Apenas Colegas de Apê

58 TALVEZ não tenha sido uma boa ideia


Notas iniciais
AH COMO EU TÔ AMANDO RS SE ESSE GRUPO ♥ Não tá participando por quê? Deixa seu número aí nos comentários que eu te ponho ♥ Capítulo frexquinho!

– O que? Irmã? — ele gritou.

– É. Eu fiquei sem acreditar. Nunca tinha reparado que Blue era o sobrenome dos dois.

– Talvez a implicância dela com você fosse mais do que amor encubado.

– Amor encubado por mim e amor platônico por você.

– Talvez ela sentisse ciúmes do irmão.

– Talvez eu já tenha pensado nisso.

– Talvez ela seja mau caráter que nem ele.

– Talvez eu tenha certeza disso.

– Talvez fosse melhor a gente sair do estacionamento do shopping e conversar melhor em casa. E você me contar como foi, tirando essa grande revelação, o seu primeiro dia de trabalho na vida.

– Ei, eu sou praticamente empregada naquele apartamento. — me defendi.

– Talvez eu ache que você está exagerando.

– Talvez eu te bata. — ameacei, brincando.

– Talvez eu prefira um beijo.

***

Depois daquela nossa coisa chata e irritante de "talvez" , eu contei à ele como tinha sido o dia. Disse que tinha sido tranquilo e que eu tinha certeza que ia me dar muito bem lá. Que atendi quase dez pessoas e meu primeiro salário sairia na próxima semana. Expliquei que o "sistema de gorjeta" (também conhecido como "comissão") é recebido semanalmente pelos vendedores, e que varia de acordo com o valor das compras, mas que é em torno de 10% .

A primeira coisa que fiz ao chegar em casa foi ligar para o Peter.

– Oi. — disse, depois de seu "alô".

– Oi, menina trabalhadora.

– Besta. Liguei pra falar de outra coisa.

– Que coisa?

– Primeiramente, tá tudo bem?

– Sim.

– Okay. Agora, sabe quanto te devo? De tudo o que comprei no seu cartão e tal..

– Oi?

– Ué, tô falando em grego? Quanto eu te devo de todas as roupas que comprei com o seu cartão. Esse é o maior motivo de eu ter arranjando um emprego.

– Ah, esquece isso. Finge que é um presente.

– O problema é que não é "um". São vários, mesmo.

– E daí? Você é minha irmã.

– Exatamente, irmã, não esposa.

– Por isso mesmo. Sangue do meu sangue.

– Ah, Peter, para com isso. Faço questão.

– Não quero seu dinheiro, Ray. Fica tranquila. Sério, relaxa.

– Pet... Não vou ficar com a consciência limpa assim.

– Então, finge que você me pagou tudo, se isso for ajudar.

– Você não existe!

– Existo sim, e por isso sou o irmão mais lindo que você tem e que você mais ama no mundo .

– O mais convencido também...

– Talvez. — só dele falar essa palavra, já tive vontade de rir.

– Falando em irmão, como o Luke tá? Faz muito tempo que não falo com ele.

– Tá bem... namorando e tal.

– O que? — dei um grito. — Não, ele não pode estar namorando. Ele ainda é um bebê!

– Você com 15 anos já tinha namorado e terminado um namoro. Com aquele talzinho de Taylor.

– Nem me lembre, Peter, nem me lembre.

– O que houve?

– É uma longa história. Mas, resumindo, descobri que a Stacy é irmã dele. Mas, qualquer dia a gente fala direito sobre isso. Tô com saudades, viu. E a Dyl?

– Nossa, que treta. Tá bem, na medida do possível. Já tá conformada, depois de muita conversa. E ela me contou detalhadamente tudo o que você disse pra ela, disse que concordava, por mais que se negasse a acreditar em tudo. Mas ela também falou que aquilo a ajudou muito.. Obrigado. Os primeiros dias foram uma barra muito grande, mas ela já tá bem melhor, mesmo.

– Não fiz mais do que a minha obrigação. E fico feliz de vocês estarem bem. Quando der, dá uma passada por aqui, ou lá no shopping pra me ver trabalhando.

– Com certeza no shopping, preciso ver a cena. — falou, rindo.

– Vai se ferrar. Vou desligar, estou cansada.

– Tá bom. Deve ser mesmo muito difícil convencer as pessoas a comprar um livro. Beijo, branquela.

– Branquela não, poxa.

– Branquela, sim.

– Então tá. Monte Everest.

– Tonta. — riu alto.

– Tchau, senão não desligo esse telefone hoje.

– Tchau. — riu, de novo. Acho que tenho um nariz vermelho no meio da cara, porque tudo o que eu falo esse doido ri.

O Steve estava no trabalho, saiu só pra mim buscar e só chega às oito.

Eu entrei na cozinha pra fazer comida, já que a gente precisa jantar, mas só de olhar pra ela, minha preguiça transbordou e eu desisti da ideia.

Peguei meu celular de novo e dessa vez liguei para ele.

– Talvez eu já esteja saindo do serviço porque acabou a energia.

– Talvez eu realmente te bata se você não parar com isso. Já estou traumatizada com essa palavra! — brinquei, com um fundinho de verdade. Ele deu uma risada gostosa e eu sorri.

– O que foi?

– Eu não tô no clima de fazer comida não. Vamos sair?

– Vamos, sim. Pra onde?

– Pizzarka? O que acha?

– Boa ideia. Faz tempo que a gente foi, e não foi tão agradável quanto a gente esperava.

– Sim.. e eu tô com vontade de sair só com você. Vamos cortar o cordão — umbilical daqueles dois, né?

– Exatamente. — ele riu. Eu realmente acho que tenho um nariz vermelho.

– Então tá. Eu ia pedir pra você trazer alguma coisa, mas a Pizzarka é muito melhor. Vou tomar banho. A gente tem que chegar cedo, senão fica sem lugar.

– Tá bom. Tchau, amor.

– Tchau, Beijo. — desliguei.

Fui para o banheiro, coloquei wonderwall no meu celular e comecei a tomar banho.

Parece que aquela antiga eu está voltando. As músicas estão muito presentes nos meus dias, os livros agora estão voltando.. vou voltando a ser eu pouco a pouco. Não que um dia eu tenha deixado de ser, mas eu tinha abandonado esses meus costumes, sem nem mesmo perceber, e fico feliz em ver minha vida se reorganizando, e ao mesmo tempo, se renovando.. São tantas coisas novas. Trabalho, casa, uma vida completamente diferente do que era, mas assim é tão melhor. Principalmente pela paz que tem reinado ultimamente! Isso é maravilhosamente bom! Como tenho um pensamento nada otimista, penso que a qualquer momento algo vai acontecer pra acabar com a alegria. Sei que isso não é bom, que tenho que pensar sempre no melhor mas... Já tentei e não consegui.

Saí do banho e fui me trocar. A roupa já estava em mente : shorts de cintura alta branco, cropped justinho branco também, de alcinha, e um kimono estampado floridinho, com o fundo claro e as flores coloridas, todas pequenininhas. Nos pés, coloquei um coturno marrom e eu fiquei apaixonada pelo resultado.

Eu SEMPRE me importei muito com o que visto. Quero estar sempre bem arrumada, mesmo que seja simples. Claro que tenho meus dias shorts e regata, mas eu adoro montar look's com estilo e tal.

Vi uma mensagem do Steve no meu celular.

"Tá trânsito. Acho que vou demorar pra chegar.. quer que eu leve alguma coisa?"

Eu respondi, no mesmo instante.

"Além de eu ter montado um look maravilhoso , bateu uma vontade loucamente grande de comer na Pizzarka. Vou pra lá e guardo nossa mesa, pode ser?"

A resposta chegou pouco tempo depois.

"Tá bom, gordinha. Cuidado."

Eu sorri, é inevitável. Liguei para um táxi e ele chegaria em 15 minutos.

Coloquei no Dicovery H&H, estava passando Vestida para matar. Tá, me julgue, eu amo esse negócio.

Realizando o que o Steve disse, fui fazer uma gordice e peguei uma colher, enchi de Nutella e sentei no sofá. Nem vi os 15 minutos passarem.

Peguei minha bolsinha e desci.

– Você! — eu disse, vendo que o motorista era o mesmo do dia do meu aniversário, que ficou conversando com a gente e tal.

– Oi, menina bonita! — ele sorriu.

– Como tá?

– Bem. E você?

– Cansada.. comecei a trabalhar hoje.

– Ah, por isso está saindo? Pra comemorar?

– Não, na verdade é porque eu estou sem a menor coragem de fazer comida. Aí, eu e o Steve vamos comer pizza.

– Então esse é o destino?

– Sim! A Pizzarka, conhece?

– Claro! Nos fins de semana, o lugar que mais vou à noite é esse. É bom mesmo?

– Demais! — ele parou no farol vermelho- Quando tiver uma folga, dá uma passada lá com sua família que tenho certeza que vão adorar!

– Pode deixar que vou. E onde está seu namorado?

– Tá parado no trânsito. Foi trabalhar lá longe e não chegaria a tempo de pegar uma mesa.. aí eu estou indo antes e vou ficar esperando por ele.

– Entendi. — disse, pondo um fim no assunto.

O resto do caminho foi curto e silencioso, porém confortável. Chegando lá, me despedi dele e desci.

Não estava muito cheio. Como aqui é bem grande, tem muita mesa, e umas 7 estavam desocupadas. Sentei em uma do lado de fora, pois estava bem calor, e fiquei lá esperando.

– Acho que esses lugares de fast food nos trazem sorte. — alguém sussurra em meu ouvido.

NÃO. É. POSSÍVEL.

Dou chocolate pra quem adivinhar quem é.

Quem pensou no Taylor, já vai escolhendo a marca que quer.

– Sorte? Realmente acho que não.

– Eu acho.

– Gosto é igual ... — comecei.

– Não termine, você é linda demais pra falar palavrão. — ele me interrompeu.

– Pra te esmurrar também?

– Ui, que medo. — zombou. Levantei meu braço, pronta pra dar um soco nele, mas ele foi mais rápido e me segurou.

– Me deixa em paz, sério. Já te perdoei por ter me traído, já arranjei outra pessoa, então te imploro que me deixe em paz!

– Não consigo. Se quer saber, você é muito melhor do que a menina que eu beijei, te traindo. Melhor que qualquer outra que já beijei também.

– Pena que não percebeu isso antes. Perdeu, querido.

– Você continua marrenta. — sorriu. Eu revirei os olhos. — Acho que posso te fazer muito feliz.

– Já estou mais feliz do que jamais fui, não preciso de você, de mais ninguém.

– Eu não acredito nisso..

– Pois acredite.

– Eu não vou desistir.

– Está disposto a morrer tentando?

– Eu sei que não vai aguentar. — sorriu, convencido.

– No seu sonho, quem sabe.

– Eu só quero uma coisa. Pelo menos por hoje.

– O Steve vai chegar, some daqui.

– Uma coisa. Só uma.

– Ai, meu Deus! — olhei pra cima, como em uma súplica — Fala, Taylor, fala!

– Me dá um beijo? — pediu.

Eu não aguentei. Ri REALMENTE alto. Algumas pessoas até me olharam.

– Acha mesmo que eu vou te beijar? Em sã consciência?

– Não custa. Por favor.

– Taylor, você não precisa implorar beijo! Aposto que se pedir pra outra menina aqui, ela vai querer. Mas.. Não eu.

– Você não entende? Eu me toquei e percebi que gosto de você. Prometo te deixar em paz.

– Ao contrário disso. Se eu aceitar esse beijo, vou estar apenas te iludindo e te fazendo pensar mais em mim.

– Eu quero esse beijo.

Eu não sei o que fazer. Pode ser que ele realmente me deixe depois desse beijo, mas e se só piorar? Eu vou estar traindo o Steve.

Em um pensamento muito otimista, eu vou beijar ele, ele vai sair daqui satisfeito, me deixar em paz e o Steve nunca vai saber. Ou, sendo mais otimista ainda, eu vou contar pra ele e ele nem vai ligar, vai ficar feliz por esse tormento sair da nossa vida.

Sem perceber, eu disse :

– Tá bom. — ele veio chegando perto de mim, mas eu coloquei a mão na boca dele.

– Mas você tem que jurar que não vai me procurar mais depois disso.

– Eu juro. — e então, ele chegou e eu não impedi. Me beijou. Sabe quando a gente beija sem sentir nada, nada, nada? Foi isso.

Na minha cabeça, só passava a carinha de apaixonada da Alice, o beijo do Steve ... e a voz dele.

Afastei o Taylor de mim.

– Tá, já chega. — Eu disse.

– Mas só isso?

– Taylor, tá ótimo. Chega.

– Não, eu preciso de mais. — se aproximou de novo, e eu me desviei.

– Taylor. Taylor, para. — ele conseguiu e me beijou de novo.

– O que é isso? — ouvi a voz. E sabia que, dessa vez, não era da minha cabeça.

Notas finais
EITCHA! O Instagram e o Twitter já estão no ar!!!! Links : https://instagram.com/apenascolegasdeape/ https://mobile.twitter.com/apenascdeape Mais uma vez, deixa seu número aí nos ccomentários pq quero aquele grupo bem barulhento !!! Hahahahaha Gostaaram? Beijo ♥