Apenas Carnal.
27 Capítulo 27
Notas iniciais
MENINAS, ME DESCULPEM POR DEMORAR TANTO!!!
E que minha vida está de cabeça para baixo nessas ultimas semanas... Tudo começou com um desmaio na fila do banco, e BAAAMM!!!
DESCOBRI QUE VOU SER MAMÃE!!!
Estou com dois meses e seis semanas, (quase três!)
E foi uma correria de trabalho, faculdade, consulta com o obstetra, faz exame daqui, faz exame dalí, emfim, foi uma verdadeira zorra.
Mas capitulu pronto e ele ficou até grandinho por sinal, por isso eu o dividi em dois... Assim compensa do da semana passada... he he he he..
Boa leitura pessoal.
Alguns dias depois...
Clinica Jonhson’s
-De zero a dez, me dá uma nota. – a morena perguntava, enquanto estava sentada em sua cadeira, literalmente entre suas pernas.
-Carlie, já disse que não! – Kristin repreendia como quem falava com uma criança, mas sem segurar o sorriso.
-Somente uma nota Kristin! Só isso! – ela pedia manhosa.
-Carlie, somente você me obriga a falar sobre sexo durante uma consulta de rotina.
-É por isso que o código ético não permite que tenha conhecidos como pacientes. Quem mandou insistir – ela falava como se fosse à coisa mais natural do mundo, enquanto ajeitava o aparelho para o exame. – Vai Kris! Só uma nota para o desempenho do gostosão!
Kristin a encarou, incrédula por alguns segundos, Carlie, somente Carlie podia fazê-la passar por esse tipo de situação. Somente Carlie a fez chegar bêbada em casa e ficar de castigo três dias trancado no quarto. Somente Carlie teve a audácia para lhe mostrar como se colocava um preservativo para que ela não fizesse feio em sua primeira vez. Essa mesma amiga, também segurou sua mão quando dava a luz ao seu filho, fazendo o papel que o pai deveria estar fazendo. Estava ao seu lado, durante o velório e enterro de sua mãe, que foi um dos momentos mais tristes e dolorosos de sua vida, em todos esses momentos Carlie e Charlie estavam ao seu lado. Eles eram amigos únicos, raros, caríssimos que nãos existe El dourado no mundo que possa pagar pela amizade como a dos três.
-Está bem... Dez.
-dez? Assim, sem parar para avaliar?
-Sim, nunca tive tanta sorte em conhecer alguém tão incrível como Sam Carlie. Ele é... Carinhoso, cavalheiro, e muito determinado. Eu sou capaz de ler a sinceridade em seus olhos. Ele sempre foi muito transparente e... – ela deu uma pausa de suspense, sentindo-se um tanto envergonhada pelo o que ia falar – nunca tive alguém tão... Mas tão maravilhoso na cama.
Isso fez Carlie derrubar o queixo no chão, soltando sua gargalhada nada discreta, e sendo acompanhada por Kris. Estavam em um momento de garotas um tanto quanto peculiar, uma vez que Carlie estava prestes a colocar um penis de aço cirúrgico de dezoito centímetros dentro de sua vagina. E aquilo não era nenhum pouco excitante, uma endovaginal nunca está perto de ser um parque de diversões, nem quando você está lembrando o melhor sexo de sua vida.
Terminada a consulta de rotina de Kristin, Carlie fechou sua parte no consultório para sair e fazer compras com Kris. Essa vida dupla de esposa e amante que Kris esta vivendo, tem lhe tirado tempo para passar com seus amigos. Estavam se vendo com menos freqüência agora.
Foram para as lojas de marcas caríssimas, em que apenas Carlie gastou seus milhares de dólares. Kristin estava aprendendo aos poucos a desapegar de tanto luxo e carestia, pois futuramente viveria uma vida bem mais simples ao lado de Sam, uma vida pela qual abriria mão de todo o dinheiro no mundo. Não era algo fácil para ela, Patrick de certa forma tinha razão quando deixava claro o quanto era dependente dele. Por vários anos Kristin se deixou levar por sua vida de rainha e se iludiu no mundo glamoroso que era o mundo dos bilionários. E se acostumou a viver como uma dondoca, que afogava suas mágoas e seu descontentamento em compras altíssimas nos cartões de créditos que Patrick lhe dava.
Voltando para sua casa em seguida, eram mais ou menos quatro da tarde, foi recebida por Luka e subiu para seu quarto. Tomando um susto quando Patrick a esperava sentado, relaxado em sua cama.
-Querida, que bom está de volta. – ele a cumprimentou com um lindo sorriso no rosto.
-Patrick? – ela disse ao tirar os sapatos de salto e guardá-los no closet. – Pensei que estivesse no trabalho.
-E estava, mas estava tudo tão exaustivo, mereço pelo menos uma folga na semana, não acha?
-Bom, você é o dono.
-Onde esteve? – ela encarou seus olhos, sua pergunta parecia despreocupada, mas ela pode perceber uma leve desconfiança em seus olhos.
-Estava me consultando com Carlie, depois saímos para fazer compras.
-Tem muita coragem de se consultar com Carlie.
- Carlie é maluca, mas sabe ser uma ótima profissional, se não ela não estava fazendo o sucesso que faz, não é verdade?
-Tem razão. – ele perguntou enquanto se levantava da cama e ia de encontro com ela.
Ele tirou Luka de seus braços, o colocando no chão, apoiava o menino entre suas pernas e andava com ele assim, o menino o acompanhava com seus passinhos pequenos e ainda atrapalhados.
-Querida, tem algum plano para esta noite? – ele perguntou de repente.
-Não, por quê? – ela gritou do banheiro, estava trocando de roupas, colocando roupas mais confortáveis para ficar em casa. Ela evitava ao máximo se despir na frente dele.
-Gostaria que saísse comigo hoje. – ele disse, num tom mais alto para que ela ouvisse.
Kristin estava com a regata enrolada no corpo, quando parou o que estava fazendo. Ficando perplexa. Mas logo respirou fundo, parecia que tinha que aturar o Patrick bonzinho da semana. Com mais um suspiro pesado. Ela resolveu concordar.
-Para onde vamos? – ela perguntou.
-Vamos... Para alguma balada. Passamos em alguma boate, bebemos alguma coisa, e depois voltamos cedo.
-Bom, por mim tudo bem. – ela disse, forçando um sorriso, saindo do banheiro com a regata e a calça moletom.
Ele tomou Luka nos braços e o aninhou em seu peito, e desta forma, ele chegou perto dela, lhe dando um beijo muito demorado no rosto. Depois disto saiu do quarto levando o garoto consigo.
Ela passou a mão pela sua bochecha, sentindo um arrepio nada prazeroso daquele ato, sentiu um leve temor de medo quando Patrick a olhou antes de beijá-la.
Essas mudanças de personalidade dele estava deixando ela seriamente com medo.
............................................................................
No relógio apontavam oito da noite quando Kristin finalmente conseguiu fazer Luka dormir. Já estava rouca de tanto cantarolar musicas de ninar enquanto embalava seu berço.
Saiu de seu quarto com cuidado e indo para a porta seguinte, onde ficava o seu. Patrick não estava no quarto, possivelmente estava no banho. Então ela entrou no closet e passou ritualmente as mãos pelos seus vestidos variados de festas, seu closet parecia mais o interior de uma butique de marcas de luxo. Até olhar para uma arara mais ao fundo e notar um corselet preto de couro pendurado em meio de varias blusas de luxo.
Andou até a peça de roupa e a pegou, analisando de frente e verso, no pensamento tentando se lembrar se tinha em meio às milhares de roupas, algo que combinasse com aquele corselet simples. E como se um brilho do céu caísse bem em cima, ela avistou uma saia de paetê prata com o corte reto e de comprimento básico. Nem muito curta e nem comprida.
Com alguns acessórios aquele look seria o suficiente. Não importa para onde ele a levasse. As separou e tirou novamente sua roupa, colocando um roupão felpudo e sentou-se na cama esperando que Patrick saísse do banho.
Vinte minutos depois ele saiu com uma toalha amarrada na cintura, antes isso era algo para fazê-la ficar babando pelo corpo escultural que ele tinha. Mas ali, não fez muita diferença, ela passou direto para o banheiro.
Após o banho, vestiu as roupas que separou e colocou a primeira sandália preta que encontrou no guarda-roupa. Estava borrifando o perfume no pescoço quando Patrick entrou no quarto.
-Está pronta? – ela só o olhou quando ele perguntou.
Ok, ele estava maravilhoso, isso ela não podia negar. Mas Patrick tinha pegado pesado para chamar a atenção da esposa, ele sabia perfeitamente que Kristin adorava homens jaquetas de couro, principalmente ele. E a forma como ele combinou com a calça preta e a camisa branca gola V, o deixou de tirar o fôlego de qualquer pobre humana que olhasse para ele naquela noite.
-Você está bem bonita Kris, mas é melhor levar um casaco. Suas roupas estão muito curtas.
-E qual é o problema com as minhas roupas? – ela respondeu, acionando sua defesa rude.
-Nada... É só que... Está frio la fora. – ele disse, com o tom e o rosto mais inocente do mundo.
Kristin desviou o olhar sentindo-se constrangida, ele tinha razão, era inverno, não demoraria a começar a nevar de verdade ali, pensou em pedir desculpas por ter sido rude sem motivos, mas achou melhor ficar quieta, estava com pouca paciência com Patrick nesses últimos meses.
Mesmo contra vontade de Kristin, Patrick a levou no seu koenigsegg, ela odiava andar com ele nesse carro por que Patrick voltava aos tempos de garoto na escola, e dirigia em alta velocidade, com direito a drifts durantes as curvas.
Estava perdida em seus pensamentos, estava distante, estava ao lado de seu esposo, mas a única coisa que pensava era como seria quando o dia que finalmente poderia ir embora. Que poderia finalmente ter uma vida de verdade.
E com esses pensamentos na cabeça, ela nem ao menos se deu conta de onde ele tinha levado-a. A fila enorme formada fora do local, às luzes neon piscavam chamativamente o nome da boate, mas Kristin lia o nome como “estou encrencada”.
- Boat Cruise? -- ela exclamou, sentindo seu sangue escapar de seu rosto.
-Sim, estava afim de algo excêntrico hoje. Não gostou?
-E que...
-Qual é querida, você nunca veio aqui, como pode saber se não gosta? – Kristin olhou para ele, e o mesmo lhe sorria alegremente, a face inocente escondendo o sarcasmo em sua voz. – Vamos fazer um trato, ficamos por vinte minutos, se não gostar, vamos para outro lugar.
O que ela iria responder? Ela sabia exatamente onde ele queria chegar com aquela pegadinha. Se tem uma coisa que Kristin aprendeu nesses seis anos, foi a decifrar e a entender os joguinhos de Patrick, com certeza aquilo era para mostrar a ela que ele sabia quem era o cara com quem ela saia, desde a ameaça no dia de seu aniversario, ela sabia que ele não pararia até descobrir quem era. E para alguém com o poder que ele tem, sabia que não demoraria isso acontecer.
Mas a pergunta era, o que ele queria com aquilo? Simplesmente mostrar que ele tinha descoberto tudo? Que sabia que Sammy trabalhava naquela boate, sabia que ele era o cara, e queria esfregar isso na cara dela? Kristin Sullivan saindo com um streeper? Ou ele queria brincar com ela, queria testá-la, saber como se portaria se ele a colocasse cara a cara com ele, pois se sua teoria estava certa era exatamente o que ele faria. Se ela falar não, ele teria ganhado o jogo, e poderia pedir o divorcio bem ali naquele carro, ou até mesmo perder o controle.Patrick era imprevisível, e só restava a ela aceitar e entrar em seu joguinho de xadrez.
Bom, um segundo depois de sua pergunta se passou, e depois de pensar na velocidade da luz, Kristin por fim acenou com a cabeça sorridente.
Ele a ajudou a sair e entregou o carro para o manobrista, tinha um curto tapete vermelho na entrada, onde o mesmo estava rodeado de fotógrafos, com certeza alguém famoso estava la dentro.
Quando veio aqui com os gêmeos, os três passaram despercebidos pelos fotógrafos, e entraram em paz na boate. Mas ao seu lado estava Patrick Sullivan, o homem mais poderoso de Nova York, e de acordo com a revista Peaple deste mês, um dos mais fotografados.
E não deu outra, logo estava sendo cegada por uma chuva de flashes irritantes e perguntas ridículas sobre sua vida pessoal. Automaticamente escondeu seu rosto no peito de Patrick, e o mesmo passou a mão em sua cintura e com a outra a ajudou a tapar seu rosto, de forma protetora. Ele fazia isso por um motivo nada feliz, Patrick apesar de tudo se preocupava muito em ter o rosto de sua família revelado na mídia, ele era um empresário pseudodesenvolvido, muitas pessoas o conhecia, milhões, e nesses milhes de pessoas tinham seus inimigos, que não eram poucos. E depois de uma tentativa de sequestro que Kristin sofreu quando ainda eram noivos, ele sempre tem evitado ao Maximo expô-la em na mídia.
Não foram barrados na porta, com toda a zorra de fotógrafos em cima do casal, os seguranças logo entenderam a magnitude da influencia que tinham e permitiu diretamente a entrada deles.
-Você está bem? – ele perguntou aparentemente preocupado.
-Sim, mas minha visão está um pouco turva.
-Isso logo vai passar. Vamos beber alguma coisa.
Ele ainda a estava abraçando, e desta forma a conduziu até o bar, Kris não conseguiu distinguir qual deles era, se era o da pista de dança ou da área vip.
Mas logo percebeu quando sua bebida foi servida em sua mesa. Estava na área Vip, como estava com sua bolsa, tirou de dentro seus óculos escuros e o colocou até que sua visão melhorasse, já que as luzes e lasers da boate não ajudavam a descansá-la.
-Desculpe, era para nós virmos com os seguranças, não cogitei que...
-Está tudo bem Patrick. Logo vai passar, e você está bem?
- Estou, já estou bastante acostumado com isso. – ele disse, como que para tranqüilizá-la.
Acabou que Kristin ficou quase meia hora sentada de óculos escuros para que sua vista melhorasse, assim que viu que ela estava bem, Patrick a tirou para dançar. Kristin apenas se deixou levar. Sairam mexendo de um lado para o outro, sem perceber percorrendo toda a pista de dança. Kristin já tinha tomado algumas doses de Ménage a Trois e se sentia um pouco alegrinha.
Aos poucos, foi se entregando de fato, ao ritmo da dança, esquecendo-se de quem estava atrás dela, a segurando pela cintura. Dançava sensualmente sem se importar se era Patrick que estava com ela. Estava começando a se divertir.
Então eles deram uma parada, Patrick a arrastando pelas mãos até o bar da pista, foi ai que Kristin gelou, Sam costuma sempre ficar aqui depois de se apresentar, e às vezes ele fazia bicos de Bartander substituindo Matt. Ela chegou a ficar paralisada, dura no lugar.
-O que houve amor? – ele olhou para traz, seu olhar era sínico, aquele velho sorriso torto lançado para ela, deu a certeza de que tudo aquilo era um jogo. – Vamos beber um pouco, depois dançamos mais.
Ela estava mais que hesitante, Patrick praticamente a puxou a força para o bar. Quase gritou de susto quando olhou para o local, mas que droga de susto bom, Sam não estava lá, nem mesmo Matt estava lá, e sim uma moça loiríssima e muito bonita por sinal. Kristin relaxou um pouco e se sentou na cadeira alta do balcão.
-Vou querer um Conhaque Vintage 1923 por favor. E você querida? – Patrick e a moça sorridente olharam para Kristin.
-O... Mesmo.
-Tem certeza Kristin, esse coquetel é bem forte.
-É... perfeito... Quero o mesmo. – Sabe aquele jeito Bella Swan de falar, gaguejante, tímido, parecendo um índio no meio da sociedade? Era mais ou menos como Kristin estava se portando. Ela queria sair correndo dalí a qualquer momento.
E era o que ia fazer, depois que tomasse aquela maldita bebida forte, pediria para ir embora, afinal, já tinha ficado ali mais de vinte minutos e Patrick teria que cumprir o que propôs.
Mas aquela menina loira não era bartander, era apenas uma garçonete, e foi chamar o dito cujo para misturar o pedido do casal, quando Kristin ouviu a menina chamar a droga do Barman, aí sim, Kristin quase desmaiou.
-Sammy, preciso de sua ajuda. – Ela gritava em um canto do balcão para alguém que estava no meio das pessoas que dançavam na pista.
Então ele apareceu, era o que a morena mais temia, sentiu o sangue lhe fugir de vez, apoiou os braços no balcão e sentia que iria desmaiar a qualquer momento.
Se ela sentia-se assim, imagine ele quando entrou no bar e viu qual seriam seus clientes.
Fale com o autor