Apenas Carnal.
26 Capítulo 26
Notas iniciais
Quem sentiu falta de um hentai de Sam e Kristin, esse capitulo vai matar m pouco as saudades! :)
Boa leitura!
Dois meses depois...
O fim do ano estava se aproximando, mais um mês e seria natal, os primeiros flocos de neve já desciam lentamente pelo céu.
E era algo que Kristin comtemplava pela varanda de seu quarto, com o Hobby cobrindo sua camisola, a aquecendo juntamente com uma xícara de chá de ervas.
Olhava perdida em seus pensamentos, estavam na noite anterior, na noite mágica que teve com Sam, em mais um de seus encontros secretos e pra lá de ardentes.
Ela vivia um sonho, um sonho que estava virando realidade, faltava pouco tempo para que ele concluísse a faculdade e pudesse ser contratado pelo hospital. O que significava que ele teria bem mais condições e teria um apartamento grande o suficiente para ela e Luka.
Esse era o plano deles. Ela esperaria ele melhorar financeiramente e então ela pediria o divorcio e sairia de casa, apenas com a roupa do corpo se fosse o caso. E ela também voltaria a trabalhar, nem que voltasse a ser garçonete, resolveu por fim destrancar a faculdade, começaria de onde parou a partir do semestre que vem. Tomou de volta aquela vontade e aquela paixão pela medicina, e desta vez sentia que mais nada podia impedi-la de seguir seus sonhos, e viver sua vida conforme sua vontade, fazia tanto tempo que ela não se sentia assim, como um pássaro que acabara de sair da gaiola, e se sentia até perdida na imensidão de direções a escolher, a única coisa que tinha certeza, era que queria voar para bem longe dalí, voar para onde a felicidade apontava.
Por outro lado, as mudanças repentinas de seu marido tem enlouquecido sua mente. Era semanas que ele era um verdadeiro anjo, ajudava na educação de Luka, tentava se aproximar do filho, conseguindo até uma boa relação com ele, tinha dias que ele chagava a trazer presentes românticos para ela, como flores, chocolates e até mesmo um urso de pelúcia. Mas em outra hora, era como se outro Patrick tomasse conta dele, chegava ao meio da madrugada bêbado, saia de repente de casa, sem dar nenhuma satisfação, e sempre depois de alguma ligação misteriosa. Era fútil, arrogante, às vezes respondia com rudeza e sarcasmo uma simples pergunta de Kristin, fazia insinuações, falava com ela ironicamente, às vezes dava a entender que ele sabia sobre seu caso com Sam.
Não que ela se importasse.
Esses últimos meses foram bem esclarecedores para ela. Se antes tinha alguma dúvida sobre o amor que sentia por Patrick, hoje tudo o que ainda podia perceber era resquícios de uma nostalgia pelas boas lembranças que seu casamento lhe proporcionou; sua primeira vez, suas viagens para os lugares que ela nunca sonhou imaginar, a cumplicidade que os dois um dia tiveram; hoje tudo não passava de boas lembranças que seriam a única coisa que Kristin levaria com ela, além de Luka, que lhe foi o maior e melhor presente que Patrick podia ter lhe dado.
–Mamãe! – ela ouviu a voz doce e aguda ecoar pelo quarto. Ela virou-se com um sorriso bastante largo e vívido. Luka vinha em sua direção nos braços a babá.
–Luka! Bom dia meu filho! – ela respondia alegremente enquanto a babá lhe passava o bebê.
Depois que a babá se retirou, Kristin terminou o seu chá. Sentando-se na poltrona, colocando Luka montado em seu colo.
–Eu amo tanto você querido. Você foi uma das maiores loucuras que fiz na vida sabia? Mas sempre soube que estava fazendo a coisa certa. Você foi a maior benção que a mamãe já ganhou.
Ela dizia, e ela prestava atenção em cada palavra dela, era como se pudesse entender tudo o que dizia. Kristin ilhava boba cada traço do filho, se perguntando como ela conseguiu fazer uma criaturinha tão perfeita como ele.
Infeliesmente Patrick tinha sua participação nos traços do bebê. Apesar de todos dizerem o contrario, Kristin sempre o achou mais parecido com Patrick do que com ela. Principalmente o olhar adorável que Luka tinha, e que Patrick também tinha quando o conheceu. Aquelas orbes grandes, que sempre fazem questão de olhar nos olhos cada vez que vai trocar palavras com outra pessoa. Era algo que os dois tinham, e Luka mostrava que não é apenas características físicas que se herdavam dos pais.
–Sabe, você só vai entender isso quando for grandinho, mas deixa a mamãe te confessar – Ele refletiu, parecia nem falar mais com Luka. – Eu escolhi te chamar de Luka, por um motivo bem especial sabia? Luka é um nome havaiano e que significa pérola, te dei esse nome, por que você é como uma pérola para mim. Perolas não dão sobre o mar, se você quiser ter uma, vai ter que mergulhar fundo para possuir. Tem que mergulhar de cabeça, sem ter medo das consequências. E é isso o que você representa para mim, algo que mergulhei fundo para buscar. E consegui. Se pudesse voltaria no tempo só para fazer de novo.
–Mamãe? – ele chamando por ela a despertou de seu momento filosófico, Kristin voltou a olhar para ele.
–O que foi meu filho.
–Tia Zésca... – o menino balbuciou, fazendo Kristin dar um sorriso.
Essa era a forma como Luka chamava Jessica, ele tinha se apegado a ela de uma forma, que um dia era o suficiente para ele sentir sua falta.
Naquele reflexo de mãe que atende todas as vontades do filho, ela levantou da poltrona, o colocando no carpete do quarto e indo tomar um banho.
Era quase onze da manhã, quando Kristin saiu da mansão em direção ao hospital de Manhattan, ela tinha combinado de ir busca-lo para almoçar em sua casa. Na verdade, eles apenas passariam em casa para deixar Luka com Jessica, ele adorava passar as tardes brincando com elas. E assim Sam e Kristin podiam ir para um local mais reservado para ambos, já que o apartamento dele tinha apenas um quarto.
Uma coisa que ficava incontrolável, era a imaginação dela quando o via com o jaleco branco por cima da camisa da mesma cor e a calça jeans. Kristin nunca segurava o sorriso malicioso, mordiscando os lábios inferiores. E não escondia suas fantasias dele, sempre fazia questão de mostrar seu lado mais devasso quando ele estava por perto.
–Se não conhecesse você, diria que me vê somente como um objeto sexual. – Sam mencionou quando entrou no carro, no banco do carona.
–Quem mandou ficar tão sexy de jaleco de médico? – ela disse em seu tom malicioso.
Ela se inclinou para beijá-lo, e ele a correspondeu, mas recuou quando ela estava, digamos, passando dos limites.
–Luka. – a explicação foi resumida em um nome, para ele entender tudo.
Automaticamente olhou para traz e viu o garoto brincando inocentemente com o boneco do Xerife Woody, deu uma risada e ligou o carro.
Praticamente atravessou a cidade até o apartamento de Sam, onde seu carro estava estacionado, estava mais uma vez no prego, Sam estava completamente sem tempo para ajeitá-lo, agora que tinha dois trabalhos, um do qual Kristin não gostava muito, mas sabia que seria puro egoísmo pedir para que ele parasse de trabalhar na boate, já que ela era o que realmente dava dinheiro para ele, o salario do estagio não era lá essas coisas. Consolava-se no fato de que tudo estava terminando, um mês, apenas mais um mês.
(N.A. : nesse momento, queria que, quem pudesse, colocasse a musica “Te Amo” da Rihanna, para ouvir enquanto lê ate o final, eu fiz isso, e juro, que muda completamente o clima )
Entraram em um motel localizado no centro de Manhattan, pediram uma chave e entraram em uma suíte luxuosa, as paredes em cores claras e uma cama normal, mas bastante confortável. Uma hidro grande no banheiro da suíte, a decoração não era escandalosa, era leve, sofisticada, não se parecia com aqueles quartos de motéis. Isso ajudava os dois a ficarem bem à vontade.
–Vou pedir algo para comer, deve estar faminto. – ela disse tranquilamente, enquanto pegava o telefone ao lado da cama.
Sentiu sua mão sendo interrompida ao tocar no telefone, as mãos grandes e bronzeadas seguravam seu antebraço, e ela sentia o calor humano emanando atrás de si. Com um arrepio na espinha, ela sorriu maliciosamente, respirando com mais dificuldade.
Virou-se para ele, aquele brilho em seu olhar, a deixava acesa por dentro, aquele brilho de desejo, era o ponto fraco de Kristin, ela nunca resistia quando ele a olhava daquela forma.
–Você não imagina o quanto estou faminto. – foi tudo o que ele disse, antes de tomar seus lábios para si. A agarrando pela cintura, de forma que Kristin quase foi levantada do chão.
Ela tentava inutilmente mexer seus braços, e tentar abraça-lo, mas estavam entorpecidos. Hoje em dia Sam conseguia deixa-la assim somente com um beijo. Desistiu de levantar seus braços, e os deixou cair ao lado de seu corpo, entregou-se a ele, submissa aos seus desejos.
Deixou que ele a deitasse na cama, delicadamente e deitando-se por cima. Seu lábio caloroso agora deslizava em seu pescoço, iam da curva do ombro até o lóbulo de sua orelha, de forma lenta, torturante. E sua reação foi apenas suspirar, fechar os olhos, morder os lábios. Enquanto suas mãos acordaram e decidiram se mexer, passando as mãos, arranhando levemente seu ombro enrijecido, deslizou até onde a calça Jeans estava, e depois subiu, trazendo a camisa branca junto.
Ele separou seu corpo do dela, e ergueu os braços, para que a camisa saísse de seu corpo, que já apresentava algumas gotas de suor devido o calor demasiado daquele momento.
A olhou profundamente nos olhos, antes de tomar seus lábios novamente. Kristin não fazia ideia do quanto aquele jeito tão luxuoso, e ao mesmo tempo inocente que ela o encarava, fazia seus sentidos, suas fantasias mais secretas, tomarem sua mente. Ele nunca desejou alguém como a desejava naquela hora, nem mesmo a própria Kristin, algo diferente emanava de dentro dela, que tornava tudo diferente para ele, ou talvez só estivesse completamente, insanamente apaixonado por ela.
– O... Que foi?—ela perguntou, sentindo-se sem jeito com aquele olhar observador.
–Nada... E que... Eu amo você... Tanto... – ele dizia tudo pausadamente, colocando o cabelo dela atrás da orelha.
Kristin passou as mãos por sua nuca, o puxando para si. Aquele beijo tão doce, ao mesmo tempo tão devastador, algo tão inocente, que ligava os desejos de ambos em apenas um só.
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No chão estavam espalhadas as peças de roupas que eles lançaram sem nem ao menos olhar para onde; a calça jeans, a camisa, a saia, os sapatos. E a cama tremia com a movimentação dos dois, Kristin via as estrelas ao seu redor, enquanto atingia seu terceiro orgasmo seguido. Enquanto o suor escorria pelas costas desnuda de Sammy. Nem mesmo o clima gelado do quarto era o suficiente para acalmar a quentura que vinha daquele casal. Eles se amavam como se fosse a ultima vez, sempre faziam assim, as unhas cravadas nas costas dele, os lábios habilidosos traçando linhas em seu pescoço, Kristin estava completamente entregue sob seus braços, submissa para suas caricias, o mundo lá fora parecia não existir, tudo girava apenas em torno deles agora, nada mais importava, somente aquele único momento em que se viam durante o dia. E eles sabiam exatamente como torna-lo único.
Mais alguns movimentos, e ele sentiu o orgasmo se aproximando, e veio de forma tão forte, que sua visão ficou turva por alguns segundos, tudo o que ele fez foi posar a cabeça na curva de seu pescoço e usufruir os poucos segundos que aquele ápice durava, os segundos que qualquer pessoa desejava que fosse para sempre, que faria todo o tipo de coisas para ter um momento tão pequeno, mas tão intenso. Os segundos que deixaria seu dia muito mais animador, muito mais humorado.
Olhou em seus olhos mais uma vez, uma gota de suor pingou de sua testa caindo no cabelo dela, e posou a cabeça em seu peito, ouvindo as batidas aceleradas de seu coração, aquele som era viciante, o cheiro dela era viciante, aliás, qualquer coisa que vinha daquela mulher era viciante para ele, uma droga que tinha experimentado e se tornou sua obsessão, ele não entendia mais, como em três meses uma mulher pode mudar toda a sua vida. Como algo tão banal pode se tornar seu tesouro mais valioso. Mas ele não queria entender, queria somente viver aquilo para sempre.
– Mal posso esperar. – ele deixou escapar, a voz um pouco sonolenta.
–O que?
–Poder dormir desta forma com você todas as noites.
–Falta pouco. – ela passou a mãos nos cabelos mais crescidos, que quase passavam de seu pescoço.
–Para mim parece uma eternidade. – ele levantou a cabeça para olha-la, mas antes seus olhos chegarem em Kristin, eles chegaram no relógio ao lado do telefone no criado mudo. – Apesar de o tempo passar tão rápido quando estou com você.
Ele levantou, sentando-se na beirada da cama, ela levantou-se ficando sobre os joelhos atrás dele.
–Você tem que estar no hospital em vinte minutos. – ela avisou, já levantando da cama procurando sua calcinha. – Tem que se apressar, ainda tem que comer alguma coisa antes de irmos.
–Fica difícil me concentrar olhando para você assim. – ela virou-se para ele e corou com a cara de tarado com a qual ele a olhava.
–Então não olhe! – ela o repreendeu, atirando para ele a cueca e a calça jeans que tinha encontrado no chão. Desistiu de procurar a calcinha e colocou o a saia preta estilo colegial, e a camisa de mangas frouxa.
Depois de terminarem de se vestir, ele a pegou pela mão, a puxando em mais um beijo caloroso, e desta vez ela correspondeu a mesma altura, entrelaçando os cabelos dele em seus dedos, o puxando de leve.
–Eu te amo. – ela disse, acariciando seu rosto.
Ele passou os braços em sua cintura, colando a testa na sua, sussurrando “Te amo” em outro idioma, que pareceu ser espanhol ou português. Kristin entendeu suas palavras, pois falava espanhol fluentemente.
Como eles queriam ter o poder de controlar o tempo, como personagens de desenho animado. Somente para congelar o tempo naquele olhar, naquele toque, naquele beijo. Tudo estava tão perfeito, que chagava a dar medo. Mas era algo que ela preferia ignorar, e simplesmente... Aproveitar.
Sim, nós podemos dançar
mas você tem que prestar atenção em suas mãos
Me veja a noite toda
Me manterei sob a luz
porque eu compreendo
que todos precisam de amor
e eu não estou com medo de sentir o amor.
Te Amo, Rihanna.
Notas finais
Bom, apenas leiam os capitulos seguintes! rsrsrsrsrsrrsrs *___*
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