Anuon 9999 (The Last A' prequel)
75 Indo ao encontro da verdade - Parte Final
Notas iniciais
Dúvidas...
Incertezas...
Receios...
O momento de tudo ser explicado acabara de chegar. Ethan, junto a Ryoga, Diana, Ryoga e Lupa foram rumo ao norte da cidade, certos de que conseguiriam encontrar respostas. O horário? 10:00 PM. Um pouco tarde para homens estarem nas ruas da cidade. Mas isso não era um fator que preocupação para os envolvidos. Pessoas voltando de mais um dia de trabalho eram vistas perambulando pelas ruas, pois se tratava de uma zona industrial. Ao chegarem, após descreverem de um ônibus que tomaram na cidade, assim que avistam a fábrica a qual Kenta comentou, descem do coletivo e seguem para o endereço citado. E logo deparam-se com uma imensa casa. Não era uma mansão como a de Son, mas era grande. Ethan, por sua vez, tomou a frente e tocou a campaínha. Logo um senhor atende por meio de um interfone.
— Quem é a esta hora?
— Boa noite, senhor. Me chamo Ethan Suzuki. O senhor é o pai do Kenta?
— O que... Você... SIM! ONDE ESTÁ MEU FILHO?
O tom de voz do senhor, que mostrava estar surpreso e desesperado, chamou mesmo a atenção do jovem, que diz:
— Senhor, acho que deveria nos deixar entrar. O que temos a dizer é um assunto de suma importância.
E sem perda de tempo, um senhor que tinha cabelos longos grisalhos e usava óculos, vestindo um terno e sapatos finos os recebeu, perguntado:
— Kenta... ONDE ESTÁ MEU FILHO? E COMO O CONHECEM?!
E Ryoga logo deixou bem claro o porquê:
— Coisas da vida... O que aconteceu naquele centro... Os Anis que fugiram... O senhor sabe... coisinhas simples assim! Mas se quiser podemos filosofar sobre Death Stranding...
— Ryoga, não há tempo pra palhaçadas suas! — Disse Kaede, irritada.
— Palhaçada é o estrelismo do Kojima...
Convidados pelo homem, Adentraram pela varanda da residência, bem cuidada por sinal, com um pequeno chafariz decorando um jardim florido ao centro. A sacada da casa era em estilo francês clássico em sua arquitetura, mas sem ser extravagante. E assim que se aproximam, da entrada, o homem diz:
— Uma turma de garotos sabendo do centro... Esse meu filho não sabe guardar segredo...
— Nós já sabíamos antes de encontrarmos com Kenta... — Disse Ethan, olhando para o senhor — Estamos aqui pra sabermos de mais coisas...
— E falando nisso, onde ele está?
— Kenta? Não sabemos...
— O QUE? VOCÊS APARECEM AQUI FALANDO DE MEU FILHO E NÃO SABEM ONDE ELE SE ENCONTRA?!
— Não, infelizmente...
— Me digam um bom motivo para não manda-los saírem agora?
E Anuon, Fhor, Moonsand e Gothic pulam para dentro da casa, surpreendendo e assustando o senhor.
— CORRAM, CRIANÇAS! ELES NÃO TERÃO PIEDADE! O PESADELO VOLTOU!
E Ryoga, se colocando a frente, diz:
— Calma aí, tiozin elegante! Eles são nossos camaradas. Não criemos pânico. Tudo está cuidadosamente calculado!
— Ryoga... PARA! — Disse Kaede, beliscando Ryoga.
— AI! Não faz isso!
— Então cala a boca!
Diana, até então quieta, foi para o lado de Moonsand, dizendo:
— Meu pai era um conhecido seu.
— E quem era ele?
— Shidoshi...
O senhor fica sem palavras por um breve instante. Não sabia ao certo o que dizer e o que fazer naquele momento inoportuno, ainda mais quando soube que conheciam Shidoshi. E olhando para os Anis com mais cuidado, identifíca-os.
— Anuon e Fhor...
— Nos conhece?! Se surpreendeu Anuon.
— Eu havia cuidado de vocês durante todo o procedimento de pesquisa...
— Então reconhece que nos fez sofrer por meses, não é? — Disse Fhor, de forma dura.
E Ryoga aproveitou e:
— E que fez-nos de idiota por tentar nos influir de sermos completamente inofensivos e deste outrem ignorar-nos por termos conseguido passar por todas as provações possíveis...
E por sorte Ethan o interrompeu, dizendo:
— Cara, do que está falando?
— Não faço a mínima idéia.
— Eu ainda faço uma loucura com este humano incoveniente... CALE-SE! — Disse Fhor, irritado.
E voltando ao assunto, o homem diz:
— Talvez não acreditem mas eu tentei salvá-los daquilo tudo.
— Mas não há como acreditar. Até isso você reconhece... — Disse Anuon.
— Grr... Tirar-nos de nossa natureza é querer nos ajudar? Humano sujo...
— Só ouço absurdos... Coisas que não fazem sentido... Meu pai, devemos mesmo dar ouvidos ab esse humano? — Disse Lupa, de um jeito ameaçador.
— Lupa, contenha-se... Deixe que ele se explique. Somos melhores que ele... — Disse Moonsand, de forma calma.
— Sinto que não fui claro com minhas palavras. Por favor, entrem. Lhes explicarei o que quiserem.
— Humano, acho melhor não querer nos enganar. Não sei o que pensa dos outros mas estou me controlando ao máximo para não terminar com sua vida...
— Moonsand, por favor — Disse Ethan.
— Humano, isso é de minha conta e nada pode fazer para impedir. O que este humano fez a todos nós, até mesmo ao Piece 1, é imperdoável!
— Eu sei mas acho que devemso deixar que se explique, como você mesmo sugeriu a Lupa. Acredita mesmo que todos os humanos daquele centro não se importavam com vcs?
— Essa pergunta que fez... Grr... Não gosto como colocou esse argumento.
— Porque?
— Porque soa como se estivesse defendendo nossos inimigos.
— Olha, não foi minha intenção...
— Então cale-se, humano... Estou farto de ideias vagas. Precisamos de respostas...
Já dentro da casa, o homem trás consigo várias pastas de arquivos mostrando o perfil de cada animal envolvido no projeto. Havia o de Anuon, Fhor, Moonsand, Gothic, Spin, Lupa, Son... Praticamente todos os Anis que conhecemos e outros mais. Tinha em mãos também o nome de todos os cientistas responsáveis pelo projeto, incluindo Shidoshi. Depois de tantas folhas, começam as perguntas, com Ethan dizendo:
— Primeiramente, qual seu nome e qual sua função no centro?
— Jovem, meu nome é Gino Sayuni e eu era responsável pela alimentação dos animais e de sua saúde. Sou um veterinário... mas não um militar.
— E o porquê do projeto?
— Simples minha jovem, o mercado de armamentos sempre sofreu intensa revolução. Queriam criar a mais perfeita arma de guerra já projetada, coletando animais, estes a principal base de nosso projeto.
— Grr... Já sabemos disso... E isso me irrita... — Disse Moonsand, insatisfeito — Devem ter idealizado tudo com antecedência...
— Sim. Pesquisávamos por todo o mundo vários animais de alta resistência. Incluímos também aves migratórias, mas problemas ocorreram...
— Grr... Que tipos de problemas?
— Pegamos uma águia, que é uma ave resistente por natureza. Pode ficar por horas em pleno vôo cansando sua presa sem descansar. Isso em uma determinada espécie, é claro. Ele sofreu os mesmos experimentos dos outros animais, como Anuon e Fhor...
— E o que aconteceu? — Perguntou Ethan.
— Tudo seu sistema digestivo foi comprometido, seus olhos giraram em torno de sua órbita, seu bico praticamente perdeu forma e suas penas caíram imediatamente. Tentamos reestabelecer controle em suas funções motoras, mas foi só tirá-la da sonda para que morresse em segundos.
Ethan, mostando um pouco de sua perocupação, olhava para Moonsand e reparou que somente era questão de tempo para pôr fim a vida do velho. Mas mesmo com toda pressão, continuou com as perguntas:
— E quanto aos outros animais?
— Muitos sucumbiram antes de completarem todos os testes. Aos que sobreviveram, os quais muitos se encontram aqui, restou somente esperar.
— Grr... Como mandá-los em missões para assassinar humanos. Lógico, pois assim poderiam testar em ambiente urbano sem levantar suspeitas. Um animal que atacou um humano é muito normal...
— Faziam isto mesmo e eu repudiava essas ações. Pessoas morreram covardemente a troco de que? Eu diria que por status, poder bélico, tecnologia... Mas eu estaria mentindo. Foi por dinheiro!
E Gothic, olhando para o humano, diz:
— Isso explica a minha existência e de Moonsand. Somos projetos bem sucedidos. Humanos desgraçados... Vermes...
— E eles ainda faziam experiências com filhotes. Lembram-se da Heaven? — Disse Ryoga — Sim, ela sofreu um implante de nanites com certeza.
— Correto — Disse Gino — Trabalhamos também com o que há de mais tecnológico em reestruturação celular... que é exatamente os nanites que disse.
— E com relação ao governo? Não é possível que nada tenha saído de dentro daquela base... — Perguntou novamente Ethan.
— Vi que nada sabe sobre questões políticas. Bem jovem, o governo é regido por interesses. Enriquecimentos, egos, ameaças, promessas, desvio de verbas etc... Tudo isso gira em torno do governo. O povo nada fica sabendo do que ocorre dentro de uma base de pesquisas. Nem memso os próprios funcionários se atrevem a abrir a boca, temendo alguma retaliação. Ou seja, é tudo parte de um sistema de influência e intimidação. Ou você joga conforme as regras ou eles te jogam no lixo.
— Voltando ao assunto, porque muitos animais ficaram presos somente sofrento mais e mais experimentos que os animais como Gothic e Moonsand?
— Simples: experimentos completos só passavam por testes campais. Aos outros, sobrou o angustiante período de compostos químicos e nanites implantadas.
E Lupa, aproveitando o momento, diz:
— E quanto aos Anis... que sofreram mutações... transformando-se em humanos?
— Era um projeto ambicioso. Humis.... são assim chamados os Anis com aparência homens. Só teve uma falha, que era em relação ao comportamento. Tratavam-se de animais selvagens e seus inatismos (coisas que já vinham em seu gene) mantiam-se as mesmas. Animais em si não tem sentimentos tão íntimos quanto humanos e sintetizar este tipo de coisa, ainda mais quando nunca testados antes, poderia ser perigoso.
Ethan, abaixando sua cabeça, mal acreditava em tudo que era dito. E comentou:
— Todos sofriam disso. Agora tudo faz sentido... A mudança de personalidade de Son, o comportamento doentio de Nomed...
Mas se havia alguém que já estava prestes a atacar esse era Moonsand. Visivelmente irritado, ele diz:
— Agora entendo... Essa história... Tudo isso fede! Grr... Humano, minha paciênia está se esgotando e em nada me convenceu que queria nos ajudar. Diga-me algo que me faça mudar de ideia para que não o mate agora!
— Lobo... fui eu que abri as portas do centro.
— O QUE?! Grr...
— Sim. Lembram-se os dutos de ar fora do lugar? Fui eu quem os abriu. Sabia que naquela confusão iriam fugir de alguma forma os animais. Lembram-se da energia? Fui eu quem a desligou. A segurança do local ficou defeituosa, facilitando a fuga de muitos. Lembram-se da ala de animais mutados? Fui eu quem a abriu.
— Grr... Eu não acredito nisso... EU NÃO ACREDITO! ESTÁ MENTINDO! GRR...
— Se quer acretidar ou não, problema seu. Estou aqui para falar a verdade. Estou até feliz por saber que muitos conseguiram sair com vida.
Todos começam a comentar uns com os outros. Custam acreditar que este senhor foi um dos principais responsáveis pela fuga dos Anis do centro. Muitos alí pensavam que passava somente de um plano de fuga feito por Piece 1. E falando nisso, Anuon pergunta:
— Piece 1... O que tem dizer dele? Até agora pensávamos que ele era o responsável pela fuga...
— Bem lembrado, Anuon. Piece 1 era um projeto cujo orçamento era o maior entre todos os animais. Havia sofrido radiação dos mais perigosos e poderosos gases e elementos criados e descobertos pelo homem, fazendo assim que denvolvesse a habilidade de controlar qualquer matéria por meio de telecinesia, ou seja, psiquismo. Suas habilidades intelectuais igualavam-se a humanos com quociente intelectual alto. Conversar com ele resultaria em fazer o que quisesse... usando de seus poderes ou não.
E Ethan outra vez comentou:
— E agora o mundo corre perigo por causa disso.
— Do que está falando?
— Ele deseja destruir a raça humana.
— Piece 1 deseja isso?
— Sim. Vivemos com ele por anos e Ethan nos mostrou a verdade — Disse Anuon. Fomos ludibriados por ele. Ethan fez-nos abrir os olhos.
— Bem, tenho algo que poderá ajudá-los a deter Piece 1.
Todos ficam surpresos com o fato. Voltam suas atenções ao velho, que se retira e volta rapidamente, com uma outra pasta. Ele, colocando-a sobre a mesa, diz
— Isto aqui... Isso irá ser útil.
— E o que é isto? — Perguntou Kaede.
— A resposta de todos os seus problemas com relação a Piece 1. Eu não esperava que isso iria acontecer...
— O que?
— O programa Format.EXE.
Continua.
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