Apavorado
3 3° Capitulo – Dia 03° - 07 de Abril de 2013 – P01
— O que faremos Yago? Você acha que ele pode está tendo princípios de loucura? — Era um novo dia pela manhã e minha mãe perguntava tal questão a meu primo em imensa preocupação, ambos não haviam dormido na noite passada e olhavam-me em frente a minha cama onde eu estava deitado, já acordado, mas apenas de olhos fechados tentando descansar ás vistas.
- Não consigo ainda entender o que realmente está acontecendo com ele tia, de repente ele começou a se aparentar bastante cansado querendo sempre dormir e não desgruda desse livro chamado “O Poder dos sonhos”. – Logo minha mãe havia recordado do objeto quando este caiu de minha mão quando eu vim a desmaiar.
- Sei bem do livro que falas Yago! Eu vi o David com esse livro antes do desmaio, mas precisamos saber ao certo o que ele e este objeto têm a haver um com o outro, estou preocupada e preciso trabalhar, você pode ficar com ele? – Claro Tia! Pode ir, quando ele vier a acordar eu seguirei ao meu estágio. – Yago abraçou minha mãe a confortando, ela então se retirou do quarto foi quando eu vim a abrir meus olhos, Yago até que naquele instante me olhava com certa afeição, mas logo ao reparar que eu tinha acordado ele me segurou firme pela gola da camisa e ergueu a voz.
- O que está pensando da vida cara? Está mexendo com bruxaria? Coisas demoníacas? Entidades do mal? Isso vai te matar rapaz e sua mãe também de preocupação. – Empurrei Yago e fiquei sentado onde eu estava em ritmo de respondê-lo.
- Não estou mexendo com nada demoníaco Yago e me respeite que sou o de maior aqui entre nós dois. Apenas estou conhecendo um livro que está me permitindo enxergar coisas que não podemos ver a olho nu, preciso descobrir algo. – Yago meio que revoltado pegou o livro que estava sobre a escrivania e jogou ao chão.
- Isso vai te matar! Você está sendo controlado por algo que pode te matar cara, se você não parar com isso será considerado como louco e sua mãe terá que interná-lo, realmente você quer isso?– Fiquei pensativo, mas eu não poderia desistir do meu objetivo, teria que realmente descobrir se aquela força poderia ser meu pai.
- Não adianta vim com lições de moral! Tenho meu objetivo e vou até o fim com isso, custe o que custar. – Yago balançando a cabeça em negatividade passou por sua cama, pegou sua mochila e retirou-se do quarto. De certa forma ele poderia está certo no quesito que se eu continuasse com aquilo poderia realmente me levar a graves conseqüências, mas eu não poderia desistir, não agora.
Minha face demonstrava um enorme cansaço e eu mais uma vez não havia conferido o livro da professora Trudy, com certeza ela desta vez iria me torcer à orelha com grandes advertências.
Chegando a minha sala todos os alunos já estavam bem concentrados fazendo alguma avaliação, sem chamar muita atenção entrei e sentei na última carteira da penúltima fileira da sala, a professora Trudy não se encontrava ali e sim a senhorita Kelsen que era secretária na direção da rede de ensino.
- A professora Trudy deseja vê-lo na direção jovem David. – As palavras de Kelsen ecoaram por toda sala fazendo todos os alunos presentes olharem para mim. Não deixando chamar mais atenção decidir levantar e ir direto ao local indicado. Chegando na portaria a professora Trudy me esperava sentada em um sofá vermelho muito confortável que para ela era muito especial.
- Sente-se David! – Sem pestanejar fiz o que ela pediu, estava meio nervoso, pois não sabia o que realmente eu estava fazendo ali.
- Conferiu o livro? – A pergunta entrou como uma agulha em minha consciência.
- Por favor, professora, estou passando por grandes turbulências, estou perdido comigo mesmo, acho melhor eu pausar o curso e tentar voltar quando isso tudo acabar. – Levantei-me quase chorando foi quando ela segurou meu braço e ficou em pé a minha frente.
- Diga-me, por favor, você leu o livro? – Não estava mais entendendo, já havia dito que não tinha lido o livro, mas ela insistia em perguntar.
- Já disse que não professora, por favor, me perdoe. – Ela então me fez sentar e com uma voz mais segura e alta voltou a falar.
- Estou falando do livro “O Poder dos Sonhos” David! Sei que você o pegou junto ao livro que te recomendei, não estou querendo o seu mal, mas se você realmente tiver lido este livro precisaremos tomar grandes providências. – Agora sim tudo me deixava realmente preocupado, a professora Trudy poderia saber muitas coisas das quais poderiam me interessar ou prejudicar.
- O que a senhora sabe sobre o livro? – Ela aparentava nervosismo, mas parecia segura do que realmente poderia me contar.
- O que irei te contar deverá ficar entre nós! Á partir de agora você poderá me chamar apenas de Trudy. Há anos atrás uma jovem de outro pais veio estudar neste mesmo local onde estamos agora, eu estando na época recém contratada comecei a observar os relatos que se caminhavam dentre os alunos do qual esta aluna passava em sua casa, ela estava sendo atormentada por algo que não conseguia ver e isso se veio á partir do momento que ela quis descobrir os reais segredos relacionados aos sonhos vindos do estudo deste livro. Quando eu conseguir manter contato direto com ela tentei a ajudar, mas já era tarde, certo dia enquanto ela dormia um forte caso aconteceu e no dia seguinte ela foi encontrada morta em sua casa com todos os ossos de seu corpo quebrados. A mãe dela que bem acompanhou a fixação da filha com o livro veio até aqui nos entregar este objeto do qual fiquei responsável de isolar. Eu havia colocado em um baú atrás de uma enorme prateleira na biblioteca, mas agora você com toda sua curiosidade acabou em abrir tal recinto, pegou o livro e agora está sendo apavorado por isso. – Realmente eu não sabia ao certo pelo que me assustar se era por todo o relato de Trudy ou o medo de contar a ela que eu não encontrei o livro em baú nenhum.
- Mas Professora... – Ela me olhou com um olhar de alerta em relação em como chamá-la.
- Trudy! Eu não encontrei o livro em baú nenhum, ele estava ao lado do livro que você me recomendou. – Ela me olhou assustada.
- Isso seria impossível! Mas... — Um olhar foi feito para mim.
- Somente se a coisa que nele habita soubesse que realmente alguém queria usar de seus atributos a conseguir algo, diga-me David o que você quer com isso?
- Será que eu poderia confiar nela? Mas agora que ela tanto me contou eu não poderia voltar atrás.
- Quero saber o que isso é, pode ser meu pai tentando entrar em contato comigo. – Trudy me segurou pelos braços.
- David! Isso não é seu pai, isso é algo do mal que cada vez mais está tomando força sobre você em seus sonhos, se você não largar este livro cada vez mais você será consumido até o ponto disso te matar, pode me entender? – Eu poderia-me sentir assustado e com medo, mas algo estava me intrigando.
- Então já que você sabe disso tudo, como você tentava ajudar a garota? – Nesse momento Trudy ficou séria, ela foi até a porta da sala onde estávamos e a trancou, indo até uma pequena gaveta ela retirou um pequeno pano que parecia envolver um livro médio e uma faca com cabo dourado e alguns dizeres em sua volta.
- Meu Deus! O que ser isso? – Trudy sentou ao sofá e olhou-me atentamente.
- David! Eu sou uma Médium! – Aquilo era muita informação para somente uma manhã, sentei ao lado de Trudy e deixei-a continuar.
- Comunico-me com o plano astral, espíritos, quarta dimensão, tudo que envolva um plano diferente que esteja oculto aos nossos olhos abertos. – Magnífico! Era esse meu imenso pensamento.
- Então você conseguiu entrar em contato com a coisa?
- Não! Infelizmente todas ás vezes que eu me sentia perto dela a coisa só afetava a jovem, não conseguir avançar em meus conhecimentos, quando realmente eu vim a está totalmente pronta a isso foi quando eu conheci Robert Duncan. – Fiz uma expressão de curiosidade.
- Quem é esse?
- Um médium muito poderoso que conheci na internet, ao saber de todo o caso ele veio aqui para a cidade em pró de ajudar à jovem, mas como te contei era tarde demais. Agora que isso tudo está acontecendo novamente com a ajuda de Robert poderemos te ajudar. – Era muita informação em poucas horas, pensava comigo. Olhei ao relógio e vi que precisava ir embora.
- Preciso ir Trudy! Tenho que resolver algo agora pela tarde, mas obrigado por todas essas informações. – Quando estava a sair Trudy me segurou mais uma vez.
- Nem pensar rapaz, você agora tem uma responsabilidade em se livrar disso e eu o ajudarei. – As intenções de Trudy eram as melhores possíveis, mas eu não poderia me livrar daquele livro sem antes ter a certeza que aquilo não era meu pai.
- Não se preocupe, não irei chegar perto do livro, mas deixe seu número comigo qualquer coisa te ligo. – Trudy meio desconfiada resolveu não relutar, passou o número de seu celular e despediu-se de mim, sair da sala a olhando pelo vidro, nossos olhares diziam muita coisa, algo realmente assustador estava prestes a acontecer.
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