Apenas Carnal.
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Alexia Ribeiro!! Muiiiiiiittttooooo obriiigadddaaaaa.... Fiquei emocionada!! Dedico esse capitulo especialmente para você, e tambem para os comentarios tão carinhos que eu ganho a cada capitulo.
Preparen-se para babar pelo Sam...... nesse capitulo. :)
–Então vamos votar ao paraíso dos gostosões! – Carlie disse mais do que animada, pegando Kristin pelos braços, enquanto Charlie buscava seu carro. – Vamos voltar para o seu gostosão amiga.—ela sussurrou como se estivesse contando um segredo. O que fez Kris ficar com as bochechas em tom vermelho rubi.
Foi quase o mesmo esquema para conseguir entrar na boate, mas desta vez o segurança que estava na porta reconheceu Carlie e eles nem precisaram de seus sobrenomes para conseguir entrar.
O local estava mais vazio hoje, talvez por que algumas pessoas não queriam ficar de ressaca em plena segunda-feira. Kris achou melhor assim, sempre teve uma personalidade um pouco antissocial, e se sentia desconfortável em aglomerado de pessoas.
–Kris, vamos pára a área vip? – Carlie dizia aos gritos.
–Vou ficar um pouco na pista, vão vocês, eu encontro vocês lá.
–OK! Boa sorte em procurar seu gostosão!
–Carlie! – Kristin a repreendeu como se faz com uma criança. A mesma saiu em direção a área vip, dando risadas.
Mas ela não podia dar uma de hipócrita. Carlie estava certa de alguma forma, ela tinha vindo alí para tentar procurar por Sam, tentar uma conversa mais civilizada, e resolver o mal entendido. Começou o procurando pelo bar, torcendo para que estivesse aqui essa noite. Pediu uma Heineken, pretendia não extrapolar essa noite, já estava com muitos problemas por causa da bebida.
Resolveu pedir informações ao barman, se Sam trabalhasse aqui, deveria conhece-lo.
–Com licença? Gostaria de uma informação. – Ela pedia com sutileza para o rapaz de beleza comum.
–Pois não senhorita?
–Queria saber se algum homem chamado Sam estaria nessa boate hoje, se apresentando? – Corou ao se dizer as palavras. O Barman entendeu do que ela falava, lhe lançando um sorriso malicioso a deixando ainda mais corada.
–Bom, depende gata, temos três Sans que trabalham aqui, tem o Sam baixinho – com certeza não era esse – O Sam surfista e temos o Sammy.
Kris logo lembrou a apresentação que ele usou para ela.
–Acho que estou procurando pelo Sammy, poderia me dizer se ele estará aqui hoje?
–Sim, ele vai se apresentar daqui... – ele foi interrompido quando uma musica nova começou, e uma chuva de gritou femininos ecoou pela pista. – Ou melhor, ele acabou de entrar no palco, é só seguir por ali. – ele apontou para a área que ficava as Streepers e dos dançarinos.
Kris se dirigiu até lá, procurando com os olhos qual deles seria o Sam.
–Sammy, Sammy, todas querem o Sammy. – Ela pode ouvir a balbucio o barman, mas preferiu ignorar. Até por que foi na hora em que seus olhos encontraram quem procurava.
E seu queixo simplesmente caiu.
Ele estava fantasiado como um marinheiro, com direito ao Quepe e tudo mais. Tocava Walk da banda Pantera. Kris nunca foi muito fã de Rock metal, mas aquela musica caia perfeitamente para ele, combinava os movimentos certos nas paradinhas que a musica fazia, sabia dançar de uma forma sexy. Alguns dançarinos de Streeper tinham a mania de fazer movimentos estranhos que acabava tornando a dança ridícula, mas Sam, ele sim sabia o que era seduzir. Assim como Kristin, centenas de mulheres taradas gritavam enlouquecidas a cada peça de roupa que ele tirava.
Kristin teve que respirar e sacudir a cabeça diversas vezes para ganhar foco, tomou um gole de sua cerveja o que só piorou, pois o álcool aumentou ainda mais a temperatura de seu corpo.
“Mas que droga Kristin! Ele é só um homem”, mas que homem! Nunca imaginou que pudesse existir alguém mais bonito que seu marido. Se for comparar os dois, Sam é muito mais charmoso que Patrick em questão de masculinidade. Sam tinha aquele rosto angelical, mas esbanjava virilidade e rigidez em cada pedaço de seu corpo. Já Patrick, era de uma beleza mais, digamos, delicada, com os olhos azuis em tom celeste, os cabelos pretos contrastando com a pele branca e um sorriso de menino que sempre desarmava Kristin.
Ele desabotoou botão por botão o uniforme, atrirando-o em seguida para as mãos femininas que se estendia para ele naquela hora. Então ele puxou uma das garotas da plateia, fazendo-a dançar com ele.
–Vadia. – Kris disse como um reflexo, perguntando-se que motivos tinha para chamar a menina loira que não tinha mais do que 20 anos de saia curta que passava a mão descaradamente pelo peitoral desnudo de Sammy. – Mais que vadia!
Repreendeu-se mais uma vez, sentia seu corpo esquentar e cada vez que aquela garota tentava agarrá-lo ela tinha vontade de ir lá e tirá-lo a força de perto dela, e quando ela a fez abraça-lo por traz, segurando suas duas mãos e as deslizando pelo seu corpo. Kris teve vontade acertar a cabeça dele com um ferro. Mas que porra Kristin? Você está com ciúmes?
Em cinco minutos a apresentação de Sam terminou, com ele apenas com uma boxer branca carregada de gorjetas. Deu um sorriso sacana para o seu publico e se retirou.
Tomando folego e recuperando seu foco, Kristin se dirigiu até o lugar por onde ele tinha saído, parecia ser o camarim. Porem foi barrada por dois seguranças.
–Desculpe senhorita – as pessoas insistiam em chama-la de senhorita, talvez seja pelo rosto de menina que fazia Kristin parecer que não tinha mais do que vinte anos. – Somente funcionários podem entrar aqui.
–Estou procurando um amigo, ele está ai dentro, pode chama-lo para mim?
–Qual o nome dele?
–Sammy. Diga que sou a Kristin.
O segurança deu a mesma risada maliciosa que o barman havia dado, mas fez o que Kristin pediu, entrou no camarim, demorou uns cinco minutos dentro. Depois saiu.
–Ele pediu para você esperar no bar da pista de dança, em meia hora ele encontra você lá.
–Obrigada. – Kristin lhe deu um sorriso simpático, se retirando e indo para o bar.
Kris chegou até o balcão do bar, decidiu pedir algo não muito forte, mas que não fosse cerveja, o rapaz simpaticamente indicou um Ritz Sidecar, que combina um conhaque Ritz de 1930 e limão, não era cara, apenas 500 dólares. Falando em preços, Kris se perguntou o que seus amigos beberrões estariam bebendo uma hora dessas, os preços de bebidas nessa boate chegava a 40 mil dólares, e nessa noite ela pagaria a conta.
Contentou-se com três taças do coquetel, ficou um bom tempo se perguntando do por que fazia tanta questão de falar com Sam. Que lhe devia um pedido melhor de desculpas ela já sabia, mas toda essa ansiedade, esse nervosismo, parecia seu primeiro encontro de adolescente.
Suspirou e tomou mais um gole da bebida, ela não podia negar, estava atraída por Sam, esse era o porque da verdadeira vontade de vê-lo novamente. Ele era de um charme e “gostosura” – como diria Carlie – que chegava a ser golpe baixo, era impossível uma alma feminina que não se sinta atraída pela beleza dele, e ela só o tinha visto apenas duas vezes em sua vida.
Depois de um tempo, sentiu uma presença sentando ao seu lado no balcão, hesitou por uns estantes, bebeu o ultimo gole do coquetel e finalmente criou coragem para encará-lo.
–Oi – ela disse de forma tímida, lhe lançando um igualmente tímido sorriso.
–Oi. – ele disse, não parecia com raiva, mas também não estava um doce. Kristin percebeu que ele já estava com uma cerveja não mão. – Pensei que não apareceria por aqui, depois do porre de ontem.
–Minha amiga me obrigou a vir. Ela é ótima em poder persuasivo.
–E então? Queria falar algo comigo? – ele foi direto ao ponto, o que mostrou que ainda estava chateado pelas palavras de Kris. Ela encolheu-se constrangida.
–Bom... É que eu queria... Desculpar-me mais uma vez pela minha arrogância.
–Já falei que está tudo bem Kristin.
–Você sabe que dizer que está tudo bem não convence ninguém. Eu realmente não queria ser rude, eu... Fiquei assustada com a situação.
–Então tá. – ele apoiou os cotovelos no balcão e lhe deu aquele sorriso gentil e simpático. Ela se lembrava disso, com certeza se lembrava daquele sorriso. – Me pague uma bebida e vai ficar tudo bem.
–Ah... Tudo bem. – também sorriu para ele, sentindo-se mais aliviada até.
–Ouviu a moça Matt, manda ai um Magie Noir .
Kristin corou. Magie Noir era conhecida como a bebida do homem, pois em sua composição estava a casca da arvore Yohimbe Africano, que antes foi usada pela medicina como remédio que aumenta a potencia masculina.
Sam a encarou com um olhar travesso e deu uma risada ao ver o rosto corado da menina.
–Viu minha apresentação? – ele perguntou, de forma natural, ou seria se não fosse o olhar tarado que ele lançou para ela.
–Sua apresentação? – As bochechas de Kristin ficaram ainda mais avermelhadas, olho para seu copo que estava vazio, necessitava de um pouco de álcool naquele momento, fez o gesto pata Matt lhe servir mais uma taça – N... Não, não cheguei a ver.
–Eu vi você. – ele pronunciou convicto, os olhos chegaram um pouco mais perto dela, a olhava firmemente, Kristin pode perceber que seus olhos eram de um discreto tom de verde. Ficou muda. – Você parecia gostar do que via, parecia gostar muito do que via.
–Escuta, você sempre gosta de deixar as pessoas constrangidas? – retrucou, desviando seu olhar, dirigindo-se para Matt, que lhe serviu seu coquetel depois de um showzinho de malabares na hora de misturar as bebidas.
–Somente quando elas ficam uma gracinha com as bochechas rosadas.
Ela lhe lançou um olhar furioso que o fez rir ainda mais.
–Vamos lá Kris? Você fica mais bem humorada quando está bêbada. Por que não pede algo mais forte?
–Não pretendo acordar em um motel outra vez, Sammy.
–Eu prometo que te levo para minha casa desta vez.
Desta vez ela não conteve uma risada quando ele disse aquilo. Sam além de ser incrivelmente lindo, era bem humorado, Kristin sempre gostou de homens que a faziam sorrir, sentiu uma pontada de nostalgia ao lembrar de que Patrick era assim.
E falando nisso, ela tinha que parar de comparar Sam e Patrick em tudo, ela estava com essa terrível mania essa noite, não importa para onde apontava seus pensamentos, eles sempre acabavam em Patrick, que ela tinha a certeza de que estava se deleitando com alguma secretaria vadia em Los Angeles. E ela queria esquecer isso por hoje.
Tomou um gole mais demorado de sua bebida e olhou simpaticamente para Sam.
–Vamos dançar? – ela perguntou, mas não lhe deu tempo para responder, o pegou pela mão e o puxou para o meio da pista.
–Viu? Como bastava beber um pouco mais!
Ela ignorou suas palavras, simplesmente se entregou ao ritmo da musica sendo acompanhada por ele.
Nunca se divertiu tanto, Sam era um verdadeiro pé de valsa, a levava dançando de um lado para o outro da pista. Fazia alguns passos engraçados somente para tirar algumas rizadas de Kristin.
Ela estava mais aliviada em estar tudo bem com ele, mas não entendia o porquê, afinal, ela mal o conhecia, e mesmo se importando muito com as pessoas, achou estranho esse seu comportamento com Sam, era como se ele fosse seu melhor amigo... Ou até mais que isso.
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