Apagando o Passado
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Agradecimento especial para as minhas amigas, Kessia-chan e Bia-chan, que me deram uma inestimável ajuda neste capítulo.
Vamos a história, boa leitura a todos.
Limpou o vapor do espelho para poder se enxergar melhor. Os olhos estavam levemente avermelhados pelas lágrimas. A pele translucida finalmente livre de todo o pó, carmim e carvão utilizados na cerimônia. Apagada, opaca, confusa. A cena de minutos atrás se repetia incessantemente na sua cabeça.
FLASH BACK ON
Esperou pacientemente alguma reação ou resposta. O homem grudado a ela estava mudo, apenas o aperto em torno do seu corpo aumentava a medida que os segundos passavam, não de forma brutal, talvez possessiva, mas principalmente, acima de qualquer outra sensação, quente, agradável como o sol em um dia de inverno.
Ergueu a face, pois queria ver a mágica novamente, a máscara da estátua de cal se esfarelar e tornar-se algo melhor e infinitamente mais belo que qualquer outra coisa que a herdeira tenha visto.
O rosto sério adornado por traços fortes permanecia estático. As sobrancelhas grossas e negras levemente franzidas emolduravam os olhos ônix, profundos e analíticos. Orbes felinos e mortais que aparentavam também presenciar algum tipo de mágica. O nariz aristocrático erguido e afilado não mostrava nada além de poder e os lábios finos fechados em linha reta não lhe diziam nada.
O silêncio no cômodo era reconfortante. Parecia luto para os homens caídos. Nada de honras para quem não merecia, mas o respeito adequado de um grande ninja e sua companheira.
A lavanda e o ônix permaneceram atrelados um ao outro. Estranhos que realmente se olhavam pela primeira vez. Ligados assim a jovem sentiu a mão áspera deslizar por suas costas, do quadril a coluna, incitando seu corpo a erguer-se em direção ao dele. Num impulso gracioso ficou na ponta dos pés, sorvendo ao intrigante aroma de menta e sangue que saía da boca máscula.
Neste momento, desejou mais do que tudo ser tocada por ele. Cerrou os olhos numa rendição muda e ansiou o calor proveniente do seu toque.
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O deslocamento de ar deixou-a confusa e ao abrir os olhos o estrangeiro já não mais estava ao alcance de suas mãos. A voz rouca quebrou o silêncio e algo mais que Hinata não soube definir.
– Este quarto irá servir por enquanto. Meus criados se livraram dos corpos, porém o nosso quarto estará habitável apenas amanhã. Na porta a esquerda há um banheiro, poderá se lavar lá.
As palavras saiam automáticas, robóticas, mas um suspiro pesaroso escapou por seus lábios antes de prosseguir com a sua corrente de informações.
– Devido ao novo contrato assinado é necessário que durmamos juntos.
A jovem enrijeceu o corpo diante da eminência do ato da entrega. Os olhos italianos analisaram perscrutadores a reação e suas palavras subiram um tom.
– Vá logo, já está tarde e desejo relaxar.
A primogênita tentou falar algo, pois lhe pareciam intricadas suas palavras de seus olhos. Mas a vergonha de sua mentira lhe arrebatou, não poderia entregar seu primo, não poderia tentar ser real neste casamento de mentirinha.
FLASH BACK OFF
Caminhou mais uma vez de uma extremidade a outra do cômodo. Inspirou sonoramente tentando acalmar os seus nervos, mas a tentativa foi frustrada como todas as anteriores. Amaldiçoou sua audição sensível, pois ouvi-la chorar dentro do banheiro nublou a maioria dos seus pensamentos racionais.
Seu lado sádico aguardava inquieto pela saída da bela mulher do banho, pois desejava despi-la e saboreá-la quantas vezes a sua excitação permitisse e seriam muitas, sem dúvida. Queria castigá-la por desejar o primo tolo. Obrigá-la a dormir com o monstro que era seria a sua maior punição. O amargor deste pensamento, desta verdade óbvia partiu algo dentro do Vingatore que nem mesmo ele sabia ainda possuir.
Infelizmente ou felizmente tudo tinha dois lados. E seu pequeno lado humano recém-descoberto lhe repetia com a voz de guizos da jovem Hyuga a frase que o mantinha cativo, um pouco louco e inacreditavelmente fraco.
“- Porque me importo...com você.”
Abriu a porta do banheiro devagar temendo o que iria encontrar do outro lado. Seus pés descalços caminharam silenciosamente sobre o assoalho escuro, porém a imagem do italiano pregou seus pés ao chão. O estrangeiro estava de pé, os cabelos negros molhados e mais desalinhados que o normal desprendiam gotas cristalinas sobre o peito nu. Trajava uma calça negra que contrastava ferozmente com a pele alva.
A primogênita ofegou ao deslizar os olhos pelo torço talhado e úmido. E pensamentos jamais cogitados e extremamente calorosos preencheram a sua cabeça instantaneamente.
Ao menor ranger da porta sua caminhada infrutífera foi esquecida. Seus olhos saborearam a visão graciosa e curvilínea coberta pela camisola de seda e seu arrebatamento foi tal como da primeira vez que a viu. Tolamente ainda se perguntava se caíra numa armadilha. Os orbes de lavanda cintilaram em sua direção, as bochechas coraram sobre a tez alva e os lábios rubros eram mordidos em dúvida. Infernos! Caíra sim numa armadilha. Com certeza a mais pecaminosa e doce.
Ignorou sua consciência como de hábito ou como um vício tão antigo quanto destrutivo. E aquietou com dificuldade a fera que salivava faminta em devorar a iguaria ali presente.
- Sabia que a partir de agora você é minha?
A voz rouca e baixa perguntou, apesar de soar como uma afirmação.
– Posso fazer com você o que eu quiser. O senhor Hiashi te vendeu a mim, pequena Hyuga. Mas não se preocupe, a minha palavra anterior permanece. Pelo menos parte dela. Isso quer dizer que não vou te machucar, mas não pretendo esperar mais nenhum minuto para tê-la. Acho que para um assassino como eu isto já é mais do que o esperado.
Ela tinha plena ciência da sua nova realidade. Havia sido vendida pelo seu pai, pertencia agora para o estrangeiro e perdera a sua liberdade. Porém o que pesou para a herdeira nas constatações do italiano foi a confirmação de que suas promessas seriam quebradas. Piscou algumas vezes impedindo que novas lágrimas se formassem. Tomou ar e lhe confessou pragmaticamente.
– Eu já aceitei o meu destino Sasuke-sama.
A calma com que ela falou o pegou desprevenido. Não esperava tamanha coragem, maturidade e principalmente aceitação da parte dela. Uma mulher realmente surpreendente. Confrontado com tamanha força sentiu-se fraco. Tão inadequado a ela que temeu infectá-la de alguma forma.
Virou-lhe as costas. Proferir a sentença seguinte não seria possível deleitando-se com tudo o que ela tinha a lhe oferecer.
- Vamos dormir, estou cansado. Amanhã conversaremos.
Ficou desnorteada. Um misto estranho de alívio e desapontamento lhe afogou. Quis gritar, pensou em agradecer, quase chorou e por fim desejou se esconder pela humilhação de ser novamente rejeitada.
Deu alguns passos em direção ao jovem, rolando os olhos pela figura imponente que permanecia de costas para ela, ignorando-a cruelmente. Os ombros largos delineados por músculos rígidos a impeliram a tocá-lo. Estava louca com certeza. Ele não a queria, nem ela tinha certeza se o queria. Mas precisava, necessitava deslizar as pontas dos dedos pelas linhas tão bem traçadas de pele marcada pela batalha.
O Vingatore sentiu a onda morna que desprendia do corpo dela e virou-se repentinamente agarrando rudemente o pulso delicado que se estendia em sua direção.
- Não me teste. Amanhã conversaremos.
A jovem subitamente pensou na sua família, na mãe honrada e desistindo da sua dignidade e de algo maior, ainda inominável dentro si. Tentou pateticamente uma última vez ser útil para o seu clã.
- Não posso esperar até amanhã.
- Não pode esperar até amanhã?
O tom era incrédulo, irônico quase zombeteiro diante das palavras da herdeira.
- Não posso envergonhar mais a minha família. Não posso correr o risco do contrato que você assinou seja quebrado. Não posso deixar que negue a sua ajuda para o meu clã. Portanto não posso esperar até amanhã para que consumamos o nosso casamento. Os anciões virão amanhã em busca da prova.
Hinata respirou fundo, doía-lhe continuar.
- Sei que não me quer Sasuke-sama. Sei que está decepcionado comigo. Sei o tanto que fará pelo meu povo, mas lhe peço mais este sacrifício.
O assassino quis rir da declaração tão distante da realidade. Realmente não a queria. Era algo mais denso, mais instintivo, um desejo puro e latente. Um almejar pulsante. A lavanda era um profundo lago cristalino e ele soube que o sentido de dever incutido na jovem de dezesseis anos nunca lhe permitiria planejar uma fuga com o primo tolo.
O aperto sobre o pulso delicado diminuiu e os longos dedos calejados acariciaram a macia pele do local.
- Se começarmos, nada irá me fazer parar. Nem os seus pedidos, nem suas lágrimas e muito menos os seus gemidos.
Rodeou a cintura delgada firmemente colando o seu corpo ao dela. A face curvou-se em direção aos lábios rubros, pairando sobre eles a poucos centímetros, aguardando estático o consentimento para prosseguir.
A Hyuuga percebia que as palavras do estrangeiro eram para incitar o terror. Porém a única coisa que sentiu foi o vibrar inquietante do seu corpo respondendo a cada sílaba proferida.
O poder de decidir o seu destino naquele momento, pesou sobre os seus ombros. Ele era uma estátua de cal que esperava pacientemente a sua decisão. Não importava contrato, família ou clã. E como se já soubesse a resposta ela o quis, pois a opção de rejeitá-lo era fria e já conhecida.
Hinata traçou com as pontas dos dedos as linhas definidas do peito nu. Deslizou devagar, subindo a palma pelo ombro esquerdo. O grande Vingatore quase fechou os olhos para apreciar completamente o toque hesitante e cálido sobre os seus músculos tensos, mas perder a nuance dos mil olhares de sua esposa seria um desperdício incalculável.
Contornou a nuca máscula com uma das mãos, arranhando levemente a pele sensível do local e apoiou a outra sobre o ombro largo erguendo-se na ponta dos pés. Mergulhou uma última vez no mar negro, antes de fechar os olhos e selar seus lábios.
O jovem degustou a doçura da boca carnuda, sentindo os pulsos elétricos correndo no seu sistema nervoso. Antes de conseguir processar todas as informações a fera faminta rugiu por mais. Com um único movimento a ergueu atrelando-a a sua cintura, com uma perna de cada lado do seu corpo. O arquejar feminino lhe avisou do seu descontrole súbito, mas todo o raciocínio lógico estava envolvido em uma nuvem espessa de excitação, onde o único objetivo era senti-la cada vez mais.
Apertou a carne farta do quadril bem desenhado, sentindo a maciez se render aos seus dedos rígidos. Prensou o corpo delicado na parede do quarto e a beijou de forma devastadora.
A primogênita não conseguia pensar. O cheiro de menta e sangue queimava-lhe intimamente. Ele estava por todos os lados. Dominando, restringindo, exigindo. Sentia-se presa. E loucamente ansiou por mais. Suas mãos instintivamente agarraram os cabelos negros desejando sanar parte dessa nova necessidade.
Sasuke quebrou o beijo para fitá-la, não queria ser surpreendido novamente com lágrimas. A lavanda estava escurecida de desejo e a respiração entrecortada em busca de ar. Um rosnar selvagem ecoou no seu peito ao se deparar com a jovem Hyuuga desejosa por ele. Deslizou os lábios pelo pescoço alvo em direção ao ombro delicado, chupando-o libidinosamente, a alça da camisola se mostrou um empecilho e sem pensar agarrou a fina tira de seda arrebentando-a facilmente.
O ato brusco assustou Hinata que enrijeceu seu corpo involuntariamente. Os toques do italiano até agora prometiam calor e prazer, porém a exibição de sua força bruta lhe trouxe a mente apenas violência e dor.
Ao perceber seu erro afrouxou seu aperto sobre o corpo miúdo e desceu seus pequenos pés ao chão.
A respiração dela estava rápida e descompassada, a dele pesada e lenta. Analisaram-se assim. Silenciosos e quentes. Percebendo apenas neste momento a brisa fria que entrava pela janela.
Depois de um minuto, a voz de guizos soprou baixa e melancolicamente.
- Desculpe-me Sasuke-sama.
- Não me chame assim. Estamos em um quarto prestes a consumarmos nosso casamento.
Suspirou pesadamente antes de continuar.
- Não tenha medo. Vou te contar um segredo.
Percorreu os olhos pela bela mulher a sua frente. Um dos seios estava parcialmente à mostra devido à alça arrebentada. A pele acetinada clamava o seu toque e os bicos intumescidos marcavam o tecido fino gritando por sua boca e dentes.
Com os dedos calejados riscou uma linha imaginária da ponta do queixo até o vale entre os seios. A herdeira estava de olhos baixos e ele aproveitou para lhe segredar enquanto contornava e revelava com dedos e palma o seio parcialmente desnudo.
- Eu nunca fui o primeiro de ninguém. Até agora.
Era uma honra ser o primeiro dela. Ele tinha certeza não merecer tal privilegio. Mas era egoísta demais para abrir mão de tanto. Escorregou o tecido etéreo pelo corpo delgado revelando toda a nudez acetinada. Guiou os passos da jovem até a cama alta de estilo ocidental.
Hinata afundou sobre o colchão macio, hipnotizada pelos olhos ônix enigmáticos. Estendeu o braço na direção de Sasuke como um pedido mudo para que se juntasse a ela. O Vingatore apoiou um dos joelhos no colchão paralelo ao corpo estendido e envolveu com apenas uma mão os dois pulsos finos, colocando-se sobre ela e mantendo seus pulsos firmes contra o travesseiro, acima de sua cabeça. Estava imobilizada, porém a expressão prisioneira não lhe veio a cabeça. O italiano capturou os lábios frescos num beijo exigente, enquanto pressionava sua virilidade sobre a feminilidade intocada, mesmo que o tecido de sua calcinha e da calça do estrangeiro impedisse o contato direto, a sua carne se tornou sensível e pulsante.
Em algum ponto no meio da maciez da pele alva, entorpecido pelo cheiro de baunilha e jasmim, refém do sabor adocicado daquele suor o grande assassino se perdeu. Não havia truques, tão pouco a sua grande experiência na arte do sexo se apresentou. Só havia instinto e possessividade, nada mais.
Deslizou sua língua por todo o corpo miúdo sendo enfeitiçado pelos suspiros femininos. Quando seus lábios tocaram o bico do seio farto, sentiu extasiado o tremor de prazer percorrendo ambos e pressionou mais firmemente a sua virilidade contra ela.
Hinata estava embriagada pelas múltiplas sensações e sua boca salivava por falta da dele. Queria senti-lo mais e sem pensar mordeu-lhe o ombro. A reação foi imediata. O estrangeiro gemeu roucamente sobre um dos seus seios e libertou seus pulsos, agarrando fortemente com as duas mãos o seu quadril.
- Mais. Eu quero tudo de você.
A voz grossa confessou em meio à respiração.
Retirou a calcinha devagar, saboreando centímetro a centímetro da pele revelada.
A respiração morna acariciou sua feminilidade úmida provocando vertigem. Fechou os olhos, pois acreditou que iria desmaiar diante do pulsar frenético do seu coração.
- Abra os olhos Hinata.
Sasuke esperou que a lavanda líquida o mirasse diretamente. E a chupou libidinosamente, devorando-a com língua e dentes. As mãos femininas agarraram-lhe os cabelos e o quadril arqueou em sua direção, obrigando-o a segurá-la no lugar.
Hinata nunca imaginou que fosse assim. Deveria sentir vergonha por tal caricia, mas o queimar no seu baixo ventre se avolumou, explodindo deliciosamente numa onda de cores que possuía apenas felicidade e prazer.
Sugou-lhe até a última gota apreciando o gosto que era extremamente doce e levemente almiscarado. Lambeu os próprios lábios desejando perdurar o sabor em sua memória.
Sasuke ergueu os olhos contemplando a pequena Hyuuga trémula e suada sobre os lençóis. Ela era a imagem encarnada do pecado, com os longos cabelos negros espalhados pelos travesseiros brancos.
- Deliciosa.
A voz rouca sussurrou, soprando propositalmente sobre a carne eriçada. Passou o dedo indicador pelas dobras intimas e sentiu enlevado ela novamente se tornar úmida e quente. Sua virilidade pulsou rígida e incomoda, presa na sua roupa de baixo.
- Agora é a minha vez.
- Sasuke-sama eu...
Levantou-se de forma ágil retirando o restante das roupas, exibindo sua nudez descontraidamente. O jovem fitou a face corada aguardando que ela continuasse. Porém, diante da nudez masculina, do seu tamanho e porte. Hinata ficou sem palavras. Tampando tardiamente os olhos com as mãos, sentiu suas bochechas queimarem.
A timidez da herdeira o lembrou do quanto ela era jovem, colocando novamente cada um no seu devido papel. Ele, o monstro assassino, ela, o inocente sacrifício. Contudo, suas reações ao toque, o aroma e sabor de sua feminilidade o impossibilitavam de se afastar. Um passo para trás e ele morreria com certeza.
Sasuke subiu novamente na cama, deslizando as palmas sobre a pele de marfim, dos tornozelos a face rosada. Beijando os lábios rubros suavemente. Envolveu as mãos pequeninas com as suas e encontrou os olhos claros de lavanda.
Encarando o homem colado a ela, percebeu-se submersa numa mistura de temor e excitação. Sem nada a sua frente para se agarrar que não fosse ele.
Sem largar os lábios carnudos, percorreu novamente as mãos sobre as coxas acetinadas. Encaixando-se a ela perfeitamente. Forçou seu membro contra a entrada estreita. Tão apertada, tão quente. Uma de suas mãos deslizou pela dobra do joelho erguendo-o um pouco, para dar-lhe mais espaço. Quando sentiu a barreira parou, pois sabia que ela sentiria dor.
Hinata sentia o incomodo, o calor, a invasão. E cerrou as pálpebras fortemente.
- Não vou continuar senão estiverem abertos.
Ao abri-los ela sentiu a pressão e a dor. Gemeu fracamente, tentando manter a dor dentro de si, mas em nenhum momento fechou os olhos.
A lavanda se alagou cristalina, vertendo lágrimas pelo rosto delicado. Beijou-lhe o rosto, limpando as marcas do seu crime e permaneceu imóvel totalmente dentro dela. Sentia-se mastigado por ela. Era apertada demais. Quente demais.
Engolida pelas sensações as unhas fincaram-se nos ombros largos.
O italiano sem conseguir conter-se começou a se mexer, devagar a principio. Tentando ao máximo segurar a fera dentro de si.
A dor apesar de ainda estar lá começava a dar lugar a uma gama de outras percepções. Os gemidos de prazer escapavam pela garganta.
- Sasuke.
Ao ouvir o seu nome a fera faminta se libertou. Estocando forte, fundo. Rosnando, gemendo, apertando, mordendo e lambendo tudo que estivesse ao seu alcance.
Hinata mergulhou novamente no precipício delicioso, dessa vez de forma mais avassaladora e profunda. Ainda zonza, experimentou Sasuke vibrar sobre seu corpo apertando-lhe fortemente.
Nada se comparava a ela. Relaxou com a esposa nos braços, sorvendo o balsamo de cura sobre os músculos rijos. Na linha tênue entre sonho e realidade um pensamento louco cruzou na mente do grande Vingatore.
Deveria ser para sempre.
Notas finais
Bjin
Ja ne
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