Anti-Heróis

35 Num Beijo A Gente Esquece


Notas iniciais
Olá Crepusculetes! Queria agradecer à todas vocês por todas as interações incríveis e trocas que temos. Vocês são muito especiais pra mim! Vamos à leitura de hoje!

Bella Swan

Eu sabia que não deveria estar fazendo aquilo, que poderia me arrepender, que poderia estragar tudo, mas não queria pensar nas consequências dos meus atos. Naquele momento, eu só queria beijar Edward Cullen, só queria ser a Bella Swan que um dia teve a chance de ser feliz com aquele homem incrível. Queria que ele voltasse a fazer todas as minhas dores passadas e presentes sumirem.

— Bella... — Ele tentou me afastar e eu o agarrei, mas foi em vão. — Bella, não.

— Por que não? — Choraminguei. — Por que você não quer me comer? O que tem de errado comigo?

Ele riu e passou a mão pelos fios cor de cobre.

— Não tem nada de errado com você, Bella. É só que... Você é tão frágil e está em um momento tão delicado.

Eu ri e passei as mãos pelo rosto, me levantando e indo desligar a chaleira quando ela anunciou em um barulho alto que a água estava fervida.

— Então é isso? Você me vê apenas pela minha fragilidade? Você não consegue sentir desejo por mim? — Perguntei, voltando a me aproximar dele e esquecendo completamente dos chás. Eu não precisava daquilo agora.

— É claro que eu te desejo! Porra, eu te desejo desde o momento em que a vi naquela boate cinco anos atrás. — Edward gesticulava exageradamente, mas tocou com delicadeza em meu rosto, como se eu fosse feita de vidro. — Mas eu não posso me aproveitar dos seus momentos frágeis, Bella.

— Eu sou uma mulher adulta, Edward. — Falei, tocando os seus pulsos e fazendo o homem tocar o meu corpo.- De carne e osso. Eu sei o que eu quero, quando eu quero, como eu quero. E, neste momento, eu quero que você me foda.

Ele manteve as suas mãos estáticas em meus seios e então me olhou, travando uma luta interna consigo mesmo.

— Como vai ser amanhã? — Ele soprou. — O que vai acon...

Toquei o seus lábios com o indicador, sibilando.

— Para de ser tão racional por um segundo. — Pedi e escorreguei uma mão até o seu pau por cima da calça, sentindo-o completamente duro. — Eu sei que você me quer. Você me disse que quer então haja pela emoção, faça o que quer e não o que acha certo.

Edward ainda hesitou antes de rosnar e falar:

— Que se foda.

O homem voltou a me beijar, agarrando a minha cintura e nos levando pelo corredor, esbarrando em algumas coisas pelo caminho. Eu estava tão animada por conseguir o que queria, por finalmente transar com ele em um clima menos tenso que da última vez, por conseguir esquecer todos os meus problemas e apenas me focar na foda maravilhosa que sempre tivera com Edward.

Ele me pegou em seu colo quando precisou subir as escadas e descolou os nossos lábios apenas para beijar o meu pescoço, provavelmente querendo ver onde estava pisando e temendo que caíssemos.

— Seu quarto. — Pedi quando ele me colocou no chão.

Sua expressão era confusa, mas tudo o que eu menos queria naquele momento era dar explicações. Peguei em sua mão e o puxei até o seu quarto. Não estava bagunçado, mas a cama não estava arrumada. Não continuei a analisar o espaço, voltando a atacar os seus lábios e cambaleando com ele até a cama.

Nós começamos a tirar nossas peças de roupa de forma afobada, querendo sentir um ao outro enquanto tentávamos nos beijar em meio à bagunça. Não demorou mais do que cinco minutos para estarmos completamente nus, envolvidos na nossa própria bolha enquanto nossos lábios procuravam pelo contato que nossos sexos ainda não tinham.

Edward levou os lábios pelo meu pescoço e chegou ao meu mamilo, sugando e circulando a auréola com a língua. Meus dedos se envolveram em seus cabelos enquanto gemidos baixos escapavam por entre meus lábios. Antes que ele fosse até o outro mamilo, os seus dedos habilidosos tocaram o meu clítoris e eu suspirei de prazer.

Eu não queria que ele parasse, por isso segurei o seu braço para que não se movesse e senti os seus dedos continuarem a trabalhar com habilidade no meu clítoris, minha buceta umedecendo com os estímulos. Toquei o seu membro semi-ereto com a mão livre e passei a fazer movimentos circulares, sentindo ele roçar os dentes em meu mamilo e grunhir.

— Camisinha. — Lembrou e se levantou, procurando pelas gavetas e finalmente achando um pacote, que deveria ser dele.

— Estava planejando foder alguém sob o meu teto, Cullen? — Perguntei, vendo o homem vestir a caminha enquanto eu me matinha completamente aberta para ele.

— Sim. — Falou e se posicionou entre minhas pernas, encaixando a sua glande na minha entrada e me olhando. — Você. — Finalizou e se enterrou dentro de mim de uma vez, me arrancando um gemido alto.

Eu sabia que ele queria me foder tanto quanto eu. Eu sempre soube.

Voltei a beijar os seus lábios enquanto o homem iniciava os seus movimentos inicialmente calmos antes de aumentar as investidas. Ficou impossível continuarmos a nos beijar e Edward ergueu o corpo o mínimo para colocar minhas pernas em seus ombros, se enterrando mais fundo em mim. Revirei os olhos nas órbitas, agarrando em seus cabelos e gemendo alto.

Eu estava tão perto do ápice e ele não parecia querer parar nunca para o meu alívio. Tive o primeiro orgasmo daquela noite enquanto Edward não parava de se movimentar, procurando pelo seu próprio alívio.

— Goza na minha boca. — Pedi, em meio aos gemidos e respiração alterada. — Quero que goze na minha boca.

Edward saiu de dentro de mim e se desfez da camisinha, se mantendo ajoelhado na cama. Eu me sentei e toquei o seu membro, movimentando a minha mão habilidosamente enquanto chupava as suas bolas.

— Porra, sim! — Ele elogiou e tocou os meus cabelos. — Você é tão gostosa, tão boa, porra Bella! Como eu senti a sua falta.

Sorri com malícia e me afastei apenas para sugar o seu pau uma vez, caprichando na sua glande e sentindo ele apertar os meus cabelos com força e gemer longamente. Continuei e bater punheta para ele e mantive minha boca aberta, querendo que o seu gozo entrasse ali. Não deu certo e os jatos se espalharam pelo meu rosto, mesmo assim eu não parei, me deliciando com o seu prazer.

Voltei a sugar a sua glande uma última vez antes de me afastar até o banheiro para lavar o meu rosto. Não demorei e vê-lo se desfazer da camisinha no lixo do banheiro e me abraçar por trás, beijando os meus ombros e pescoço. Sequei o rosto com a toalha e me virei de frente para ele, beijando os seus lábios com mais calma daquela vez.

— Eu estou no céu. — Ele falou, beijando o meu rosto e me abraçando para si. — Nenhum tapa no rosto...

— Cala a boca. — Dei um tapa em seu ombro e o afastei enquanto ria.

— O quê? Eu não menti. — Deu de ombros e voltou a me abraçar. — Quero mais.

— Que bom, porque eu estou longe de acabar com você por esta noite. — Falei e voltei a beijá-lo.

xxx

Nós transamos na pia do banheiro, no chuveiro e na cama uma última vez. Em momento nenhum mencionamos as consequência daquilo, nem mesmo quando o silêncio prevaleceu entre nós. Mas tinha certeza de que ele estava pensando sobre aquilo tanto quanto eu.

Logo amanheceria e nós teríamos um longo dia de gravação, por isso eu obriguei as minhas pernas a responderem e me levantei da cama, caçando as minhas roupas pelo quarto. Era melhor eu tomar outro banho e dormir um pouco antes de voltar para os estúdios de gravação e encarar o meu predador da vez.

— Bella? — Edward me chamou enquanto eu vestia a calcinha, me arrancando dos meus devaneios. — Aonde pensa que vai?

— Para o meu quarto dormir. — Ergui uma sobrancelha e vesti minha blusa. — Por que quer satisfações sobre onde eu vou?

— Dorme aqui comigo. — Ele pediu, se levantando e vestindo a cueca. — Eu prometo que vou me comportar.

Eu ri e balancei a cabeça em negação, segurando a minha calça e sutiã em meus braços.

— Não é por isso, Edward. É só que... Acho que a gente tem muito o que conversar ainda. — Dei de ombros e me aproximei dos pés da cama. — Não sei se é apropriado dormir juntos. É algo muito íntimo, entende?

— OK, então vamos conversar. — Ele se aproximou de mim e nós ficamos um de frente para o outro. — Vamos resolver isso como os adultos que somos porque eu não quero perder nem mais um dia longe de você. — Suas mãos tocaram os meus braços e eu abracei a minha roupa contra o corpo.

Eu o olhei por um momento, enxergando o brilho dos seus olhos verdes em meio à escuridão antes de assentir. Deixei as minhas roupas em cima da sua cama e caminhei com ele para fora do quarto.

— Vamos fazer isso na cozinha, estou morrendo de fome. — Pedi e ele riu, tocando a minha mão.

E eu deixei que ele o fizesse, apenas porque eu apreciava o gesto e realmente queria acertar as coisas entre nós, o que quer que isso fosse significar.

Nós começamos a colocar pães e frios em cima da mesa, e voltamos a esquentar a água do chá que deveria ter sido tomado horas atrás. Nos servimos em tempo da água ferver e pudemos comer enquanto finalmente bebíamos o nosso chá.

— Bella. — Edward me chamou quando já estava na metade do seu lanche. — Eu queria me desculpar verdadeiramente por tudo o que te causei quando começamos as gravações de Monstros. — Ele deixou o lanche no prato e bebeu um gole do seu chá. — Quero que saiba que eu estava muito machucado depois de ter sido abandonado e ter entrado em uma relacionamento fracassado com Irina. Mas nada justifica a minha atitude infantil.

— Eu te desculpo, mas só se você me desculpar por não ter sido totalmente honesta com você no passado. — Engoli em seco e deixei o lanche de lado. — Eu deveria ter dito à você que tinha um olheiro em cima de mim, que eu estava com medo desse relacionamento e sobre os amigos do seu pai. — Tomei um gole do meu chá, olhando para ele e sentindo meus olhos marejarem. — É só que eu estava tão acostumada a fugir dos meus problemas que foi instintivo. Sei que errei e, se eu soubesse, teria feito tudo diferente. — Limpei algumas lágrimas com as costas das mãos.

Edward se levantou e veio ao meu lado, secando as minhas lágrimas e me abraçando para si. Eu aceitei de bom grado e ri, vendo o homem se afastar com um sorriso curioso.

— Saiba que eu quero fazer dar certo. — Ele falou e beijou a minha testa. — Quero cuidar de você como não fiz nestes últimos anos. Quero estar ao seu lado durante toda uma vida e não permitir que você fuja de mim. Não quero dar motivos para você se afastar, quero que seja um prazer estar ao meu lado. Quero todos os dias te fazer sorrir e Deus me livre se houver algum dia que isto não aconteça. Quero reconhecer os meus erros e pedir pelo seu perdão, porque sou um ser humano, mas quero errar o menos possível. — Seus olhos nunca deixavam os meus um minuto sequer. — Quero proteger de todo mal deste mundo. Quero te amar com cada pedaço do meu ser. Você me daria a honra de ser seu novamente, Isabella Swan?

Eu poderia jurar que ele me pediria em casamento e não fazia ideia se estava preparada para aquilo, por isso foi um alívio quando ele mudou o seu discurso e eu selei os nossos lábios longamente antes de responder:

— Sim, Edward. Vai ser um prazer te ter novamente.

Nós nos beijamos mais uma vez, dessa vez aprofundando o beijo, mas sem intenções de passar daquilo. Eu sabia que ainda tinha algo importante à dizer para Edward, mas encontraria o momento certo para fazê-lo e com certeza não era aquele.

Ele se afastou o mínimo e abriu um enorme sorriso antes de distribuir beijos pelo meu rosto, me arrancando gargalhadas. Se eu soubesse o que viria a seguir, provavelmente teria ficado presa naquele carinho durante uma vida toda.

Notas finais
GUENTA CORAÇÃO! E aí? O que acharam? Não esqueçam de deixar um comentário e até domingo!