Anyway, The Darkness Is Coming...
17 Friday - The maze of the night (PART 3)
O sol parecia andar lentamente de propósito. Faltava menos de meia hora para o anoitecer, mas ele se recusava a sumir no horizonte.
O local destruído em que nos alojamos não tinha nada de interessante. Dias antes, poderia ter sido um movimentado shopping com um monte de coisas para fazer, porém agora não passava de um monte de entulho. Estávamos ali porque duas geladeiras de refrigerante e alguns pacotes de bolacha e salgadinhos haviam sobrevivido.
Kibishii me deixara assumir o comando para descansar os últimos minutos. "Precisamos de força total", ela dissera.
Kuro, Shitte e Hakai também haviam deixado suas almas humanas no controle. O Labirinto da Noite era tão ruim assim?
Como se me respondesse, outra brisa medonha veio dos portões. Ok, assustador. Já pode parar.
Joguei um pacote de salgadinho para Heiko. Ela abriu e deu um grito agudo daqueles que estouram os tímpanos das pessoas.
-- Tem um olho de gente aqui dentro!
-- Eca — comentou Daiki — Joga fora.
-- Ei... Pera, gente. E aquela Meiko? Nós largamos a garota lá. Ela vai ficar bem? — questionou Shiori.
-- Ela sofreu um colapso nervoso Shi-chan. Isso quer dizer que ela ia morrer por falência dos órgãos. Se fosse num caso normal, ela poderia sobreviver se a levássemos para um hospital, mas assim... Não há o que fazer. — Hotaru disse tentando parecer fria, mas transparecia o sofrimento.
Nenhum de nós gostava do fato de termos largado Mieko para morrer. Entretanto, carregar alguém naquele estado conosco ia atrapalhar muito. Nós não queríamos que alguém morresse tentando salvar outra pessoa que já estivesse com a morte certa.
-- Bom... Mas será que não tem jeito mesmo? Talvez ela se recupere... E sobreviva até amanhã. Não acham? Mieko não era fraca. Não ia morrer assim, né? — sugeri.
Todos me encararam com uma expressão daquelas "Eu não acredito que essa asneira saiu da boca dela".
-- Hum... Yuuko, seu método de tentar fazer a gente ficar melhor não funciona, se esse era o seu objetivo — comentou Hiroko.
-- Tá certo. Todo mundo vai morrer mesmo, pra que ser otimista? — dei de ombros.
-- Ah, não. Eu não morro. Não antes de acabar com isso aqui. — Daiki indicou os escombros com um acendo de cabeça.
-- Quanto tempo? — suspirou Heiko.
-- Não tenho certeza. Mais uns dez minutos. — respondeu Hotaru, lendo um mangá. Ei. Onde ela tinha arrumado um mangá?
-- Não é errado pegarmos essas coisas assim, sem pagar nem nada? — resmungou Hiroko.
-- Tá todo mundo morto, cara. Ninguém vai sentir falta. E nem tem polícia pra te prender por causa disso — Daiki revirou os olhos.
-- Sabe, eu sempre quis ouvir isso — o garoto riu, e esvaziou uma lata de refri de um gole só. Soltou um mega arroto.
-- Que nojo — repreendi — Você não podia ser mais educado, não?
-- Eu sei que você gosta de mim do jeito que eu sou, Yuu-chan — ele piscou.
-- Poderia ser menos convencido, também — murmurei, mais para mim do que para ele.
Sentia a pulsação do sangue nas minhas têmporas como se ele tentasse me chamar a atenção. Era incrível, não era? A vida. Era tão complexa, tão difícil de ser feita. E tão fácil de ser arruinada.
O ambiente era hostil. Me senti como um animal encurralado, se preparando para fugir. Tsc. Aquilo não era do meu feitio.
Morrer, mas jamais desistir. Esse era um pensamento que eu e Kibishii compartilhávamos.
Um barulho medonho de metal estalando ecoou. Os portões do Labirinto começavam a se abrir.
Olhei para o restinho de sol que já terminava de sumir. Não consegui evitar de soltar um rosnado. Rosnar era avisar de que estava no comando para os animais. Eu alertava aqueles monstros para que não se aproximassem.
-- Vamos — disse, me levantando.
Pegamos nossas espadas.
Não vai assumir?
Não. Entre você. Estou... Com um mau pressentimento.
Sabe, isso me desanima muito. Principalmente vindo de um psicopata como você.
Kibishii apenas riu.
Ninguém disse uma única palavra enquando a grade sumia. Dei o primeiro passo para dentro do Labirinto da Noite.
Foi como se um mundo de desespero caísse sobre mim.
Senti a dor de todos que por ali já passaram. Minha mente ia explodir. Nem mesmo o que Kibishii fizera se comparava àquilo.
Era como entrar na casa da Morte.
Os outros entraram atrás de mim. Todos fizeram a mesma cara de agonia, desespero, sofrimento. Não era à toa que o Labirinto assustava até nossas almas não-humanas.
--Ouço vida. Há vida aqui, pulsante. Quem sois o desafortunado vivente a cruzar as portas do maldito Noctis Labyrinthus?
As próprias paredes do lugar falaram. A voz era imaterial, e ao mesmo tempo, presente em tudo. Kibishii me orientou a responder.
-- Desafiá-lo-emos, Labirinto. Cruzaremos tuas fronteiras através da própria Morte.
Se o labirinto fosse uma pessoa, teria rido. O ar se agitou, como um sopro que sai de uma risada.
--Aceito vosso desafio. — disse apenas.
As portas de pedra se fecharam atrás de nós.
Agora estávamos nós seis no final, ou começo, de um corredor sem saída. Só havia um caminho a seguir: em frente.
Andamos mais rápido do que o normal. O terror do lugar afetava nossos músculos, enrijecendo-os. Fazíamos mais força para andar, e nos deslocávamos com mais velocidade.
Minha mente se focava em qualquer coisa que não fosse aquela estátua visível no final do corredor. Me peguei devaneando sobre o final do livro que jamais terminaria de ler.
Porém, por mais que tentasse evitar, chegamos ao pátio da estátua.
Era algo enorme, de dez metros de altura. Um esqueleto coberto com um manto rasgado. Só que não parecia morto. Quanto mais perto chegávamos, mais energia podia-se sentir vindo daquilo.
Eu não deveria ter medo daquilo. Não era assustador. Mas por que, mesmo assim, meu coração disparava como se pressentisse a morte certa?
Esta é uma das estátuas sagradas de Horor.
Quem Horor?, perguntei de modo bem inteligente, como eu ficava quando estava assustada.
É o guardião do medo e do horror da morte. Temos sorte de que ele não está habitando esta estátua. Ele poderia...
Nos matar só com a presença?
Ela não respondeu. Não precisava.
Hiroko assobiou, tentando descontrair o ambiente.
-- Que grande, hein?
Bastou um olhar de esguelha para que ele entendesse que era para calar a boca.
Atrás da estátua, três caminhos diferentes se estendiam. Apenas um era o que funcionava, certo?
Não. Os três caminhos levam ao final. Cada um leva a desafios diferentes.
Pior ainda. Isso significava que teríamos de nos separar.
-- Por onde vamos? — perguntou Heiko num sussurro.
-- Precisamos nos separar. Em duplas. Cada uma vai por um caminho. Não importa o que ouçam, não importa o que vejam, não voltem. Um passo para trás pode significar sua morte. — eu respondi.
-- Então vamos eu e você, Yuuko — ela me olhou temerosa.
-- Ei, eu quero ir com ela — Hiroko protestou.
-- Não. O ideal é haver um não-humano em cada grupo. — cortei.
-- Então, eu vou com você, a tampinha vai com a Heiko e o Shiro vai com o Daiki. — ele insistiu.
-- É Shiori — resmungou o garoto.
-- Eu não vou me separar do meu irmão. — Hotaru parecia nervosa — Separados temos muito menos poder.
-- Ah, saco! Tá bom! — Hiroko virou as costas.
-- Vamos assim. Todos ao mesmo tempo. Eu e Heiko vamos pela do meio. Hotaru e Shiori pela direita, Daiki e Hiroko pela esquerda. Ok? — sussurrei. Sentia perigo chegando. Era como se um monstro estivesse com as garras se aproximando do meu pescoço.
-- Ok. — todos responderam em uníssono.
Nos organizamos e trocamos alguns últimos olhares.
Acenei com a cabeça.
Demos o primeiro passo para o corredor.
O pátio sumiu às nossas costas, e no lugar surgiu uma parede de pedra.
Não havia como voltar.
-- Vamos — disse firme.
Andamos por vários minutos sem que nada ocorresse. As pedras velhas e sujas no chão e nas paredes, e o céu noturno iluminado apenas com a luz da lua e das estrelas.
Heiko estacou, do nada. Respirou fundo.
-- Estou sentindo um cheiro estranho... — murmurou.
Cheirei o ar com atenção. Realmente, havia algo estranho.
De repente ela arregalou os olhos.
-- Yuuko, isto é...
-- Pólvora — completei. Peguei a mão dela e saímos correndo segundos antes de o corredor explodir.
Tropecei em algo e caí com tudo no chão. Heiko me puxou, mas soltei sua mão.
-- Corra — tossi, as cinzas entrando por minha traquéia. Ela deixou uma lágrima escorrer pelo rosto, e correu.
Tentei me levantar, mas tinha algo errado. Eu não sentia meu pé. Não conseguia enxergar naquele escuro. Apoiei a mão no chão de pedra, e senti um líquido pegajoso encostar nela.
Sangue.
Essa não.
-- Aaargh — comentei, mas não sentia dor. A tal da adrenalina.
O que eu faço agora?
Sua idiota. Não devia ter mandado sua amiga ir. Ela podia te ajudar.
Quer dizer que já era? Vamos morrer, é isso?
Se arraste. Dê um jeito. Chame por ela, mas não fique aí parada.
-- HEIKO! — gritei — HEIKO!
Ela gritou lá da frente:
-- Yuuko! Eu não posso voltar! Lembra?
Xinguei mentalmente. Era verdade.
-- Fique parada então! Já chego... Aí...
Me arrastei o mais rápido que podia, largando aquilo para trás. Eu não queria ver. Não queria ver.
Consegui enxergar a silhueta de Heiko. Cheguei aos seus pés, e a cutuquei na perna.
Ela olhou para baixo, com uma expressão de agonia.
-- Yuuko... Seu...
-- Meu pé. Já era. — resmunguei, enquanto ela me ajudava a levantar.
-- Sua... Outra você... Não pode fazer nada? — Heiko tentava deixar a voz normal, mas estava muito, muito perturbada.
Não se não estiver no controle., Kibishii respondeu na minha cabeça.
-- Só se eu der o controle a ela — respondi.
-- Então faça isso. — a garota mordeu o lábio inferior.
-- Não acho que seja uma boa ideia — ofeguei. A dor começava a aparecer, formigando.
-- Pare de drama! Seu pé foi decepado! Vai morrer por perda de sangue!
Ela tem razão, Kibishii comentou.
Eu não acho muito legal quando você concorda com humanos.
Isso é um bom sinal.
Caí de joelhos, quando a transição começou. Não era agradável, nem um pouco.
Um rosnado saiu da garganta de Kibishii. O corpo não era mais meu.
-- Você deu sorte — ela disse — O corte foi limpo. Se tivessem arrancado seu pé, eu teria muito mais trabalho.
Ela segurou o tornozelo e se concentrou. A escuridão ficou mais concentrada no local. Um pé de sombras surgiu.
-- Que coisa bizarra — Heiko murmurou.
-- Provisório. Se sairmos daqui vivas, uma pecinha de magia e tudo resolvido.
Ela se levantou e puxou a espada.
Eu não vou devolver o controle.
Já imaginava.
Andamos por mais dez minutos num silêncio atordoado. Alguns monstros das sombras começaram a surgir, mas bastava um rosnado de Kibishii e todos fugiam assustados.
Um grito repentino cortou o silêncio.
Era um grito de agonia, de tortura. Como se alguém estivesse sendo queimado vivo.
Me choquei ao perceber que aquela era a voz de Daiki.
-- Não — os olhos de Heiko se encheram de lágrimas. — Temos que encontrá-lo!
-- É um truque — Kibishii colocou a mão nas costas da garota, incitando-a a continuar andando — Estão tentando fazer com que nos desviemos do curso.
-- Pode ser de verdade!
-- Se for, não podemos fazer nada quanto a isso.
Ela soltou um gemido agoniado. Estava no limite de sua mente. Mais pressão, e teria um colapso. Assim como Mieko.
Chegamos num salão onde havia uma grande mesa. Sobre a mesa, haviam comidas deliciosas, humanas e não-humanas. Desde frutas normais até o que parecia ser um bombom de olho. Kibishii passou a língua pelos lábios.
-- Há anos que não vejo isso tudo — ela ronronou, me parecendo faminta.
-- Kibishii. É uma armadilha. Veja lá — Heiko apontou para uma das extremidades da mesa.
Lá havia um gigante de três metros de altura, visivelmente dormindo. Cinco olhos fechados formavam uma circunferência ao redor de sua cabeça careca. A pele arroxeada, como a de uma pessoa que morrera congelada, era enrugada. As mãos possuíam apenas três dedos com unhas curvas enormes. As vértebras da coluna pareciam rasgar a pele das costas, terminando em uma cauda de osso.
Ele estava sentado numa cadeira de vidro negro. Parecia reluzir estranhamente.
-- Isso não é nem um pouco bom — sussurrou Kibishii. — Ele não, ele não...
Ele quem?
-- Este é Páster. É um dos filhos de Tenebrae. Um dos filhos imortais dela.
-- Imortal? — Heiko repitiu, tendo o cuidado de falar baixo — Não podemos derrotá-lo?
Kibishii balançou a cabeça negativamente.
-- Não há passagem para prosseguir. Se voltarmos, morreremos. Este é o fim da linha.
-- Mas olhe, tem uma porta na parede atrás dele!
-- Sim. E o único jeito de abri-la, é com a chave de osso que está dentro de algum desses alimentos — Kibishii indicou a mesa com a mão.
-- Não podemos abrir, sem comer?
-- Se tocar em algo, será impossível resistir. E assim que qualquer coisa vinda desta mesa lhe tocar a garganta, Páster desperta. Não há como fugir dele. Ele enxerga tudo.
-- Mas está escuro!
-- Exato. Na luz, ele é cego. Esse é seu maior ponto fraco. Na escuridão, porém, ele vê trezentos e sessenta graus. Por isso Tenebrae colocou-o no Labirinto. Aqui o sol jamais nasce.
-- Não tem como vencer?
-- Há... Um modo.
-- Qual?
Kibishii hesitou antes de falar.
-- Páster gosta de conversar. Ele passa a maior parte do tempo sozinho, dormindo. Se conseguíssemos enrolá-lo, poderíamos fugir, mas...
-- Mas?
-- Eu nunca vou conseguir fazer isso.
-- Por que não?
-- Olhe... Já está sendo difícil para mim conversar com você. Meu nível intelectual não é lá essas coisas...
-- Eu converso com ele.
-- E eu procuro a chave.
-- Certo, vamos lá.
Heiko se posicionou num lugar onde cobrisse Kibishii da vista do olho central do gigante. Estava longe o suficiente para que ele não a agarrasse sem se levantar da cadeira, mas perto o bastante para que ele a notasse.
Kibishii respirou fundo e encarou a mesa. Levantou a mão, como se acenasse.
O que está fazendo?
Sentindo a morte.
Ah.
Ela avançou na direção de um enorme cesto de algo que pareciam frutas.
São frutas. Frutas do submundo.
Ah.
Sabe, esses "ah"s são irritantes.
Hum.
Ela revirou os olhos. Pegou algo que parecia uma pêra com três pontas.
Senti o desejo de cravar os dentes na fruta crescer dentro dela e dentro de mim. Com muito esforço, ela quebrou a "pêra" ao meio. Dentro dela havia uma chave branca como osso (duh).
Kibishii retirou a chave e perdeu o controle. Deu uma dentada na fruta.
Um rosnado enorme preencheu o lugar.
A filha da noite se encolheu como um animal encurralado. Ela era uma caçadora. Mas ali, naquele momento, se transformara na presa.
Páster se levantou lentamente, como se gozasse do fato de que não podíamos fugir. Seus olhos se abriram de uma só vez. Cada olho era de uma cor diferente, e todos brilhavam.
Ele abriu a enorme boca, grande o suficiente para engolir uma cabeça humana de uma vez só, e soltou um bocejo.
-- Jantar! — gritou, e começou a rir sadicamente.
-- Oi! — Heiko acenou para ele, chamando a sua atenção — Oi! Tudo bem? Você é o Páster, né? Nossa, como você é grande!
O monstro se virou para encará-la com o olho central. Seu rosto se repuxou num sorriso.
-- Uma humana! — disse com deleite — Há tempos não vejo um! Sou Páster, humana! O grande devorador! — ele bateu no peito com a mão de três dedos.
-- Realmente, você é incrível. Sempre ouvi falar de você, mas levei um susto quando te vi. É tão maior, mais poderoso do que falam!
-- Pois é! Sempre falam mal de mim por aí! Eu sou justo. Eu te dou jantar, depois eu janto. É justo!
-- É justo — concordou Heiko. Ela conseguira chamar toda a atenção do gigante, que a olhava com os cinco olhos.
Kibishii se escondeu nas sombras, andando devagar e sorrateira.
-- Humana! Tem nome? — Páster gritou.
-- Sim, grande Páster! Meu nome é... — e hesitou. Vi que ela sentia que não deveria falar seu verdadeiro nome para o monstro. — Meu nome é Eino!
-- Eino! Que nome estranho! — ele riu — Você é grande, Eino? Poderosa como eu? Não converso com os fracos!
-- Sou forte — ela respondeu — Mas não tanto quando você, Páster. Você é enorme.
-- Eu sou enorme! — ele sorriu, mostrando dentes pontiagudos e podres. — Sou o melhor de todos!
Enquanto isso, Kibishii já estava parada ao lado das grandes portas.
Ele vai ouvir quando a porta se abrir. Felizmente, seu raciocínio é lento.
Olha quem fala.
Meu raciocínio não é lento, tola. Apenas não sou sociável.
Hum.
Heiko parecia ter entendido o plano. Quando a porta abrisse, era correr direto.
Ele não pode se afastar mais de cinco metros da mesa.
E o que acontesse se ele tentar?
Ele não consegue.
Que simples.
-- Humana, Eino. Você é divertida. Não quer ficar aqui? — Páster abriu os braços, mostrando a sala — Você ajuda. Se a comida fugir, você pega.
-- Aaah, Páster. Que oferta legal! Mas e se eu não quiser?
-- Aí você ser comida! — ele mostrou os dentes num sorriso sádico novamente.
Kibishii colocou a chave na fechadura. Heiko percebeu que já era hora de ir.
-- Grande Páster! Os maiores de todos podem decifrar os mais difíceis enigmas, não é?
-- Claro que sim! Eu sou o maior! Eu sou esperto!
-- Então me diga: O que é que cai de pé e corre deitado?
Kibishii virou a chave.
O monstro franziu a testa para pensar.
Heiko disparou pela porta junto de nós.
-- Ei! — o gigante gritou, após um minuto de raciocínio — Onde você pensa que vai?
Mas não adiantava mais. As garotas já haviam corrido para muito longe.
Adentramos mais profundamente no labirinto. Eu não tinha ouvido direito, porém me pareceu que uma voz sussurrara:
-- O fim os aguarda, caros viventes.
Notas finais
...
SWEIVER MEXIED!
Até o próximo cap de Anyway!
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