Antigo novo amor

15 Capítulo 15 - O telefone da emergência


Com todos arrumados, seguem para a casa da vizinha de Vitor que ao ver Paula se espanta.


— Você falou que estava namorando e queria apresentar sua namorada, mas não contou que se tratava de Paula Fernandes! — segura a mão dela.

— Surpresa! — ri.

— Uma honra receber você, querida! — sorri. José, venha ver quem é a namorada de Vitor…

— A honra é minha, muito obrigada pelo jantar… Estou me sentindo importante!

— E você é importante… O tanto que esse rapaz falou de você… — aponta para Vitor. Ele só escondeu o detalhe de que você era Paula Fernandes!

— Não queria estragar a surpresa! — sorri.

— Vamos entrando… Agora quero saber da história de vocês. — fecha a porta. Venham!


Daniela leva todos para a área gourmet da casa, onde há uma mesa posta de forma simples e elegante ao mesmo tempo. São todos direcionados para seus lugares e Vitor apresenta o restante da família dos vizinhos. Em pouco tempo já estão entrosados, rindo das piadas de Vitor sobre o tempo que ele e Paula ainda eram desconhecidos. A noite passa agradável e eles retornam para a casa, com Vitor levando João dormindo no colo.


— Tia, você pode me ajudar a dormir?

— Sim… Vamos lá! — seguem para o quarto dela. Você quer um tomar um banho antes?

— Sim, estou suja de doce. — ri, olhando para roupa.

— Ok! — ri. Eu vou arrumar sua cama!


Paula puxa o edredom da cama, coloca o travesseiro, liga o abajur e senta-se aguardando ela sair. Quando ela sai, ajuda-a a trocar de roupa e penteia seu cabelo.


— Oi! — surge na porta.

— Oi, pai.

— Desde quando começou a me chamar de pai? — senta-se de frente pra ela.

— Não sei… Acho que sou quase uma adolescente!

— Ah não… — coloca a mão no coração. Que dor! — ela ri.

— Prontinho, Maria! — sorri, passando a mão sobre o cabelo escovado dela. Tem algum secador aqui?

— Não…

— Temos que providenciar então para você não dormir com o cabelo molhado.

— Eu tenho um na minha casa.

— Aqui também é sua casa, filha! — diz desapontado.

— É, eu sei…

— Eu vou comprar um para ficar aqui, para você usar sempre que vier.

— Você vai estar aqui?

— Espero que sim! — sorri.

— A bebê vai dormir comigo? — Paula olha pra Vitor preocupada.

— Não estou grávida…

— Mas, — interrompe Paula — quando tivermos sua irmã ou seu novo irmão, ele ou ela terá um quarto separado, igual você e João. Mas, você poderá dormir com ela ou ele sim!

— Tá bom. Tia Paula você vai ficar grávida, não se preocupa. — se deita. Agora vou dormir! Boa noite pra vocês. — se vira pro lado.


Eles se entreolham e Paula vai até a porta, aguardando Vitor se despedir da filha. Quando ele sai, eles seguem até o quarto dele.


— Estou começando a ficar com medo de tanto que Maria fala dessa gravidez! — amarra o cabelo em um coque.

— E criança prevê, né?

— Vitor… — encara ele que ri.

— Está tudo certo… Minha vasectomia imaginária não vai permitir.

— Você só está piorando as coisas!

— Vou para o estúdio, te espero lá, ok?

— Meu presente está lá? — pergunta curiosa.

— Sim, está!

— Jaja eu desço!


Ele se retira e ela então vai pro banho, ansiosa e apreensiva pelo que viria. Deixa o cabelo em um coque, coloca uma das várias lingeries que levou e um roupão e desce pro estúdio.

No caminho vai pensando em todas as possibilidades de presente que ele poderia querer dar a ela.


— Vitor? — entra e se depara com uma mesa de centro com um vinho e duas taças.

— Oi! — vira a cadeira. Que cheiro bom… — sorri. Vem aqui… — a chama.

— O que está aprontando? — ri, se aproximando dele.

— Quero te mostrar um dos presentes! — puxa uma cadeira para ela.

— Então é mais que um? — se senta.

— Sim! — coloca os fones nela.


Paula reconhece os acordes nos primeiros segundos: Além da Vida. Olha para ele incrédula que ele regravou a canção em primeira voz e assim como se emocionou muito para grava-la há muitos anos atrás, volta a se emocionar, encostando a cabeça no ombro dele.

De mãos dadas eles escutam a canção ressoar, suave e imponente, como uma explosão de lembranças, desde ligação com ele na madrugada em que ele lhe deu a melodia, até a ligação dela para ela cantando a música pronta. Um misto de lembranças que conectavam eles dois ao passado e ao presente, a esperança de construção de um futuro com uma base sólida em uma história vivida com muito amor, respeito e parceria.

Ela pede para repetir a canção por mais três vezes até que ele tira os fones dela.


— Eu quero essa música para ouvir todos os dias! — ri, secando as lágrimas. Vitor… Está divino!

— É claro eu tenho canções novas para você e depois vou te mostrar elas — vira a cadeira de frente, segurando as mãos dela — mas eu queria que você ouvisse essa… eu fiquei aqui no estúdio durante alguns dias gravando, regravando… me levando ao exato momento em que você cantou para mim. Você nunca precisou dar tudo de você para me convencer que era parte de mim… Você me roubou de mim no primeiro instante que surgiu na minha vida, eu que compliquei demais nossa história, não sabia lidar com tudo isso, Paula… Mas, sou grato por estarmos aqui e não me arrependo de nada. Tudo que aconteceu nos trouxe a esse momento.

— Eu te amo! — segura o rosto dele, emocionada. Eu sempre te amei… — beija-o.

— E preciso organizar o que somos…

— Como assim? — ri.

— Eu e você… — afasta a cadeira e pega uma caixinha na gaveta, se aproximando dela novamente. Sei que isso é importante para você e começamos a namorar sem que as coisas fossem certinhas como Paula Fernandes gosta… — ela ri — então senti que deveria fazer isso, não só por você, mas por mim também… — abre a caixinha e expõe um anel de ouro branco com uma borboleta cravejada em diamante no centro — Quer namorar comigo?

— Claro que sim! — ri. É claro que eu quero namorar com você… — o beija.

— As coisas foram acontecendo e não fiz um pedido oficial… — pega o anel da caixa. Fui eu que desenhei… — coloca no dedo dela — e uma joalheria daqui executou pra mim. Você pode usar como quiser e quando quiser… — segura a mão dela, olhando. Eu só queria que o pedido tivesse algo para nos fazer lembrar! Você é minha fada, minha borboleta…

— É perfeito… Ainda mais sendo você que desenhou! — olha.

— Se você quiser usar alianças, podemos usar…

— Não! Não me importo com isso… E você ama usar esses anéis… — pega a mão dele. Vamos deixar as alianças para outro momento.

— Para o casamento…

— Sim… — ri.

— Por mim já casávamos. — acaricia as mãos dela.

— Vitor… — ri. Não está tão bom as coisas assim? — distribui beijos pelo rosto dele. As coisas com calma, a gente aproveitando tudo… Eu quero muito me casar com você, quero que moremos juntos… Mas, quero tudo isso com calma.

— Eu sei… e você está certa! — sorri. Comprei uma outra coisa para você também… — se levanta e vai até o frigobar. Olha… — mostra a torta preferida dela.

— Não acredito! — levanta. Você achou isso aqui em Campinas? — vai até ele.

— Não, encomendei lá daquele lugar que você falou aquele dia! — ri. Vem… Vamos comer e beber um vinho. — se dirige até a mesa de centro e senta-se no chão, aguardando ela fazer o mesmo.

— Meu Deus! — se senta. Eu amo essa torta… — pega a taça de vinho que ele colocou e bebe. Que delícia! — alcança uma colher e enfia na torta. Precisa comer assim! — leva a boca.

— Vamos lá então… — faz o mesmo. E não é que boa mesmo? Achei que teria gosto de adoçante…

— Você comprou a torta sem nunca ter experimentado? — olha para ele.

— Uai, comprei! Você gosta. — pega mais um pouco.

— Obrigada! — diz, grata. Isso é um gesto bonito… Muito obrigada.

— Comprar uma torta que você goste? — ri.

— Quando você está em um relacionamento em que só come o que o outro gosta e não fazem nada que você goste, sim… isso é um grande gesto, Vitor Chaves! — pega mais uma colherada.


Ele a observa por algum tempo, com a mente fervendo de tantas pensamentos, não conseguindo controlar a imaginação, ela tendo que se submeter a uma situação dessa, de não poder comer nem o que gosta para poder agradar alguém. Como se soubesse, ela começa contar sobre como conheceu essa torta e ri, tirando ele do transe e levando ele para outra dimensão. O riso dela tinha esse poder. A boca movimentando, os olhos fechando, o sorriso abrindo como um sol.



POV — POINT OF VIEW (PONTO DE VISTA) VITOR ON

De todos os efeitos que ela me causa — e são muitos — com certeza o riso dela ecoando em mim é a melhor sensação. Amo seu sorriso. O quanto ele se abre e se abre para mim. Se abre com ela confiando em mim, me contando coisas banais como quando descobriu a existência de uma torta. Por que diabos um homem se negaria a comprar uma simples torta que ela goste? Santo Deus. É loucura pensar que ela passou por isso. Minha cabeça ferve quando penso em tudo que ela passou durante tantos anos. Não que eu tenha sido um grande santo na sua vida, porque eu sei que lhe causei muita dor e nem se eu reencarnar 100 vezes será capaz de me fazer me perdoar por isso. Eu quero que ela esteja bem. Quero que ela vibre comigo. Que ela se sinta realizada e feliz. Quero que ela experimente as melhores sensações. Quero sentir ela e quero sentir minha boca nela.


— Levanta! — era para ser um pedido e sai quase como uma ordem.

— O que? — ela olha para mim sem entender, parando a colher na boca, como se estivesse limpando o talher. Ela consegue ser sexy até nisso.

— Eu quero que você levante. — coloco minha taça na mesa. Por favor…

— Tá bom… — ela deixa a colher na mesa e se levanta.


A conduzo ficar na minha frente, entre minhas pernas que estão esticadas no chão enquanto estou usando o sofá de apoio para costas. Subo minhas mãos por suas pernas e ela entende do que se trata e me direciona aqueles olhos grandes de jabuticabas com um sorriso que faz tudo dentro das minhas calças se manifestar.


— Você é um perigo, Paula Fernandes! — digo, enquanto alcanço o tecido da sua calcinha.

— Que bom que você é um homem adulto que sabe lidar com o perigo. Não é mesmo? — eu rio e ela me acompanha, me deixando mais atordoado ainda. — Por que não vê antes de tirar? — coloca as mãos sobre minhas mãos, embaixo do roupão. Eu escolhi essa com carinho, veja primeiro…


Desfaz a amarração do roupão e retira, me deixando ainda mais com sede dela. Quando o roupão cai e exibe seu corpo vestindo a peça, eu suspiro. Meus olhos não saem da renda que combina tão bem com seu corpo, parece um erro tirar dela, mas seria um pecado maior ainda deixá-la coberta.


— Você realmente é um perigo… E eu amo o perigo! — deslizo meus beijos na parte interna da sua coxa e sinto sua pele se arrepiar. Está com frio, querida?

— Querida? — ela ri. Estamos vivendo em que tempo? — ela fecha os dedos sobre meu cabelo, puxando-os enquanto sinto seu corpo estremecer.

— Eu te acho uma querida! — olho para ela.

— Pare de achar então… — ela olha pra mim. E volta ao que estava fazendo… — sorri e eu volto, deixando que ela mande em mim, como sempre.


Me ajoelho em seu frente, retiro sua peça íntima e intensifico meus beijos, minhas mãos segurando suas coxas, rendido a tudo que ela me oferece. Intercalo meus carinhos entre olhá-la, ruborizada, suada e decepcionada ao ver parar, o que me causa risos. Deslizo minha mão direita sobre seu corpo acima e observo uma mancha roxa.


— O que foi isso? — pergunto enquanto acaricio, o corpo dela é tão pequeno, às vezes tenho medo de quebrar de tão delicado.

— Ontem… Você no sofá… — ela coloca os dedos sobre os meus.

— Me desculpe! — olho para ela e volto beija-la, percebendo que ela não aguentaria muito mais tempo em pé, então me levanto e a observo me encarar enquanto retiro minha roupa.


O olhar dela sobre mim me deixa ainda mais aceso, como se me iluminasse por dentro também. Me aproximo novamente e toco seus lábios, posso sentir sua respiração, minha pele suada se misturando a dela. Enlaço minhas mãos sobre seu corpo e a coloco em meu colo, sentindo-a colocar as pernas sobre meu quadril. Caminho até o sofá e quando estou prestes a colocá-la, o telefone da emergência do estúdio toca, apelidado assim por Maria Vitória.


POV — POINT OF VIEW (PONTO DE VISTA) — VITOR OFF


Vitor corre até o aparelho e escuta a filha chorar do outro lado da linha.


— Eu já estou indo, filha… Fica calma! — coloca o telefone no gancho e vê Paula sem entender nada do que está havendo. Maria está chorando… — pega a camisa do chão. João acordou e vomitou! Me desculpa… — olha para ela, decepcionado. Vou precisar subir lá, ver o que está havendo! — coloca a camiseta.

— Vamos subir! — coloca o roupão. Se você quiser ir tomar um banho enquanto vejo ele…

— Eu agradeço!


Eles saem do estúdio, deixando toda a bagunça para trás. Ao chegarem ao terceiro andar, Maria está ajoelhada na cama do irmão, todo sujo pelo vômito.


— Oi… — vai até eles. Filho, olha para mim… — segura a cabeça dele. Pulinha, pode me ajudar? Pega o termômetro dentro dessa primeira gaveta.

— Claro! — faz o que ele pede. Aqui! — entrega. Maria… — vai até ela, a abraçando. Fica calma, está tudo bem!

— Eu gritei você, pai! — chora.

— Eu sei, filha… Mas, eu estava no estúdio e não ouvi. Agora estou aqui! — passa a mão no rosto dela. João está com febre! — confere no termômetro. Ele vomitou só uma vez?

— Não sei!

— Tudo bem! Vamos lá, filhão… — pega ele no colo. Vou dar um banho nele!

— Maria… — Paula se abaixa para ficar da altura dela. Quer tomar um banho? — a vê suja com o vômito do irmão.

— Sim! Quero ligar pra minha mãe.

— Tudo bem! — sorri. Vamos primeiro tomar um banho, limpar aqui e esperar o papai ajudar o João, ok? — se levanta.


Maria segue para seu banheiro e Paula organiza e limpa o quarto do João enquanto Vitor o acalma no banho. Quando ela decide ir ver se está tudo certo com eles, o encontra sentado embaixo do chuveiro com o filho.


— A água acalma! — explica pra ela.

— Você quer que eu faça algo? Já limpei o quarto dele, Maria já tomou banho, está na cama, acho que logo dorme.

— Obrigado! — sorri. Se a febre dele não baixar, preciso ir ao hospital e ligar pra mãe dele.

— Sim! Eu acho prudente você já telefonar pra ela. Eu ia querer saber se meu filho não estivesse bem.

— É… — pensa. Vou estabilizar ele primeiro.


Paula aproveita para tomar um banho rápido e colocar um pijama confortável. Desce até a cozinha e prepara um chá, levando até Vitor que já estava envolto em um roupão, enquanto conferia a febre do filho.


— Oi… — entra.

— Você está acordada?

— Sim! Trouxe um chá. Será que João consegue beber? É boldo, peguei na sua horta.

— Ele está melhor, a febre baixou. — mostra o termômetro. Dei um remédio. Maria dormiu?

— Sim! — senta na poltrona. Estava nervosa… Acalmei ela e ela dormiu.

— Muito obrigado, você não precisava ter limpado vômito e nem ter ficado de olho nela… Mas, muito, muito obrigado.

— Vou fazer isso sempre que for necessário e não me incomodo em nada. Não tem que me agradecer… Toma você o chá… — leva a xícara até ele.

— Ok… — pega. O cheiro está ótimo! — bebe. E o gosto também! — riem.

— Você vai ligar pra Poliana?

— Ainda não… Amanhã de manhã eu vou levar ele ao hospital e aí telefono para ela. Liguei para a médica dele, ela me orientou… Está tudo sob controle.

— Entendi! — nesse momento olha para porta e vê Maria.

— Oi, filha! — sorri.

— Não consigo dormir. Pode ligar pra mamãe?

— Eu estou aqui. — chama ela. Está tudo bem! — a abraça.

— João está bem?

— Está e vai ficar melhor! — cobre o filho.

— Estou com medo de dormir sozinha.

— Vamos colocar um colchão aqui e aí dormimos todos juntos… — propõe Paula.

— Ótima ideia! — pisca para ela. Vou buscar o colchão! — se levanta e sai.

— Tudo bem?

— Eu estou com medo!

— Eu sei… — sorri. Vem aqui! — estende a mão para ela. Ele está bem! — acaricia o rosto dela. Sabia que eu também tenho um irmão mais novo? E nossa diferença de idade é a mesma que de vocês.

— Sério?

— Sim!

— Você também fica com medo quando ele fica doente?

— Fico! É normal termos medo. A gente ama eles, né? — ela assente. Mas, João está bem! — olha para João deitado.


Paula consegue sentir o amor que Maria tem pelo irmão, a preocupação dela com o bem estar dele e a necessidade de querer a mãe nesse momento, o que causa nela uma certa tristeza pelo Vitor, mesmo consciente que é uma atitude normal, já que convivem muito mais com ela. Ele retorna ao quarto e eles organizam o ambiente. Deitam ele, Maria e Paula no chão, enquanto João permanece na cama. Ela fica com eles enquanto ele resolve tomar um banho de verdade, retornando pouco tempo depois. Paula adormece em minutos, mas ao acordar na madrugada vê Vitor sentado no colchão com o celular na mão.


— Oi… — sussurra. Te acordei?

— Não! — se senta. O que foi? Ele passou mal de novo?

— Não… Só não consigo dormir.

— Vamos na cozinha?

— Vamos.


Eles saem do quarto de fininho para não acordar as crianças e seguem para a cozinha, onde Paula se oferece para fazer um chá.


— Você está preocupado, né?

— Um pouco. — tamborila sobre a mesa. Mas, está tudo sob controle… — sorri. Acho que foi a sobremesa na Daniela. Eu deveria ter visto que tinha morango demais e feito ele maneirar… Ele tem um problema com morango.

— Não dava para adivinhar que ele passaria mal… — entrega a xícara para ele. Não adianta pensar o que poderia ter feito! — vai atrás dele e começa massagear seus ombros.

— Hum… — se delicia com o gesto, fechando os olhos e jogando a cabeça para trás. Isso é muito bom! — sorri.

— Eu sei! — beija-o.

— Você acha que devo ligar para Poliana? Vai ser um caos, Pulinha…

— Acho. As crianças vão falar de qualquer forma… e enfim… acho que ela precisa saber que ele passou mal.

— Ela não lida bem com essas coisas. Ele teve apenas uma má digestão e ela vai tornar isso um problema maior do que é.

— Imagino… — pensa. Mas, ainda assim… Me colocando no lugar dela, eu ia querer saber.

— Ok. — respira fundo. Ligo amanhã e informo. Você está fazendo mais do que deveria… — segura o punho dela e a traz para seu colo. Obrigado! — sorri. Eu te amo! — coloca uma mecha do cabelo dela atrás da orelha. Amanhã você me ajuda a comprar um secador para Maria?

— Ajudo! — ri. Percebi que ela tem poucas roupas aqui… Você não usa as que a mãe dela manda?

— Não! No início quando fiz isso, acabava ficando sempre uma peça ou outra para lavar e era um inferno… Então decidi que não usaria mais e comprei algumas.

— Ela já é uma mocinha, Vitor… — acaricia ele. Precisa de roupas mais… arrumadinhas. As que tem aqui são confortáveis, mas quando ela precisa sair ela quer ir arrumada. Eu vi que ela ficou chateada hoje por só ter aquela roupa… Posso comprar algumas com ela? Como um presente meu.

— Tudo bem. Mas, eu pago pelas roupas…

— Ok, não vou discutir isso.

— Me beija…?


Ela sorri e aproxima-se dele. Encosta sua testa na dele e sente sua respiração ofegante e o cheiro inebriante do sabonete. Quando seus lábios tocam os dele, sente uma mão vagar por debaixo do seu pijama e agarrar seu seio.


— Vitor… — geme, segurando a mão dele.

— Eu amo seus seios… Cabem perfeitamente na minha mão... — sorri, entre os beijos. Principalmente na minha boca… — levanta a camiseta do pijama e toca seus lábios sobre o seio dela.

— A gente precisa sair daqui! — puxa a cabeça dele para encara-la. As crianças podem acordar e descer… — olha a escada.

— Vem! — levanta, levando ela consigo.


Vitor segue para a varanda com ela em seu colo. Coloca-a sobre a mesa principal e já lhe arranca a blusa. Paula desliza as mãos sobre as costas dele, enquanto ele explora sua pescoço, inebriado pelo momento. Sem esperar muito, ele retira o que ainda lhe resta de roupa e faz o mesmo com ela, a trazendo para mais perto de si até sentir-se inteiramente dentro dela. Findam a madrugada no calor de um contato íntimo que os desmontam inteiros.


Notas finais
Oi pessoal! Como esse capítulo fala sobre a canção Além da Vida, segue um vídeo da Paula contando a respeito: https://youtu.be/OdcPaeL1pfo?si=GUgA0WSrVUdCwyhE