Aos olhos de Alasca

2 Finalmente em Culver Creek


Eu estava com raiva, não dava pra conviver com meu pai desse jeito, ele me olhara com cara de desprezo e fúria.

Uns anos depois do incidente resolvi tentar uma vaga em um colégio interno, meu pai não me dizia nada, apenas que se preciso iria assinar os papeis.

Passou-se um mês e finalmente minha carta de aceitação do colégio, não demorei e fui arrumar minha mala, coloquei nela, todos meus livros, quase todas minhas roupas, meus sapatos e finalmente peguei o meu retrato favorito de minha mãe, o retrato que havíamos tirado no zoológico.

Saio do meu quarto desço a escada e vou direto á cozinha, o ultimo lugar onde vira minha mãe, sai de casa e dei uma boa olhada nela antes de entrar no carro para meu pai me levar até a rodoviária, depois de uns quinze minutos chegamos a rodoviária, ele apenas me deu um tchau e disse:

–Cuide-se.

–Claro!

E fui andando para comprar minha passagem, comprei a passagem e corri para conseguir pegar o ônibus a tempo, subi as escadas e me sentei do lado de uma menininha, peguei meu livro e fui ler, a garotinha não parava de olhar para o livro tentando ler palavras mais só saia um:

–Se-ser fe-fe-liz, é o que im-im-por-ta.

Dei um sorriso e a disse:

–A frase é: ser feliz, é o que importa.

–Obrigada, mais como você consegue ler essas frases tão rápidas sem nenhum errinho?

–Anos e anos de pratica.

Ela virou o rosto pegou seu travesseiro e dormiu tranquilamente.

Finalmente cheguei ao colégio, logo que cheguei encontrei com um garoto, ele parecia estar bêbado, mais mesmo assim o perguntei:

–Onde fica o quarto 12?

–Fica ao final do corredor.

–Valeu.

–Nada.

Andei depressa e finalmente cheguei ao meu quarto, quando entrei fui recebida com um belo sorriso por uma garota, o nome dela era Lara, ela falava meio esquisito, pois vinha de outro país.

Ela nem me conheceu direito e já me disse:

–Vou pedir para o Coronel trazer os vinhos.

–Quem é Coronel? Que vinhos?

–Coronel é um amigo nosso aqui do campus, temos que festejar sua vinda pra cá ué.

–Bem, se você diz.

Ela saiu do quarto correndo, de repente apareceu novamente, com o garoto que eu tinha visto no corredor.

Ele me olhou e disse:

–Olha só! A garota do corredor, vamos lá beber?

–Lá onde?

–Ué longe do campus, se o Águia nos pega bebendo vai dar o maior problema.

–Então vamos.

Entramos em um lugar que mais parecia uma floresta, Coronel tirou duas garrafas de vinho da calça e disse:

–Servidas, Takumi já está vindo.

Lara abriu a garrafa e tomou um gole pelo bico, ela pegou a outra garrafa e me entregou, eu a abri e tomei um gole.

Minutos depois apareceu o Takumi, ele havia trazido mais três garrafas de vinho, uma para ele e duas para Coronel.

Eu sentia que eu havia conseguido grandes amigos, depois de um tempo bebendo vinho ainda não estávamos tontos, até que Coronel e Takumi foram correndo buscar mais, voltaram com uma imensa bolsa cheia de garrafas de vinho, e um galão de leite, que na verdade era uma bebida que Coronel juntou ao leite e colocou um nome meio louco, aquilo era nojento.

Começamos a passar as garrafas de vinho, cada um bebia um gole, até que quando o vinho acabou, já estávamos tontos, começamos a rir de coisas idiotas, até que Coronel disse:

–Agora em homenagem a nossa nova amiga que eu não sei o nome, vou dar a ela um maço de cigarro.

–Meu nome é Alasca, eu não fumo.

–Mais vai começar a fumar hoje, toma esse maço de presente de seus novos amigos eu, Lara, Takumi.

–Bom, se é assim que mal pode fazer só um maço né?

–Claro!

Peguei o maço e, dei um a Takumi, um a Lara e um ao Coronel.

Fumamos até o cigarro acabar, ficamos contando piadas e rimos abeça.

Nem estávamos reparando na hora, de repente Lara soltou um grito:

–Já são uma da manhã, se o Águia nos pegar aqui com essas garrafas e esses cigarros estamos ferrados.

Corremos e fomos para os quartos, feito ninjas. Eu e Lara chegamos ao nosso quarto, deitamos da beliche, e dormimos como bebezinhos.

De repente acorde com Lara me dizendo:

–Está pronta?

–Pronta para oque?

De repente uma pessoas começaram a me puxar e a me levar a algum lugar, levei muito susto, eu estava morrendo de medo, o que podia fazer? Não conseguia me mexer, e tamparam minha boca com a mão para que eu não gritasse.

Quando chegamos a uma prainha e eles me jogaram no fundo do mar e disseram:

–Bem vinda Alasca.

E saíram correndo, nadei correndo em direção a areia, quando consegui chegar reparei que eles me deixaram uma toalha, pelo menos isso né? Me enrolei na toalha e corri até o quarto, cheguei lá Lara estava a minha espera, ela estava rindo e rindo, fiquei desentendida e a peguntei:

–O que foi isso?

–Uma tradição, todos alunos novatos são lançados ao mar da prainha, ai vocês nadam pegam a toalha e voltam para os quartos.

–Droga, amanhã tenho que acordar cedo vou ter que tomar banho e estou morrendo de dor de cabeça, que merda!

–Ui! Gostei de ver, a Alasca xingando.

–Algum problema?

–Nenhum.

Corri para o banheiro para tomar um banho, meu cabelo estava puro sal, e para terminar, estava todo embaraçado, liguei o chuveiro a água estava morna, peguei o , sabonete e esfreguei toda meu corpo, depois passei xampu em meu cabelo, eu estava com tanta sorte que entrou xampu em meus olhos, depois peguei o creme e passei bastante em meu cabelo. Finalmente sai do chuveiro, me enxuguei peguei meu pijama e o coloquei, peguei a escova, escovei todo meu cabelo e o sequei. Logo depois, fui arrumar minha cama para eu dormir, e finalmente me deitei.

Dormi feito bebê.