Apaixonada pelo Mal
15 Pazes
Notas iniciais
John subiu as escadas na minha frente, sem ao menos me olhar ou falar algo.
Quando chegamos ao quarto ele entrou na frente e deixou a porta aberta para mim, eu entrei e a tranquei. Seria agora.
Sentei-me na borda da cama esperando que ele começasse. John estava tirando o relógio impaciente, olhando-me através do reflexo do espelho.
–Você dormiu com ele? – Grunhiu friamente.
?
A pergunta dele me desconcertou. De tantas coisas para dizer era isso que mais o estava irritando?!
John não esperou por minhas respostas, andou com raiva até mim, parando na minha frente, mas mantendo certa distância, mesmo assim podia sentir a fragrância de seu perfume.
–Eu perguntei, se porra, você dormiu com ele!? – Repetiu.
–Não – Respondi sem fôlego. Pigarrei um pouco e minha voz voltou ao normal – Eu não dormi com Derik ou com qualquer outro, se isso que é importante para você – Completei seca.
John respirou profundamente, visivelmente aliviado. Seus olhos brilhavam de raiva e excitação, e algo mais.
–Por que me trouxe para cá? – Murmurei.
–Eles iam prender você – Respondeu.
–Como...?
–Sua amiga, Mari, me ligou – Explicou John.
–Eles não iriam me prender exatamente... Queriam que eu fosse depor novamente, iriam me usar como isca para atrair vocês – Disse frustrada.
–E por que você resistiu então? Pensei que você nos queria preso – Disse John com deboche.
Eu estreitei os olhos e ele sorriu.
–Não quero ser obrigada a nada. Não quero me envolver com a Máfia, já tinha deixado isso claro – Esclareci e John continuou sorrindo – Por que você está sorrindo?! – Perguntei com raiva.
–Nada... – Respondeu John tentando não sorrir, eu estreitei mais ainda os olhos.
–Você vai me manter presa aqui ou eu posso ir embora? – Perguntei e o semblante de antes de John voltou.
–Se você é livre, mas... Você com certeza vai ser presa se voltar – Disse sério e deu os ombros, ignorando minha pergunta.
–Você matou aqueles dois seguranças? – Perguntei e ele ficou surpreso.
–Não! Você não sabe o que aconteceu com eles, não é?! Um deles não se lembra de nada e o outro... – E deu um sorriso – Não vai dizer nada. Fomos informados durante o jantar. Agora o seu amiguinho eu não sei se vai dizer algo – Murmurou com deboche.
–Não sei quanto ao Derik, talvez se eu pedir... – Murmurei e John me deu um olhar assassino, fiquei atordoada por um instante e depois voltei a falar hesitante – Os dois agentes não vão dizer nada, eu não vou dizer nada sobre o ocorrido – Disse – As câmeras de segurança do estacionamento do hospital não gravam nada... Elas somente amostram o que está acontecendo no momento, nada fica registrado... – Murmurei.
–E por que você está me dizendo isso? Por que está nos ajudando?
–Só... Só achei que vocês deveriam saber – Respondi – Podem ficar tranquilos...
Eu abaixei a cabeça e o silêncio se instalou.
John começou a tirar os sapatos, seguido da blusa e a calça, ficando a apenas de boxe. Ele vestiu uma calça de dormir e pegou uma blusa grande para mim.
–Aqui – Falou me entregando a blusa – Para você dormir.
Tirei o vestido, sentada na sua frente, não havia nada ali que ele não tivesse visto. Fiquei apenas de calcinha e sutiã e vesti a camisa dele, cobria minha bunda pelo menos.
John não desviou os olhos. Quando eu o olhei ele trincou o maxilar. Fui para o outro lado da cama rapidamente e logo me cobri. Ao contrário do que pensei John não se deitou imediatamente, ele foi ao banheiro, mas logo voltou e se deitou finalmente.
Nenhum de nós disse qualquer palavra.
***
Duas horas da manhã e nada.
Não conseguia dormir.
Fiquei fitando o relógio da parede por um tempo que me pareceu imensurável. Sabia que John estava acordado, ele se mexia o tempo todo, mas eu não. Estava ali encolhida e imóvel, repassando mentalmente todas as nossas conversas.
Eu estava tão triste. Queria que nada daquilo tivesse acontecido. Queria que ele realmente fosse apenas um mecânico. Não queria ter uma história louca de amor. Apenas uma história de amor, nada de grandioso ou extraordinário. Simples, como tudo na minha vida.
John se mexeu novamente na cama, me despertando dos meus devaneios, foi quando ele me abraçou.
Eu fiquei em choque, ele estava olhando diretamente nos meus olhos. Ele colocou a cabeça dele acima da minha e apertou sua mão em minha barriga, colando mais ainda nossos corpos.
–Não consigo dormir... – Murmurou John.
–Nem eu... – Respondi e John suspirou.
Ficamos um tempo em silêncio. O clima entre nós começou a mudar, a ficar mais tenso.
–Diga-me o que fazer para ter você de volta... – Sussurrou em meu ouvido — Diga-me o que você quer que eu farei.
–Eu senti sua falta... – Sussurrei olhando para suas mãos.
John passou a mão no meu rosto, limpando uma lágrima que não percebi cair.
–Olivia, eu...
Eu me virei para ele, tocando em seus lábios.
–Xiii... Não diga nada... – Murmurei contra seus lábios – Me faça esquecer tudo John... Faça-me sua... É só o que eu quero... – Sussurrei.
John envolveu meu rosto com sua mão, olhando dentro dos meus olhos.
–Você é minha... Em cada parte, em cada toque, seu coração pertence a mim... – Sussurrou beijando-me – Eu sou seu e você é minha...
Não pude deixar de sorrir com suas palavras, é do nosso seriado favorito! De repente eu senti que nada havia mudado. Saber a verdade sobre ele não apagou nossas lembranças, o homem que eu conheci e me apaixonei ainda existia, ele não era uma mentira, ele estava ali e comigo de certa forma.
Eu me levantei ficando por cima de John.
–Hoje a noite é só nossa... – Sussurrei e tirei a blusa.
***
John percorreu a mão por todo meu corpo, respirando pesadamente, balbuciando meu nome sem parar, como uma suplicia.
Percorri todo seu peito com a minha mão, eu senti tanta falta disso... De sentir sua pele, seu cheiro, dele a minha mercê... Joguei meu cabelo para o lado e comecei a beijar seu pescoço, dando leves mordidas, John suspirava, se mexia debaixo de mim, mas não tirou meu controle.
Agora eu percebi o quão irônico é.
Um homem perigo, inteligente, um bandido! E está totalmente sobre minha vontade. Homens como ele gostam que os controlem, por que eles já têm todo o controle ao seu redor.
John é todo meu. Para usar como eu bem quiser. Meu brinquedo. Minha diversão.
Peguei o cabelo de John e o beijei com fúria, com paixão. John apertava tão forte meu corpo que doía, mas eu não reclamei, queria mais e mais. Nada que fazíamos parecia o suficiente.
Eu me afastei dele e pus minhas mãos em seus ombros, mexendo lentamente meu quadril.
–Oh, Baby... – Sussurrou John.
Joguei minha cabeça para trás em puro êxtase, minha pele estava em chamas. Tirei meu sutiã rapidamente, seguindo por minha calcinha e sua cueca. Quando finalmente ficamos nus John me jogou na cama.
–Prenda suas pernas na minha cintura – Grunhiu e eu o fiz.
Ele me penetrou no mesmo instante que me colocou sentada sobre ele, me fazendo gritar. Eu arfava contra seu peito, pela invasão brusca, podia sentir cada centímetro dele, nossos corpos pulsando.
–Agora estamos no mesmo nível... – Disse John, mas eu não conseguia parar de gemer baixinho – Está doendo, baby? Eu quero que doa... Para você lembrar que é minha, que só eu posso estar ai.
Meus seios estavam prensados sobre seu peito. John apertava minha bunda, movendo meu quadril lentamente ao encontro do seu. Eu abracei seu pescoço narrando tudo que ele fazia comigo, o fazendo cravar as unhas sobre minha pele.
–Mais forte... – Sussurrei mordendo sua orelha – Quero que me deixe dolorida, baby – Rangi.
Coloquei meus joelhos no colchão e comecei a cavalgar com força sobre ele. O corpo de John ficou mais tenso, mais rijo do que imaginei se possível. Ele colocou as mãos em meu quadril, olhando o balançar dos meus seios cada vez que eu pulava em seu membro, entrando e saindo completamente dentro de mim.
Nosso ritmo foi cada vez aumentando mais. Os sons de nossos corpos se colidindo ecoavam por todo quarto. O suor escorria por nossas peles, tudo cheirava a sexo agora.
–Ah... Estou... – E não consegui terminar. Meu corpo todo convulsionava.
John colocou nossos corpos novamente, entrando totalmente dentro de mim novamente, então eu gozei. Rudemente, gritando sem pudor. Meus dedos dos pés se contrariam enquanto meus lábios diziam palavras sem nexo. John acelerou o ritmo e capturou minha boca, gozando fortemente, grunhindo alto.
John desabou sobre o colchão. Eu me levantei lentamente, tirando o pau dele de dentro de mim, e eu caí ao seu lado, esgotada e ofegante.
Nós entrelaçamos nossos dedos e nos olhamos, ambos ofegantes e sorridentes.
–Não quero parar agora... – Eu disse fiquei por cima dele novamente.
***
Não sei quanto tempo dormi exatamente.
Acabei acordando com o barulho da chuva forte. Parecia um dilúvio. Puxei a coberta e cobri meu seio, me virei e não vi John, mas quando olhei para a janela ele estava lá. Sentando em uma cadeira olhando para mim, exuberantemente nu e confortável.
–Oi... – Ele disse me olhando.
–Oi... – Eu disse me sentando.
Agora eu tinha noção do quanto minha bunda estava dolorida, ela não foi perdoada ontem. Ainda podia sentir a queimação em minhas nádegas pelas tapas de John.
John se levantou e se sentou na minha frente, me beijando.
–Nós perdemos a hora do almoço, mas se você quiser podemos descer e comer na cozinha, não há ninguém na casa – Disse e me beijou novamente.
–Pode ser – Respondi – Também estou com fome – Disse passando o nariz por seu pescoço.
–Você me deixou todo marcado – Murmurou John e eu pude ver os vários chupões que havia em seu peito e pescoço, as costas dele estava toda arranhada.
–E você me deixou toda dolorida – Retruquei e depois sorri.
–Eu gosto assim... – Sussurrou John – Você está com o cheiro do meu perfume – Comentou e beijou a minha mão, me fazendo sorrir.
Nós tomamos um banho, nos vestimos e descemos para comer algo. John me fez sentar na mesma cadeira que ele, entre suas pernas. Ele não parava de me beijar e inspirar meu pescoço, estava me derretendo em seus braços.
Quando nós terminamos de comer subimos de volta para o quarto e ficamos deitados na cama, entrelaçando nossos dedos.
–Anthony me mandou uma mensagem – Disse John de repente – Eles têm novidades sobre as denúncias que fizeram.
–Então as acusações foram retiradas? – Perguntei.
–Possivelmente – Respondeu John – O que você acha disso? Você parece descontente...
–Não! Não é isso! – Eu disse rapidamente – Eu me lembrei de que o Derik só conseguiu chegar até vocês por que eu disse seu nome...
–Por que você fez isso? – Perguntou John surpreso.
–Ele me perguntou o nome do meu namorado e...
–E decidiu investigar quem era – Disse aborrecido, me interrompendo.
–John...!
–Nada de “John”, Olivia! Eu não quero aquele cara perto de você, senão vou mata-lo!
–Não fale isso! Você não pode matar alguém só por que te irritou! Eu não gosto que você diga essas coisas! Me assusta, caramba! – Eu disse me sentando e John segurou meu braço na hora.
–Desculpa! Desculpa! Não precisa ficar assustada! – Disse John rapidamente – Não foi minha intenção! Mas ele me tira do sério! Fica rondando você!
–Eu sei... – Concordei com pesar – Depois que eu fui à sua casa e nós terminamos, o Derik me procurou, ele disse que queria falar comigo... Ele me falou do plano da policia e... E sobre mim... Ele me beijou, mas eu me afastei na hora e foi isso! – Eu disse rapidamente e John ficou furioso, mas eu não deixei que ele dissesse algo – Eu só me encontrei com ele no estacionamento ontem depois disso – Esclareço – Eu não quero que você fique furioso, que faça besteira, John Adam! Estou te contando por que não quero mais mentiras entre nós – Murmurei.
John respirou profundamente, tentando se acalmar.
–Não quero ver ele na minha frente – Respondeu baixo, fora de si, tremendo de raiva.
Eu balancei a cabeça. Não adianta, ele nunca vai mudar isso.
–Me conte a verdade... Sobre tudo – Pedi tocando em seu rosto, para acalma-lo.
John me deitou junto dele e puxou minha cintura.
–Sobre o que quer saber? – Perguntou cauteloso.
–Ahãm... Por quê? Por que você foi atrás de mim depois do assalto?
–Eu te disse! Você ficou na minha cabeça depois do assalto, por mais que eu tentasse sempre acabava me lembrando de você, era como uma droga que eu não conseguia me livrar. Toda hora me lembrava dos seus olhos, da sua expressão! Não apavorada, mas sim... Com raiva! Você ajudou aquela mulher, não chorou! Manteve-se firme apesar de tudo. Pode ser doentio isso, mas você chamou minha atenção – Disse John rapidamente – Quando nós trocamos de carro era para deixarmos você para trás, ali naquele beco, mesmo assim eu a puxei – E começou a sussurrar, não olhando em meus olhos – Eu não queria que você morresse, por isso a levei para mais distante o possível da policia, eu sabia que por segurança eles poderiam atirar em você para inibir a bomba.
–Foi você que me puxou... – Murmurei.
–Sim... – Respondeu John – Depois disso eu a vi naquele bar com seus amigos... Você não se lembra, não é? Tyler e Jeff foram falar com você e você os ignorou... Você nem me viu lá, não é?
–Não... – Sussurrei chocada, não me lembrava dos rostos deles, muito menos o de John! — E o nosso primeiro encontro? Por que você foi embora tão rapidamente?
–Nós estamos tendo problemas com os latinos – Disse irritado – Esses malditos mexicanos chegam e começam a vender aquelas drogas no nosso território. Nós não vendemos isso. Estamos tentando nos livrar da presença deles no nosso território. Quando me ligaram estavam indo atrás de um traficantezinho de merda que havia atirado em Bob mês passado, Giovanni havia conseguido acha-lo e todos fomos atrás.
Eu estava boquiaberta – E aquelas flores? Foi você mesmo?
John franziu a fronte e olhou dentro dos meus olhos – Não – Respondeu seco – Foi um aviso para mim... Eles sabiam onde você morava, que eu estava com você.
–Quem? – Eu perguntei.
–Há um cara que nos fornece um produto, um produto ilegal, que faz com que a pessoa tenha uma perda parcial da memória, usamos isso nos guardas – Disse John – Ele começou a querer se envolver nos assuntos da família, querer participar e ter parte dos lucros. Nós recusamos todos que não sejam da família nisso, mas ele não aceitou... Ele tem uma floricultura, por onde ele consegue receber os produtos. Ele nos viu em algum lugar e achou onde você morava... Foi uma mensagem clara para mim.
–E agora? Ele ainda está atrás de mim? – Perguntei em pânico.
–Não há mais perigo Olivia – Respondeu John friamente e eu entendi na hora. Deus...
–Por isso nós viajamos para Miami? – Eu perguntei.
–Depois que eu me livrei do problema, quis tirar você um pouco da vista de todos – Explicou John – Por isso gostava que você ficasse mais na minha casa. Ninguém nunca encontrou onde eu moro, era mais seguro.
–Esse problema com os latinos foi o motivo de você ter levado aquele tiro de raspão?
–Sim... – Respondeu John irritado.
–Por isso você tem uma arma em casa... – Completei chocada. Tudo se encaixava agora, era tão obvio! Como eu nunca percebi nada? Como não pensei em nada? – E aquele dia? Quando encontramos com seus amigos no restaurante? – Perguntei agitada.
–Foi quando eles descobriram sobre você... – Respondeu sem vida – Eu não queria que eles soubessem, eu sabia que logo teria que te contar a verdade, e você reagiria... Como reagiu – Disse John – Eu queria ter te explicado isso, te contado a verdade parte por parte.
Eu fiquei deitada repassando tudo que John havia me dito. Ele ficou conversando pelo celular com Giovanni e com um advogado pelo que eu pude entender. Ele estava repassando o que eu havia dito de importante para eles.
Eu acabei adormecendo.
***
Fui acordada pelas batidas na porta. Eu me sentei rapidamente e John saiu do banheiro já arrumado e abriu a porta.
–Olá, Maia... – Disse John educadamente.
–John Adam – Ela o cumprimentou altiva – Estamos esperando vocês no escritório, há noticias importantes que o advogado nos trouxe – Maia disse e saiu andando elegantemente.
John fechou a porta e olhou para mim – Ela é a matriarca da família, mãe da Bia e Giovanni – Diz com respeito e eu assenti.
Coloquei o salto que Bia trouxe para mim e fiz o coque alto no cabelo. O vestido parecia bom para encontrar com todos. As mulheres desta família andam muito elegantes, sempre com joias e saltos altos, me intimidavam com sua elegância exacerbada.
Entramos no escritório de mãos dadas, Cristine não escondeu o sorriso quando nos viu, visivelmente satisfeita. Todos nos olharam com curiosidade, mas especificamente para mim.
O escritório é imenso, bem masculino e escuro, tudo de cerejeira.
Havia muitos homens ali, todos com os traços parecidos, todos bonitos. Mas John se destaca por sua pele mais clara. Bia e Cristine estavam ao lado dos maridos, e Maia logo atrás do filho Giovanni, olhando atentamente para mim.
–Tenho boas noticias irmãos! – Disse Giovanni animado – As acusações foram retiradas por falta de provas! Todas as alegações foram fracas e o caso foi arquivado – Disse Giovanni e todos concordaram sérios com a cabeça – Mas devo acrescentar que tivemos a ajuda da nossa bella Olivia – Disse e olhou para mim – Sua informação sobre as câmeras foi fundamental, o restante... Bem... É o que sempre ocorre – E dá uma boa gargalhada.
Giovanni é uma pessoa bem humorada, mas eu sabia que aquilo era apenas uma fachada que fazia com todos da família se dessem bem. Para ser líder da Máfia ele tem que ser o mais temido, o mais inteligente, e ele esconde tudo isso debaixo do bom humor.
Tenho pena de quem o subestimava.
Todos saíram da sala e logo começou um falatório em italiano. John riu e pegou minha mão nos levando para o quarto novamente. Assim que entramos ele fechou a porta e olhou para mim.
–Finalmente tudo acabou – Disse John aliviado.
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