Aos olhos de Alasca
19 Verdade ou consequência?
Acordei de manhã com a discussão entre Gordo, então me levantei, peguei a garrafa de Strawberry Hill e pinguei o resto da bebida no meu café instantâneo e joguei a garrafa fora.
–Remédio, — eu disse.
–Como você está? — o Coronel me perguntou.
–Já tive manhãs melhores. – Respondi.
–Está de ressaca?
–Como um pastor alcoólatra numa manhã de domingo.
–Acho que você não deveria beber tanto assim, — Gordo disse.
–Gordo. — Balancei a cabeça e beberiquei um pouco de café gelado com vinho. — Gordo, você precisa entender que eu sou uma pessoa profundamente infeliz.
[...]
Então caminhamos de volta ao campus. De repente Takumi parou e disse: Essa não, — caiu de quatro e vomitou como um vulcão de lava amarela e rosa.
–Deixa sair, — eu disse. — Vai ficar tudo bem.
–Finalmente descobri a fraqueza da raposa. A raposa não pode com Strawberry Hill.
Quando finalmente chegamos no campus eu corri para o meu quarto, e me joguei na cama, pretendendo ficar ali dormindo durante horas. E foi isso que eu fiz aos poucos meus olhos começaram a se fechar.
[...]
Há noite, Gordo e Coronel vieram até meu quarto para comemorarmos o sucesso da noite no celeiro. Coronel e eu estávamos dispostos para beber a noite toda. Oferecemos vinho para Gordo mais ele não quis, achei até melhor, bom que sobra mais.
–Hoje não vamos beber do gargalo, — o Coronel disse. — Vamos dar um toque de classe!
–É o modo como bebemos aqui no Alabama, — repliquei. — Esta noite, vamos mostrar para o Gordo como é a vida no sul: vamos beber copo a copo até o pior bebedor cair.
E assim fizemos, só fizemos uma pausa para apagar as luzes às 23h para que o Águia não nos apanhasse.
Depois de um tempo Gordo me perguntou oque era o vaso de tulipas que estava encima da minha pilha de livros. Então respondi:
–Aniversário de namoro com o Jake.
Gordo então concordou com a cabeça e novamente se pôs a ler. Um tempo depois perguntei oque ele achava da brincadeira verdade ou consequência, porém ele não respondeu. Então falei mais alto:
–O Gordo não está prestando atenção.
–Estou sim – replicou.
–Estávamos falando sobre Verdade ou Consequência. O que você acha? É coisa de sétima série ou ainda é legal?
–Nunca brinquei, — ele disse. — Não tinha amigos na sétima série.
–Para mim chega! – Gritei – verdade ou Consequência!
–Tudo bem, — concordou, — mas não vou beijar o Coronel.
–Não dá. Estou bêbado demais.
Comecei:
–Verdade ou Consequência, Gordo?
–Consequência.
–Me beija.
Inclinei-me para frente e entortei a cabeça um pouco pro lado e nos beijamos. Enquanto meus dedos percorriam sobre seu queixo tive quatro pensamentos: 1- aquilo era extraordinário 2-não queria que aquilo tivesse fim 3-havia me apaixonado novamente 4- talvez eu não amasse Jake tanto assim, talvez quem eu realmente amasse nesse exato segundo estava me beijando.
Nós nos deitamos enquanto nos beijávamos, então ele se afastou-se e disse:
–O que está acontecendo?
Coloquei meu dedo em frente a sua boca, e tornamos a nos beijar.
–E quanto à Lara? O Jake? – Ele disse se afastando um pouco.
Tornei a fazer um sshh.
–Menos língua e mais boca.
–Santo Deus! — o Coronel disse com voz bastante alta. — Maldito! O drama, eis que se aproxima!
Mas não demos importância. Tirei sua mão de sua barriga e a coloquei em meu seio. Ele o apertou, cauteloso, os dedos movendo-se lentamente debaixo de minha camisa, contornando meus seios e depois segurando um deles com a mão em concha, apertando suavemente.
–Você é bom nisso, — sussurrei.
Nós dois nos mexíamos em harmonia, seu corpo entre minhas pernas.
–Isso é bem divertido, — sussurrei, — mas estou com sono. Continuamos depois?
Dei-lhe outro beijo e me deitei sobre seu peito. Estava sonolenta, então não soube o certo oque Gordo disse, mais foi algo do tipo: “Eu te amo, Alasca Young”.
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