Apavorado
1 1° Capitulo – Dia 01° - 05 de Abril de 2013
Para quem não me conhece me chamo David Yates, sou um jovem branco, cabelos grisalhos, um pouco alto, bem esperto e talvez atraente, mas isso não vem ao caso. Era um dia normal para mim, estava a fazer todas as minhas atividades diárias e com certeza naquela manhã eu receberia uma grande novidade vinda de minha professora do curso que eu fazia de inglês avançado. Minha mãe Beatriz Yates a mulher mais linda desse mundo, de cabelos grisalhos e que estava sempre bem vestida em uma blusa azul claro e saia jeans não se encontrava mais em casa naquele horário, pois seu trabalho tinha lhe chamado a atenção sobre seus atrasos contínuos. Mãe solteira e ainda tendo que cuidar de um jovem de dezoito anos e um sobrinho de quinze anos não era tarefa fácil. Sua irmã tinha falecido já se havia uns três meses e desde então Yago “Meu primo um jovem baixo de cabelos escuros e algumas sardas ao rosto” tem convivido conosco. Oito horas era o horário exato para que eu estivesse ao local de meu estudo e acreditem, pois realmente eu estava atrasado.
Chegando a sala de aula todos os outros alunos estavam imensamente atentos a aula da professora Trudy, ela era uma mulher um pouco baixinha, cabelo ruivo curto, usava uma saia jeans escuro e uma blusa vermelha tomara que caia. Muito atenciosa ela passava alguma atividade, anotei com bastante atenção evitando qualquer tipo de erro ou dúvida. Eis que a manhã tinha chegado ao fim e aquela aula tinha sido muito interessante, antes de retirar-me da sala a professora Trudy ergueu-se a palavra a mim, com certeza deveria ser a novidade que eu tanto esperava. Professora Trudy sempre me surpreendia com algo.
- David preciso que você vá até a biblioteca que fica ao fim do corredor destas salas, neste local você irá encontrar um livro de espessura um pouco grande, mas que será útil aos seus estudos, pegue-o e leve para sua casa, estude com atenção pois amanhã lhe farei algumas questões sobre esse e já estará valendo como sua avaliação final no curso. – Nossa! Obrigado professora Trudy! – Agradeci com grande alegria, a professora Trudy era uma ótima pessoa e ela sabia que eu realmente estava com algumas dificuldades em certos assuntos do curso, está estudando tal livro poderia ser uma porta bem importante e diferencial para mim.
Evitando maiores atrasos apressei-me até a devida biblioteca, abrir com bastante cuidado, o local estava escuro, passando a mão sobre a parede ao lado achei o interruptor que logo foi acionado ligando algumas lâmpadas que se estendia por algumas prateleiras lotadas de livros imensos. Com pressa fui até uma pequena escrivania e encontrei o livro que a professora Trudy havia me recomendado, mas algo a mais naquele local havia me chamado a atenção, logo ao lado daquele livro havia-se outro, com capa totalmente escuro, mas que parecia couro e com os dizeres ao lado “O Poder dos sonhos”, aquilo realmente parecia-me interessante. Retirei o livro com cuidado dentre outros e o analisei por dentro, não se tinha muitos capítulos, talvez uns dez no máximo, assoprei com algumas devidas tosses perante a poeira e coloquei-o a mochila junto ao livro do curso. Retirei-me da biblioteca desligando o interruptor e as devidas lâmpadas foram apagadas, com isso minha casa me esperava e eu mais ainda por ela.
Chegando em minha residência Yago já estava ali na sala jogando um jogo no vídeo game “Xbox”, para ele aquele era seu momento mágico de total atenção, ninguém eu disse ninguém poderia interromper aquele momento “Somente minha mãe mesmo que chegava aos berros ao local tirando a concentração de qualquer mestre em Xbox”. Apressei-me ao meu quarto, joguei a mochila sobre a cama e retirei o livro do curso para começar a estudar. – Parece ser um pouco interessante, espero mesmo que a professora Trudy saiba o que estou precisando para ter boas notas. – Mas a cada página que folheava daquele livro o meu real desejo era largar este e correr a conferir “O Poder dos sonhos”. Aquela chamada super me interessava e com certeza deveria ter algum assunto muito interessante. Com muito relutar acabei cedendo ao meu desejo, larguei o livro da professora Trudy e peguei o próximo que estava ainda em minha mochila. Meus olhos brilharam ao abrir do livro, comecei então com entusiasmo a conferir e este relatava o quão os sonhos eram importantes para nós, como controlá-los ou até mesmo de ter o poder de ver o invisível, ou seja, as incógnitas da projeção astral.
Minha curiosidade assim falou mais alto e por mais que aquele assunto me alertava sobre os devidos cuidados que qualquer pessoa deveria ter a tentar usar um dos métodos de controle dos sonhos ou projeção astral a minha maior intenção era saber se meu pai ainda estava ao meu lado, não me levem a mal mas ainda sinto falta dele, três anos após sua morte mas é como se ele estivesse aqui, a todo tempo em meu lado acompanhando-me a conquistar meus sonhos. Alguns minutos depois e toda a minha cama estava ajeitada para o total processo de controle dos sonhos, deitei-me e comecei a tentar me concentrar, mas alcançar o devido controle de contato com os meus sonhos era um pouco complicado, meus esforços foram em vão quando minha mãe invadiu meu quarto. – O jantar já está na mesa David. – Droga! – Gritei sem querer e também sentir uma pequena vergonha ao notar que era minha mãe ao local, ela me olhou espantada. – Desculpa mãe, mas meu Deus, que horas são? – Quase nove horas da noite, infelizmente peguei um engarrafamento terrível na rodovia e o carro ainda faltou um pouco de gasolina, Yago o espera na cozinha, eu tomei uma ducha e pretendo ir dormir, espero que tenha tido um bom dia, tenha uma ótima noite, beijo. – Ela então fechou a porta do quarto. Sem muitas delongas eu me levantei da cama, abrir a porta do quarto e desci as escadas correndo direto para a cozinha. – Fugindo da forca primo? – Perguntou-me Yago mordendo um bom sanduíche de presunto. – Não! Apenas vim tomar um enorme copo deste suco de maracujá e já irei deitar, por favor, ao entrar não faça barulho, pois realmente preciso deste descanso. – Yago meio ainda sem entender o porquê de tamanhas explicações apenas por uma noite de sono o responde. – Tudo bem, tenha uma boa noite. – Tomei então meu suco, depositei o copo a pia e voltei para o quarto correndo, sem muito jeito atropecei em um degrau da escada e acabei rindo sozinho.
Já se havia passado meia hora desde que eu estava na cama de olhos fechados tentando ter o máximo de concentração para assim chegar ao sono, mas nada havia adiantado, foi quando eu bocejei e decidir ficar de cochinha em meu travesseiro que era muito felpudo, o abracei com bastante força e com certeza estava bem confortável, mas isso eu não sabia que era o método definitivo, acabei dormindo. Em meu sonho eu estava em pé em meu quarto, toda a minha casa havia tomado um clima escuro, parecia que estava prestes a cair um grande temporal á fora naquela redondeza. Com passos leves sair do quarto e comecei a chamar pelos outros da casa. – Mãe? Yago? Vocês estão por ai? – Não se havia resposta foi quando inesperadamente as janelas da sala se abriram entrando uma grande ventania ao local, alguns papéis da empresa de minha mãe estavam sobre a mesa e logo foram jogados ao chão, com pressa eu fechei as janelas e corri a reorganizar os papéis, mas não fora aquilo naquele instante que chamou minha atenção, sons de pisadas sobre a cozinha eram feitos em minha direção, mas era bem diferente de tudo que já tinha escutado, foi quando eu escutei meu nome. – David, David, David, David! – Repetidas vezes meu nome era soado a minha volta e aquilo estava me enlouquecendo, larguei os papéis ao chão e corri para a escada em direção ao meu quarto, mas sentir algo me segurando por trás de minha camisa e com tamanha força me arremessando direto em direção a estante da sala. – Não! – Gritei em voz alta, mas o impacto sobre mim foi intensamente forte, com olhares rápidos tentei ver quem foi que havia feito aquilo comigo, mas nada se tinha ali, mesmo que em minha frente eu sentia que alguém me olhava, uma respiração forte que quanto mais se respirava eu tinha a noção que era alguém alto, mas muito alto. Levantei com dificuldade e não queria nem saber, corri ao meu quarto sem olhar para trás, tranquei a porta e joguei-me sobre a cama, me envolvi na coberta e tentei fazer o máximo de silêncio. Era difícil, o medo predominava em meu olhar, em meu corpo, foi quando a porta do meu quarto foi aberta lentamente, eu coloquei a minha mão esquerda sobre minha boca e tentei controlar meu choro de aflição, mas logo sentir que aquilo era real o bastante a está apertando minha garganta por fora do cobertor, tentava respirar e não conseguia, eu queria pedir por ajuda, mas não conseguia, sentir, sim eu sentir, aquilo iria me matar, mas como algo que não podia se ver estaria tendo aquela força sobre mim? Foi quando em grande lance eu acordei em grande grito, Yago que estava do meu lado em outra cama deu um imenso pulo á fora das cobertas. – David? O que foi? Pelo amor de Deus o que está acontecendo? – Yago me perguntava enquanto me via chorar desesperadamente. Minha mãe invadiu o quarto se enrolando entre suas vestes de cama, muito aflita ela sentou ao meu lado na cama e tentou me acalmar. – Filho! O que aconteceu? Porque está chorando? Está passando mal? – Não queria saber de explicações, apenas abracei os dois e comentei em choro. – Eu ia morrer! – Yago se afastou assustado. – Como? Você iria morrer? Mas primo você estava dormindo e de repente levantou gritando e chorando. – Mas é isso Yago, alguém em meu sonho tentou me sufocar, eu sentir em plena realidade, alguém tentou me matar, eu juro, acreditem em mim. – Beatriz olhando ao filho com certo pesar levanta-se e comenta. – Foi apenas um pesadelo filho! Tente se acalmar, pois vou buscar um calmante para você e logo terá uma boa noite, já volto. – Minha mãe saiu do quarto e Yago voltou para sua cama não deixando de comentar algo. – Obrigado David, além de ter vindo dormir me dando aquele aviso você faz isso em plena madrugada, pelo menos agradeceria se me deixasse dormir mais algumas horas, tenho que acordar cedo. – Sem problemas Yago, não irei mais incomodar seu sono. – Yago então deitou e dormiu como uma pedra, minha mãe voltou em poucos minutos com um copo d’água e um pequeno comprimido, o tomei e também deitei. – Tudo ficará bem filho! – Comentou minha mãe me dando um beijo a face e retirando-se dali fechando a porta do quarto. Infelizmente eu tinha a certeza que naquela noite eu não iria mais dormir, não por falta de sono, mas com a certeza do medo de me deparar com aquela força que se não fosse pelo destino havia me ceifado a vida, eu ainda podia sentir a dor em meu pescoço, aquilo não era normal, não mesmo.
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