Apenas Carnal.
44 Capitulo 45
Notas iniciais
Dias depois...
–O meu medo é de não ter chances nenhuma contra Patrick. E cada vez mais isso vai se tornando uma certeza. – Ela disse por fim, após meia hora de silencio, dentro do carro.
–Fácil isso não vai ser. Mas eu confio muito na minha amiga, ela é uma excelente advogada, e possui um senso de justiça fora do comum, uma coisa eu posso falar dela, ela é brasileira e não desiste nunca.
–Dra. Karen Haner não é?
–Exatamente.
–De onde vocês se conhecem mesmo?
–Ela fez um intercambio na Columbia foi lá que nos conhecemos, depois, se casou com um guitarrista, de uma banda que eu gosto muito, e hoje ela mora em Los Angeles, mas viajou para cá para visitar alguns amigos, inclusive eu, e foi como um sinal vindo do céu precisei dos serviços dela.
–Vocês eram mesmo só amigos?
–Ciúmes agora meu amor?
–Era ou não era?
–Era sim, somente amiga, Karen sempre foi muito bonita, atraente, mas eu não era o tipo dela.
A conversa se encerrou, quando eles chegaram à 5º corte judicial americana. Eles iriam ter uma audiência de conciliação, mas Kristin não está tão segura de que saia algum acordo dessa audiência, ela conhecia Patrick, ou pelo menos achava isso. Seus olhos pararam em Luka, que brincava em sua cadeirinha no banco de traz, Kristin o olhava através do retrovisor, e quando o espelho lhe chamou a atenção, ele encontrou os olhos dela, sorrindo largamente e mostrando seus brinquedos do Toy Store. Kristin sorriu e caducava com ele através do espelho. O carro parou no estacionamento. Sammy desceu e tirou Luka do carro, acompanhou Kristin até a entrada, onde a advogada já os aguardavam.
–Samuel. Srta. Kreuk – Ela os cumprimentou.
–Sem formalidades não é Karen. – ele a abraçou apertado, de forma a moça quase se perdia em seus braços, Kristin se perguntou se ficava assim com ele também, Sammy é tão... Grandalhão.
Karen se desvencilhou do abraço dando risadas, quando Kristin pode visualiza-la melhor, e apesar ser brasileira, a única característica típica que ela tinha eram os cabelos cacheados e castanhos, o corpo esguio, os seios fartos, eram típicos americanos. E linda, ela era realmente linda. Pareceu ridículo, mas Kristin não segurou um ciúme bobo do tamanho da intimidade que eles possuíam, pareciam amigos de infância. Sam era amigo de uma garota linda.
–Bom, já expliquei tudo durante nosso encontro não é Kristin, o que vamos ter hoje ainda não é um processo judicial, é apenas uma tentativa de acordo entre vocês dois. Não quer pensar novamente em oferecer a guarda compartilhada?
–Não, Patrick ainda não está em condições de ficar com Luka.
–Ok, não vamos propor isso então, mas Kristin, eu sei que você me pediu para não o fazer, mas lá dentro, terei que falar das seções com a Psicóloga que Patrick teve, e das reuniões com grupo de ajuda. Se não o fizer será omissão, e essa informação pode significar colocar a criança em riscos, e você perderá completamente as chances de ganhar tutela total da guarda.
–Entendo, mas nada além disso, não quero ganhar essa causa, acusando meu ex-marido de ser um louco.
–Então é isso, seu ex-marido e o advogado dele, já estão lá dentro, o promotor chega em poucos minutos.
–Luka. – Kristin se virou para Luka que estava no colo de Sam. – Seja legal com seu papai, e Sam, não fique dando besteira para ele comer.
–Quando você sair. Me liga, venho imediatamente, entendeu. – Sam deu um beijo na testa de Kristin. – Boa sorte meu amor.
–Obrigada.
Então Sam caminhou de volta ao estacionamento, segurando a mão de Luka balançando dando tchau para Kristin. O colocou na cadeirinha do carro e deu a partida.
–Então moleque. – Sam chamou a atenção dele. – Sorvete?
–Xoveti! – ele comemorou gritando a palavra do jeito que sabia falar, tirando gargalhadas do pai mais babão e desobediente do mundo.
Kristin entrou juntamente com Karen dentro da corte, na sala de espera, estavam Patrick e o advogado dele, Dr. Vasconcellos, que antes era o advogado do casal.
Kristin enojou quando Patrick olhou para ela, quando viu seus olhos brilhando como se fosse a primeira vez que a via, como ele poderia ser tão... Não ela não queria repetir a palavra.
–Dr. Vasconcellos.
–Dra. Haner. – eles se cumprimentaram formalmente com um aperto de mão.
–Kristin, onde está o Luka? – Patrick perguntou.
–Está com o pai. – Kristin foi curta e grossa ao responder, viu os olhos de Patrick vacilando um pouco, mas não desfez sua postura elegante.
Poucos minutos o Promotor chegou, sessão sendo iniciada em seguida. Em um lado da mesa, estavam Patrick e o Advogado, e do outro, Kristin e Karen.
–Daremos inicio a audiência de conciliação, temos aqui, um conflito de tutela da guarda, vamos começar pelo lado paterno que foi pedinte do processo.
–Meriníssimo. – Dr. Vasconcellos. –Desde o divorcio, o processo da tutela teria ficado a cargo de conciliação do casal, entretanto, houve alguns conflitos em que o pai está sendo praticamente proibido de ver seu filho. Então meu cliente se viu obrigado a entrar com o processo de tutela total da guarda do mesmo.
–Dr. Vasconcellos, poderia me informar o motivo do divorcio?
–Por adultério por parte da esposa meritíssimo.
–Por minha parte? – Kristin praguejou irônica, sendo aconselhada por sua advogada a ficar calada.
–Meritíssimo, minha cliente possui provas de o adultério ocorreu em ambas às partes e não somente por parte da esposa.
–Entendido. – O promotor agora se referia a Kristin. –Dra. Haner, gostaria que dissesse por que sua cliente não concorda com a guarda compartilhada.
–Minha cliente não esta totalmente segura do estado emocional do Sr. Sullivan meriníssimo. Possuo aqui , alguns relatórios de consultas psicológicas, e participações recentes a grupos de autoajuda. – Karen entregou os relatórios para o promotor, que o analisava enquanto ela continuava a falar. – Como pode confirmar, o Sr. Sullivan tem apresentado temperamento instável e possíveis sintomas de transtorno bipolar. Minha cliente concordou em conceder a guarda compartilhada somente após os devidos tratamentos para o Sr. Sullivan.
–Meritíssimo. – Dr. Vasconcellos chamou sua atenção. – Aqui possuo os exames e relatórios médicos, que constam que o meu cliente participou de todas as reuniões de ajuda pedidas pela Psicóloga, e fez todos os devidos exames Psicológicos e laboratórios, que constam que o estado emocional e mental de meu cliente está completamente saudável. E que as recentes instabilidades temperamentais se deram ao choque do divorcio conturbado.
–Eu só quero poder ver meu filho Kristin.
–Não Patrick, você só quer ver a mim. Luka não importa para você, meu deus tudo isso é ridículo.
–Srta. Kreuk, por que acha que seu ex marido não expressa interesse na criança?
–Ele mesmo me disse isso Meritíssimo.
–Isso é mentira Kristin, eu nunca falei isso, a única coisa que disse era que queria poder cuidar do meu filho ao seu lado, você sabe que sempre a aceitarei de volta querida, e eu queria poder dar tudo do bom e do melhor para o nosso filho, juntos.
–Mas como você é sínico! – ela se exaltou. Sendo repreendida pelo promotor.
–Bom, como já ouvi as duas partes, o que eu gostaria de propor seria o seguinte, Srta. Kreuk possuirá setenta por cento da tutela da guarda, podendo ficar com a criança durante a semana, e o Sr. Sullivan teria os trinta por cento, o que significaria finais de semanas e feriados.
–Eu não quero. – Patrick respondeu imediatamente após o Promotor concluir. – Não quero ver meu filho crescendo naquela casinha de bonecas Kristin, me desculpe, mas sua casa é do tamanho do quarto que ele tinha na mansão. Será que não vê que posso oferecer uma vida de príncipe para o Luka?
–Ele está saudável e feliz Patrick, é o que importa.
–Não tão saudável assim Srta. Kreuk – Dr. Vasconcellos interviu. – Você pode afirmar que seu filho estava enfermo de duas doenças graves para a idade que ele possui, que o menino passou duas semanas internado em umas das melhores clínicas de Nova York, graças às condições financeiras de meu cliente?
–Sim, ele ficou doente, mas isso é comum para uma criança, o médico falou isso, e você ouviu Patrick.
–Enquanto ele estava na mansão, sendo bem cuidado, ele nunca tinha ficado doente.
–Oh, Patrick! – Kristin proferiu seu nome como se fosse um xingamento.
–Meritíssimo. —desta Vez Karen se opôs. – Posso afirmar através de testemunhas, que durante o casamento, o Sr. Sullivan era um pai completamente ausente e alheio ao desenvolvimento do filho, algumas testemunhas podem afirmar que ele chegava a sentir desprezo pelo próprio filho.
–Nunca desprezei meu filho. – Patrick rebateu. – Eu posso sim ter sido ausente na vida do meu filho devido ao meu trabalho, e eu quero muito mudar isso meritíssimo, quero poder ser um bom pai para meu filho, e não estou tendo essa oportunidade, mas desprezo isso calúnia.
Kristin bufou, santa mãe de Deus, Patrick poderia ganhar um óscar.
–E além disso. Eu não quero ver meu filho convivendo com ex “hustler”.
–Garoto de programa? – O promotor franziu o cenho.
–Ele não era um “Hustler” Patrick. Pelo amor, não seja infantil.
–Srta. Kreuk, a afirmação do Sr. Sullivan condiz com a verdade?
–Ele trabalhava como dançarino em uma boate, e assim que nos conhecemos.
–Enquanto era casado comigo. – Patrick a interrompeu.
–Então, seu relacionamento atual foi o motivo da separação? – O promotor perguntou.
–Sim, em partes, sim. Hoje ele é meu noivo.
–E você acredita de alguma forma que o antigo emprego de seu noivo, possa influenciá-lo na educação da criança, já que ele possui participação ativa na criação?
–Claro que não meritíssimo, Sam sempre foi um ótimo pai para o Luka, sempre foi, tanto que meu filho o reconhece mais como seu pai do que ao próprio Patrick.
–Isso por que você não me deu oportunidades para isso Kristin.
–Não me venha falar de oportunidades Patrick, você teve todas elas. E as desperdiçou.
–Mas você nunca meu deu uma segunda chance Kristin, nem para o meu filho!
–Ok, Ok. – O promotor acalmou o inicio da discursão. – Ao que parece não conseguimos entrar em nenhum acordo por aqui, o que nos torna a continuar com o caso judicial do pedido permanente de tutela vinda do Sr. Patrick Sullivan.
–Você não pode tirar meu filho de mim Patrick! – Kristin já esboçava uma voz rouca de choro.
–Desculpe Kristin. – Patrick se levantou, ajeitando sua gravata, juntamente com seu advogado. – Você não me deixou escolhas.
E então ambos saíram da sala, Karen se levantou. O promotor cumprimentou ambas e em seguida saiu da sala. Kristin então se levantou, atônita a tudo e a todos.
Ele era um ótimo ator, revirou completamente o jogo naquela sala. Como isso foi acontecer? Patrick conseguiu sair daquela sala como um pai injustiçado e Kristin como uma mãe vadia desnaturada. Usou cada buraquinho da lei a seu favor, manipulou suas palavras, confundiu até mesmo a cabeça de Kristin, arquitetou cada fala, cada plano cada questionamento que poderia ocorrer naquela sala, e se sobressaiu como vítima de todos eles. Ela se sentiu ainda mais sem esperanças de ganhar aquele caso, seu coração estava despedaçado mais uma vez. Kristin estava certa, e todos estavam errados, Patrick não era louco, só era absurdamente inteligente.
E a única coisa que lhe restou fazer quando viu seu filho sorridente no colo de Sam, foi abraça-lo e chorar.
–Foi tão ruim assim?
–Passei oito anos ao lado de um desconhecido. – foi tudo o que ela disse.
–Sam – Karen o chamou. – Posso falar com você?
–Claro.
–Vou esperar no carro. – Kristin disse, se retirando com Luka.
–Sam, tenho que confessar que não vai ser um caso fácil, Patrick Sullivan se saiu muito bem naquela sala. Eu via somente uma saída para ganhar o caso. Mas Patrick destruiu isso lá dentro. Ele conseguiu um laudo Psiquiátrico de que sua saúde mental estava intacta, mas Sam, pelas experiências que possuo, aqueles olhos, aquele olhar não são de uma pessoa saudável. Como um Psiquiatra ode considera-lo normal.
–Nada que uma maleta de dólares não resolva, gente rica lida com tudo na vida desta forma. – Karen percebeu que ele não falava somente de Patrick, mas procurou não se intrometer.
–Vou para o hotel agora, vou virar a madrugada estudando, pesquisando, vou ver se encontro qualquer brecha nas leis que possam nos ajudar, eu vou ganhar essa causa Sam, não quero que aquele bebê seja educado por aquele homem, ele me dá arrepios.
–Tudo o que puder para ajudar Ká, eu amo aquela criança como meu filho, não sei o que faria se perdesse a guarda dele, muito menos Kristin, Luka é a razão da vida dela.
–Nossa Sammy, querida ficar aqui mais tempo depois que me formei, para ver em que momento aquele cara sacana e galinha se tornou... Você.
–Olha quem fala! A menininha roqueira que veio para os EUA somente estudar a acabou se casando com seu ídolo e tendo filhos gêmeos com ele. Acho que sua historia daria um bom livro Ka.
–Talvez, quem saiba eu não faça uma autobiografia. – ambos sorriram. – Falando nisso, os meninos mandaram um presentinho pra você.
Karen tirou da maleta um embrulho pequeno e quadrado. Sam o abriu imediatamente.
–O novo cd o Avenged Sevenfold? Karen você é um anjo, não tem ideia do quanto eu tentei comprar esse cd por aqui, e ele está simplesmente esgotado.
–O cd está divino Sammy, você precisa ouvir, depois me liga pra saber se gostou, agora eu preciso ir. Tenho que estudar para esse caso e meus pequenos babys devem estar enlouquecendo a babá no hotel.
Sam se despediu de Karen e andou até o carro. Kristin já tinha acomodado Luka na cadeirinha e o aguardava no banco do carona.
–O que ela disse? Eu vou perder meu filho?
–Você não vai perder o Luka Kristin, precisamos ser mais otimistas. – Sam respondeu, enquanto dava partida no carro e colocava o presente de Karen para tocar no som.
Estava no aleatório, e a primeira musica a tocar foi Crimson Day.
–Eu seria mais otimista Sam, mas o pai do meu filho é nada menos que Patrick Sullivan, para você ter uma ideia, a noticia da disputa pela tutela já estão nos noticiários locais. Não posso nem ao menos ficar muito tempo em Manhattan, pensei em comer algo primeiro, mas agora quero ir direto para casa.
–Está bem, vamos para casa. – ele tirou o carro do estacionamento, dirigindo até a ponte de Nova York, para pegar a estrada até Albany. – Para que dia foi marcada audiência judicial?
–Para o dia vinte desse mês. Da que duas semanas e meia.
–Falei com minha tutora do programa de residência. Consegui adiar a viagem por mais um mês. Ganhamos algum tempo.
–Sam, eu sei que não tocamos mais nesse assunto desde aquele dia. Você me deixou assustada e sem palavras. Mas estava errado.
–Em relação a que? – ele perguntou, seriamente.
–Eu não amo mais o Patrick. Eu posso, estar ligada a ele devido ao filho que temos, ou pelos longos anos que passamos juntos, mas, amar. Não, não o amo mais.
Nessa hora o carro havia parado em um sinal.
–Como eu disse Kristin, não quero casar com você enquanto ainda estiver confusa, quero sua certeza, então se esta falando isso somente para me agradar...
–Não Sammy, claro que não. – Ela se virou no banco, ficando de frente para ele. – Eu posso ter confundido tudo, você me deixou sem palavras naquele dia. Mas, Sam, não estou mentindo para você. Na noite em que Patrick foi a minha casa, eu olhei em seus olhos e disse que não o amava mais, meu amor pertence a você Sammy, somente a você.
Nessa hora ele a abraçou, beijando sua testa enquanto ela curvava sua cabeça para olhar em seus olhos, pois sabia que alí encontrava tudo o que ela precisava naquele momento; sinceridade, segurança, cumplicidade. Em todos os problemas que passava, Kristin encontrava a esperança que em si já havia morrido, naqueles olhos verdes, amáveis, hipnotizantes que ele possuía.
Já era quase noite, Kristin dava banho em Luka, que estava tão cansado de tanto brincar com seu segundo pai. Ela sorria enquanto o via brincando com os bonequinhos de borracha, tão alheio à tudo o que acontece a sua volta. E uma lágrima caia de seus olhos quando Sam entrou no quarto.
–Ei, o que está acontecendo. – ele se sentou, aninhando-a em seu peito.
–É impossível não ter esses momentos com ele, e se perguntar, quando vai ser o ultimo. Em quanto tempo mais eu vou poder aproveitar esses momentos com meu filho. Não se tira um filho de uma mãe Sam, é crueldade.
–Você está cansada querida, vai tomar um banho e descansar, eu termino de dar banho nele.
–Você vai passar a noite aqui? Ou vai voltar para Manhattan?
–Não sei, trabalho amanhã cedo, ainda estou me decidindo se fico ou não.
Kristin concordou e se levantou, indo para o seu quarto.
Sam terminou de dar banho em Luka, vestindo seu pijama e o colocando para dormir, lembrando-se rapidamente de quando fazia isso com Jessica. Luka apagou no momento em que foi para o berço, o menino estava exausto.
Quando Sam entrou no quarto de Kristin, se deparou com uma cena apaixonante. Kristin estava sentada de frente para a penteadeira, com os cabelos de lado, e passava a escova lentamente por eles, ela se olhava no espelho, mas seus olhos pareciam perdidos, em alguma lembrança qualquer.
–Seus cabelos estão tão grandes.
–Vou cortá-los assim que tiver um tempo.
–Não. – ele disse se aproximando dela, apoiando a mão em seu ombro e pegando a escova da mão de Kristin, passou seus cabelos para traz e os penteava como se a fizesse um carinho. – Gosto deles assim, seus cabelos são lindos, cheios, macios.
Ele abaixou, ficando na altura dos joelhos, ao mesmo tempo em que Kristin se virava para ele. De forma que ele ficou uns dez centímetros mais baixo que ela, ele a olhava de baixo.
Sam olhava cada traço no rosto de Kristin com devoção.
–Incrível, o quanto você é linda. – Ele sussurrava, enquanto afagava os longo fios de cabelos de Kristin. – E essa força dentro de você, essa pureza, essa bondade é o que te torna ainda mais linda Kristin.
–Por que está dizendo isso querido? – Ela perguntou, sentindo-se corar.
– Eu quero que você saiba o quanto eu amo você Kristin, e o quanto você se tornou a pessoa mais importante da minha vida. – ela notou um brilho se formando em seus olhos. Sam estava querendo chorar? – Kristin, se caso, eu estou falando “se caso”, algo der errado sobre a tutela da guarda de Luka, não quero que escolha entre mim e seu filho.
–O que está querendo dizer?
–Que se algo der errado, não vou para a Alemanha, vou ficar aqui com você, com vocês dois.
–Mas, Sam, essa viagem pode ser a única oportunidade da sua vida! Não pode abrir mão dela por minha causa!
–Para mim não existe nada mais importante que você meu amor, e Luka é para mim um filho.
–Jessica nunca perdoaria você.
–Jessica entenderia.
–Oh Sammy... – Kristin deixou sua cabeça tombar em eu ombro, duas linhas cristalinas desenharam suas bochechas.
Aquele era o pensamento mais egoísta que Kristin poderia ter. Mas Sam não imaginava o peso que tinha tirado das costas dela, ao lhe dizer aquilo. Kristin estava quase certa de que perderia a guarda de seu filho, e Sam viajar para outro continente a colocaria na questão em que ele mesmo citou; Obrigaria Kristin escolher entre ele e seu filho. Sim, era egoísmo, e sim ela se sentia a pior pessoa do mundo por pensar dessa maneira.
Ela voltou seus olhos para os dele, lembrando-se do tempo em que estiveram separados, machucados e magoados. E a única lembrança que lhe vinha daquela época, eram as noites chorosas de saudades daquele homem, da sua voz, do seu charme, do seu corpo...
Ternamente Kristin tocou os lábios dele, como se assumisse o controle da situação. Apertando seus braços largos, enquanto aprofundava o beijo. Um beijo calmo que ia ficando cada vez mais intenso.
Sem que percebessem, Kristin deslizava aos poucos do banquinho da penteadeira, indo parar montada em seu colo, com ele ajoelhado no chão.
Separam-se somente em busca do ar, enquanto Kristin desabotoava aos poucos, a camisa branca listrada que ele usava, livrando-se dela em seguida, e iniciando uma trilha de beijos que iam do lóbulo de sua orelha, até o decorrer de seu ombro.
Em um movimento rápido, ele agarrou para mais perto de si, girando de forma que ficou por cima dela, tomando seus lábios de forma intensa, quente, tão quente que Kristin suava em baixo de si, sentindo a temperatura de seu corpo aumentar gradativamente, não sabia se era pelas carícias, ou pelo corpo dele estar pegando fogo de quente, Sam estava febril.
Ele estava tão rápido, beijava seus lábios, seu queixo, eu pescoço, o lóbulo de sua orelha, parecia perdido em seu corpo, faminto.
Logo aquela camisola de cetim a incomodava de mais, Kristin agradeceu quando sentiu as mãos dele a levantando abaixo de si.
–Você sabe há quanto tempo estávamos sem isso? – ele questionou retoricamente.
E foi quando Kristin se tocou, aquela era a primeira transa do ano que eles iriam ter, a ultima vez tinha sido quando eles visitaram a galeria do amigo de Derick. Oh! Céus, por isso ele está assim.
Os olhos de Kristin brilharam maliciosamente, se tinha algo que a enlouquecia, era ver Sammy excitado, as caras e bocas que ele fazia eram a sua perdição. E para isso ela adorava provoca-lo. Apenas esperou que ele terminasse de tirar sua calcinha, para se colocar novamente por cima, montada em cima de sua ereção. O olhando com luxuria e sendo igualmente correspondida.
Kristin mexeu seus quadris, para cima e para baixo, roçando-se sobre sua ereção, fazendo-o soltar um gemido rouco e morder os lábios, oh, se ela tivesse uma câmera para tirar uma foto dele assim, ele era a forma humana da perdição. Lentamente desabotoou o cinto e o tirou da calça, mordendo seus lábios enquanto o plano diabólico ia se formando em sua mente.
Com o cinto ainda na mão, ela percorreu um caminho de beijos que iam de seu tanquinho até seu peitoral. Levantando-se em seguida para contemplar seu rosto contorcido de prazer.
Kristin então pegou uma de suas mãos a levando para o alto de sua cabeça, fazendo a mesma coisa com a outra. Envolvendo ambas as mãos no cinto dele, passando pela fivela e apertando firmemente.
–Veja quem está inspirada hoje. – ele comentou observando humoradamente seu movimento.
–Sabe, Dr. Winchester. Uma vez, há muito tempo atrás, pude contempla-lo mostrando seus dotes de dançarino naquela boate, e confesso que todos os tipos de fantasias se passavam em minha mente, e essa foi uma delas.
–E por que fantasiava me amarrar Srta. Kreuk? -- ele perguntou, entrando em seu jogo.
–Eu queria castiga-lo, você me deixou morta de ciúmes quando puxou aquela vadiasinha para dançar com você, eu queria puni-lo, queria mostrar a você como eu me senti naquela noite.
–Oh, querida, mostre-me.
Kristin não respondeu, apenas voltou a descer a mesma trilha de beijos por seu corpo. Desta vez ainda mais quente. Mas desta vez continuou, até parar na barreira de sua pele com o tecido da calça jeans. Kristin desceu até seus pés, tirando seus sapatos e suas meias, voltando e desabotoando o cós de sua calça, livrando-se dela, Sammy ficando apenas de boxer vermelha, amarrado, no chão do quarto de Kristin.
–Gosto de você assim, não vou tirar essa cueca. – ela comentou. Abaixando o cos da mesma, e liberando sua ereção.
A segurou firmemente, estava ainda mais quente que o resto de seu corpo. Sorriu maliciosamente para ele e literalmente “caiu de boca”.
Sam apertou seus olhos, contorcendo-se em uma careta prazerosa, com a intensidade de Kristin, ela estava rápida de mais, forte de mais, intensa de mais, desta forma ele não suportaria tanto tempo e desta forma em menos de cinco minutos ele sentiu seu orgasmo vindo.
Porem nessa mesma hora Kristin parou tudo o que estava fazendo. Fazendo-o abrir os olhos, atordoado.
–O que houve? – ele perguntou fatigado.
–Estou lhe mostrando como eu me senti, Dr. Winchester, foi desta forma que você me deixou naquela noite, em ponto de bala, subindo pelas paredes, mas frustrada por não ser saciada.
–Oh, Kristin! – ele implorou, decidindo-se de sua dúvida anterior, sim, ele passaria a noite na casa de Kristin.
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–Oh, Kristin, por favor, não me faça implorar. – Sam pedia, em meio à rizadas, já era a quinta vez que Kristin o provocava e o deixava a beira de orgasmo, mas o deixava frustrado em todas as tentativas. – Eu já entendi como você se sentiu, me desculpa!
–Me desculpa? Pelo quê? – ela perguntou, no tom de dominadora que havia assumido há pouco tempo.
–Por ter levado você para o meu carro e ter transado loucamente com você naquela noite.
–Eu não lembrava desta parte.
–Viu! Eu não te deixei insatisfeita Srta. Kreuk. Guardo sua calcinha comigo até hoje.
–Oh, seu tarado! – ela exclamou, apertando com mais força seu membro, o fazendo gemer e alto.
–Desculpe senhorita, mas no momento a tarada aqui é você.
–Ok, querido, acho que você já sofreu de mais não foi? – ela perguntou mimadamente, e ele concordando com a cabeça, completamente entregue ao seu jogo.
Kristin não deu nenhum pouco de tempo a ele, montou em cima de seu quadril e passou a movimentar-se. Desta vez o tirando do serio, o deixando novamente atordoado, Sam estava tão suado, como se estivesse realmente sido torturado.
Kristin estava entregue à suas sensações, movia-se tão lentamente, como se não precisasse mais do que isso para lhe fazer chegar a completo estado de loucura.
Não durou muito, e Kristin explodiu-se em seu orgasmo, deixando de ser ela por segundos, naquele momento não era mais corpo, não era mais alma, era sensações, somente sensações.
Não demorou muito e Sam também teve seu momento, e que momento, era como se todos os outros orgasmos de que Kristin o tinha privado o tomasse de jeito. Ele nunca sentira tão intenso daquela forma. Era impossível não ficar calado naquele momento, eram gemidos, altos, roucos, enquanto seu rosto contorcido era mais uma vez contemplado por Kristin.
–Oh, Kristin... – foi à única coisa que conseguiu dizer, estava esgotado, como se tivesse trabalhado pesado o dia inteiro, logo se sentiu morrendo de sono.
Kristin teve que puxá-lo do chão, ou tentar pelo menos, com esforço o próprio se obrigou a traçar o enorme espaço de um metro do chão onde estava, até a cama de Kristin.
Admirou-se por Luka não acordar com tanto barulho, talvez o pequeno estivesse tão esgotado quanto os dois naquele momento.
Kristin aninhou-se mais ao peito de Sam, passando sua perna pelo quadril desnudo dele. Oh, Sammy, como sempre, sendo a libertação de todos os seus problemas. Sendo a válvula de escape mais prazerosa do mundo. O que ela faria de sua vida se Carlie não tivesse colocando-o em seu caminho?
Ela adormeceu, tentando encontrar resposta para a sua pergunta... Mas sem sucesso.
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