Apenas Carnal.
28 Capítulo 28
Notas iniciais
Todas afoitas pelo proximo capitulo né... aqui está!!!!!!
Pessoal, hoje eu gostaria de PARAR O MUNDO!!!! e agradecer a lindíssima Mayumi, pela recomendação linda, maravilhosa, encantadora, emocionante, inspiradora, Kawaii que minha fic ganhou... LINDA.. Arigato!
Se ela sentia-se assim, imagine ele quando entrou no bar e viu qual seriam seus clientes.
Eles se entreolharam, ambos com o rosto pálido e o rosto de poucos amigos. Seu coração de desmanchou quando notou a tristeza no olhar de Sam, o mesmo tentou disfarçar, sorrindo dando boa noite para ela, e para Patrick.
Ele começou aquele showsinho de bartander, evitando ao Maximo olhar para ela. O rosto fechado de concentração, para não deixar as garrafas de bebidas caírem. Kristin não evitou admirar o talento que ele tinha para a coisa.
Olhou para Patrick que sorria de canto assistindo à preparação do coquetel, com certeza ele estava se deliciando com a situação, a estava humilhando de forma interna, era nisso onde ele queria chegar o tempo todo, queria colocar um na frente do outro e ver o que acontece, como um jogo sem graça e infantil, somente para seu deleite.
Ela se perguntava, em que momento de seu casamento, aquele que ela considerava o amor da sua vida, se tornou uma pessoa tão desprezível?
Sammy serviu a bebida para o casal, evitando o Maximo olhar para Kristin, por um segundo eles trocaram um olhar, e foi o que bastou para que ele entendesse o que estava acontecendo, como se pudesse ler o que ela pensava, e então agiu indiferente para com ela o tempo todo, evitando colocar sua amada em algum constrangimento.
–Está perfeito. – Patrick disse após degustar o conteúdo da taça. – Você tem talento rapaz, não mesmo querida?
–Ah, o que? – ela fingiu-se de desentendida.
–O barman, ele tem talento não acha?
– Eh, sim, a bebida está uma delicia. – o comentário foi ridículo, afinal, a bebida não tinha nada de deliciosa, era álcool puro. Chegava a ser inflamável.
Patrick sorriu do comentário da esposa, ao mesmo tempo em que passava os braços por suas costas e apoiava a cabeça em seu ombro.
Então o jogo dele de fato, começou; jogou um olhar sedutor para Kristin, e nem deu a ela a chance de desviar, e deu-lhe um beijo caloroso e nenhum pouco discreto. Por puro reflexo Kristin o empurrou com força, o fazendo a encarar, furioso.
–O que foi? Não posso mais beijar minha esposa.
–No meio de todo mundo não Patrick. – ela foi rápida em achar uma desculpa.
Ele se afastou, o olhar tranqüilizando.
–Saudades da época em que não ligava para a discrição. Você me agarrava em qualquer lugar.
Ele olhou para Sam, que estava sentado olhando o movimento, evitando olhar para o casal, estava ao lado da atendente loira. Mas estava tão perto deles que era como se estivessem exatamente um de frente para o outro, separados apenas pelo balcão. Ao contrario de Sam, a menina curiosa, prestava atenção em cada ato do casal, e sorridente aos comentários de Patrick.
–Houve uma vez. – ele disse para a loira. – Estávamos bêbados, em uma festa dos meus pais, e essa menina me puxou para o primeiro quarto que encontrou.
Kristin deu um leve tapa na testa, em pura negação como que estava a ouvir.
– Ela me empurrou na cama, e nos transamos como dois animais. – ele dizia animado com direito a gestos com as mãos, e garota escutava tudo dando risadas e olhando o tempo todo para Kristin. – Somente quando meu pai entrou no quarto foi que percebi que era o quarto dos meus pais.
–Não acredito! – a moça comentava exaltada. Ela era forçadamente simpática, como se essa fosse à regra mais absoluta do estabelecimento.
–Às vezes ainda me pego lembrando-se disso, transamos na cama dos meus pais.
–Patrick! – Kristin chamava em total reprovação. E visivelmente irritada.
–Tudo bem querida, não falo mais. – ele disse sorrindo sinicamente. Ao mesmo tempo em que deixava o dinheiro no balcão.
E mais uma vez ele nem deu tempo para ela pensar, ele a puxou pelas mãos e a levou para a pista, ainda com a taça de bebida nas mãos. A quantidade de pessoas fizeram que Kristin colasse no corpo de Patrick e dançasse mesmo que a força.
Eles ainda tinham a plena visão do bar, assim como Kristin previu que eles também podiam velos do bar. Desta vez Sammy os encarava nada discreto, ela dava rápidas olhadas para ele, que a queimava tanto com os olhos que ela sentia arder.
Patrick estava com as duas mãos cruzadas na cintura de Kristin, como se a estivesse prendendo. Soltava um dos lados somente para beber o resto da sua bebida.
E ele continuou com seus joguinhos de provocação. Seu rosto pousou no ombro de Kristin, ele distribuía beijos por ali enquanto dançavam. Kristin se sentia uma idiota e até nojo de si mesma. Mas tinha que admitir, que estava gostando daquele carinho.
Patrick era maestroso com os lábios, e seu corpo se arrepiava com os toques mais próximos ao seu ouvido. Sem perceber Kristin posou a mão em seu peito, aquele peitoral escultural, pelo qual sentiu tanto desejo.
Essa foi à deixa para que ele fosse mais ousado, com uma mãos segurou sutilmente seu queixo e tomou seus lábios. De forma maliciosa, e erótica. Dessa forma Kristin não conseguiu segurar sua respiração pesada, e soltou um gemido abafado por entre seus lábios.
As mãos habilidosas percorriam seu corpo, passeando por suas costas, e pousando em seu bumbum avantajado de forma nada sutil, chegando a dar alguns apertões ali.
E foi nessa hora que ela voltou à lucidez; abriu os olhos de repente, a mão que posava em seu peito o empurrou, e ela automaticamente olhou para o bar, e ele não estava mais ali. Sentiu-se a pior e mais nojenta criatura do mundo, como ela pode ser tão fraca? Como ela ainda pode cair nos encantos dele sendo que ela sabia que não sentia mais amor por ele?
A resposta era simples; Patrick tinha o dom de enlouquecer qualquer mulher, gostando dele ou não, fazia parte dele, como uma hipnose. Bastava qualquer requísco de atenção e as mulheres se jogavam em cima de seu pênis, foi desta forma que ele se prendeu no coração de Kristin e que a fez aturar esse casamento por anos, pois bastava apenas um olhar, que era como um veneno, e ela ficava de joelhos. Era sempre assim e iria ser sempre assim, não importa o quanto ela o odeie.
–O que houve desta vez Kristin? – ele disse, bastante irritado.
–Já respondi. – ela disse lhe devolvendo o mesmo tom de voz. – Patrick já ficamos aqui tempo o suficiente, podemos ir a outro lugar? Ou melhor, podemos ir para casa?
–Por que está tão incomodada querida? – ele disse de forma gentil, aproximando seu rosto próximo ao seu ouvido. – É por causa do seu namoradinho.
Pronto, com isso não restou um pingo de duvidas quanto a Patrick ter trazido-a a esse lugar, ela estava certa em cada detalhe que adivinhou. Ele descobriu tudo.
Mas isso lhe trouxe um frio nada agradável na barriga, sentiu arrepiar a espinha e os ossos das penas virarem cinzas. E agora? O que aconteceria, o que ele iria fazer com ela? Patrick era sempre imprevisível. E quando ela resolveu olhá-lo nos olhos, ficou completamente apavorada com o que viu.
–Patrick... – sua voz quase não saiu.
–Cala boca sua vadia... – seu tom era completamente diferente, não era sutil e nem rude, mas era o suficiente para lhe causar medo. – Achou que poderia me fazer de idiota e eu não descobriria nada? Olha para mim Kristin!
Assim ela o fez, e não reconhecia aquela pessoa, aquele olhar diabólico, aquele rosto que sempre foi tão bonito agora estava contorcido em uma carranca de ódio e amargura.
Kristin não respondeu nada, estava perplexa, paralisada diante dele, não conseguia demonstrar nenhum sentimento pois estava simplesmente entorpecida de pavor. E Patrick mais uma vez não deu chance para ela pensar. A segurou brutalmente pelos braços e saiu arrastando-a em direção a saída. Soltando somente quando passaram pela porta de saída da boate, a abraçando e escondendo seu rosto como se fosse um marido protetor, até trazerem seu carro, ele a colocou, ou melhor, a empurrou dentro do carro e rapidamente assumiu seu lugar.
Nessa hora Kristin já chorava de medo, mas não conseguia emitir uma palavra que fosse, estava muda como se tivessem cortado sua língua.
E com a mesma rudeza Patrick a tirou do carro quando chegaram à mansão. A saiu puxando pelos braços e junto segurava alguns fios de cabelos que eram puxados e machucavam a menina.
Patrick a jogou na cama com tanta força que seu corpo quicou duas vezes antes dela conseguir se segurar.
–Por que você fez isso Kristin? – desta vez ele falava aos berros, sem se importar se alguém ouviria. – Depois de tudo o que fiz por você, depois de tudo o que passamos juntos? De todos os sacrifícios que tive que fazer?
Kristin o olhou por alguns segundos, absorvendo cada palavra que ele tinha dito, um sentimento de revolta penetrando-a por dentro, lhe dando um ódio que ia crescendo de forma absurda.
A perplexidade deu lugar a magoa, a falta de reação deu lugar à coragem, mais cedo ou mais tarde tinha que passar por isso. Se a situação era completamente diferente do que ela imaginava, não importava, apenas se levantou da cama tirando os sapatos, e o olhando olhos nos olhos.
Ela caiu na gargalhada.
Isso bastou para que ele ficasse vermelho de tão furioso, e ela ainda sorria mais e mais. Mandava aos gritos ela calar a boca mas ela ignorado. Então ele a pegou pelo pescoço e a empurrou até que seu corpo batesse contra a parede. Kristin parou de gargalhar, mas seus lábios ainda se abriam em um sorriso debochado.
–Que motivos tem para sorrir da minha cara sua puta dos infernos?
–Estou rindo por que o que você disse foi à coisa mais ridícula que já ouvi! – ela cuspiu as palavras em seu rosto. Patrick ainda a segurava pelo pescoço. – Como, assim tudo o que fez por mim Patrick? Está se referindo a que? As duas prostitutas que você comeu naquele bordel? A vadia da sua secretaria Sophie? E todas as outras secretarias antes dela? Se refere as humilhações que já passei por causa? A todo sofrimento que você me causou? Ao desprezo pelo seu próprio filho.
Por um momento suas palavras o desarmaram, fazendo-o soltar seu pescoço e seu olhar escapar uma gota de lagrima. Ele recuou e se sentou na cama. Kristin não se deixou abater, e continuou desabafando dois anos de mentiras, mágoas e sofrimento em cima dele.
Mas essa atitude durou muito pouco, ela se calou quando ele se levantou da cama, mais furioso do que antes, e mais uma vez pressioná-la contra a parede. Mas desta vez não foi apenas para prendê-la, Patrick a estava estrangulando o pescoço de Kristin.
–Patrick... – ela clamava, com dificuldades. – Está me machucan...
Sua palavra foi cortada ao meio quando foi surpreendida com um tapa estalado em seu rosto. Sentia seu ouvindo zunindo, a parte que fora atingida estava ardendo, e com certeza a mão dele deve ter ficado desenhada em seu rosto.
–Cala a boca sua vagabunda. – ele rosnou, então a jogou com todas as forças em cima da cama. Montando em cima dela e as mãos ainda estrangulando.
Patrick então saiu de cima dela, trancou a porta do quarto, tirou sua jaqueta de couro atirando-a no chão. Tirou o cinto de couro que prendia sua calça jeans, e o dobrou em dois, e desta forma foi em direção a Kristin, que estava jogada na cama, descabelada e chorando descontroladamente, em um misto de dor e pavor.
–Hoje você vai aprender a nunca mais agir com ingratidão, querida.
Ele disse, de forma doce, carinhosa com toda a sutileza possível. E também era desta forma que ele a olhava, carinhosamente, amorosamente.
Então vários estalos e gritos foram ouvidos pela casa.
Notas finais
Vou responder os comentarios agora, então quem comentar agora já recebe a resposta. Sayunará!!
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