Apenas Cinco Capítulos
1 A rosa que a mais nova queria
Notas iniciais
Mais uma vez Lucy vai na biblioteca de pequena vila de Magnólia, já fora mil vezes, já lia todos... Mas sempre pegava os mesmos livros por ser interessantes, por ter a aventura e a luta por um amor verdadeiro... Fantástico, sempre pensa ao ler os livros.
O sino toca quando Lucy abre a velha porta de madeira.
–oh! Lucy minha filha-disse o bibliotecário já com idade.
–olá Gilberto, como anda Tina?-disse Lucy subindo uma escadinha para em seguida pegar um livro com capa azul.
–vai indo minha filha... Resmunga feito velha, mas tem jeito de nova... Nunca vou entender-la.
–um dia entenderá-disse pondo o livro que escolheu em cima da mesinha de madeira um pouco comida pelos cupins.
–esse livro de novo Lucy? já é...
–a décima vez?-disse olhando a dificuldade do senhor a sua frente
–isso!-exclamou concordando-você parece gostar...
–sim... Fala de um amor parecido com Romeu e Julieta, mas, no fim eles ficam juntos com lindos filhos-disse segurando o livro em seus braços.
–quem não sonha com um amor desses... Os jovens de hoje... Só pensão em sonhar-disse o vendedor.
Lucy sai e começa a pensar sobre a situação de seu pai... Com Juvia que apenas pensa em roupas e mais roupas para impressionar seu querido Gray... E Lisanna? pensa só em pretendentes ricos e de boa pinta.
Já a Lucy... Queria aproveitar a vida e casar-se apenas aos vinte e cinco ou aos vinte e seis... Os livros era sua paixão... Onde sua imaginação fértil dava asas para ela sentir que está na história.
–Lucy... Meu amor minha vida-disse Loke o homem mais querido e desejado por todas-casa-se comigo? por favor eu lhe peço.
–sinto muito Loke... Não quero me casar jovem-disse Lucy pela terceira vez no dia.
–o que á de errado em mim... Tenho dinheiro, casa, trabalho e sempre estarei ao seu lado.
–me diga... Você me ama?
–sim!
–então... O que mais lhe chamou atenção em mim?
Loke olha para ela de cima a baixo.
–tudo!
–como assim tudo?-perguntou incrédula.
–sua beleza jamais poderá ser vista em outro lugar.
–foi o que pensei... Prefere a beleza... Do que o sentimento e o que tem por dentro-disse indo em direção a pequena casa feita de tijolo velho com lindo ´jardim, que a mesma fizera com a mãe antes da mesma falecer.
–filha! eu vou ao mercado... Quer vir comigo?-disse Makarov percebendo que Lucy havia acabado de chegar.
–Lisanna e Juvia vão?
–sim...
–Lisanna só vai para ver os homens... E Juvia? a Juvia só quer ver os vestidos para depois nem comprar ou até usar... Só lhe peço uma coisa... Uma rosa vermelha...
–uma rosa?-perguntou o velho surpreso.
–sim... Por aqui só tem rosas brancas... Mas sempre quis uma rosa vermelha... Da cor dos lábios da mamãe...
–tudo bem...
Makarov chamou as filhas para ir ao mercado, subiu na velha carroça puxado por um burro e atrás frutas e outros utensílios para quem sabe ser vendidos ou trocados.
Ao sair do mercado, vendera quase nada... Juvia foi para a casa de Gray lhe ajudar a cuidar da irmã que o mesmo tinha, Lisanna fora para casa junto de seu novo namorado Bisclov, o jovem mais rico da vila... Sozinho foi para casa.
A ventania era forte e sem perceber acabou por se perder na mata... Desesperado preocupado com Lucy que ficara só em casa andou depressa com o burro... Quando avistou um castelo dentre a mata e foi em sua direção... Ao chegar lá deixou o burro fora do castelo e ainda indeciso entrou no local que aparentava ser deserto.
O local era iluminado por velas presas a mastro nos altos da parede, nos corredores tintas descascadas... Quando ele passou pela sala de jantar e viu que a mesa possuía todo o tipo de comida... Comeu poucas coisas para que o dono não percebe-se... Passou por uma sala em que havia ouro e taças de prata e roubou quatro moedas e uma taça... Ao sair do castelo achou estranho ter tanto ouro e comida sem nem alguém morar lá... A ventania havia abaixado e o mercador pegou o burro rumo a sua casa... Quando se lembrou de que sua filha mais nova queria uma rosa vermelha...
O castelo já era rodeado por imensos arbustos de rosas vermelhas como sangue... Até ver uma da cor dos lábios de sua falecida esposa... Tal como Lucy queria, indeciso levou sua mão até a rosa, segurou parte do caule e com certa força puxou a rosa.
Um silêncio foi formado... E o mercador ficou assustado de imediato... De repente atrás dele, tinha um bicho de no máximo um metro e oitenta... Era peludo e andava como um humano tinha dois dentes a mostra e em sua cabeça um par de cifres ele usava um tipo de manto na cor vermelha... E a cor de seu pelo era rosa(?).
–como ousa roubar uma de minhas rosas? eu deixo-lhe entrar... Deixo-lhe provar minha comida e deixo-lhe pegar uma taça e algumas moedas... MAS MINHAS ROSAS?-gritou bufando.
–mi-minha filha... Desejava uma rosa vermelha... Me desculpe... Devo voltar para casa-
–NÃO HÁ DESCULPAS!-gritou furioso-como troca de roubar minha rosa...Tu-disse apontando para o velho com suas garras- vai me trazer umas de suas filhas para ficar comigo durante um ano.
–um a-ano?-disse incrédulo.
–não aceitas minha proposta? você pode vir no lugar delas para ficar nas masmorras.
–te-tem masmorras?
–ACEITA OU NÃO?-disse sem paciência.
–si-sim... Trago uma de minhas filhas-disse já indo embora.
–lembre-se... Se fugires... Uma de suas filhas pagará o preço-disse antes do mercador ir embora.
Continua...
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