Apenas Carnal.
36 Capítulo 36
Notas iniciais
Meninas, eu sei que teve gente que está sem as unhas, os cabelos, os dentes, eu sei eu sei.. mas meninas, prometoo que essse capitulo vai valer a pena!!!!
E ele não teve idéia, do quanto, aquelas Palavras fizeram efeito em Kristin, ela tinha ouvido certo? Patrick finalmente assumira sua paternidade sobre Luka? Ele estava agora de fato agindo e pensando como um verdadeiro pai? Por mais que ela estivesse furiosa pela atitude exagerada e precipitada dele. No fundo, ela estava imensamente feliz.
É incrível como tudo muda quando você vai para um lugar mais luxuoso. Que vai desde o atendimento personalizado, até a decoração do ambiente. Luka agora tinha um quarto só para ele, e no lugar da maca, era um berço, e toda a decoração fazia parecer um quarto infantil, como se estivesse em casa. E Kristin como acompanhante também tinha um quarto só para ela, com a cama muito mais confortável que a que tinha em casa.
Mas dormir era a ultima coisa que ela queria fazer.
O tratamento de Luka começou minutos depois que ele foi transferido para o Instituto, tomava duas injeções de broncodilatadores por dia, e mais as nebulizações com medicamentos para aliviar a Asma, sem falar que Luka ficava com o aparelhinho de oxigênio no nariz o tempo todo para ajudá-lo a respirar com, mas facilidade, já que os medicamentos para a Bronquite contraiam seus músculos pulmonares fazendo que a respiração ficasse mais dolorosa.
Patrick e Kristin ficaram a noite toda no hospital, ao lado do filho, Patrick procurava os médicos de hora em hora, para saber de tudo o que estava ocorrendo, para saber que tipos de medicamentos estavam sendo aplicados, a fórmula de cada um deles, os materiais usados para Luka, nenhum detalhe escapava-lhe os olhos.
E naquele momento, ele era o único porto seguro que Kristin possuía, a frieza de Patrick fazia dele um homem forte, e capaz de passar por esse tipo de situação com calma e coerente. Seja nas palavras de conforto que ele dizia a ela, seja no abraço caloroso, sempre que ela ficava muito nervosa.
Não fazia a menor idéia, de que horas eram quando acordou de um cochilo no sofá, assustando-se ao ver que dormira encostada nos ombros de seu ex-marido. O relógio em seu pulso Marcavam duas da manhã. Foi até o berço verificar como Luka estava e o pequeno dormia, tranquilamente no berço, virado para o lado em que ela estava, uma das mãozinhas levas a boca, com certeza ele chupou os dedos até dormir, Kristin até tirou essa mania dele mas ela voltou, seu filho ali, tão fragilizado, e tão inocente... Será que ele sabia que estava doente? Será que tinha noção de que aquilo era para ele ficar bom? Ou será que sua cabecinha de criança entendia como um castigo para algo errado que tinha feito? Isso explicaria os pedidos de desculpa para Kristin enquanto ele era furado pelos enfermeiros. Crianças não deviam ficar doentes, crianças não deviam passar fome, não devia sofrer abusos, crianças deviam ter a melhor infância que se podem imaginar, elas merecem isso, sua pureza e inocência merecem isso. As crianças servem para devolver um pouco da inocência que os adultos perdem quando crescem e são corrompidos pelo mundo.
–Não consegue dormir Kristin? – ela ouviu a pergunta dele.
–Não... Acho que você tinha razão. – ela confessou.
–Razão em que? – ele se levantou e se colocou ao lado dela.
–De querer ficar com Luka na mansão. Ele estava bem melhor lá. Ele era bem cuidado, tinha uma enfermeira como babá, e não ficava nenhum pouco longe das atenções. Com você ele tem tudo o que precisa. Ele não está pronto para viver uma vida de classe média comigo.
–O lugar dos filhos é ao lado da mãe. Simples assim, eles precisam mais de vocês do que o pai.
–Isso é uma desculpa para que elas fiquem com todo o dinheiro do ex-marido.
–Você viu o absurdo que falou?
–Só estou repetindo o que você dizia. – ela o calou, fazendo-o ficar constrangido. – desculpa, estou nervosa.
–Está tudo bem. Vou pegar um café pra gente ok? Sei que não vamos dormir essa noite.
–Ok, obrigada.
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Ela não sabia que horas eram quando despertou, mas pelo escuro que fazia lá fora devia ser madrugada ainda, ela havia dormido sentada no sofá que tinha no quarto de Luka, sentindo-se constrangida por ter dormido no ombro dele outra vez.
Levantou-se para ver se estava tudo bem com Luka, ele dormia tranquilamente, com o aparelho oxigênio para ajudá-lo a respirar mais aliviado. Era sufocante, ver seu filho pequeno tão fragilizado daquela forma.
–Ele vai ficar bem logo, temos os melhores médicos do país nesse hospital.
–Patrick, obrigada pelo o que está fazendo por ele... Por toda essa ajuda que ele está recebendo. Luka tem um bom pai.
–É o mínimo que eu devia fazer. – ele afirmou, levantando-se do sofá. – Tenho que concertar os erros que cometi. Sei que já e tarde para nós dois, mas pelo menos com nosso filho quero que seja diferente.
–Ainda não entendo, como você pode mudar tanto, em tão pouco tempo?
– Lembra de quando nos conhecemos?
–Eu nunca esqueci isso. Não tem como esquecer....
Flashback On
–Pai, eu sei muito bem qual é a opinião da mamãe, mas eu já dei minha palavra final, não vou mudar, não vou vender a empresa, eu vou reconstruí-la nem que seja do zero se for necessário. —o jovem engravatado comentou, esperando a voz do outro lado da linha terminar com seus sermões. – Vocês deixaram a empresa para mim como herança, então eu decido o que fazer com ela. – mais uma pausa. – Vocês podem confiar em mim pelo menos uma vez!
–Boa tarde Senhor, o que gostaria de pedir?
O rapaz olhou assustado pela voz vinda do nada, estava tão entretido discutindo com seu pai ao telefone que nem se tocou de que tinha ido almoçar.
E ele ficou fascinado pela beleza explicita daquela garçonete. Os cabelos presos em rabo de cavalo, a camisa social branca com um colete perto por cima, era incrível como ela ficava linda com uniforme de garçonete. E como se já não fosse o suficiente ela sorriu simpaticamente, seu sorriso tão lindo quanto um pintarroxo, o deixou tácito por alguns segundos.
–O que gostaria de pedir, senhor? – ela perguntou mais uma vez.
–Você... – ele disse de repente. – Você pode me trazer um prato de salada grelhada com uma poção de gergelim.
–Ok. – ela confirmou digitando no bloco touch screem. – e para o prato principal?
–Eh... – ele ficou sem ter o que responder. Mas por que diabos sua mão estava suando mesmo? Ele estava estático, sem resposta para nada. – Bom, me traga a entrada que depois decido o prato principal.
–Entendido senhor. Para beber recomendo o vinho Vintage Malckavian 1998, um vinho branco suave que combina com o sabor leve da salada e lhe ajudará a abrir o apetite.
–Ok, me traga este.
Depois que ela saiu, ele afrouxou o nó da gravata, tentando respirar mais aliviado. Mas o que foi que acabou de acontecer ali.
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Flashback Off.
– E eu achando que você era um PNE¹ – ela comentou rindo discretamente.
–Mais engraçado do que isso foi somente eu te chamando para sair.
–Entendo, mas você ainda não respondeu minha pergunta.
–O que me fez mudar de repente foi você Kris, é isso o que quero dizer. – ele disse por fim. – Eu amei você desde o momento em que te conheci. E amei você durante todo o nosso casamento. Mas, a vaidade foi mais forte do que eu, e o meu egocentrismo tapou os meus olhos, e me fez esquecer o quão incrível era a garota com quem me casei, e não enxerguei que simplesmente a deixei escapar por meus dedos. E tudo por minha culpa, tudo por culpa do meu ego e da minha vaidade... Perder você foi o que me fez mudar, foi o que abriu meus olhos e ver o quão imbecil eu estou sendo. Não quero ser um pai idiota com meu filho. Talvez ele seja meu único herdeiro, não quero ter com ele a mesma relação que tive com mês pais.
–Você não imagina o quanto eu esperava ouvir isso de você. Enquanto éramos casados. – Kristin sussurrou, como que para si mesma. Uma gota pertinente de lágrima insistia em cair por seu olho. – Teria mudado tudo entre nós.
¹PNE : Pessoas com Necessidades Especiais.
–Infelizmente precisei te perder para isso acontecer não é? – ele proferiu. – Queria que tudo fosse como antes, queria não ter estragado tudo. É tarde de mais para nos dois não é?
Os olhos azuis estavam perto de mais, a voz que podia ser sentida na pele estava embargada na rouquidão da melancolia. E a respiração dela estava arfante de mais. Patrick não parava de proferir que era tarde de mais para ambos. Seria mesmo?
Um enfermeiro entrou no quarto, para aplicar o medicamento no Luka, e graças a ele não aconteceu nada que Kristin pudesse ter se arrependido, ou algo que pudesse mudar completamente o rumo da historia entre os dois. Ambos voltaram suas atenções para Luka que acordara chorando pelo incômodo do medicamento em suas veias. Afinal Luka era o único laço que Kristin manteria com Patrick, não era?
No dia seguinte, Patrick a levou para comer alguma coisa, desde que Luka foi internado a única coisa que Kristin comeu foi um saco de batatas fritas. Os dois tomaram café em uma lanchonete ao lado do hospital retornando em seguida.
Luka se sentia bem melhor, e naquele momento fazia uma nebulização com o medicamento para a asma. Luka tomava tantos medicamentos que parecia um hipocondríaco.
Mas ele sorria, brincava, falava todas as vinte palavras de seu vocabulário. Aquilo era o suficiente para elevar o humor de Kristin e Patrick, e o que mais a deixava feliz, era que a relação entre os dois estava muito próxima, Luka aprendeu a gostar de Patrick a um nível que chorava quando tinha que se distanciar de seu colo.
Talvez não seja assim tão tarde... Ela pensou. Ainda estava muito ligada a Sam, mas mesmo assim, se fosse por seu filho, ela tentaria dar uma segunda chance para Patrick, tentaria dar uma chance para os dois, e vendo os dois brincando tão divertidamente, era a cena dos sonhos de Kristin. E era simplesmente linda.
–Patrick, querido, corri para cá assim que soube do pequeno. – uma voz feminina invadiu o quarto, deixando tanto Kristin como Patrick, perplexos. A garota assustou-se descaradamente ao ver Kristin sentada no sofá. As duas se encararam por um longo minuto. – Não sabia que ela estaria aqui.
Ela tentava, mas aboca de Kristin não conseguia se fechar, ela olhava cada pedaço do corpo daquela mulher magra e alta como uma modelo. Reconhecendo cada traço de seu rosto.
–Mag? – Kristin proferiu, estatelada. – Mag Ventura? É você?
–Olá Kristin. – ela cumprimentou sorridente, a olhando de cima. Com puro desdém.
–Mag, o que faz aqui. Quanto tempo não te vejo. – Kristin comentou, seus lábios se abrindo num leve sorriso.
–O que faz aqui Mag? – desta vez Patrick se intrometeu. Já não estava mais com Luka nos braços.
–Como eu disse, fiquei sabendo da doença de Luka, e vim ver como você estava, não imaginava que ela tivesse aqui. Não estavam divorciados?
–Espere, vocês tem mantido contato? – Kristin Perguntou.
–Pensei que você soubesse Kristin...
–Mag, vá embora daqui. – Patrick vociferou.
–Embora? Como assim, já não acha que está na hora dela saber? Que assumimos nosso romance?
–Romance? – Kristin estava visivelmente aturdida. – Mas que historia é essa?
–Sou a nova namorada do Patrick querida, a fila anda.
–Mag? Você? Como assim, você some e depois volta dessa maneira? Você era minha madrinha de casamento.
–Sim, querida, eu fui. Assim como eu fui sua amiga, assim como eu fui passada para traz, quando você se casou com Patrick, não pode me acusar Kristin, você sabia que eu era apaixonada pelo Patrick e ficou com ele mesmo assim, e ainda me fez sua madrinha, não sou a vadia da historia, você é que é!
–Você disse, que ele era apenas uma paixonite, que tinha passado, você estava até com outro naquela época.
–Se fosse minha amiga de verdade, saberia que estava mentindo. – Mag comentou, despudoradamente sínica.
–Ok, tudo bem, não tenho nada a ver com a sua vida. – Kristin comentou hilariante, por que ela não estava surpresa com Patrick? – Só não entendo por que não me contou que estava namorando Patrick.
–Kristin eu... – Patrick estava completamente perdido naquela rivalidade entre as duas.
–Ele não contou por que já namoramos há um bom tempo não é querido. – ela sorriu cúmplice para ele. – Desde que fui convidada para trabalhar nas empresas Sullivan’s.
–Ah droga. – pronto, agora ela conseguiu ficar surpresa. Mais uma vez, mais uma garota, mais uma amante. – Isso foi desde que você sumiu. Isso já tem mais de três anos. E eu achando que nossos problemas começaram na minha gravidez. E você já me traia antes de tudo isso começar.
–Kristin precisamos conversar. Não foi bem assim...
–Não! Patrick. Não. – Ela disse em um sussurro, as palavras dolorosas contrastando com seu tom de voz educado até de mais. As lágrimas insistentes já desciam, droga ela não podia chorar ali. Não na frente do seu filho.
Ela não pensou em muita coisa, não havia o que pensar, mais um erro de Patrick para sua coleção, o que ela podia fazer? Já era divorciada dele, então de que forma ela podia fazer aquela dolorosa decepção sumir?
Droga Mag, você era uma das minhas melhores amigas!Com quem eu mais me identificava, por causa do nosso estatus social. Por que! Por que!
Saiu daquele quarto antes que começasse a chorar de vez, saiu quase que correndo até o banheiro. Ela se deixou desmanchar.
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–Mas que Mag, o que você veio fazer aqui?
–Patrick, eu juro que não imaginava que aquela mulher estaria aqui. Pensei que a situação com ela não fosse uma das melhores, pensei que tinha deixado ela la na... Cidadezinha dela.
–Estou tentando concertar as coisas com meu filho Mag, não estrague tudo.
–Desde quando você liga para esse pivete?
–Desde quando você é minha namorada Mag? --ele perguntou exasperado, afazendo-a bufar de surpresa.
–Como assim? Pensei que com seu divórcio você...
–Não era você que dizia que não queria o lugar de Kristin nem que lhe pagasse.
–Querido... – ela sorriu, desfilando até ele, o salto fazendo um barulho incomodante quando pisava no porcelanato. – Você sabe que gosto de brincar, eu dizia aquela por que nunca imaginei que aquela talsinha iria se divorciar de você.
–Ela é a mãe do meu filho Mag, não uma talsinha.
–Mas que droga Patrick. – ela resmungou, revelando sua faceta mal humorada e rabugenta. – O que diabos aconteceu com você?
–Como disse, quero concertar as coisas com meu filho.
–Patrick você não vê, que essa mulher só usa essa criança para te extorquir? Não vê que está dramatizando esse menino para você desembolsar os cartões platinos que tem na carteira?
–Sabe Mag, antes costumava achar que você seria uma esposa muito melhor que a Kristin. –ele comentou, dando voltas pelo quarto. Parecia um velho usando uma calça moletom e um suéter. – Mas, por que estou... Com nojo de você agora?
–Não Patrick, você é que virou um idiota deplorável, se tornou mais um Bilionário que levou um grande golpe do baú. Quer saber, você não é mais o mesmo, não serve mais para mim.
Ela pegou a bolsa lentamente que tinha colocado na poltrona, e saiu rapidamente até a porta, mas parou quando colocou a mão na maçaneta.
–Não vai pedir para eu ficar? – ela perguntou incrédula.
–Hmm... Não. – ele respondeu naturalmente.
Ela bufou, furiosa enrolando ao máximo que podia na maçaneta da porta.
–Se eu fechar essa porta você não me vê nunca mais. – ela murmurou, recebendo o silencio dele. Então ela abriu a porta.
–Mag. – ele chamou quando ela estava saindo do quarto. Ela voltou num solavanco. Sorrindo para ele. – Está demitida.
–O que? – ela gritou. Ele colocou o dedo indicador no meio dos lábios fazendo sinal de silencio. Ela estava em um hospital. Depois sacudiu a mão a enxotando do quarto.
E ela saiu, o barulho irritante do salto ecoando pelo corredor do hospital.
–Desculpa te fazer passar por isso filho. – ele disse, passando a mão na cabeça de Luka, que estava sentado no berço.
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Ela saiu do banheiro, o rosto vermelho e visivelmente abatido. Sentia-se pronta para entrar naquele quarto e encarar aquele desconhecido. Parecia mágica, bastava ela ter um requísco de encanto por ele, e então tudo evaporava.
Caminhava lentamente pelo corredor, quanto mais ela demorasse a chegar ao quarto, mais calma ela ficaria e não perderia a cabeça com Patrick na frente do filho. Resolveu parar num canto para beber água no bebedouro. Tomou três copos com água.
Ela voltou a caminhar, quando alguém saia de um dos quartos do corredor, sem olhar direito esbarrou com ela, pelo tamanho dele, ela só não parou no chão, por que o mesmo teve o reflexo de segurá-la.
Então tudo ficou turvo, quando ela olhou irritada para a pessoa no qual tinha esbarrado. Sentiu seu coração passar de 70 para 120 em questão de segundos, suas pernas tremeram, tudo começou a girar, santo deus! A menina ia desmaiar a qualquer momento!
E o que dizer da pessoa com quem ela esbarrou?
Estava tão sem ação, quem nem havia se tocado que ainda a segurava nos braços.
–Kristin? – saiu quase um sussurro.
–Sam?
Notas finais
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