Anything Could Happen: After the Happy Ending
7 Seven devils all around me
Notas iniciais
Depois de ter acordado desesperado e gritando por seu irmão, Ethan foi convencido por Danny a procurar Sal, para esclarecer a história com a bruxa. Ele então esperou anoitecer, e naquela mesma noite foi até o Grill, a procura da mulher.
Ao chegar no lugar, o lobisomem viu Sal sobre o palco, cantando a música “Landslide” da cantora Stevie Nicks. Ela pareceu perceber a chegada de Ethan, pois mantinha o olhar sobre ele. Um olhar atento e preocupado, beirando ao apreensivo.
Quando a música chegou ao fim, a bruxa desceu do palco pedindo desculpas ao público, dizendo que daria uma breve pausa em seu show. Com isso, ela seguiu ao encontro de Ethan.
– Está tudo bem? – ela perguntou o analisando.
– Não, não está – ele respondeu. – Meu irmão está morto.
A bruxa paralisou ao ouvir as palavras do lupino.
“Oh céus, ele descobriu!” – ela pensou.
– Venha comigo – pediu.
Ethan apenas a seguiu, entrando na área dos funcionários e passando pela cozinha do Grill, até chegar a uma porta.
– Que lugar é esse, bruxa?
– Apenas um dos acessos ao meu apartamento.
Eles passaram pela porta e subiram um lance de escadas que levava ao apartamento da mulher. Ao chegar no andar de cima, ela abriu a porta e entrou, sendo seguida por Ethan, que foi barrado por alguma espécie de eletricidade mágica, provavelmente criada pela bruxa, ele pensou.
– Oh, me desculpe – disse ela. – Acabei me esquecendo de retirar o feitiço para você poder entrar.
O lobisomem revirou os olhos para a bruxa, que ergueu uma mão até a parte de cima do umbral, fazendo com que o feitiço que havia ali se desfizesse. Ethan olhou para cima nessa hora e viu a madeira brilhar com o feitiço da mulher, dando-lhe assim, a deixa para adentrar o apartamento.
– Aiden veio até mim hoje mais cedo, após você e Lydia saírem – ele começou. – Fui dormir um pouco, para descansar da viagem, e ele veio em meu sonho, me contando que estava morto, e quem o havia matado.
– E quem fez isso? – perguntou a bruxa, curiosa. – Eu senti duas presenças no local, quando encontrei o corpo dele. Uma era vampírica, a outra, era coberta de magia, o que me faz pensar que tenha sido uma outra bruxa.
Ethan respirou fundo.
– O nome da vampira é Kendra – ele respondeu. – Ela e Aiden tiveram um caso no passado, durante o tempo em que moramos em Atlanta, mas eles acabaram se desentendendo quando um pack veio atrás dos dois. Ele então a prendeu em uma tumba da cidade, que foi enfeitiçada contra vampiros no século dezenove. Era para ela ter morrido naquele lugar.
– E como ela escapou?
– Pelo que Aiden disse, ela fez uma espécie de pacto com algum tipo de entidade, em troca de salvação. A condição era que a cretina matasse meu irmão.
Sal o olhou pensativa.
– Hm, uma entidade? Ele disse que tipo de entidade era?
– Não. Apenas isso que te contei.
– Entendo.
– Ele também me disse que o corpo estava com você.
A mulher concordou e seguiu por um corredor, seguida por Ethan, adentrando cada vez mais o apartamento. Ela o levou até um quarto fechado, com símbolos estampados em uma espécie de circulo pela porta.
– Mais feitiços de proteção? – ele perguntou.
– Para que eu pudesse manter o corpo de seu irmão seguro, até que eu conseguisse encontrar algum rastro concreto de quem fez isso com ele. E bom, até que você soubesse também, e decidisse o que fazer em seguida.
O jovem aproximou-se da porta, levando sua mão até a maçaneta, mas parando no ato. Ele ficou para ali, com a mão no ar, sem se mover.
– Por favor – ele pediu. – Me deixe entrar.
Sal passou por ele, levando sua mão até a porta e desfazendo também este feitiço, abrindo em seguida a porta, para que o jovem lobo pudesse entrar no quarto onde estava o corpo de seu irmão.
O quarto era sombrio, com suas três únicas janelas tampadas por cortinas escuras, iluminado apenas por velas, que estavam em todos os lugares. Havia símbolos também nas paredes e no chão, novamente em um circulo, em volta de uma maca coberta que estava no centro do cômodo. Ele não pensou duas vezes antes de ir até a maca e levantar o lençol branco que a cobria, revelando assim o corpo de Aiden imóvel e pálido, morto.
A reação de Ethan naquele momento não foi outra a não ser começar a chorar. Ele se ajoelhou e apoiou a cabeça sobre a maca, segurando a mão de seu irmão junto a sua.
– Oh meu irmão, por que você me deixou? – ele perguntou sem obter resposta.
Ele continuou chorando por mais alguns minutos, enquanto Sal nada fazia. A mulher não queria atrapalhar o momento do rapaz.
– Eu te juro Aiden – disse ele. – Eu irei te vingar. Irei fazer aquela vadia sofrer e pagar por ter tirado você de mim, meu irmão.
Sal então se aproximou dele, colocando uma mão sobre seu ombro de forma condolente.
– Você irá se vingar, Ethan. Na hora certa você irá se vingar. Agora venha, quero tentar uma coisa com você.
– Tentar o que? – ele perguntou.
– Algo que me fará saber mais sobre o momento da morte de seu irmão, algo sobre quem o matou, e sobre essa tal entidade. Sinto que a morte de Aiden foi apenas o começo.
Ethan então se levantou, soltando a mão de seu irmão e limpando as lágrimas dos olhos, voltando em seguida, a olhar para a bruxa.
– O que quer dizer com isso?
– Depois te explico – ela respondeu. – Agora, preciso que você segure a mão de seu irmão e se concentre nele. Como a essência dele ainda não se esvaiu, e é parecida com a sua, irei aproveitar disso para me conectar a ele, assim poderei identificar a magia que estava presente no local em que ele foi morto.
O lobisomem acenou em concordância, apertando a mão de seu irmão em seguida e se concentrando nele. Sal esperou por alguns minutos e pegou a outra mão dele, enquanto recitava o feitiço de conexão.
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A aura da bruxa foi levada até o local da morte de Aiden, onde o mesmo estava.
– Obrigado por vir – ele disse.
– Você sabe que não vim por você. Já fiz minha parte para com seu irmão, agora preciso saber que entidade é essa que fez com que a tal vampira te matasse, e porque uma bruxa estaria envolvida nisso.
Aiden assentiu.
– O nome da bruxa era Tori, pelo que ouvi Kendra dizer. Queria ter te contado isso, quando consegui falar contigo, mas havia algo me impedindo, sabe? Uma espécie de sombra, sei lá, que não deixava que eu entrasse em contato diretamente com você.
– Uma sombra? – perguntou Sal. – Isso é realmente pior do que eu imaginava!
– O que você quer dizer com isso, bruxa?
– Que todos nós estamos correndo perigo, até você, estando aqui no plano etéreo. Essa sombra, ou entidade como Kendra te disse, é um ser extremamente poderoso. Se ele estava te impedindo de entrar em contato comigo, é porque algo está acontecendo, e ele não queria que eu ficasse sabendo.
– E o que faremos?
– Você, nada. Já está morto e de nada serviria – disse ela direta. – A única coisa que você pode realmente fazer, é se libertar. Agora que seu irmão sabe da sua morte, você não tem mais motivos para ficar preso a sua antiga vida. Liberte sua alma, para que você não seja levado pela sombra, Aiden. Quanto ao resto, deixe comigo. Irei começar a agir agora. Não deixarei que ele cumpra seu propósito.
O lobo assentiu e pegou na mão da bruxa.
– Diga a meu irmão que eu o amo, Sal – ele disse. – E por favor, proteja ele e os outros.
– Pode deixar.
E com isso eles se soltaram, permitindo que ambos saíssem daquele estado.
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O feitiço de conexão foi desfeito, fazendo com que Sal soltasse a mão de Ethan com um susto. Ele olhou para ela sem saber o que havia acontecido, para que a bruxa ficasse daquele jeito.
– Precisamos reunir o pack, urgente – disse a mulher, como se tivesse lido os pensamentos de Ethan.
– Agora? – ele perguntou.
– Não, agora não. Preciso conversa com Derek e Deaton antes.
– Quando então?
– Amanhã, falarei com Derek e direi para todos irem almoçar na mansão.
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Aquela manhã começou chuvosa, fazendo com que Allison olhasse para a janela de seu quarto e desejasse voltar a dormir. A caçadora ainda se sentia mal depois de ter ido a casa de Scott e encontrado com Kira usando apenas uma camiseta dele. Era demais pensar que outra mulher poderia ter tomado o lugar que a Argent tinha no coração do lobisomem.
Ela olhou para o teto de seu quarto, pensando no que faria agora. Deveria ela continuar lutando por Scott? Ou devia apenas deixar de lado e se desculpar com Isaac?
“Não, eu não posso fazer isso com Isaac” – pensou ela. – “Ele é uma boa pessoa, não seria justo com ele, ainda mais agora”.
A vida de Isaac estava mais corrida depois que o jovem voltara para Beacon Hills. Ele havia decidido se dedicar a causas sociais, de crianças que sofriam abuso de seus pais, assim como ele sofreu no passado, e estava exercendo um ótimo trabalho até então. Allison o admirava, porque mesmo tendo sofrido tudo o que sofreu na adolescência, com o pai, depois com a transformação e tal, Isaac nunca deixara de ser forte. Allison não poderia brincar com os sentimentos dele, não mesmo.
Ela suspirou e colocou as mãos sobre os olhos, tentando esquecer tudo o que havia acontecido, e foi quando ela ouviu a porta da casa se abrir. Na mesma hora a caçadora ficou em pé, pegando duas facas e calçando suas botas que estavam ao chão, não se importando em colocar uma roupa melhor, ao invés da camisola de seda preta. Qualquer demora poderia trazer péssimas consequências para ela.
“Não tem como ser meu pai” – ela pensou. – “Ele teria me avisado se estivesse voltando de Paris”.
Allison então saiu de seu quarto e foi andando devagar, atenta a qualquer movimento vindo da escada. Ela não sabia quem poderia estar na casa, e mesmo que fosse muita burrice invadir a casa de um Argent, era sempre bom manter-se atenta e preparada para uma ofensiva.
Ela desceu as escadas, pronta para atirar a faca contra quem surgisse ali, e seguiu do mesmo modo furtivo pelos corredores da casa. Um barulho vindo da cozinha fez com que Allison se assustasse e caminhasse até lá, chegando a porta e vendo a silhueta de um homem de costas para ela. A morena partiu para cima do homem, com a faca em riste e foi detida por ele poucos centímetros antes de atingi-lo. O olhar do homem sobre ela era frio, sem nenhuma emoção.
– Quem é você? – ela perguntou. – O que faz na minha casa?
O homem não respondeu, apenas continuou olhando para ela.
– Allison, por que você tentou atacar meu primo? – perguntou Chris entrando na cozinha pela porta dos fundos.
– Hã, o que? Como assim?
– Sim, este é Oliver, meu primo – respondeu o pai da caçadora. – Sua avó o mandou vir comigo de Paris, para ver como andam as coisas na cidade, e também para avaliar sobre nossa nova proposta de lema.
Chris então olhou para sua filha, analisando-a por um instante e aproximando-se de sua filha.
– Vá vestir uma roupa, você está usando apenas camisola – cochichou ele no ouvido de Allison.
A jovem ficou ruborizada e pediu licença para o pai e o parente, indo até seu quarto e trocando de roupa.
Quando a jovem voltou ao andar de baixo, viu que o pai mostrava a casa para seu primo, que pelo que ela soube depois, viera de Paris a mando de sua avó Moira — que mesmo divorciada de Gerard, ainda liderava as Organizações Argent em sua matriz na França. Oliver havia sido mandado pela mulher para averiguar se os tais métodos inovadores de seu filho eram mesmo eficazes. Oliver era filho de Alexander, tio de Chris que cometera suicídio em 1977, após ser mordido por Deucalion.
– Quanto tempo pretende ficar, Oliver? – perguntou Allison para o parente.
– Pouco tempo – ele respondeu. – Ficarei apenas para cumprir com meu objetivo em Beacon Hills. Depois disso, voltarei a Paris.
– Ah sim, entendo.
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Na enfermaria secreta da mansão Hale, Deucalion descansava, já que a maioria de seus ferimentos haviam sido curados por Deaton no dia anterior. Ele dormia quando Cora entrou no local com uma bandeja de curativos. Ela o detestava por tudo o que fizera a ela, Boyd e Erica no passado, mas ainda assim, alguém precisava trocar os curativos do homem.
– Você não mudou muito ao decorrer dos anos – disse ele despertando de seu sono.
Cora o ignorou e continuou em sua atividade, aplicando mais da poção receitada por Deaton, já que a capacidade de cura do lobisomem ficara abalada devido a quantidade de ferimentos com os quais ele aparecerá a porta dos Hale.
– Sabe Cora, eu nunca tive a oportunidade de me desculpar com você por tudo o que eu fiz no passado – ele disse. – Eu estava obcecado com essa ideia de poder, entende? Espero que você me perdoe.
A garota então largou tudo sobre a bandeja, em cima da mesinha, e olhou nos olhos do mais velho. Havia um pouco de raiva, de nojo e também de desprezo em seu olhar.
– Se tem uma coisa que eu nunca irei fazer, é te perdoar. Por sua culpa, meu irmão perdeu o posto de alfa. Por sua culpa, Boyd e Erica estão mortos. Por sua culpa, tivemos que enfrentar Jennifer e ver aquelas pessoas morrerem em sacrifícios que a vadia fez, tudo para se vingar de você e Kali. Eu realmente nunca irei te perdoar, independente do quão importante você tenha sido para minha família no passado, você me entendeu?
Deucalion apenas acenou em concordância, e com isso Cora saiu da enfermaria, deixando-o sozinho.
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Derek e Stiles encontravam-se na cozinha, no térreo. Eles tomavam seu café-da-manhã, quando Cora passou pela porta que dava acesso ao elevador.
– Está tudo bem com ele? – perguntou Derek.
A fêmea bufou.
– Me admira você me perguntar isso, Derek.
– Desculpe Cora – quem disse foi Stiles. – Nós sabemos o quão mal ele te fez, mas infelizmente precisamos dele vivo.
– E por quê? Por que não apenas mata-lo de uma vez? Eu nunca entendi o motivo pelo qual Derek e Scott deixaram aquele cretino ir embora.
Derek respirou fundo e caminhou até sua irmã.
– Nós demos uma chance a ele, porque assim como nossa mãe, eu e Scott sabemos que independente de tudo, Deucalion é um homem de visão.
– O que chega a ser irônico, já que ele perdeu os olhos, não? – disse Stiles rindo e fazendo o namorado revirar os olhos.
– E nós precisamos dele, porque houve um motivo pelo qual ele foi atacado. Um motivo ligado a mim, pelo qual Sal ligou e pediu para que nos reuníssemos na hora do almoço – disse ele. – Por isso todos viram almoçar em casa hoje.
– Ótimo – disse Cora frustrada. – Era tudo o que eu precisava, mais trabalho para mim.
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Quando deu a hora do almoço, todos já estavam na mansão. Sal estava ao lado de Ethan e Danny, que eram os mais apreensivos, além de Derek e Stiles. Eles sentaram-se a mesa e almoçaram juntos, ficando Derek na cabeceira com Stiles ao seu lado e Cora do outro, e na outra ponta, Scott com Allison e Isaac ambos ao seu lado. A refeição foi silenciosa, pois Stiles insistiu para que eles pelo menos pudessem almoçar com calma.
Ao terminarem de comer, Derek pediu para que todos o acompanhassem até a biblioteca, onde havia espaço suficiente para poderem conversar e onde ele poderia lhes contar sobre a lenda de Sebastian e Luna Hale. Chegando a biblioteca, cada um puxou uma cadeira e sentou-se, formando um circulo em volta da janela, onde Stiles e Derek estavam sentados sobre o estofado.
– Então Derek, do que se trata essa reunião? – perguntou Scott.
Derek olhou em voltar e viu que todos, com exceção de Sal e Stiles, tinham o mesmo olhar curioso de Scott nos olhos. Ele voltou seu olhar para Ethan e decidiu começar por ele e a morte de Aiden, em comparação a tudo o que provavelmente estava por vir, era uma das coisas menores pelas quais eles passariam.
– Primeiramente para tratarmos do enterro de Aiden, agora que Ethan sabe da morte dele – ele começou a dizer, fazendo com que todos ficassem surpresos ao saberem que Ethan descobriu sobre a morte de seu irmão. – Sal me contou pelo telefone, enquanto conversávamos que Aiden veio até você em sonho, certo?
Ethan assentiu.
– Pois bem, iremos fazer um enterro para ele – continuou Derek. – Independente de tudo, ele era um de nós, e seu corpo merece ficar em paz.
Todos concordaram.
– Hm, por que tenho a sensação de que esse é apenas o menor de nossos problemas no momento? – perguntou Cora virando-se para Ethan em seguida. – Sem ofensas.
Stiles, que estava apenas observando tudo até aquele momento, virou-se para Derek e apertou a mão de seu companheiro.
– Conte a eles.
Derek então contou a todos sobre a lenda do Ômega Hale, explicando que por esse motivo deixou a cidade e se exilou no Alaska. Contou-lhes sobre o demônio que estaria atrás dele, e que por esse motivo ele não foi atrás de Stiles, para que o humano ficasse em segurança. Contou-lhes sobre os diários de sua mãe e da profecia feita por Sal, que acabou sendo explicada pela bruxa, que interligou a morte de Aiden a tudo isso.
– E se eu estiver certa, o que acredito que estou. Kendra é uma das discípulas de Umbra, o demônio que persegue a família de Derek a séculos. A tática dele é reunir sete discípulos que são conhecidos como os Sete Demônios da Sombra. Eles são escolhidos pessoalmente por Umbra, por suas características pessoais que ele se identifique. E por isso eu digo meus amigos, que a morte de Aiden foi apenas um aviso do que está por vir.
Todos olharam para a bruxa sem saber o que dizerem, até que Cora se voltou para seu irmão.
– Como você pôde esconder isso de nós, Derek?
– Eu não queria fazer disso um fardo para vocês – ele respondeu. – Pensei que se eu fosse embora, nada de ruim aconteceria.
– Porra Derek! Você é muito burro – ela continuou. – Sério mesmo que você achou que ia ficar melhor, estando sozinho?
– O que foi feito não pode ser desfeito, Cora – disse a bruxa.
– É, mas e o que faremos agora? – perguntou Lydia.
– Iremos treinar – respondeu Stiles direto. – Todos nós. Para quando eles vierem, nós possamos estar prontos, assim poderemos chutar eles daqui e manter a cidade segura, como nós sempre fizemos.
– Alguma objeção? – perguntou Sal olhando para todos.
Silêncio.
– Ótimo, entenderei isso como uma concordância de todos. Agora, hm, precisamos nos preparar para o enterro de Aiden. Precisa ser feito ainda hoje, antes que não consigamos o fazer mais.
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Como combinado, o enterro seria naquela noite, na reserva próximo a mansão. Derek, sentindo-se culpado pela morte de Aiden, mandou fazer uma lápide para o gêmeo de Ethan, que ficaria sobre o túmulo do mesmo.
– Está tudo bem? – perguntou Stiles.
Ele se aproximou de Derek, abraçando-o por trás, enquanto o mesmo olhava vagamente para a lápide. O lobo soltou a lápide sobre a mesa respirando fundo, e puxou Stiles para o seu colo, abraçando-o apertado e beijando sua testa.
– Não, não está – ele disse. – Mas é bom ter você do meu lado novamente, mesmo fazendo você ficar em perigo, pra variar.
Stiles riu.
– Você é muito dramático, sabia? Vai ficar tudo bem, e eu vou ficar sempre ao seu lado.
Derek então o beijou nos lábios, um beijo calmo.
– Desculpe interromper o romance de vocês, mas está na hora de irmos – disse Isaac entrando na biblioteca e fazendo com que o casal parasse de se beijar.
O Stilinski se levantou do colo de Derek e o puxou pelo braço, enquanto o lobo pegava a lápide pesada sobre a mesa, usando sua força de lobisomem. Eles seguiram até a entrada da mansão, onde todos estavam e um caixão fechado se encontrava ao chão do lado da porta.
– Vamos então? – perguntou Sal.
Todos concordaram e os rapazes aproximaram-se do caixão, pegando uma das partes cada um. Eles saíram da casa e seguiram para a floresta, onde haviam escolhido um lugar para enterrar o corpo de Aiden.
O caminho foi silencioso e iluminado pelas velas que os que não carregavam o caixão possuíam em mãos. Eles andaram cerca de um quilômetro e meio até chegarem ao local designado, onde Deaton esperava por eles, também com uma vela em mãos. A vela de Deaton era diferente das demais, pois a chama que emanava dela era de um azul sobrenatural, que atraiu de cara a curiosidade de Stiles.
Eles então deram início a cerimônia que fariam, onde cavaram uma cova e em seguida desceram o caixão de Aiden até o fundo. Após o caixão ser colocado em sua cova, Lydia veio a frente e jogou sobre o caixão um colar que Aiden deu para ela anos atrás, em seguida veio Ethan e jogou a jaqueta de seu irmão, após isso todos jogaram flores sobre o caixão, sendo Sal a última a jogar, pois além da flor a bruxa também jogou uma espécie de amuleto, para proteção do lugar onde o corpo permaneceria. Depois da cerimônia eles começaram a jogar terra sobre o caixão, primeiro com as mãos, cada um jogando um pequeno punhado, em seguida, Isaac e Scott com pás, enterrando assim o caixão de uma vez. Em seguida, Derek veio com a lápide em mãos e a fincou na terra. Nela tinha o nome de Aiden e a inscrição “Irmão amado, bom amigo. Descanse em paz”.
Ethan ao ver a lápide feita por Derek, deu um passo a frente e estendeu uma mão ao Hale, que retribuiu o cumprimento dele.
– Obrigado – disse Ethan.
Derek apenas assentiu.
Após o enterro eles seguiram andando para a mansão Hale, onde beberiam em homenagem a Aiden e começariam a planejar o que fazer. Ao chegar na mansão, todos pararam na entrada na casa apreensivos. Derek colocou uma mão sobre o corpo de Stiles, impedindo ele de continuar.
– O que houve? – ele perguntou.
– Alguém esteve aqui – Derek respondeu.
Os lobos então se transformaram e entraram correndo na casa, sendo seguidos por Sal e os outros, que ficaram juntos.
Alguns minutos depois eles se encontraram na sala de estar, onde Cora surgiu com um papel em mãos.
– Deucalion – ela disse. – Simplesmente sumiu.
– O que há no papel? – perguntou Derek.
Cora entregou o papel para ele, e no mesmo havia a seguinte frase:
“Sete demônios ao seu redor.”
Derek olhou para Stiles e o mais novo viu o medo em seu olhar, um medo que ele nunca tinha visto no lobo.
– São eles – disse Derek. – Eles estiveram aqui, e levaram Deucalion.
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Estava escuro na Beacon Hills High School, afinal era noite, a escola estava fechada. Kira andava pelos corredores escuros em direção a antiga sala do treinador Flinstock. Ela abriu a porta e viu o grupo que a esperava lá dentro.
– Você está atrasada, raposa – disse Kendra.
– E vejo que não sou a única.
Na sala encontravam-se Kendra, Tori e mais um rapaz. Ele era branco e tinha olhos azuis e cabelos negros, e estava sentado sobre a mesa.
– Desça já dai Liam – disse Kira.
O rapaz bufou, descendo da mesa.
– Onde estão os outros? – perguntou ele.
– Estão a caminho.
A porta então se abriu, dando passagem para mais três pessoas. Deucalion, acompanhado por Morrell e Oliver, o primo do pai de Allison.
– Finalmente – disse Oliver. – Já estava na hora de nos encontrarmos.
De repente a luz dentro da sala se apagou e tudo ficou escuro, até que um homem surgiu atrás da mesa onde Liam estava sentado minutos atrás.
– Mestre – disseram todos em uníssono.
– Acalmem-se meus discípulos – disse Umbra, com sua voz sombria. – Nosso jogo está apenas começando. Agora que eles sabem sobre os sete demônios, o medo irá dominá-los, e vai ser justamente quando começaremos a agir.
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