Anyway, The Darkness Is Coming...

12 Thursday - Lost in my mind (PART 2)


Notas iniciais
Fiquei um tempo sem postar, tinha um trabalho enorme pra fazer. Não que eu tenha terminado, mas não to nem aí pra nota, saca?
Estou meio sem criatividade, então o cap vai estar meio chatinho...
Eu avisei!

Caí de joelhos no chão. Minha vista escurecia lentamente, já não conseguia ouvir meus amigos me chamando.

Mergulhei num topor. Não sentia, via, ouvia, nada.

Aquelas coisas na minha cabeça... Eram demais.

Minha mente ia entrar em colapso.

Eu estava morta?

Informações em excesso. Era isso. Não conseguia suportar saber de tudo isso.

Mas quanto mais queria fugir, mais coisas me prendiam ali.

Passado.

Presente.

Futuro.

Tudo parecia tão... Banal. O futuro estava ali, ora, podia vê-lo. Sim, porque agora sentia que era um ser inteiro, que via, ouvia e sentia, porém era um ser dentro de minha própria mente.

Se eu estava na minha mente, poderia manipular o lugar?

Não deu certo.

É verdade, eu estava fora de controle.

Uma risada histérica ecoou atrás de mim.

Me virei, mas nada se via através da tormenta de informações.

A risada ecoou novamente, mais próxima.

Um calafrio percorreu minha espinha.

Uma sensação rara em mim.

Medo.

O que aconteceria se fosse morta em minha própria mente?

O autor das risadas finalmente apareceu.

Era... Eu.

Mas era diferente.

O cabelo estava mais comprido e desarrumado.

O corpo parecia mais velho. Mais delineado que o meu.

As roupas estavam rasgadas e sujas de algo...

Sangue.

Eu não queria olhar para o rosto.

Não podia olhar.

Não.

Não!, gritei, mas ela segurou meu pescoço. Senti unhas pontiagudas pressionando minha traquéia. Ela poderia me matar, nem precisava ser por asfixia.

Ergui os olhos, temendo o que ia encontrar.

Meu grito foi sufocado por suas garras.

O rosto... Meu rosto... Distorcido num sorriso sádico e maníaco. Os dentes e a pele mais brancos do que os meus jamais seriam. Os olhos...

Pela primeira vez me dei conta de quanto olhos vermelhos eram assustadores.

Os olhos dela pareciam cheios de sangue. As córneas não eram brancas, mas sim negras. Porém, os olhos brilhavam com malícia. Ela era muito mais esperta e forte do que eu.

Mas ela era eu.

-- Huhuhu... — ela riu mais baixo desta vez — Fraca. Tola. Nunca irá vencer neste estado.

-- Solte-me! — gritei.

-- Una-se a mim... Ou me entregue o controle — a outra eu aumentou o aperto em meu pescoço — Eu não quero morrer.

-- Então não me mate!

-- Pff... Morrer aqui, não adianta. Este é meu território.

-- Como assim... seu? — grunhi.

-- Seu subconsiente. Eu vivo aqui. Poucas vezes desperto... — ela me fitou com seus olhos aterrorizantes — O que você vê, é o que eu sei. Eu sei tudo isso — fez um gesto abrangendo todo o lugar — Mas você possui o controle.

-- E de que adiantaria saber tudo isso?

-- Somente eu posso ajudar a derrotá-los. Você não compreende... Eu sou a original. A filha da noite. Guardiã das trevas, da escuridão. Você é apenas... Nossa versão humana. Um humano nunca sobreviverá.

-- Você vai matar todos eles! — choraminguei — Você que sempre me impediu de socializar, e vai matar todos os meus amigos!

Ela passou a língua pelos lábios pálidos.

-- Não nego... Me encantaria matar os humanos. Deixaria apenas os úteis vivos. Porém, nada vem sem um preço justo.

-- O que você está dizendo? Como assim, úteis?

Ela soltou sua gargalhada maníaca.

-- Ora, isso não faz diferença para você! Sendo seus amigos, é tudo que precisa saber. Proponho uma troca. Me desperte. Eu deixo seus amigos vivos, e até os protejo.

-- Como vou saber que não está mentindo?

-- Escute bem. Posso ser maníaca, psicopata, o que quiser. Posso ser uma guardiã das trevas. Posso ser esperta, ter malícia. Porém, jamais descumpriria um juramento formal. Isto mancha nossa honra, e uma honra manchada tem menos chances de vencer.

Eu não tinha escolha. Enquanto falava, ela pressionava mais e mais minha garganta. Aquilo era uma troca, mas se ela não consiguisse o que queria, tomaria o controle total e mataria quem lhe parecesse apropriado.

-- Ok. Eu aceito. — resmunguei.

-- Aperte minha mão — ela disse, seu sorriso se estendendo.

Nós apertamos as mãos.

Senti uma dor lacinante na parte de trás da cabeça.

Ela descumprira o trato!

Estava me matando!

Tudo ficara escuro de repente, somente essa dor me consunmindo.

Lembrei de seu sorriso sádico.

Ela me traíra!

-- Yuuko! — chamou uma voz, vinda de muito, muito longe.

-- Yuuko, o que houve?! — outra voz, desta vez ligeiramente mais perto.

-- Levante-se. — disse uma voz grave, e esta estava ao meu lado. Eu conseguia ouvir ela muito melhor do que às outras vozes. Senti algo enconstando em mim... Nas costas, acho.

Levantou o que devia ser meu corpo.

Percebi que podia abrir os olhos.

Abri.

Uma luz me cegou.

-- Ai! — reclamei — Apaguem essa luz!

A luz foi apagada. Lentamente, consegui enxergar o ambiente.

Estava num quarto. Lembrei que devia ser o quarto de Umeko.

Quem me segurava...

-- Você caiu do nada — disse Hiroko, obviamente me amparando — depois ficou falando aquelas coisas estranhas. Tá bem?

Dei uma cotovelada nas costelas dele. Ele me soltou com um gemido.

-- Eu consigo ficar em pé sozinha.

-- Yuuko, que susto — Heiko parecia aliviada — Pensei que você fosse... Que você fosse... — seu rosto ficou vermelho.

-- Quanto tempo se passou? — perguntei para os outros.

-- Cerca de uma hora — respondeu Hotaru, lendo um mangá — Daiki, Mieko e Umeko estão lá embaixo, cuidando da galera.

-- Ainda não entendi direito — murmurei — por que vocês estão me olhando como se eu fosse louca?

-- Bom... — Hiroko fez cara de quem explicava algo para uma criança pequena — Primeiro, descobrimos que você não é humana. Depois, você é mais tapada com relação aos poderezinhos do que nós. Aí você fala com uma voz muito estranha e desmaia. E enquanto estava desmaiada, fica dizendo coisas como se estivesse conversando com alguém.

Fiquei tão surpresa pelo último fato que esqueci de batê-lo pela segunda afirmação.

-- Então vocês ouviram... A mim. Mas não ouviram ela? — resmunguei para mim mesma. Uma voz dentro da minha cabeça respondeu.

Eles não podem me ouvir, porque quem está no controle é você. Só podem ouvir uma de nós por vez.

-- Certo, cale a boca — respondi, mas em voz alta.

-- Hein? Ninguém falou nada — disse Heiko.

-- Ãhn, esquece. Estava falando comigo mesma.

-- Não disse que era doida? — brincou Hiroko.

-- Agora tu morre! — gritei, pegando uma almofada. Meu rosto deve ter ficado realmente assustador, porque ele fez uma careta de medo e saiu correndo.

Huhuhu... Ele conseguiu ver meu rosto.

Como assim?, pensei. Percebi que podia falar com ela só pensando.

Você ficou ligeiramente descontrolada, então eu fiquei ligeiramente mais forte por um tempo. O dom do garoto... Fez com que pudesse me enxergar. Interessante.

Ok, agora fique quieta, por favor. Já viu que estão me chamando de louca sem eu ficar falando comigo mesma.

Ela riu e depois se calou.

Suspirei.

-- Quanto tempo para anoitecer? — perguntei.

-- Mais um pouco... São cinco e meia. Mais uma hora. — respondeu Hotaru, ainda lendo o mangá.

-- Que droga. Tem algum computador aqui?

-- Está sem internet. Acho que todas as antenas e etc. foram destruídas. — respondeu Heiko.

-- Que saco. Eu não trouxe nada.

-- Tem uns mangás da Umeko aí — disse Hotaru.

-- Eu não gosto de yaoi — respondi, ríspida.

Infelizmente, Umeko entrou no quarto bem nessa hora.

-- Como assim você não gosta?! — ela me sacudiu — Como assim?! Não acredito! É impossível! Você tem que gostar!

-- Sai de mim... Você não tem nenhum livro aí?

-- Nada. Ei, sabia que tem um velho doido lá na sala? Ele fica insistindo que tem um demônio aqui e todo mundo vai morrer.

Mas tem um demônio aqui, pensei. Eu.

Soltei uma risada falsa.

-- Uma hora para anoitecer. Acho que vou dormir.

-- Mas você estava desmaiada até agora! — protestou Heiko.

-- Eu acho que é melhor poupar forças para a guerra — disse, e me acomodei.

Por favor, me deixe ter um sono normal, certo?, pedi.

Huhuhu... Vai nessa. Vou fazer com que não sonhe.

Obrigada.

Adormeci imediatamente, num sono incrivelmente sem nada.

Notas finais
Ficou pequeno, mas fazer o quê, já to atrasada e tenho que postar isso logo.
Nada de ameaça hj pq eu sou legal ^^.
Deixem reviews.