Notas iniciais
Hm, então... sei que prometi que só voltaria em janeiro, mas acabei começando a escrever esse capítulo pra agilizar o trabalho, quando dei por mim, ele estava terminado, kkkk. Mas a questão, é que eu não achava que devia acabar assim, entendem? Daí mostrei a um amigo e perguntei o que ele achava. Ele disse que adorou o capítulo e que eu devia postar assim mesmo. Eu espero que vocês também gostem, e já vou logo dizendo que está, como sempre, com aquela pitada GENEROSA de drama, HAHA. Enfim, boa leitura. E ah, não direi quando estarei postando o próximo capítulo, porque já vimos que nunca cumpro meus prazos, ou posto muito antes ou muito depois, tsctsc. E ainda tem o fato de que nem sei qual será o nome ainda, e nem comecei a escrever, mas ok, kkk. Agora sim, sem mais lenga lengas... espero que gostem.

A primeira reação de Stiles ao dar de cara com Derek foi ficar perplexo. O rapaz não sabia o que fazer, nem como agir, estando ali — depois de tanto tempo — na frente de seu ex-namorado. E pelo que se pôde perceber, Derek também estava assim.

Quando Cora o puxou pra dentro de casa, todos que estavam na sala de estar dos Hale vieram cumprimentar Stiles, já que muitos deles não se viam a muito tempo. Sal foi a primeira a aparecer, com um sorriso maternal estampado no rosto e puxando Stiles para um abraço calorosamente bom. Ela estava acompanhada de perto por Peter e Deaton, que também cumprimentaram o rapaz, sendo que o Hale mais velho, inconveniente como sempre, se deu ao trabalho de chama-lo de sobrinho novamente, fazendo com que Stiles ficasse sem graça e evitasse olhar para Derek. Em seguida, Deaton o abraçou perguntando como ele estava, sendo respondido apenas um “estou bem, obrigado” automático.

– Mas e Morrell, onde ela está? – perguntou Stiles, dando por falta de sua antiga orientadora escolar e também Emissária de Deucalion.

– Ela está viajando – respondeu o veterinário. – Pouco depois de sua mudança, ela saiu em busca de Deucalion, para que ele não se perca novamente em busca de ambição. Então ela vive viajando com ele, em busca de uma evolução como lobo.

– Ah sim, entendo – Stiles disse mais para não deixar o outro sem uma resposta mesmo.

– Onde estão Melissa e John, Stiles? – perguntou Cora. – Eles já deviam ter chegado.

– Hm, eles devem estar chegando – respondeu ele. – A Mel já estava terminando de preparar os pratos, quando eu saí pra buscar Scott.

A campainha tocou, atraindo a atenção de todos.

– São os outros – respondeu Scott que havia identificado o cheiro dos membros de seu pack.

Peter então foi até a porta e a abriu para que eles entrassem. Lydia, que estava a frente, o olhou com aquela mesma apreensão, já que o homem a deixou abalada mentalmente, quando a fez ressuscitá-lo.

– Hm, oi – ela disse. – Stiles já chegou?

– Sim – Peter respondeu e saiu do hall, deixando para que o último que passasse fechasse a porta.

Eles foram então para a sala de estar, para encontrar os amigos, enquanto Allison e Danny seguiram para a cozinha, a fim de organizar os pratos com Cora e leva-los para a sala de jantar.

Lydia, quando viu Stiles, fez questão de abraça-lo forte. Stiles não sabia se agradecia, ou se estranhava esse tanto de carinho vindo da ruiva.

– Oh céus, quem diria que eu iria me apegar tanto a você, né? – ela disse para Stiles, que riu. Mas ele parou de rir no mesmo instante em que percebeu o olhar de Derek para eles, por causa da atitude da ruiva. Ele então respirou fundo e ignorou, afinal, se eles estavam assim, a culpa era de Derek e não dele.

Minutos depois, chegaram o xerife e Melissa, trazendo os últimos pratos e levando até a cozinha também, para serem organizados e levados a sala de jantar. Chris não iria aparecer, pois estava em Paris, levando o novo código criado por ele e Allison, até sua mãe, que chefiava a organização Argent original. Ele havia deixado os negócios da cidade todos sob a responsabilidade de Allison, e havia telefonado para a filha algumas horas antes, desejando feliz natal a ela e também a todos os outros.

Conforme terminaram de organizar a mesa de jantar, Danny acendeu a lareira e Cora seguiu com Melissa para chamar os outros. Eles então seguiram para a sala e se depararam com a mesa extremamente farta e bem organizada, que havia sido preparada para aquele natal.

A Hale fez questão de indicar o lugar de seu irmão, a cabeceira da mesa. E o de Stiles, ao lado dele. Isso fez com que os dois ficassem extremamente desconfortáveis, já que ainda nem haviam se falado. Derek relutou de início, mas Cora fez questão de fincar as garras no braço dele e o levar “delicadamente” até seu lugar. Stiles não sabia o que dizer sobre aquilo. Não sabia se xingava a garota, ou ficava chateado com a atitude de Derek, mas ele já era um adulto e iria se portar como tal nessa situação. Depois ele iria se resolver com Derek, mas não iria estragar seu natal com isso.

Os outros também se sentaram, e foi no exato momento em que o relógio anunciou que já era meia noite. Era oficialmente natal. Todos então se levantaram novamente e riram da situação, enquanto seguiam para abraçar uns aos outros desejando feliz natal.

Derek ficou olhando, enquanto Cora abraçava todos ao seu lado, deixando ele de lado, assim como Stiles, que só recebera um abraço de Lydia, que estava ao seu lado e de mais ninguém. Eles então perceberam a situação e se olharam. Stiles então respirou fundo e tomou iniciativa.

– Feliz natal – disse ele sem saber o que fazer a seguir. Ele ficou parado durante um tempo, olhando para o lobo, e então estendeu sua mão para ele.

Derek o olhou nos olhos, sem esboçar emoção alguma, até que acenou com a cabeça e pegou na mão de Stiles.

– Feliz natal para você também, Stiles – disse ele, e sem perceber acabou esboçando um pequeno sorriso para o mais novo, o que fez com que ele também sorrisse.

Stiles acenou com a cabeça e foi até onde estava seu pai, para abraça-lo, sendo seguido o tempo todo pelo olhar de Derek. Depois passou a abraçar e desejar feliz natal a todos os outros, deixando Scott por último.

Quando chegou a seu amigo, o rapaz o abraçou mais forte ainda, e percebeu que estava quase chorando.

– Por que isso tá acontecendo, Scott? – ele perguntou cochichando no ouvido do amigo.

– Fica calmo – disse o alfa. – Aproveite o seu natal e deixe para resolver isso depois.

Eles então se soltaram do abraço e Stiles respirou fundo, virando-se para onde Derek o olhava e voltando assim ao seu lugar.

– Vamos todos então dar as mãos e fazer uma oração – disse Melissa.

Stiles olhou então para Derek, que assentiu com a cabeça e pegou em sua mão. Os outros também logo deram as mãos e fecharam os olhos.

– Vamos agradecer por essa mesa farta, por estarmos novamente unidos como família nesse clima maravilhoso de festividades e harmonia, por mais esse ano de paz que tivemos e também pedirmos que ela seja duradoura. Que nessa noite de natal, todos nós possamos esquecer as tristezas da vida e seguirmos em frente, sem arrependimentos. Obrigado a Deus por estarmos vivos, por essa comida, por mais esse dia, e que assim seja. Amém. – ela continuou.

– Amém – todos disseram em uníssono, voltando assim a abrir os olhos.

Quando Stiles abriu os olhos, percebeu que Derek ainda segurava sua mão e olhava para ele, fazendo assim com que ele ruborizasse.

– Bom, então vamos comer – disse Cora sorrindo.

Todos então começaram a se servir e a comer dos alimentos dispostos sobre a mesa. Havia de tudo um pouco. Peru, macarrão com queijo, salpicão, arroz a grega, frutas, carneiro, entre outros. As opções de bebida também eram um tanto diversificadas. Havia vinho, suco e refrigerante, de vários tipos. Stiles percebeu que quando se tratava de festas, Cora era como Lydia, não se importava em esbanjar. Pensando nisso, o garoto riu para si e balançou a cabeça, afastando tal pensamento. Ele então se voltou para a comida, deixando tudo — incluindo Derek — de lado. Pelo menos por enquanto.

Depois do jantar, Cora, Allison e Lydia trouxeram as sobremesas. Havia uma mousse de maracujá feita por Danny, um bolo de sorvete que a Argent trouxe, uma torta que Melissa fez com Stiles mais cedo, e um pudim feito por Sal. Tudo parecia extremamente apetitoso, e mesmo tendo se empanturrado com o jantar, todos fizeram questão de experimentar um pouco de cada sobremesa.

O clima era de descontração, claro. Afinal, era oficialmente natal. Stiles não conseguia parar de sorrir, mesmo estando ao lado de Derek daquela forma. Ele se sentia tão bem por estar junto daqueles que ele tanto gostava, depois de anos de distância. Eles terminaram de comer e seguiram novamente para a sala de estar, onde Danny pegou seu violão e começou a tocar, enquanto Sal cantava Yesterday dos Beatles.

Stiles estava encostado ao portal, quando Derek finalmente tomou coragem e decidiu ir até ele.

– Podemos conversar? – ele perguntou.

O rapaz o olhou nos olhos, sem saber o que responder por um tempo, e apenas acenou em concordância no fim das contas.

Ele então seguiu Derek até uma espécie de biblioteca. O lugar era imenso e possuía uma vastidão de livros que fez com que Stiles ficasse um pouco surpreso. Ele nunca tinha visto tantos livros em um só lugar, tirando apenas a biblioteca da universidade, em NYC e a biblioteca pública da quinta avenida com a 42ª. Ele deixou escapar um sorriso de admiração, enquanto olhava para cima, em direção as várias prateleiras de livros que seguiam até o teto.

Derek percebeu o sorriso do mais novo enquanto olhava para os livros, e sentiu uma pontada de saudade. Ele se permitiu sorrir fraco enquanto observava Stiles admirar a biblioteca que ele havia construído e deixado para Cora. Ele então respirou fundo e piscou, tentando fazer com que esse pensamento de saudade não interferisse em suas atitudes.

– Como você está? – ele perguntou olhando para Stiles.

O rapaz então parou de olhar para a biblioteca e voltou seu olhar até Derek, que o olhava nos olhos, como sempre.

– Estou bem – ele respondeu automático. – Sobre o que você quer conversar?

– Sobre você, sobre como foi a sua vida em Nova York – começou Derek. – Sobre nós.

Stiles sorriu. Mas não era aquele sorriso que Derek amava. Para falar a verdade, era o sorriso que ele menos gostava em Stiles.

– Não temos nada para falar sobre mim, Derek – disse o Stilinski. – Sobre minha vida em Nova York? Hm, um tanto solitária, admito. Mas foi boa. E quanto a nós... Eu gostaria de não ter que falar sobre isso. Pelo menos por hoje, que é natal. Vamos deixar isso pra depois do ano novo, ok?

– Mas, Stiles... – Derek começou a dizer novamente.

– Mas nada, Derek – Stiles o cortou antes que continuasse. – Eu não quero falar sobre isso, por favor. Vamos apenas voltar pra lá e aproveitar o natal como duas pessoas normais, tudo bem?

Silêncio.

– Bom, vou encarar isso como um sim – disse o mais novo. – Te vejo na sala de estar.

Ele já ia seguindo para fora da biblioteca, quando o mais velho segurou sua mão.

– Por favor, espere – ele disse. – Tem algo que eu gostaria de te entregar.

Stiles então olhou para ele, enquanto o mesmo tirava um envelope do bolso interno de seu blazer e entregava ao outro. O rapaz então olhava de Derek para o envelope e ficava imaginando o que poderia haver ali dentro.

– O que é isso? – ele perguntou.

– É uma carta – ele respondeu. – Eu escrevi antes de vir, e ia pedir para que Cora lhe enviasse. Mas como você está aqui, posso entregar a você pessoalmente – ele sorriu, olhando para o chão. – Assim que puder leia. Não precisa ser hoje, mas não deixe de ler, por favor.

O Stilinski então respirou fundo e pegou a carta que o lobo lhe ofereceu. Ele gostaria de dizer tantas coisas, de perguntar outras tantas mais, de saber o porquê que Derek nunca foi atrás dele e/ou nunca tentou falar com ele durante os anos em que eles estiveram separados. E de repente eles estavam ali, um em frente ao outro. Era doloroso demais para Stiles.

– Tudo bem – foi só o que ele conseguiu dizer. – Agora vamos voltar, eles devem estar dando por nossa falta.

O Hale concordou e eles voltaram então para a sala, onde trocaram presentes e riram bastante enquanto faziam aquele velho jogo de adivinhar o que cada um ganhou.

A noite então foi passando, e quando deram por si, já era mais de três da manhã. Era hora de ir para casa. Eles então se despediram e todos, com exceção dos Hale, seguiram para suas casas.

– E então, como foi? – perguntou Cora, sentando-se ao lado de Derek no braço do sofá em que ele estava sentado, olhando atentamente para a lareira acesa e pensando sobre o que havia acontecido.

– Por que você fez isso, Cora? – ele perguntou ainda sem olhar para a irmã.

– Hm, vejamos – ela começou. – Primeiro, eu estava cansada de ver você longe de casa, me ligando apenas três vezes ao ano, com aquele tom melancólico e perguntando sempre por ele. Segundo, eu sempre apoiei vocês dois, e sei o quão felizes vocês eram juntos. Terceiro, eu sabia que Stiles estava sofrendo, eu precisava fazer alguma coisa pelo meu irmão e meu melhor amigo, droga!

– Você não devia ter se intrometido – Derek disse.

– E nem você devia ter se isolado – ela rebateu. – Mas como nós podemos ver, nenhum dos dois fez o que devia né?

Derek então finalmente olhou para sua irmã, que sorria para ele. Cora então passou uma mão pelo ombro de seu irmão e beijou o seu cocuruto.

– Não faça burrada dessa vez, maninho – ela disse. – Feliz natal.

E então a garota subiu para seu quarto, deixando Derek ali, sozinho, enquanto olhava para as chamas da lareira. Ele então se permitiu fazer algo que nunca deixaria ninguém ver. Ele chorou.

Notas finais
Então, o que acharam? Ficou bom, ruim, uma porcaria? Sei lá, apenas digam alguma coisa, sério. As pessoas não tem comentado e isso tem me deixado um tanto aflito, embora eu também esteja feliz pelo número de acessos, porque pelo menos mostra que estão lendo, ou não, mas ok. Gostaria de me desculpar com aqueles que, por ventura, achem que ficou muito meloso/mela cueca/dramático/coisas do gênero. Eu ando muito assim ultimamente, e quando imaginei a sequência, imaginei o início exatamente desse jeito, por isso, eu conto com a compreensão e paciência de vocês. Enfim, até o próximo capítulo. E obrigado, de coração, por ter lido.