e encostou sua boca na dele, o beijando levemente.

— O que quer fazer agora? Quer ir pra casa? — Ele questionou, se afastando.

— Não. Eu não vou voltar para casa. Eu falei que depois do expediente iria direto para o aeroporto.

— E suas malas? E onde você vai dormir?

— Eu já mandei minhas malas para lá. A moça que vai cuidar de mim já me avisou que as recebeu. E eu nem queria dormir. Queria aproveitar o máximo que desse. Mas estou vendo que não vai dar certo. Nem tem muito o que fazer. — Riu, sem graça.

— Podemos ir para minha casa, se quiser. Não que tenha muito a se fazer.

— Seu amigo não está morando lá?

— ... Ele foi embora hoje, eu acho. Mas se ele ainda estiver lá, vamos para outro lugar.

— Tudo bem.

...

Ao chegar no portão de sua casa, o coração de Nathaniel acelerou. Será que ele tinha ido embora mesmo?

Estava tudo silencioso. Girou a chave na porta da cozinha e entrou, ascendeu as luzes, deixando as chaves na mureta, e foi para a sala. Acendeu a luz também. E, como se não esperasse, as caixas que estavam atrás do sofá sumiram. A guitarra também não estava mais lá. O All Star que geralmente ficava no caminho, também não estava. Tudo tinha voltado a ser como era antes, e isso era bem estranho.

— É, ele realmente foi embora — disse, tentando disfarçar o tom de voz de decepção.

— Ele não se despediu?

— Não exatamente. Mas enfim. O que você quer fazer? Ver um filme... Fazer algo para comer...

Lisa olhou ao redor. — Tudo bem, podemos ver um filme sim.

Nathaniel mostrou a coleção de filmes, e Lisa escolheu Guardiões da Galáxia. Colocaram no DVD, e se acomodaram no sofá, um ao lado do outro. Ambos tiraram os sapatos, e o filme começou. Talvez Nathaniel estivesse ficando louco, mas ele estava sentindo aquela mesma eletricidade que sentia com Castiel, mas com Lisa. Será que isso era coisa dele? Só ele sentia essas coisas? A olhou, e ela virou o rosto.

— O que foi?

— Nada.

— Nada? — Sorriu.

Ele negou, balançando a cabeça. Lisa se ajeitou no sofá, ficando com o rosto perto do dele, e deu um beijo rápido em seus lábios, e sorriu. Ele não pode deixar de sorrir também, e deu-lhe outro beijo. E ela deu outro. E ele, outro. E logo estavam trocando beijos mais quentes.

Nathaniel segurou seu rosto pequeno, e ela segurou seu pescoço. O ritmo dos beijos aumentava, assim como as respirações deles. A casa estava escura, e somente havia a luz da TV os iluminando, o que fazia o clima esquentar mais.

Lisa virou seu corpo, ficando de frente para o encosto do sofá, e jogou seus braços ao redor do pescoço do loiro, que retribuiu colocando seus braços ao redor da cintura dela. Um pouco depois, Lisa levantou, sem desgrudar sua boca na dele, e se sentou em seu colo, de modo que cada perna ficou ao lado de cada coxa dele. Assim poderia abraça-lo melhor, e ele conseguia apertá-la mais contra si.

Ele não podia negar, ela era quente. Era bom poder abraçá-la e beijá-la daquela forma. Claro, sua vontade era de faze-la gostar de tudo o que poderia fazer, mas precisava se conter, afinal, ela ainda era a Lisa que ele conhecia. Tímida, e acima de tudo, respeitável. Ele esperaria ela dar algum sinal. Enquanto isso, não se sentia culpado em distribuir beijos por seu rosto e pescoço.

Agora ele percebeu que amor não era realmente necessário. O que era preciso era gostar da pessoa com quem você estava. Desde que os dois tivessem química e realmente quisesse algo, não havia problema nenhum.

Ela começou a retribuir os beijos no pescoço e orelha, e ao mesmo tempo começou a desabotoar a camisa dele.

Nathaniel suspirou. — Lisa... — disse baixo — você tem certeza do que quer fazer...?

— Por quê? — Parou para olhá-lo — V-você não quer...?

— Não é isso. Eu quero. Eu queria ter certeza se você realmente quer isso. Já que não nos veremos mais... Eu imagino que você seja...

Ela abaixou o rosto, envergonhada. — ...sim... E é por isso que eu quero. Quero que seja com você. Eu sei que você não brincaria comigo. E eu acabei de confirmar, já que você está preocupado. — Sorriu. — Eu gosto de você. Nath. Gosto muito. — Segurou o rosto dele

— Obrigado por confiar em mim, Lisa. — Sorriu. — Eu também gosto de você. — Se aproximou e voltou a beijá-la, a trazendo para si.

Lisa voltou a desabotoar sua camisa, e Nathaniel decidiu fazer o mesmo com a camisa dela. Ela estava de olhos fechados, mas pelo que ele conseguiu ver pela luz fraca, ela estava bastante corada.

Nathaniel terminou de desabotoar primeiro, e deixou a camisa deslizar lentamente pelos ombros pequenos dela. Ela parou, terminou de tirar, e voltou ao último botão, e deslizando as mãos em seu peito. Nathaniel passava as mãos por seus ombros, costas, cintura e quadril, e quando chegava no último, fazia o movimento contrário, voltando aos ombros.

Ele pensou ter ouvido passos, mas devia ser Dragon, devido suas unhas grandes. De repente, a luz foi acesa e os dois pularam de susto. Institivamente, o loiro abraçou Lisa, tentando esconder seu corpo. Seu coração foi parar na boca.

— Opa, parece que estou interrompendo — disse um Castiel sarcástico, olhando para Lisa que havia virado a cabeça para olhá-lo.

Ela saiu de cima do loiro, pegando sua camisa e cobrindo seus peitos. Já Nathaniel não sabia o que falar.

Por que ele está aqui?

Castiel andou pela sala, indo para o banheiro. — Eu esqueci algumas coisas. Só vim buscar. Já vou sair pra vocês continuarem — disse quase que com raiva.

Nathaniel levantou, o seguindo. — Achei que você já estaria longe essa hora.

Sem mais palavras, pegou algumas coisas no banheiro, colocou na mochila, e passou pelo loiro, indo para a lavanderia.

O dono da casa queria xingá-lo. Xingá-lo de todos os nomes possíveis. Não só por tudo o que tinha feito, mas pelo jeito que olhou para Lisa. Mas nada saia. Nada.

Parou na porta da lavanderia, o olhando, irritado o suficiente para esmurrar sua linda face, mas nervoso demais pra se mexer.

Castiel começou a puxar suas roupas do varal, e as socava de qualquer jeito na mochila. — Está olhando o quê? Eu já vou embora — falou grosseiramente.

— Por que você está irritado? Eu que deveria estar. Você por acaso lembra o jeito que foi embora ontem?

— Posso ficar irritado com a merda que eu quiser. E você tem todo direito de ficar pelo mesmo motivo. Mas parece que você estava aliviando seu estresse com uma bela garota. É ela não é? A do perfume?

— Isso não é da sua conta. A questão não é ela, somos nós. O que você queria? Chegar aqui e eu estar ali quietinho no meu quarto?! Pra você fazer o que bem entender? E depois ir embora igual ontem! Deveria ter vindo mais cedo, assim eu não te veria mais.

Castiel fechou a cara completamente. — Deveria mesmo. Eu só vim esse horário porque sabia que você estaria em casa. E eu vim justamente pra me despedir direito. Mas tô vendo que foi desnecessário. — Pegou a última roupa e a guardou. — Obrigado pela estadia aqui. Foi quase ótima. Divirta-se com sua nova namoradinha. — Entrou.

O seguiu para dentro. Ele parou na cozinha para fazer carinho em Dragon.

— Não se preocupe, quando estiver tudo melhor virei aqui te buscar. — Deu um beijo em sua testa. — Tchau. — Levantou e saiu, batendo a porta atrás de si.

Nathaniel colocou as mãos no rosto, irritado. Respirou fundo e voltou para a sala.

Lisa estava sentada, dormindo. Ele foi até seu quarto e pegou duas cobertas. Deitou Lisa e a cobriu com uma coberta. Tirou a camisa que já estava desabotoada e se deitou ao lado dela, se cobrindo também e a abraçando.

Notas finais
Alô, é o álcool falando? / Não, é a seca, td bem? heuheueh -parei Alguém shippa NathxLisa? Ou NathxJúlia, ou CastxJúlia, ou DragonxBranca -nn Me contem seus shipps (CastxNath não conta pq né, é óbvio que vc já shippa os dois kkk) O que estão achando da história? Tem alguma sugestão? Me fala pf nunca pedi nada! Até o próximo cap, seus lindos