Notas iniciais
Oi meninas, estou de volta, mais uma vez me desculpem pelo atrazo, o motivo vcs já conhecem não é? Ainda mais que estou preparando o cantinho da minha baby, pense numa coisinha complicada heim? Mae de primeira viagem é um porre. Ai como eu queria minha mãe aqui para me ajudar... Seria tão menos complicado.. rsrsrsrsrrs.

Boa leitura!

-Meu nome, é Patrick Sullivan, tenho 32 anos. – cada vez que ele falava, apertava ainda mais forte a mão dela. – Venho de uma família multibilionária. Tenho problemas em me adaptar às mudanças na minha vida, sou... Controlador, e me transformo completamente quando as coisas não saem como eu quero. Sou muito coativo, muito... Violento.

Ele respirou fundo, e suas mãos transpiravam, a psicóloga estava entre o círculo, de frente para ele, prestando total atenção à suas palavras, assim como todos ali.

Era um grupo de mais ou menos 15 pessoas, todas elas com suspeita de transtorno bipolar. E todos estavam no primeiro passo no grupo de ajuda. Foi um pedido da própria psicóloga de Patrick, que ele procurasse uma medida alternativa de tratamento, e somente se essa medida não desse certo, ele entraria com um psicanalista.

Dra. Vasconcellos era a psicologia coordenadora do grupo, e explicou que aquela medida era um recurso, onde o próprio paciente alcança sua cura. Que Patrick se sentiria melhor ouvir outras pessoas como ele, e que isso era muito importante para sua orientação mental, e que o tratamento seria distribuído em três fazes básicas para uma mudança de temperamento: aceitação, recaída, e redenção. De forma mais explicativa; Através de depoimentos e conselhos psicológicos, você assume e aceita que precisa de ajuda, aprende com as suas recaídas, e por ultimo, se rende as mudanças e comportamentos.

Claro que Patrick achou isso encheção de lingüiça, mas aceitou ficarem algumas semanas graças à insistência e persistência de Kristin, que desde que saiu de casa, prometeu que o ajudaria a melhorar sua personalidade, e essa foi sua condição, para que ele participasse da criação de Luka.

Era sábado, depois de acompanhar Patrick no grupo de apoio, ela foi para a mansão buscar Luka que tinha ficado lá, e em seguida foi pra sua casa, preparou algo rápido para comer, agora a vida de Kristin era assim, tudo muito rápido, não tinha tempo para perder nem mesmo com uma boa alimentação, o que tem resultado na sua perda de peso rápida e pouco saudável.

Depois que terminou de almoçar, Luka acordou aos choros, deveria estar morrendo de fome, Kristin o encontrou sentado em seu berço, os bracinhos estendidos para ela, os olhinhos vermelhos e cheios de água.

-Meu deus filho, o que houve com você? – Ela exaltou, quando foi pegá-lo no colo e sentiu seu corpo quente. – Oh meu pai, você está ardendo em febre meu amor.

Aquilo a estava preocupando muito. Nas ultimas semanas Luka tem tido febre com freqüência, sem falar que às vezes ele tinha algumas dificuldades para respirar, se cansava com freqüência, os médicos diziam que era apenas uma reação de seu organismo à brusca mudança de ambiente que ele sofreu. E que era questão de tempo, até ele se acostumar, e seu organismo se regular.

Ela correu até o banheiro para pegar o termômetro, o colocando em baixo do braço do garoto.

-39°? Você precisa ir ao um hospital agora. Mas o que eu faço? – ela murmurou, já sentindo as pontadas de desespero tomar conta de si, como ela o levaria para um hospital sem ter um transporte rápido?

Como ela queria que Anie estivesse aqui, Anie era enfermeira, e poderia sem problemas cuidar de Luka sem precisar levá-lo ao hospital.

E pela primeira vez se arrependeu de não ter aceitado o carro que ela usava na mansão.

E agora? O que ela faria? Luka estava berrando em seus braços, e ela se sentia cada vez mais impotente.

Ela se levantou, aquela pessoa era a ultima para quem pediria ajuda, odiava ter que incomodá-lo sempre, e só essa semana era a quinta vez que iria depender dele.

-Kristin? O que aconteceu? – Derick atendeu a porta e assustando-se ao encontrar Kristin e Luka chorando em sua porta.

-Ele está queimando de febre, tenho que levá-lo a um hospital.

-Claro, só um minuto. – ele pediu, e foi apenas o tempo de pegar a carteira e as chaves.



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O chorinho do menino se confundia entre os outros que estavam na fila para o atendimento, Luka teve prioridade por que sua febre estava muito alta, e ele seria o próximo.

Respirou aliviada quando finalmente entrou na sala do pediatra, e seu filho pode ser atendido. Pensou milhares de vezes em ligar para Patrick, mas não queria preocupá-lo, ela conhecia o quanto ele era exagerado, contaria depois que o problema fosse resolvido.

O medico pediu para que o menino se sentasse de costas pára ele no colo dela, e então, colocou o estetoscópio em suas costas, Kristin sabia o porquê ele estava fazendo aquilo, com seu conhecimento em medicina, ela sabia que ele já tinha uma suspeita, e não gostava nada de saber do que ele suspeitava.

-Srta. Kreuk, você tem o conhecimento de que seu filho é asmático? – ele perguntou, com uma ruga de preocupação na testa.

-Asmático? Como? Ele sempre foi criado em um ambiente saudável, e muito limpo. Sempre tomei esse cuidado para que ele adquirisse asma, exatamente por saber que é comum a criança adquirir asma nessa idade.

-Bom, mas infelizmente com todos esses cuidados ele ainda adquiriu a doença. – ele disse, tirando o estetoscópio do ouvido e colocando-nos de Kristin – Como a senhora pode ouvir, os pulmões emitem um pequeno chiado quando ele respira o que é a principal característica da asma. A boa notícia é que a doença ainda não o atacou com força, pois ainda está no começo, um pequeno tratamento e ele pode ser curado. Mas...

-Mas o que Doutor? O que houve?

-Seu tem tido tosses com secreções ultimamente?

-Não, tosses não Dr.

-E dificuldades para respirar? Enquanto dorme? Ele tem tido isso?

-Bom... – ela se lembrou de que em algumas noites Luka emitia alguns sons enquanto dormia como se estivesse roncando. – Ele ronca, em algumas noites. E sempre fica cansado com muita facilidade, mas eu o levei a um medico, ele disse que era apenas o organismo dele reagindo às mudanças de ambiente e tudo mais, nunca pensei que... Céus! Onde eu estava com a cabeça nesses últimos dias!

-Srta Kreuk, tenho uma leve suspeita que seu filho esteja com Pneumonia ou Bronquite asmática, isso explicaria a febre alta e a dificuldade de respiratória. Essas duas doenças se dão quando o sistema imunológico dele está comprometido por causa da asma, mas como você disse que ele não está tendo tosses, praticamente descarto a Pneumonia, mas vou pedir um exame para as duas doenças, e de qualquer caso, vamos precisar internar seu filho.

-In... Internar...? – se ela se segurava forte até o momento, agora desabou de vez, Kristin caiu em desespero, ela realmente imaginou que nunca teria que passar pelo desespero de ver seu filho doente, ela sempre pensou que Luka herdou a saúde forte do pai, e nunca ficou doente, e de repente, Isso!

O pediatra lhe ofereceu um copo com água para ajudar a acalmá-la.

Depois da consulta, Luka foi direto para o quarto onde seria internado. Mal o deitaram na maca, e já começaram as sessões de tortura no menino, enfiando agulhas aqui, agulhas ali, coleta sangue, coloca no soro, e coleta mais sangue... E o pobre somente gritava e se esgoelava sem entender o porquê de lhe causarem tanta dor, fazendo o coração de Kristin que já estava partido ao meio, virar pó.

Ele se acalmou depois de algumas horas, e dormiu.

Então ela se lembrou de Derick, que ainda a esperava na recepção, respirou fundo e se sentiu culpada por tê-lo dado trabalho mais uma vez. Desceu até o primeiro andar, e ele estava lá, sentado em uma das poltronas, balançando os pés freneticamente. Levantando-se imediatamente quando a avistou.

-Kristin, como ele está?

Ele perguntou, e então tudo o que ela fez foi abraçá-lo com força, e chorar e chorar. Ela estava assustada com tudo isso, não conseguia entender o porquê de está passando por algo assim em meio a tantos problemas em sua vida, estava acontecendo tudo muito rápido, muito de repente, deixava-a sobrecarregada, já estava ficando louca, e já começava a se perguntar se foi mesmo uma boa idéia divorciar-se de Patrick tão repentinamente.

Ela explicava a situação de Luka para Derick, ficando cada vez mais nervosa. Derick a fez sentar e se acalmar mais, Kristin estava visivelmente desabilitada, estava pálida, e parecia que iria desmaiar a qualquer momento.

Depois de muito insistir da parte de Kris Derick decidiu ir para casa, depois de muito tempo Kristin falando e prometendo que eles ficariam bem e que qualquer coisa ela ligava para ele.

Então ela voltou para o quarto de Luka, onde o pequeno ainda dormia, respirava pesado, com dificuldades, Kristin nunca parou para prestar atenção nesse detalhe, podia ouvir um chiado baixo cada vez que ele respirava. O que era característica de um Asmático, ela se perguntava em que momento ela deixou de prestar atenção em seu filho desta forma, não tinha como ela não se sentir culpada, ela estava péssima e se sentindo a pior mãe do mundo. Nos últimos meses estava tão ocupada e preocupada com sua separação e sua mudança de vida, que nem reparou que seu filho estava ficando doente. Sentou-se na poltrona ao lado da cama onde o menino dormia, pousando sua cabeça perto dele.

Durante a noite, os resultados dos exames ficaram prontos, e a reação de Kristin quando o Pediatra disse que havia dado positivo para Bronquite, é realmente indescritível, a única coisa a ser comentada, é que não existe dor pior para uma mãe, do que ver seu filho sofrendo e não poder fazer nada, sentir-se impotente perante a tal situação.

O tratamento para a Asma e a Bronquite iniciaria no dia seguinte, e de acordo com o médico, ele teria que ficar pelo menos quatro semanas internado no hospital, iria passar o natal e o ano novo, em uma cama de hospital sob diversos aparelhos.



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-Mamãe... – ele chamava seu nome, quando acordou no dia seguinte, Kristin dormia apoiada ao seu lado, sentada na poltrona, nenhum pouco confortável. –Quero o... Papai.

-Bom dia meu filho. – ela respondeu sonolenta. Com um sorriso por ver que ele não tinha mais febre. – Seu papai não pode mais te ver meu filho... – ela sussurrava, sabendo de qual pai Luka falava. Lembrando em seguida, que tinha que comunicar Patrick sobre o que estava acontecendo com o menino. Já que a situação era completamente grave.

Pegou o celular na bolsa, e afastou-se mais da maca onde ele estava.

-Alô Patrick?

-Kristin? Está chorando? O que houve?

-É o Luka Patrick, ele está doente. – ela comentou, já voltando a chorar.

-Ei, fica calma. É a febre dele de novo?

-É pior... Estou no hospital com ele desde ontem, ele teve que ser internado.

-O que ele tem Kristin! Os médicos disseram algo?

-Alem de descobrir que nosso filho tem Asma, ele ainda está com bronquite. Não sei como isso foi acontecer...

-Em qual hospital vocês estão?

-No Centro Médico de Albany. Na ala infantil.

-Por que não me ligou antes Kristin, meu filho não pode ficar internado em um lugar como esse.

-Você queria que fizesse o que? Foi tudo de repente, não tive tempo para reagir a qualquer coisa, Luka não apresentava sintomas de nenhumas dessas doenças. Ainda estou em choque Patrick.

-Ok, tudo bem, fica calma, estou indo para ai. Em vinte minutos no máximo estou chegando.

-Patrick, estou em Albany, não na casa ao lado.

-Eu sei disso Kristin.

Ele desligou o telefone, a deixando confusa. Demorava pelo menos três horas de Manhattan para Albany, isso vindo em alta velocidade. Ela só temia para que ele não viesse no koenigsegg, ela tinha medo aquilo mais que qualquer coisa, somente aquela aparência que ele tinha já lhe parecia um monstro. E ela conhecia Patrick muito bem, para poder ter medo daquele carro.

Posou sua cabeça próximo a do seu filho, e assim ficaria até Patrick chegar.



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Menos de vinte minutos e ela ouviu um barulho incomodante, era muito alto, parecia um motor muito potente se aproximando do hospital. Ou aquilo era um gerador, ou um helicóptero estava pousando na cobertura do hospital. E isso a fez dar um salto. Só então as palavras de Patrick lhe fizeram sentido.

Colocou as duas mãos no rosto, ela não acreditava que ele tinha vindo de helicóptero para Albany, Patrick era insano. Procurou saber o que estava acontecendo, talvez não fosse ele, por mais improvável que isso fosse, Queria ela estar errada.

Mas quando ela viu dois enfermeiros entrarem no quarto com uma maca, e com Patrick logo atrás. Mostrou-lhe que alem de ela estar certa, era pior que ela imaginava.

-Patrick! O que está acontecendo? Mas que confusão é essa?

-Mandei que transferissem Luka para o Instituto de Medicina Especializada em Manhattan. Lá ele vai ter o melhor tratamento que eu posso oferecer.

-Você mandou? E quando foi que você pediu meu consentimento para isso Patrick?

-Pensei que com a saúde do nosso filho em jogo eu não precisaria discutir isso com você.

E então ele continuou, os enfermeiros colocaram Luka na maca de transferência sem desligá-lo do soro. E começaram a levá-lo ao andar acima. E Kristin apenas os seguiam, sem ter idéia de que atitude tomar, já que Patrick a deixou em estado de choque mais uma vez.

Quando chegaram à cobertura do prédio, um desespero mútuo tomou conta de Kristin. Ela parou de repente, fazendo com que Patrick, que estava ao seu lado parasse também.

-Patrick, eu não permiti que você levasse meu filho daqui.

-Então quer deixá-lo aqui? Em um hospital público? Ou quer levá-lo para o melhor hospital de Nova Yorque, onde ele vai ser bem tratado e ficará curado antes do natal?

-A questão não é essa Patrick! A questão é você tomando decisões sobre nosso filho sozinho!

Ele se colocou em sua frente, segurando-a pelos ombros.

-Primeiro, cuidamos do Luka, depois, discutimos sobre isso.

-Por que está fazendo isso Patrick?

-Por que ele é meu filho Kristin. – ele disse como se fosse a coisa mais obvia do mundo, e continuou seguindo até o helicóptero.

E ele não teve idéia, do quanto aquelas Palavras fizeram efeito em Kristin, ela tinha ouvido certo? Patrick finalmente assumira sua paternidade sobre Luka? Ele estava agora de fato agindo e pensando como um verdadeiro pai? Por mais que ela estivesse furiosa pela atitude exagerada e precipitada dele.



No fundo, ela estava imensamente feliz.

Notas finais
Agora complicou... vejo vcs nos comentarios!