Aos olhos de Alasca
1 Dia de felicidade - dia de dor
Antes
9 de janeiro de 1997
Era uma bela manhã de primavera, eu estava dormindo, quando ouvi um barulho, quando olhei era minha mãe ela estava com um belo sorriso estampado no rosto.
Ela estava toda animada, e me disse:
–Filha! Hoje vamos no zoológico, num passeio escolar.
Me levantei correndo, abri meu guarda-roupa. Peguei meu vestido favorito, ela era azul com babado branco, também peguei, minha sandália dourada, e logo troquei de roupa.
Corri até a cozinha, não podia falhar o que era o café, pelo cheiro era waffles e suco de pêssego.
Me sentei á mesa e logo devorei o café.
Ajudei minha mãe a lavar a louça, e logo fui ao banheiro para escovar os dentes.
Ouvi lá de cima os gritos de minha mãe:
–Venha filha! Vamos nos atrasar.
Eu e minha mãe fomos a caminho do zoológico, o dia estava lindo, havia crianças brincando na rua de pega-pega, os pais sorrindo em ver os filhos brincando, e mais contente ainda estava eu pois eu estava com minha mãe.
Finalmente chegamos ao nosso destino.
Entramos no zoológico, fiquei impressionada com os animais, minha mãe ficou impressionada com os macacos, já eu me impressionei com os ursos.
Por fim, minha mãe me pagou um sorvete. E fomos em bora.
Cheguei em casa, e fui dormir, já era tarde.
Acordei, toquei de roupa e logo fui para a escola.
Quando voltei, minha mãe me deu um abraço e me mandou ir para meu quarto fazer dever, para que eu pudesse ver televisão.
Estava em meu quarto fazendo o dever quando eu ouvi um grito, sai correndo para ver o que era, era minha mãe, ela estava deitada no chão se contorcendo, eu comecei a chorar e a gritar muito, eu não sabia o que fazer, ninguém pode ouvir meus gritos de medo, ninguém veio me ajudar, de repente ela parou, sentei ao seu lado, achei que tinha parado, achei que ela apenas estivesse dormindo, resolvi ficar sentada ao seu lado até papai voltar do trabalho.
Meu pai chegou do trabalho e me viu sentada ao lado de mamãe, ele correu até ela, começou a fazer massagem-cardíaca mais, infelizmente ela já estava morta.
Ele começou a gritar comigo:
–Porque você não ligou pra ambulância? Como foi tão tola?
–Me desculpa, eu achei que ela tivesse melhorado.
–Do que adianta desculpa? Sua mãe está morta, você já tem oito anos, pode muito bem pegar a merda do telefone e ligar para a ambulância.
Ele começou a chorar.
–Me desculpa, eu não pude fazer nada.
–Você é uma tola.
Subi para meu quarto correndo, e fiquei lá chorando durante muito tempo.
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