Anyway, The Darkness Is Coming...

11 Thursday - The end of the world begins (PART 1)


Notas iniciais
Postando esse capítulo hoje, terei postado dois num mesmo dia...
É um recorde.
Aqui está muito tédio.
Estou sem inspiração.
Mas vou escrever do mesmo jeito, não tem mais nada para fazer...
*Matando gente por puro tédio...*

Acordei com um grito.

Não, dessa vez não fui eu que gritei. Levantei e abri a janela, olhando para baixo.

Por que a rua estava vermelha?

Ouvi algo batendo na porta.

-- Quem é? — perguntei, esfregando os olhos. Ah tá que eu ia atender naquele estado.

-- Sou eu! — gritou a voz de Heiko — Me deixe entrar! Eu saí para comprar algumas coisas, mas está todo mundo morto! Eles estão aqui!

-- E você saiu sem a sua espada?

-- Ei, dá pra abrir aqui primeiro e perguntar depois?

Abri a porta e ela deu um gritinho ao ver minha aparência acabei-de-acordar. Você também daria. Acredite.

Heiko entrou e eu tranquei a porta.

-- Como assim está todo mundo morto? — questionei, indo me arrumar.

-- Eu cheguei na padaria, e estava tudo normal, até que uma coisa surgiu das sombras e matou todo mundo. Eu consegui fugir, mas quando saí na rua, tinham pedaços de gente dilacerados, espalhados por todo canto, tudo coberto de sangue. Eles realmente invadiram o dia.

-- Legal — comentei.

-- Não, Yuuko, isso é ruim. Não consegui ligar para os outros.

-- Você acha que eles estão mortos?

-- Ah, não. Isso não. Mas não temos como nos comunicar.

Alguém bateu na porta.

-- De novo? — resmunguei, e fui atender.

-- Abra, por favor! — gritou uma mulher lá de fora — Eles vão me pegar, eles vão -

Um barulho de carne sendo rasgada. Um berro de dor, e um rugido. Quando eu consegui abrir a maldita da porta, só havia um corpo cortado ao meio, muito sangue espalhado, e um monstro me encarando.

-- Sai daqui, babaca, ou quem morre é você — eu disse. O monstro obedeceu, fugiu ganindo. Tranquei a porta novamente.

-- Como você fez isso? — perguntou Heiko.

-- Olhe para a minha cara. Diga que não sairia correndo se eu te ameaçasse de morte.

Heiko riu.

-- É verdade. Vá se arrumar, precisamos sair.

Dez minutos depois, estávamos na rua, segurando nossas espadas, vendo pessoas sendo dilaceradas sem ter muito o que fazer.

-- Toda vez que eu salvo alguém, o maldito sai correndo e morre! — gritei, após a décima vez que isso aconteceu — Se querem morrer é só falar que eu não vou tentar te ajudar!

-- Yuuko, pare com isso. Você está com cara de serial killer. É por isso que todo mundo está fugindo. — repreendeu Heiko, que conseguira refugiar cinco pessoas numa casa semi destruída.

-- O que nós precisávamos era alertar o povo pra não sair de casa — resmunguei. A cinco metros de nós, apareceu uma mulher correndo de um monstro.

-- Fique aqui, e leve ela até o esconderijo — disse Heiko, partindo pra cima do monstro.

-- Por aqui! — gritei para a mulher, mas ela olhou bem para a minha cara, deu um berro, saiu correndo para o outro lado e foi atingida na cabeça por outro monstro. — Aff. Eu desisto. Eles que morram sozinhos.

-- Estranho — comentou Heiko — estava mais fácil lutar contra eles durante a noite.

-- Durante a noite eles podem se movimentar livremente, durante o dia ficam presos nas poucas sombras existentes. — eu disse — É mais fácil lutar se eles vem pra cima. Mas estão fugindo de nós.

-- Eles já sabem que podemos matá-los... Mas por que fogem? Por que não tentam nos matar? — insistiu.

-- Porque só podemos ser mortos durante a noite — disse uma voz atrás de nós. Nos viramos, e lá estavam Hotaru e Shiori, ambos empunhando suas espadas.

-- Como assim? — perguntei.

-- É... Um benefício que vem, eu acho. Ouvi eles dizendo... Que só podemos ser mortos durante a noite. — explicou Shiori.

-- E como nos encontraram? — questionou Heiko.

-- Não temos certeza — respondeu Hotaru — aparentemente as espadas estão conectadas por algo... E conseguimos descobrir a localização uns dos outros.

-- Isso é bom... E ruim — comentei.

-- Por que ruim? — Shiori pareceu surpreso.

-- Porque se eles pegarem um, podem encontrar todos — deduziu Heiko. Confirmei com a cabeça.

-- Mas vamos aproveitar isso, e nos juntar. Precisamos de um plano. — disse Hotaru.

Seguimos os sinais (na verdade, seguimos Shiori e Hotaru, que pareciam ser os únicos que sabiam usar essa droga) até chegarmos numa rua que estava estranhamente limpa.

-- Por que aqui não tem ninguém mutilado, nem sangue espalhado por todos os lados? — reclamei.

-- Todos aqui já estavam mortos antes — disse uma voz de garoto. Nos viramos, e Hiroko estava na porta de uma das casas, apoiado em sua espada.

-- Todos já estavam mortos antes? — Heiko arregalou os olhos.

-- Bom, tinha um festival noturno da rua aqui, e eles resolveram fazer isso bem em um dos dias que as sombras estavam atacando. Eu fui o único que não participou. — ele disse.

-- E por isso foi o único que sobreviveu. — completei.

-- Eu não sabia que vocês iam vir aqui. Nem que sabiam onde eu morava, na verdade. — Hiroko franziu a testa — Estava esperando um ataque mais direto, mas já que só eu moro aqui, acho que eles resolveram deixar pra lá.

-- Nós conseguimos sentir onde os outros estão — falou Hotaru — através das espadas.

-- Ah! Era por isso que eu achava que tinha alguém se aproximando.

-- Você tem notícias dos outros? — perguntei.

-- Os outros dormiram todos na casa de Umeko. Parece que quando ela chegou lá, os pais não estavam... Fugiram sem ela.

-- E como você sabe disso?

-- Eu... Hum. Essas coisas devem ter algo de telepatia também. Eu falei com eles... Mentalmente — Hiroko parecia temeroso que disséssemos que ele era louco.

-- Talvez — Heiko murmurou — Eu tive a impressão de ouvir a voz de Daiki falando algo a respeito de umas pessoas refugiadas.

-- Falando em refugiados, como fica aquela galera que a gente salvou? — me virei para ela.

Heiko deu de ombros.

-- Contanto que não sejam burros, não vão morrer.

-- Ou seja, devem estar todos mortos.

-- Vamos logo — disse Shiori — Pode não parecer, mas já são quatro horas da tarde. Nós treinamos a noite toda, até amanhecer, lembram?

Seguimos os malditos até uma rua com casas grandes, luxuosas e sujas de sangue. Agora sim, estava melhor.

-- Olha, são os retardados! — gritou a voz de Izanagi. A porta de uma das casas se abriu, e Mieko apareceu correndo.

-- Entrem rápido! — ela disse, nos conduzindo para a casa — descobrimos uma coisa interessante.

-- O que? — perguntei aturdida.

-- O objetivo deles para hoje. Porque nos deixam livres e matam desenfreadamente.

-- Nós só podemos ser mortos de noite, não é? Por isso estamos livres. — murmurou Shiori.

-- Não, isso seria porque não nos matam. Mas nem ao menos tentaram nos capturar, nem impedir que nos juntássemos. — Mieko parecia extremamente nervosa. Entramos na casa, e ela trancou a porta.

Haviam cerca de trinta pessoas ali, a maior parte ferida, tão moribundos que nem se viraram para ver quem mais entrara. Subimos uma escada para o segundo andar (incrível, a casa era gigante!), onde Izanagi e Umeko estavam nos esperando.

-- Por que estão aqui dentro, e não lá fora salvando mais gente? — perguntou Heiko, assim que nos acomodamos.

-- Salvamos todos que estavam aqui por perto — disse Izanagi — Não podemos arriscar ir mais longe, é difícil trazer as pessoas para cá. Elas não querem ser salvas. As sombras fizeram uma espécie de lavagem cerebral em massa nelas.

-- E somente nós ainda estamos bem — continuou Umeko — o objetivo deles é que não tenhamos mais o que salvar. Que achemos inútil lutar pelo mundo.

-- Eles querem destruir o que nos dá força, para nos pegar enfraquecidos. — completou Mieko.

-- Não somente isso — eu disse, percebendo algo — Eles querem algo mais.

-- Como assim, Yuuko? — perguntou Heiko.

-- Eles querem nos usar... Para concretar sua vendeta — minha voz não parecia mais minha. Eu dizia palavras que não conseguia entender... Estava numa espécie de transe — Eles querem usar nossos poderes para seu objetivo. Eles querem que os ajudemos.

Notas finais
Cap pequeno, não? Não estou a fim de escrever mais nada, depois vem mais capítulos, a vontade.
Deixem reviews. Ou sabe o seu computador? Eu vou explodir ele com um megavírus *sorriso sádico*.
Esperem ansiosos pela continuação! *pega uma motosserra com uma mão e um machado na outra* Ou temerosos, caso lembrem que isto é um prenúncio...