Anti-social

3 Sexta Feira \o/


Notas iniciais
Como EU queria que hoje fosse sexta u.u
Cap menorzinho hoje porque criatividade tá em falta por aqui. Mas me aguardem, tenho ótimas ideias para capítulos futuros...

Santa sexta feira!

Nada como um bom e merecido descanço para refrescar a mente depois de uma semana cheia. Eu jurara pra mim mesmo: nada iria me fazer ficar irritado naquele dia tão glorioso.

Mas, sinceramente? Estava quase impossível manter a promessa.

─ A semana passou rápido né? ─ Dizia o ser que continuava a me seguir

─ Você começou quarta feira. ─ Eu já estava ficando farto.

─ Eu sei, mas mesmo assim... Os dias passaram rápido! ─ Dizia ela com toda a sua alegria

─ Por quê fala comigo? ─ Perguntei, tentando arrancar uma resposta de verdade dessa vez

─ Hãn? ─ Ela perguntou, confusa

─ Mesmo depois de eu ter dito que não a responderia, você fala comigo. Por quê? ─ Completei

─ Err... esqueça isso. Vamos falar de outra coisa! ─ Era engraçado como ela dizia "Vamos". Eu não ia retribuir a conversa. Simplesmente saquei meu celular e coloquei em uma playlist aleatória. Sarah, ao ver a ação, parou de falar e virou a cabeça para frente.

Acho que eu não falei: Estávamos sentados atrás da escola, onde eu costumava ficar, durante o intervalo ─ Na verdade ela me seguiu, mas detalhes à parte...

Ela estava cabisbaixa, parecia um pouco chateada. A culpa não era minha. Se eu digo que vou fazer algo, e a pessoa ignora, que posso fazer? Talvez se ela ficasse triste e visse a realidade. Mas eu tinha pouca fé que isso acontecesse...

─ Por quê não vai conversar com as suas amigas? Tenho certeza de que responderão quando você falar com elas. ─ Sugeri

─ Pode ser! ─ Ela se levantou e foi até as ditas garotas.

Fiquei lá por algum tempo, e, para aproveitar os últimos minutos que ainda me restavam do intervalo, fui dar uma volta pelo colégio.

Passei ao lado do "grupo da Sarah" e elas olharam de canto para mim. Elas, eu digo, algumas. De 10 pessoas, a maioria estava mais entretida na conversa.

Quando o sinal tocou ─ na minha opinião o dito cujo parecia adiantado ─ Eu subi calmamente para a sala. Já falei que odeio escadas? Pois é, odeio.

Minha insistência em que aquele dia não ia ser ruim fez com que as aulas passassem rápido.

Quando o sinal da saída tocou, eu me levantei rapidamente, e mais rápido ainda, saí do local que gosto de chamar carinhosamente de "inferno".

Como sempre, fiquei sentado em um banco próximo ao portão principal, por algo em torno de 2 minutos antes de realmente ir embora. Não sei por quê eu fazia isso, apenas se tornou um costume.

─ Até segunda! ─ Gritava Sarah, de longe, me acenando. Olhei para ela em resposta.

Me levantei e comecei meu caminho. Andava em passos lentos ─ eu não tinha pressa pra chegar em casa. Veja bem, eu teria sábado e domingo inteiros, mas metade da sexta feira. Alguns minutos a menos não fariam diferença.

Pude ver o motivo de minhas irritações se despedindo de suas colegas e cruzando uma esquina. Fiquei bem intrigado, já que o bairro no qual ela acabava de entrar era um bairro industrial. Ou ela morava em uma indústria, ou sua casa era bem longe. Fiquei a observando por alguns instantes, esperando ver para onde ela iria. Mas não me preocupei muito, já que onde ela morava não era problema meu.

Quase tive um ataque cardíaco de susto ao chegar em casa, e ver meu pai sentado no sofá, assistindo TV. Mas como eu sou um ótimo ator, consegui manter a pose normal.

─ Não foi trabalhar hoje? ─ Perguntei, jogando a mala no outro sofá.

─ Estou de folga ─ Ele respondeu, sem tirar os olhos do programa que passava, o qual não me interessava muito.

─Tá bom então... ─ Respondi e fui pro meu quarto.

Saudei o glorioso fim de semana me atirando na cama(e até rimei) . Fiquei assim por um tempo, mas meu celular começou a tocar. Quem estaria me ligando? A única pessoa que tinha meu número era meu pai, cujo estava sentado no sofá da sala.

Relutante, peguei o aparelho e apertei o botão verde

─ Alô? ─ Falei, com a voz abafada pelo som do travesseiro no qual eu me deitava.

─ Err... David? ─ Era a voz da... Sarah?!

─ Como conseguiu meu número?! ─ Falei, confuso

─ Isso não importa agora... Pode me ajudar? ─ Ela parecia envergonhada

─ Em quê? ─ Falei, bufando

─ Ahn... Pode me dizer onde fica a rua Louis Portinsson? ─ Ela perguntou, sem jeito

─ Por quê está me pedindo ajuda?

─ Bem... Você é a única pessoa que eu conheço que conhece as redondezas, e que tenho o celular. ─ Ela falava, em tom baixo

Respirei fundo

─ Estou na Orbey ─ Ela avisou

─ Está perdida? Bem, não importa... Você não está longe. Basta seguir em frente, até chegar numa avenida. Cruze-a e siga reto na Kurtnkut. Depois de algum tempo você chega. ─ Expliquei, por fim

─ Muito obrigada! Me ajudou pra caramba! ─ Ela agradecia

─ Não se acostume com isso. ─ E desliguei. Não tinha motivo para seguir com a conversa.

Eu estava me envolvendo muito com Sarah, e eu não gostava disso. Eu tinha que ser mais severo comigo mesmo e seguir o que sempre fazia: Não falar nem criar relacionamentos com ninguém.

Mas esse não era o maior problema. O que me intrigava naquele momento era COMO QUE DIABOS ELA CONSEGUIU MEU NÚMERO?! Eu jamais o havia contado, como ela conseguiu?

Comecei a pensar nas possibilidades

Número 1: Alguém ter contado pra ela. Desconsiderada, nunca havia dado tal informação a uma pessoa que não fosse meu próprio pai.

Número 2: Eu ter contado pra ela, mas não me lembro. Descartada. Eu jamais faria isso.

O que me deixava apenas com a hipótese nº 3: Ela ter roubado meu celular e o devolvido sem que eu percebesse.

Notas finais
Reviews? *-*