Antigo novo amor
8 Capítulo 08 - Novas experiências
Finalizam as malas e após Paula conferir três vezes se tudo estava em ordem no apartamento, eles seguem para o aeroporto. Algumas horas depois já estão em solos paulistas, mais precisamente em Campinas. Vitor pega seu carro que estava no aeroporto e seguem para casa dele. No caminho pedem o jantar.
— Deixa eu te ajudar… — pega a mala dela. Entra! — abre a porta. Seja bem vinda novamente… Dessa vez, para explorar cada detalhe.
— Obrigada! — entra rindo. Está cheirosa!
— Lucy estava aqui… Deixou tudo arrumado.
— Vou acender as luzes, posso?
— Por favor! — coloca as malas em um canto e fecha a porta.
— Você vai buscar as crianças hoje ainda? — acende.
— Não! Pego eles amanhã, já está tarde e quero que aproveitemos essa noite.
— Tem certeza? Não me importo se eles estiverem aqui…
— Hoje eu me importo… — se aproxima dela. Porque hoje somos eu, você, um vinho e minha cama… — acaricia o rosto dela.
— Ah… — ri — esqueci da promessa!
— Pois é… Eu não esqueci nadinha! — sorri. Estou brincando, pequena… Sei que está cansada. Vem… — chama — vou te levar para tomar um banho, relaxar e depois vamos jantar. — sobe as escadas com as malas.
Seguem para o quarto dele e ela sente o corpo formigar. Era muito estranha a sensação de ter estado nesse lugar há menos de 15 dias, mas ter dormido em outro quarto desejando estar no dele e agora seguir direto para isso.
— Pulinha, fica a vontade! Vou arrumar a mesa para jantarmos. Pode tomar banho pelo tempo que precisar… — ri. Relaxe! — a beija e sai.
Paula começa andar pelo quarto, entra no closet, observa as roupas dele, os acessórios, sapatos e sorri com a organização. Pega o perfume dele e sente o cheiro, fazendo a mente viajar por todas as lembranças. Abre mais alguns armários e observa um espaço vazio que imagina ser para si, mas não coloca suas coisas. Puxa as malas para dentro do closet, retira a peça que usará e seus produtos e vai para o banho.
Vitor improvisa uma mesa de jantar na varanda do quarto, coloca os pratos, taças e separa o vinho. Quando Paula sai do banho, se depara com a decoração.
— Que lindo! — ri.
— Improvisei! O céu é mais bonito daqui…
— Sim! — tira a toalha do cabelo. Você vai tomar banho?
— Vou!
— Seu chuveiro é melhor do que o do quarto de visitas.
— Que bom que você não precisa mais usar aquele! — riem.
— Aposto que a banheira também é melhor!
— Com certeza! — pisca. A comida já chegou, deixei no forno. Vou tomar um banho e depois jantamos, ok? — retira a camiseta.
— Tá bom.
— Vem aqui… — entra no closet e chama ela. Deixei esse espaço para você. Vou dar um jeito de ampliar para que você fique com essa parte toda, vamos nos organizando!
— Está ótimo. — sorri.
— Na fazenda vai ter mais espaço até a gente se organizar em como ficarão as coisas.
— Está tudo bem… Nem precisava se incomodar! — sorri. Vou deixar algumas coisas aqui.
— Queria que pudesse deixar tudo… — olha para ela. Pulinha… — se aproxima — Sei que ainda é muito cedo para falarmos disso, mas preciso que você saiba desde agora que não posso sair de Campinas para não perder a guarda compartilhada das crianças, só que isso não impede que possamos estar sempre em BH e em Uberlândia. Não impede até que tenhamos uma casa em cada lugar… se bem que não acho que será necessário, já que tem o apartamento, a fazenda, a chácara…
— Vitor, eu sei disso…
— Eu sei… — segura as mãos dela. Mas eu quero que você escute de mim… Quero uma vida para nós dois, mas há algumas limitações e essa é uma delas. Se com o tempo percebermos que aqui é pequeno, podemos pensar em outro lugar, mas preciso que seja aqui em Campinas ainda e que qualquer lugar que formos, haja espaço para Maria e João. Quando eles forem maiores de idade, meu plano é ir embora de Campinas. Mas, ate lá, preciso estar aqui… se é que vou viver tudo isso também.
— Precisamos viver… Tem nosso filho ainda!
— Sim! — sorri. Vamos nos cuidar para vivermos!
— Eu sei disso e jamais pediria para você ir para outro lugar. Tenho consciência que não voltou para minha vida sozinho e que não é mais só sobre nós dois.
— Sim… Mas, não quero que você fique presa a mim ou se obrigue a algo porque essa é a minha realidade.
— Não estou presa a você. Pelo menos não no sentido ruim… — riem — Vitor… Está tudo bem! — acaricia os braços dele. Sei que não quer me enganar, que não quer que eu nutra coisas que não podem acontecer… Sei de tudo isso.
— Ok! — sorri. Vou tomar meu banho para jantarmos… — beija a testa dela e sai.
Enquanto ele segue para o banho, desperta nela uma ansiedade e euforia que cresce conforme uma chama se acende em seu ventre. Retira o roupão e coloca uma das lingeries que havia comprado ainda em BH. Espalha um creme nas mãos e começa espalhar no corpo, automaticamente imaginando as mãos dele novamente sobre ela. Se encara no grande espelho que havia no closet e se questiona se não está vulgar demais, mas acaba jogando o robe por cima e se convence a ficar com a peça. Coloca um colar discreto e finaliza o cabelo apenas com as mãos, dispensando uma maquiagem.
No quarto, encara a porta do banheiro relutando com a vontade incessante de abrir e vê-lo. Ainda que tivessem compartilhado um momento mais que íntimo no dia anterior, ela não havia conseguido gravar cada detalhe do corpo dele, depois de anos. Já havia o sentido em si, pressionando-se sobre o peito e as pernas dele. Já havia sentido as mãos macias e ao mesmo tempo firmes a segurando. Já havia experimentado o que era te-lo novamente dentro de si e tinha sido muito mais do que podia imaginar. Mas ainda queria vê-lo… Vê-lo enquanto ele mesmo lavava o cabelo ou espalhava o sabonete sobre o corpo nu. Mas antes que decida qualquer coisa, ele abre a porta e se surpreende.
— O que foi? — ri. Ia entrar?
— Não… — mente.
— Entendi… — passa uma toalha no cabelo. Você está linda! — a encara, sorrindo.
— Obrigada! — sorri. Nem fiz nada de mais.
— Por isso é ainda mais linda! — vai para o closet e ela segue ele. Está tudo bem? — percebe a inquietude dela.
— Está… Quero dizer… Não sei porque estou ansiosa! — ri.
— Você está ansiosa? — se aproxima dela.
— Estou… — o coração acelera com ele chegando mais próximo ainda. Não estou entendendo isso. Mas, está tudo revirando!
— Pulinha… — sorri.
— Eu acho que é porque ontem a gente não se viu em si… Não sei. Mas, não costuma ser assim.
— Você quer jantar?
— Não sei se vou conseguir.
— Certo… O que você está pensando?
— Quer mesmo saber? — sente as mãos envolvendo a cintura dela.
— Muito! — sorri.
— Eu queria entrar no banheiro, sim. — riem. Queria ver você com mais calma. Ontem as coisas aconteceram tão… Por mais maravilhoso que tenha sido, não estou dizendo que não foi, ok? Mas, a gente mal se viu, mal se olhou direito…
— Eu entendi… — sorri. Entendi o que você quer… Eu também quero! Não está cansada? A gente tem temp…
— Vitor! — o interrompe — por favor… Não estou cansada, mas quero me cansar! — riem.
Ele a beija. Não ferozmente, mas calmamente. Toca os lábios dela com sutileza que a faz implorar por mais. Paula vai se deleitando com aquele gesto tão sensível, vai amolecendo aos poucos nos braços dele, que a traz ainda mais perto, a tal ponto que ela consegue sentir o corpo dele reagindo a tudo aquilo e sente-se tentada a toca-lo.
Vitor a vira de costas para ele e a conduz até o quarto novamente.
— Se não quiser algo, me diga! — sussurra.
Leva aos mãos a amarração do robe dela e desfaz, retirando-o do corpo e jogando de lado. Acaricia os braços dela, sentindo a pele se arrepiar com o toque e sorri com isso.
Paula estava vivendo um misto de emoções. A sensação de estar entorpecida e absorta com aquele momento a fazia não controlar os sentimentos. Uma chama crescia em seu ventre e ela subconscientemente implorava que ele avançasse, que a revirasse do avesso, que estivesse nela como na noite passada e como se fosse a última vez que tivessem a oportunidade de compartilhar dessa intimidade. Em resposta aos beijos dele, que percorriam o pescoço e seus ombros, encosta a cabeça sobre o peito dele, permitindo que ele avance. Ergue seus braços acima da cabeça e os enlaça sobre a nuca dele, como se fechasse um casulo entre os dois.
Vitor percorre as mãos sobre as curvas dela até tatear o fio da calcinha, enrolando seus dedos. A boca ainda explorava o pescoço de Paula, deslizava sobre o ombro até encontrar a boca dela que ansiava sedenta por ele. Segura os braços dela e os retira da sua nuca. Delicadamente coloca o cabelo dela todo para frente e começa explorar a nuca dela com a boca enquanto as mãos descem para o fecho do sutiã. Em segundos ela estava exposta e ainda mais entregue. Quando aos mãos dele encontram seus seios, geme o suficiente para ele compreender que estava no caminho certo.
— Eu não mereço você, Pulinha! — cheira o cabelo dela, se enfiando entre sua orelha, colando seu rosto ao dela. Acho que nunca vou merecer!
— Você vai me deixar? — reúne coragem suficiente para ouvir a resposta.
— Não seria capaz! — a vira para si. Paula… — encosta a testa na dela. Não vai ser perfeito… Não vai ser fácil. Eu não vou merecer você nem hoje, nem amanhã. Não vou te deixar. Mas se eu entender que você não está feliz ou que estou te fazendo sofrer nesse relacionamento, vamos interromper de uma vez por todas… Promete pra mim que não vamos insistir na dor!
— Vitor…
— Pulinha… A gente se ama, mas amor não é suficiente entre duas pessoas. Então, vamos prometer um ao outro que não vamos insistir se nos fizermos sofrer.
— Prometo! — chora. A gente pode tentar não se fazer sofrer?
— Nós vamos tentar! Precisamos ter diálogo e sermos transparentes. Ok?
— Ok… — levanta a cabeça e olha para ele. Você vai demorar?
— Demorar? — não entende.
— Para me jogar nessa cama…
Ele ri e a beija novamente, mas dessa vez, sem delicadeza. A afasta até a cama e então Paula se senta, se arrastando até a cabeceira. Vitor liga os abajures do quarto e desliga a luz principal. O cômodo começa tomar um ar sensual, os excitando ainda mais. Ele para em frente a cama e sorri, a observando ansiosa e ao mesmo tempo frágil. Desfaz o nó do roupão que estava e puxa a faixa. Sobe na cama ainda com a peça e puxa as pernas dela, a fazendo deitar. Se coloca sobre ela e pega seus braços.
— Vou deixar frouxo o suficiente para você tirar os braços… Mas, não queira tirar. Você vai gostar de ficar com eles assim! — deposita um beijo nos lábios dela.
Sai da cama direto para o banheiro. Retorna ao quarto com um óleo corporal. Espalha um pouco na mão e sobe na cama, pegando um dos pés dela.
— O que é isso? — sente a pele esquentar. Santo Deus… — Vitor desliza as mãos sobre a coxa dela — É muito bom! — fecha os olhos com a massagem.
— Eu sei! — sorri. Vai ficar melhor… — faz na outra perna.
— Me deixa fazer em você! — olha para ele.
— Hoje não… — sorri.
Ele acaricia as pernas dela com a força necessária para fazê-la suar frio. Vitor desliza as mãos suavemente e suavemente vai deslizando seu corpo também sobre ela. Paula fica atônita com a bagunça de sensações dentro dela, ansiosa a todo instante pelo que virá a seguir. Queria agarra-lo, enlaçar suas mãos sobre o cabelo dele, sentir o suor escorrendo, mas a sensação de impotência e entrega, com os braços presos, potencializava seu prazer de formas que nunca imaginou ser possível.
— Fecha os olhos! — Vitor pede.
— Mais? — ele ri ao ver ela com os olhos já fechados.
— Imagina tudo que posso fazer com você! — sorri, escalando aos mãos sobre o quadril dela.
— Você imaginava isso? — sorri. Por isso não podia ser meu amigo? Ia ficar me imaginando nua, na sua cama, rendida…
— Exatamente! — começa deslizar a calcinha dela, a surpreendendo. E outras coisas mais… — segura os tornozelos dela, empurrando-os sobre a cama. Sempre quis te venerar dessa maneira… — beija a parte interna da coxa dela, fazendo-a se gemer. Você tem noção do quanto é linda? — beija a outra coxa. E do quanto é extremamente gostosa também?
Perde o que lhe restava de sentido quando ele avança sobre sua intimidade. Perde o controle do próprio corpo, com os braços rendidos e as pernas sobre o domínio dele também. Perde o pudor e deixa-o ouvir o quanto aquilo estava sendo extraordinário para ela. Perde o medo de não se sentir desejada, o medo de estar condenada a algo que não a tirasse da realidade dura e fria da vida pelo menos por alguns minutos. E além de tudo isso, aos poucos ela perde também a força, sentindo uma corrente elétrica percorrer por todo o corpo e explodir sobre seu ventre, sobre os lábios dele que não cessava de prova-la, de desejá-la ainda mais. Vitor então se afasta dela, retira o roupão que ainda estava vestido e ao retornar, tira a faixa dos braços dela, a encarando.
— Agora pode fazer o que você quiser! — beija-a.
E ela faz. Audaciosamente desliza a perna sobre ele e o monta, sem afastar as bocas. Vitor geme sobre os lábios dela, sorrindo com tudo que ela estava prestar a causar nele. Paula entrelaça suas mãos nas dele e se olham, intensamente, se enxergam no desejo, na paz, na intimidade que estavam compartilhando. Se entregam completamente ao momento em uma sintonia rítmica em que os corpos se afastavam e se chocavam nos momentos certos, fazendo-os suspirarem um pelo outro. Ela o encara, para vê-lo sentindo tudo que ele também proporcionou a ela e sente-se imensamente, completamente e unicamente feliz ao atingir o ápice do prazer novamente e dessa vez com ele. Deita sobre o peito dele, ainda entrelaçados.
— Pulinha… — ofegante, acaricia aos costas dela.
— Hum… ? — puxa o ar.
— Eu te amo. — beija o topo da cabeça dela.
— Vitor…?
— Oi?
— Eu te amo também — ele sorri — amo seus beijos, suas mãos, seu toque, seu corpo, sua alma, seu coração… você.
— Sabe o que eu adoro fazer? — a vira, deitando-o sobre a cama, se aconchegando nela. Te tocar… — desliza a mão sobre os seios dela.
— E eu amo que você me toque! — sorri. Posso te fazer uma pergunta?
— O que quiser…
— Onde aprendeu isso?
— Isso o que? Te tocar? — ri, já sabendo do que se tratava.
— Não! — ri — Sobre o lance dos braços.
— Pulinha… era só um fetiche.
— Não… — olha pra ele. Você sabia muito bem o que ia me causar.
— Você não gostou? Te machuquei?
— Eu amei! — riem. Mas é inevitável pensar…
— Não pense! — beija-a.
— Você aprendeu com outra mulher?
— Não necessariamente… — ri. Mas já que você quer saber, vamos lá… Aprendi nos livros, nas conversas que tive com minha irmã sobre orgasmos femininos. Não aprendi na prática, mas não foi a primeira vez que fiz isso. Satisfeita?
— Eu sou competitiva — olha para ele. Então preciso que comigo seja melhor do que foi com qualquer outra mulher!
— Preciso dizer isso ainda? Não é tão claro para você?
— Não sei… Não quero mais pensar nisso!
— Pulinha… — se ajeita para olhá-la nos olhos. A nossa conexão torna tudo especial e único para mim, ok? Se você não acreditar nisso, não tem razão para estarmos juntos…
— Eu sei.
— Não estou te causando essa sensação?
— Claro que está! — acaricia ele. Mas eu quero saber se estou te causando algo diferente, especial…
— Você é um frescor na minha vida! — coloca os braços sobre a cabeça, encarando o teto.
— Vitor…
— Estou falando sério! — olha para ela. Você é uma brisa que voltou para os meus dias… Você me faz te desejar tanto quanto antes, mais do que já desejei qualquer mulher. O que você tem? Não sei. Mas eu realmente nunca fui capaz de te tirar da minha vida e sinceramente, chegou um certo período que eu nem quis mais isso. Então te ter aqui, poder te beijar, te tocar, estar em você, é algo surreal… — se emociona e a vê da mesma forma. E tem mais… — respira fundo — nós precisamos curar muita coisa um no outro. Fiz o que fiz, não para você estar entregue para mim, mas para que você pudesse sentir prazer sem se preocupar em me causar isso antes.
— Desculpa ter perguntado… Ainda estou me acostumando com isso de não ter que fazer alguém bem antes de me sentir bem.
— Não tem que se desculpar! — vira para ela novamente. E se acostume com isso… Vou sempre me certificar de que você se sentiu bem antes de querer me fazer bem. O que quer fazer agora? — sorri.
— Estou exausta… Mas, quero jantar! — riem.
— Vamos lá… — se levanta.
Vitor pega o roupão do chão e veste. Procura pelo robe de Paula e entrega a ela. Enquanto ela organiza o quarto, ele desce para buscar a comida, retornando poucos minutos depois.
— Quer comer na cama?
— Não… Podemos comer aqui mesmo! — se senta.
— Ok! — coloca sobre a mesa na varanda.
Separam a comida e começam a comer, ainda conversando sobre a vida, os próximos dias e a rotina.
— Preciso enviar uma mensagem a minha mãe, avisar que chegamos bem!
— Um pouco tarde já, né? — ri.
— Eu me esqueci completamente! — levanta, procurando pelo telefone. Que horas você buscará as crianças amanhã?
— Acho que só a partir das 14h00. Preciso esperar elas saírem da escola. Acho que não conseguiremos ir com eles para BH dessa vez… Muito provavelmente não vou conseguir nem levar eles pra Uberlândia.
— Por que? — se entristece.
— Eles tem um aniversário para ir, de uns amiguinhos.
— Ah… — acha o celular — em outra oportunidade a gente leva.
— Sim!
Ao abrir o celular se depara com uma mensagem de Isabella informando que o show do final de semana foi adiado para o próximo mês.
— Que chato isso!
— O que foi?
— Meu show foi adiado…
— Por que?
— Não sei!
— Sinto muito, meu amor.
— Está tudo bem! Pelo menos teremos mais tempo juntos.
— Isso é maravilhoso! — sorri.
— Você tem algum compromisso em Uberlândia?
— Nada específico. Podemos até ficar aqui se você quiser. Mas, acho que na fazenda teremos mais o que fazer!
— Sim.
— Ou podemos ir para BH.
— Minha mãe e o Ildo vão receber uns amigos na chácara, não ficaríamos tão a vontade.
— Está com vergonha de me mostrar para os amigos da sua mãe? — provoca.
— Vergonha? — sorri — Seria um prazer te exibir… — riem. Minhas tias ficarão loucas quando descobrirem.
— Ainda lembro delas e do seu tio também, o mais novo.
— Sim! — sorri.
Finalizam o jantar improvisado, levando as coisas para as cozinha. Paula tenta lavar, mas Vitor não deixa, a puxando novamente para o quarto.
— Temos um vinho ainda! — serve as taças. Liga a TV…
Ela liga a televisão na série preferida deles. Pega a taça de vinho e sentam-se no chão.
— Preciso te falar uma coisa…
— Me dá um medo isso… — riem.
— Depois de amanhã tem um jantar no Leo. Minha irmã estará lá… Ela está grávida.
— Meu Deus!
— O que? — se assusta.
— Você me fala isso assim?
— O que tem?
— Ah Vitor… — coloca a taça no chão. Não tem como eu simplesmente surgir lá em um jantar de família em um momento tão especial para vocês.
— Você não é da família?
— Eles ainda não sabem!
— Minha irmã já sabe. — mente.
— Você contou?
— Sim! — continua mentindo.
— O que ela falou?
— Que deseja que sejamos felizes! — engole seco.
— Você está mentindo! — encara ele.
— Pulinha!
— Por que está mentindo?
— Porque quero que você vá tranquila… Mas, tudo bem. Não precisamos ir!
— Para com isso! Jamais pediria para você não ir em um momento especial desse.
— Você não quer ir.
— Não começa! Não estou dizendo que não quero. Mas, você deveria ter me avisado antes deu vir pra cá…
— Entendi! — bebe vinho.
— Vitor…
— Você tem razão, deveria ter te avisado. O problema é que eu soube quando chegamos aqui!
— Ok… Eu só não sei se tudo bem para sua família eu chegar lá.
— Eu expliquei que havia convidado você para ir passar uns dias na fazenda e que talvez eu não fosse por conta disso. Mas, minha irmã e minha mãe disseram que é pra você estar junto. — coloca na mensagem — aqui… — entrega a ela.
Ela lê a mensagem de Marisa e Paula no grupo. Não se tranquiliza, mas também não pira.
— Acho melhor que você conte a elas sobre nós. A verdade no caso.
— Por que?
— Porque não vou me sentir bem chegando lá do nada!
— Vamos deixar para pensar nisso quando já estivermos lá? — se aproxima dela.
— Agora vou ficar inquieta…
— Então preciso dar um jeito nisso? — a faz subir no seu colo.
— Não sei… Depende do que você considera dar um jeito! — acaricia ele.
— Eu começaria por aqui… — tira o robe dela. Gosto de você assim… — a olha. E depois eu iria para cá… — começa beija-lá.
Se entregam mais uma vez a um momento de completa intimidade e conexão, fazendo-a esquecer, pelo menos por enquanto, de que um jantar em família a esperava. Uma família que não era dela há mais de uma década e meia. Que não sabia mais como deveria agir, o que pensavam dela. Mas, de qualquer forma, nenhum desses pensamentos a invadiu naquele momento.
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