Notas iniciais
Booooommm, demorei(e muito) mas estou aqui, as meninas que leram a nota que escrevi na página da fic no face, já sabem os problemas que ando passando, e as que ainda não curtiram a página, o link estará nas notas finais da historia ok? No mais, até o próximo capitulo, que prometo que sera ainda nessa semana, pois estou de ferias da faculdade e próximo final de semana infelizmente já estarei internada na maternidade.

Ela se virou para ele, para acabar logo com esse clima tenso. E ele estava apoiado na porta, com uma camiseta social branca e uma calça Jeans. Ele sorria torto ironicamente para Kristin.

–Feliz Ano novo Kristin. – ele proferiu.



–Olá, Patrick. – ela respondeu, fazendo questão depor frieza em suas palavras.

–Você me fez um convite, desmarquei uma festa de gala para estar aqui. – Ele dizia enquanto andava tranquilamente até a mesa de petiscos e pegava uma bolinha de queijo.

–Acho que o convite estava de desfeito quando eu gritei “saia daqui”. – Ela ironizou. Seguindo seus passos.

–A qual é meu amor, vai ficar magoada novamente comigo? Todo mundo aqui sabe o quanto estou me esforçando para ser um bom pai para o Luka. Aliás, onde está meu filho.

–Carlie, leve Luka para meu quarto. Patrick, vamos conversar, lá fora.

Ela entrou pela porta dos fundos, e ele a seguiu, atravessou a casa e saiu para a porta da frente, ficando na varanda. Onde algumas casas ainda soltavam fogos de artifícios.

–O que está fazendo aqui Patrick, você não tinha o direito de aparecer aqui depois de tudo.

–Eu vi tudo Kristin. – ele a acusou, sua expressão melancólica. – Você vai casar com aquele cara?

–Sim, Patrick, vou me casar com ele. Isso não é de seu feitio.

–Mas, Kristin, você está com ele há meses, mal o conhece.

–Estive com você por oito anos. E mesmo assim não o conheço.

–Kristin por favor, não se casa com ele, não assim, tão depressa. – ele suplicou, seus olhos enchendo de agua. Kristin ficou confusa, ele estava realmente magoado? – Está sendo injusta comigo, deu uma segunda chance para ele, e para mim?

–Patrick, eu dei a você, uma, duas... Milhares de chances, durante anos, eu dei chances a você, desde que Luka nasceu, nosso casamento foi constituído somente de chances! Por que não consegue entender, que estou cansada disso, cansada de você, de suas humilhações, de suas traições, eu não vou voltar para você Patrick, o que tínhamos já passou para mim, já deu, é passado, não volta mais. Que outros sinônimos posso usar para que você entenda?

–Não é possível. – dessa vez sua voz era desesperada. – Kristin! Eu não posso te perder! Você é minha! Eu nunca senti isso por ninguém, eu amo você Kristin e não vou suportar a ideia de te perder para outra pessoa. Você pertence a mim!

–Eu não pertenço a ninguém! Você está fora de si! Patrick pare com isso! Está me assustando, você parece um doente, obsessivo, um psicopata!

Ela suspirou, quando se tocou que eles já falavam aos gritos e berros.

–Ele nunca vai amar você da forma como eu te amo Kristin. – ele sussurrou.

–Você está vendo isso! – ela não fez questão de abaixar o seu tom, apontando para ele a sua aliança. – Ela está grande no meu dedo e sabe por quê? Por que ele iria me pedir em casamento naquela época Patrick, antes de você interver e estragar tudo! Na época que eu não era sua boneca Barbie, na época que você nunca quis saber de mim! Ele me amou do jeito que eu era Patrick, desde a primeira vez. Ele nunca me jugou, nunca me desprezou pelo meu corpo, nunca me humilhou! Não Patrick, ele nunca vai me amar da forma que você me amou, e dou graças a Deus por isso!

–Não é possível que já tenha me esquecido Kristin! Eu sei que ai dentro você...

–Patrick. – ela o calou, chegando mais perto dele, para olhar em seus olhos. – Eu não amo mais você.

Ela olhou friamente, enquanto ele absorvia cada palavra com dificuldade. Ele tentava encontrar palavras, mas tudo o que ela enxergava em seus olhos, era desespero, agonia, pranto, dor, dor, e mais dor. Ele a olhava tão profundamente, enquanto uma lágrima caia de seus olhos indignados. Era como se ela o tivesse esfaqueado, e pelas costas.

Kristin sentiu-se amolecer, não queria estragar aquela noite, estava tudo tão perfeito, tão bonito, e agora tudo se resumia aquilo? Sofrimento? Aquele mal a iria perseguir até o fim de sua vida?

Ela se assustou, saindo do mundo particular em sua mente, quando sentiu as mãos dele segurando seus ombros. Voltou a olhar para seus olhos, e agora o que encontravam eram insanidade, desespero, e Psicopatia.

–O que você quer que eu faça Kristin? Faço o que você quiser... O que precisar, será o que você quiser. Mas por favor, não me deixe, não posso perder você, não posso perder você, não posso perder você... – ele repetia, como se fosse um mantra, a deixando transtornada.

–Quer saber o que eu quero? Que você volte para casa, e descanse, você está alterado Patrick, se quiser eu posso levar você.

–Não posso perder você... Não posso, não posso, não posso. – ele repetia a olhando firmemente, a respiração de Kristin acelerou, ela estava ficando assustada com ele.

–Patrick, me escuta...

–NÃO POSSO PERDER VOCÊ! – E desta vez ele a tomou em seus braços e a beijou.

–Patrick, não! – ela dizia com dificuldades, enquanto sentia seus lábios sendo machucados enquanto eram esmagados pela boca dele.

Ela conseguiu empurra-lo, passando a mão em seus lábios para ver se não tinha sangue. Havia um pouco, ele a tinha machucado, e desta vez a única coisa que ela sentia dele era nojo.

–Vai embora daqui Patrick. – ela mandou, com a voz falhada e rouca, estava prestes a desabar.

–Escute o que eu digo, você não pode se casar com ele, não antes de me dar mais uma oportunidade, Kristin eu vou ser o que você quer que eu seja, você quer um bom pai para seu filho, ok, eu vou ser um, o melhor se possível, eu juro que passaria a minha vida apenas para me redimir por você.

–Patrick. – ela suspirou mais uma vez. O que ela tinha que fazer para ele entender que acabou? – Tenho uma festa, amigos que estão me esperando, meu filho, e meu noivo, não posso mais perder tempo com você. Faça o que quiser, Adeus.

Ela passou por ele, o deixando mudo, entrou em sua casa, trancando a porta atrás de si, encostando-se nela e só saindo quando escutou o barulho de seu carro dando a partida.

–Kristin, tudo bem? – ela ouviu a voz de Sam, viu ele sando do quarto de Luka, o rosto preocupado.

–Não... – foi tudo o que ela conseguiu dizer, antes de se deixar cair, arrastando seu corpo pela porta, mas antes de cair no chão, ele a aparou em seus braços. A pegando no colo e levando para seu quarto.

A sentou na cama e sentou-se ao lado dela, restando-lhe somente abraça-la forte enquanto ela desabava aos prantos em seu ombro.

–O que ele disse a você, querida? – ele perguntou, evidentemente preocupado, e até assustado pelo estado de Kristin.

–Kristin, meu amor, o que ele disse a você? – dessa vez ele segurou seu rosto com suas duas mãos, as lagrimas pretas, por causa da maquiagem de Kristin, escorriam manchando seu rosto.

Foi quando ele viu. Sua expressão ganhando cinquenta tons de ódio.

–Kristin, o que foi isso em seus lábios? – ele perguntou levemente alterado. – Kristin, ele machucou você? Kristin me responda! Ele feriu você?

–Não... – ela começou a falar, mas o que ia dizer? Iria mentir? Não, para ele não. – Não foi intencional, ele tentou me beijar a força e...

–Por que você não gritou?

–Por que não queria transformar minha festa em uma novela dramática Sam, Carlie está distraindo todos lá atrás e está se saindo muito bem, não quero estragar a alegria dos meus amigos com meus problemas.

–Se eu ver aquele desgraçado novamente, eu juro...

–Você não vai fazer nada! Sammy, querendo ou não ele é pai do meu filho, não quero esse tipo de violência entre vocês dois.

–Ok, não vou fazer isso, mas Kristin, se eu souber ou ao menos sonhar que ele voltou a machucar você de novo, nem que seja uma unha quebrada, eu juro que aqueles olhos azuis dele vão ficar roxo!

–Vamos esquecer tudo isso ok? É ano novo, tudo que o que eu quero é guardar o que foi bom, e jogar fora o que restou.

–Tudo bem, consegue se levantar?

–Acho que sim.

Ele a acompanhou até o banheiro da casa. Kristin se apoiou na quina e o observou Pegando uma toalhinha na bancada e molhando com um pouco de agua.

Ele aproximou-se dela, ficando quase colado, e delicadamente retirava os borrados pretos da maquiagem, que ficaram desenhados no rosto de Kristin.

Sem querer ela o observou da cabeça aos pés. Ele usava uma camiseta branca, em uma gola V que deixava a mostra uma pequena parte de seu peitoral. E por cima uma jaqueta de moletom cinza, o capuz jogado de lado, uma calça de brim, esverdeada, folgada em seu corpo.

–O que foi? – ele perguntou, quando percebeu que ela olhava de mais para ele.

–Com toda a correria de hoje eu nem percebi que você está lindo assim.

–Gosta do que vê Srta. Kreuk?

–Aprecio muito “Dr. Winchester”

–Por que a ênfase no “Doutor?”.

–Por que, me lembre de que... – ela ficou na ponta dos pés, para chegar mais perto de seu ouvido. – Tenho certas fantasias, com homens de jaleco branco.

–Gosta de médicos Srta. Kreuk? – ele cedeu a sua provocação, traçando seus dedos pelo rosto de Kristin, que se curvaram em direção a suas caricias. – Talvez, algum dia, depois do trabalho, eu passe por aqui... – Ele se curvou em direção aos seus lábios, mas sem tocá-los, obrigando Kristin a curvar a cabeça para traz. – E mostre a você que ainda possuo meus talentos como Streeper.

Kristin deixou soltar um arfante suspiro, a temperatura de seu corpo se aquecendo, enquanto sentia os dedos ainda caminharem por seu rosto. Seus lábios tocaram o dela, porem mal os tocando, ele acariciava seus lábios com os dele, lentamente, torturantemente.

Seus olhos verdes brilhantes olhavam perdidos para o teto, enquanto sentia os lábios dele percorrendo seu pescoço, daquela forma torturante, que somente Sam sabia fazer.

–Ah! Me desculpa! – eles se assustaram quando alguém entrou no banheiro, Kristin corando quando viu que era Jessica. A mesma que fechou a porta rapidamente, mas deixando o clima lá dentro tão gelado quanto o inverno de Nova York.

–Acho melhor voltarmos para a festinha o que acha?

–É uma boa ideia Srta. Kreuk.

Eles saíram dando rizadas do banheiro, encontrando o resto do pessoal em um clima festivo na varanda de traz, dançando ao som de uma musica agitada. Como se Patrick nem ao menos tivesse aparecido. Kristin também procurou esquecer, segurando as mãos de seu noivo e se entregando ao ritmo também.

Dois dias depois...

–Meninas! Que surpresa! – Kristin abriu um sorriso de orelha a orelha, ao encontrar os gêmeos parados a sua porta. – Entrem.

–Que amigas seriamos se deixássemos de nos ver todos os dias? – Charlie foi entrando, sendo seguido por Carlie, Kristin até admirou-se quando viu Carlie, que estava produzida até de mais.

Estava em um estilo roqueira sexy, com um vestido roxo escuro com uma jaqueta de couro preta por cima e meias calças pretas, e uma bota de meia canela preta para combinar.

Ambos entraram e se sentaram no sofá, Carlie se endireitando na poltrona.

–Acho que ainda tenho algum champanhe na geladeira, servidos?

–Eu aceito, vou ficar um om tempo por aqui mesmo.

–O que quis dizer Charlie? Vão dormir aqui?

–Bom, é... Que... – Carlie falhou a voz ao explicar.

–Ainda não entendo por que está com tanta vergonha de falar, você é a vadia mais vadia que conheço. O verdadeiro motivo de virmos para cá, é que ela tem um encontro com seu amiguinho loiro e muito sarado para o meu gosto, pronto falei.

–Ok. Isso não foi surpresa. – Kristin disse em meio gargalhadas. – Não entendo essa sua ira Charlie, sabe que Derick não corta para o outro lado, ainda tinha alguma esperança?

–É que Charlie vai ficar aqui para me levar para casa mais tarde. – Carlie comentou.

–Agora entendi então ao que parece, Charlie, seremos sós nós duas. – Kristin pegou duas taças no armário, e em seguida pegando o champanhe na geladeira.

–O que? Eu não ganho champanhe? – Carlie fez beicinho.

–Não! – ambos falaram em uníssono.

–Não vai beber por me fazer de motorista e babá de bêbada.

–E também, você tem que pelo menos dizer oi para Derick, lucida não é amiga?

O som da companhia tocando encerrou a briguinha, Kristin se sentando ao lado de Charlie e apontando para a porta. Carlie se levantou e foi abrir a porta. Derick entrou dois passos na casa e cumprimentou os demais.

–Está bonitão Derick. – Kristin o fez ficar corado de propósito, Derick usava uma calça jeans clara um suéter branco por baixo de uma jaqueta de moletom branca com listras cinzas, e um tênis estilo bota também branco.

Charlie e Kristin só pararam com as piadinhas quando Carlie o pegou pela mão e o arrastou para fora da casa, ouvindo-se somente o carro de Derick dando a partida.

–Eles são... Bonitinhos. – Kristin comentou.

–A única coisa que posso falar é que é a primeira vez que minha irmã sai com um branquelo.

–É verdade, bom vou pegar mais champanhe.

–E você vai aproveitar e me dizer o que a atormenta tanto.

–Eu? – Kristin o olhou desconfiada, com a porta da geladeira ainda aberta.

–Kristin, minha irmã e eu ganhamos o dom de ver suas emoções dentro de seus olhos, então, nada de sorrisinhos e piadinhas. – ele deu três batatinhas ao seu lado no sofá. – Vamos conversar querida.

–Já não basta meu noivo ficar me analisando toda hora, agora deu para trocar de carreira Charlie?

–Vem logo. – ele disse em uma expressão mais seria.

Kristin sorriu amarelo, serviu-se de mais champanhe, deixando a garrafa no balcão, mas antes de larga-la, decidiu que seria melhor levar para a sala junto consigo.

Sentou-se ao lado de seu amigo, pensando apreensiva por onde começar.

–Ok, é meu noivado com Sam.

–O que há em seu noivado com Sam?

–Antes de me pedir em casamento, já tínhamos conversado sobre isso, mas agora, que vou me casar, tufo ficou tão difícil. – ela encostou-se no sofá. – Sam terá que fazer uma viagem a trabalho pela Europa. E será no final deste mês, se a situação fosse diferente, partiria com ele, iria para onde ele fosse, mas...

–Mas...?

–Na festa de ano novo, tive uma discussão horrível com Patrick e tenho medo do que ele possa fazer agora que sabe que vou me casar com Sammy, se souber que estou levando Luka para outro continente, ele de fato vai tirar meu filho de mim. – só de proferir a ultima parte dita, Kristin sentou sua voz ficar rouca.

–Querida, tudo bem que não sou um fã de carteirinha de Patrick, mas você precisa ver um pouquinho o lado dele, eu sei de tudo o que ele te fez passar, mas levar o filho dele para outro continente? Pense nele como pai.

–É ai que esta o problema Charlie! – Kristin ele vou sua voz. – Patrick não faria isso para ficar perto de Luka, ele tiraria meu filho somente para me fazer voltar atrás, Luka nada mais é um trunfo para ele, um trunfo para me prender a ele para sempre! Achando que me mantendo por perto poderia me reconquistar com aquele amor doentio dele!

–Esse homem é horrível! Minha nossa Kristin, eu o vi no hospital, ele parecia tão... Tão...

–Pai?

–Sim! Céus! Estou chocada, então quer dizer que tudo aquilo foi fingimento?

–Sim, foi ele enganou a mim, me fez acreditar que ele poderia mudar, participou até de grupos de ajuda para tentar controlar seu temperamento, enganou a todos nós.

–Oh, querida, nem sei o que dizer com todo esse problema.

–Temos apenas até o final desse mês para viajar para Alemanha, e simplesmente não sei o que dizer. Não quero ficar cinco anos longe de Sammy, mas não vou abandonar meu filho!

–Venha cá Kris. – Charlie abriu maternalmente os braços. Aconchegando Kristin que já começava a chorar em seu ombro. – Aquele cara é um covarde em te colocar nessa escolha querida, vamos dar um jeito nisso, conheço muitos amigos Psiquiatras que podem declara-lo louco e assim ele não vai poder usurpar a guarda do seu filho, anjo.

–Não quero descer tanto assim, Charlie, isso é golpe baixo, Patrick no fundo não é louco, ele só e absurdamente inteligente.

Kristin levantou-se e foi se servir de mais champanhe, ela sabia que era o que mais iria precisar naquela noite.

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Eram quase cinco da tarde quando Kristin desceu do ônibus e andou até sua casa, naquele dia o trabalho foi tranquilo, ela caminhava com a sacola de papel das compras da semana, usando o look de sempre, uma camisa baby look calça jeans e sapatilha, os cabelos um pouco opacos estavam crescidos até o inicio de sua cintura, sua maquiagem era somente um gloss clarinho e um lápis marrom nos olhos. A Kristin linda, glamorosa, sofisticada, brilhante caminhando em trajes caríssimos agora era somente um fantasma do passado da simples Kristin.

E como ela consegue ficar ainda mais linda assim, simples?

Era a pergunta que ecoava na mente dele quando ele a avistou chegando em casa. Ele estava sentado na cadeira de madeira trançada na varanda à frente da casa. Luka brincava com seu Xerife Woody, enquanto ele a olhava, hipnotizado com a visão.

Ela teve o trabalho de abrir a portinha da cerquinha branca, que poderia somente passar por cima. E o avistou, seu sorriso largo abrindo-se automaticamente.

–Está aqui desde que horas? – Ela perguntou, enquanto ele se levantava.

–Mamãe. – Luka repetia até que Sammy o entregou nos braços de Kristin.

–Cheguei há pouco tempo, vim buscar Jessica e aproveitei para conversar com você.

–Agradeça Jessica mais uma vez Sammy, não sei o que faria sem ela aqui para cuidar do Luka.

–Não agradeça Kris, eu estava precisando mesmo de um emprego de férias. – Ela pegou Luka no colo de Kris, o colocou no chão e caminhou com ele para dentro de casa. Quando voltou avisou que o tinha colocado no cercado e desta forma foi esperar no carro.

–Acho que ela sabe que você quer conversar sério. Estou ficando assustada. – ela sorriu amarelo em sua piada de humor negro.

–É sobre a viagem para Alemanha Kris.

Kristin suspirou, ela odiava conversar sobre aquele assunto, por que ela simplesmente não sabia o que dizer ou fazer.

–Sam, eu... Eu ainda não decidi. Estou com tanto medo do que Patrick possa fazer.

–É exatamente sobre isso que queria falar, Kristin aquele cara sempre controlou você e mesmo depois de ter se divorciado ele continua a controlar, você não pode mais permitir que ele te controle dessa forma. Você precisa agir. Conversei com amiga advogada sobre isso, e ela falou que devido à situação a única solução seria declarar Patrick como incapaz...

–Está dizendo para declara-lo como um louco? Já conversei com Charlie sobre isso e não vou fazer isso, Patrick não é um louco! Pode estar obcecado, mas ele é a pessoa mais sã que já conheci na vida.

–Kristin, se você quer que ele te deixe em paz, é a única saída. Ele não vai poder tomar a guarda de Luka desta forma. Você finalmente vai ficar de fato livre daquele cara. Meu amor, Patrick está descontrolado, violento, obcecado, transtornado, todas essas características podem acusar a sua insanidade.

–E ele for diagnosticado Insano, ele vai perder tudo, tudo o que ele passou a vida lutando para conseguir, como você disse, ele é o homem mais poderoso dessa cidade, e você está me dizendo para fazê-lo perder tudo por minha causa? – ela desviou o olhar se concentrando em abrir a porta, entrando em sua casa, sendo seguida por ele.

–E você prefere ficar presa a ele o resto da vida? Dependendo das escolhas dele para tomar as suas? Como você vai ficar assim Kristin? Como nós vamos viver assim? Como você quer seguir em frente comigo estando ligada a ele?

–Temos um filho juntos Sammy, estarei sempre ligada a ele.

–Não é disso que estou falando Kris, e você sabe muito bem, eu não ligaria se Patrick viesse buscar Luka para passar as férias com ele de vez em quando, se isso não significasse coloca-lo em risco.

–Luka nunca correria riscos com Patrick! Não fale asneiras Sam. Eu já disse, Patrick não é um louco!

–Você está vendo o que está fazendo? Você está defendendo aquele imbecil. Mas o que há com você Kristin? – ele elevou a voz a um oitavo sem perceber.

–Está acontecendo é que todos estão querendo destruir Patrick somente para me ver livre disso! Mas eu não quero isso, eu não quero jogar tão baixo assim, não quero passar o verão na Alemanha enquanto ele apodrece em um quarto branco acolchoado. – Sua voz ia ficando rouca, apenas nervosismo, não era vontade de chorar. – Não quero que meu filho cresça com medo do próprio pai, eu não quero destruir uma vida por egoísmo Sammy... Eu...Eu...

–Ainda o ama. – ele afirmou, em tom sussurrante, como se completasse o que Kristin gaguejava para dizer.

(Nessa parte, eu ouvi “Lats to know” dos Thre Days Grace, alguém conhece a banda? Quem quiser fazer o mesmo, aqui está o link. http://www.youtube.com/watch?v=tvwGgecJuLw )

Era como se o choque a deixasse sem palavras. Ela tentava proferir algo como resposta, mas nada saía. Sentiu-se perdida por um tempo, observando-o colocar as mãos no bolso, curvando ainda mais sua cabeça para desviar o olhar dela para o chão.

Era um silencio constrangedor.

–Isso é idiotice. – ela falou por fim, mas não convencia nem a si mesma.

–Mas é a verdade não é? – ele a calou mais uma vez.

Ele segurou sua mão direita, a levantou até a altura de seus lábios, e beijou em cima do seu anel de noivado.

–Eu não a quero assim, Kristin, cheia de dúvidas. Eu quero a sua certeza Kristin, preciso que pense se a decisão que você tomou a certa, não cobrar nada de você. Você sabe o que faz.

Ela estava estática, a respiração profunda, não Kristin, não chore.

E desta forma ele virou-se de costas, e andou até a saída, não olhando para ela nem na hora de fechar a porta atrás de si.

Oh Sammy, não vá! Volte, por favor, volte!

Sua mente gritava, clamava dentro de si, mas nada chegava até seus lábios, oh céus, era tanta coisa para processar, ele estava magoado? Estava chateado? Ela o tinha ferido? Não! Não! Não! Ela não queria isso! De toda essa historia, de todas as mágoas, de todas as dúvidas, Sam era a única coisa que era real ali, seu amor era real, era sincero, era sua única segurança, a única confiança, ela não podia magoá-lo, mas que droga Kristin, você é tão... Tão... Idiota!

Como se fosse empurrada por sua consciência Kristin correu até a porta na esperança de voar para seus braços e simplesmente dizer que o amava, que era forte, que não queria magoá-lo nunca. Mas a decepção se tornou lágrimas ao ver que ele já tinha ido, sobrando apenas os rastros dos pneus à frente de sua casa, apenas o rastro dele.

Sentou-se na varando, colocando a cabeça entre as mãos, xingando-se tantas vezes por ser idiota, por raiva de Sam estar certo, como ela conseguia ainda sentir amor por aquele desgraçado? Como depois de tudo ela ainda poderia se importar tanto com ele?

Ela levantou a cabeça, olhando o nada, e foi quando percebeu que a bandeirinha vermelha de sua caixa de correio estava levantada.

Levantou, enxugando as lágrimas, procurando outra coisa para se focar. Abriu a caixinha de correios e pegou sua correspondência, foleando o monte de papel em sua mão.

Havia algumas contas mensais, algumas malas diretas, que ela iria passando sem ter interesse, porém, um envelope branco lhe chamou atenção, estava com um selo do símbolo do congresso americano.

Ela entrou em casa, pegou um copo para tomar agua, a fim de se acalmar, o encheu com agua e sentou-se na mesa para abrir o envelope que lhe chamou atenção.

Ela começou a ler o conteúdo da carta, sem entender muita coisa no começo, eram números de artigos, códigos de leis, e etc.

Entretanto, quando ela terminou de ler o conteúdo da carta, sua mão se apertou tanto ao redor do copo, que seus dedos ficaram brancos. Sentia seu corpo estremecer, num misto de medo, nervosismo, raiva, dor. As piores sensações do mundo se misturavam e guerreavam dentro de Kristin.

–Desgraçado! – ela gritou, e quando notou, o copo já voava em direção à parede, jogando longe a agua e cacos de vidro. Ela ouviu Luka chorando no quarto, deve ter se assustado.

Aos prantos ela deixou a carta na mesa e foi até Luka, o pegando no colo, o abraçando forte e tentando confortar suas lágrimas, imaginando por mais quanto tempo ela iria poder fazer isso por seu filho. E as palavras daquela carta, às únicas que ela tinha entendido, mas que lhe feriram tanto, ecoavam, gritavam de forma ensurdecedora em sua mente:

“Por meio desta, afirmamos que Kristin Laura Kreuk está intimada a comparecer à primeira audiência rivalida da tutela da guarda de Luka Patrick Sullivan, sendo o pedido requerido pelo lado paterno para toma total da tutela do mesmo, de acordo com o art. 82, I e II, Código de Processo Civil, atualmente sob a tutela de Kristin Lara Kreuk”.

Notas finais
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