Anti-Heróis
21 Te Digo Te Amo
Notas iniciais
Edward Cullen
Bella saiu de dentro do quarto em seu vestido azul simples que ia até um pouco depois de seus joelhos e os cabelos soltos em cachos por seu colo. A maquiagem estava leve e pouco elaborada, mas ela estava linda como sempre.
Fazia uma semana desde que nos assumimos para a minha família e tudo caminhava bem. Não havíamos voltado a transar, mas nossos beijos eram sempre quentes. Eu amava aquela mulher e faria de tudo para esperá-la, para lidar com o problema dela do jeito que ela achasse melhor.
— Você está perfeita, meu anjo. — Falei, beijando os seus cabelos.
— Obrigada. Você também está lindo. — Ela sorriu para mim. — Vamos?
— Vamos. — Assenti e olhei por cima do seu ombro. — Vamos, Jasper!
— Já estou indo. — Resmungou, saindo do quarto ainda ajeitando a roupa.
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Nós havíamos sido um dos primeiros a chegar na festa dos meus pais, que ia ser na enorme sala de estar do apartamento em que eles moravam. Alice havia lidado bem com a organização e eu quase não me sentia na minha antiga casa.
— Ficou incrível, Alice. — Bella elogiou, logo depois de cumprimentar e parabenizar os meus pais.
— Nossa filha tem talento. — Meu pai abraçou Alice de lado e beijou os seus cabelos.
— Um dos filhos tinha que ter. — Alice provocou e eu revirei os olhos.
— Alice! — Esme ralhou.
— Não comecem. — Carlisle alertou antes que eu pudesse vir a dizer algo.
— Não se preocupem. Não tenho mais dez anos. — Falei, abraçando Bella pela cintura e vendo Alice mostrar a língua para mim. — Muito adulto da sua parte, irmãzinha.
— Meu Deus, esses quitutes estão incríveis! — Jasper voltou para perto de nós com a mão cheia de petiscos, nos fazendo rir.
— Que bom que gostou, querido. — Minha mãe disse, sorrindo para ele.
— Fiquei feliz por Edward estar namorando com alguém como você, Bella. — Carlisle começou a falar, chamando a atenção da minha namorada. — Esme e Alice falam muito bem de você.
— Obrigada, doutor Cullen. — Ela agradeceu, agarrando com força a minha camisa nas costas.
Antes que eu pudesse soltar alguma provocação, minha mãe voltou a falar:
— Edward, por que não mostra o resto do apartamento para Bella? Vocês mal tiveram tempo para isso da última vez.
Olhei para Bella e a vi dar de ombros, aceitando o convite mudo.
— OK, já voltamos. — Avisei, entrelaçando nossos dedos e começando a nossa tour pela casa. — Aqui foi onde os meus pais fizeram os três filhos Cullen. — Apontei para dentro do quarto dos meus pais, vendo tudo perfeitamente arrumado.
— Parece... Promissor. — Bella elogiou e eu ri, selando os nossos lábios.
— Muito bem, aqui tem um banheiro e ali é o quarto da minha irmã. — Abri a porta do quarto de Alice, que também se encontrava impecável.
— Dos sonhos. — Voltou a elogiar e eu a puxei para longe dali.
— É um quarto de princesa, você merece um de rainha. — Falei e a vi me olhar. — Um dia eu te darei uma vida digna de rainha, Isabella.
— Você já dá. — Ela disse, selando os nossos lábios enquanto eu abria a porta do meu quarto.
— Ainda acho que posso melhorar. — Pisquei e a vi revirar os olhos enquanto se virava para o meu antigo quarto. — E este é o fim da tour: o meu quarto.
O quarto de Emmett ficava trancado e não entrávamos ali. Era como se cutucássemos uma ferida aberta e eu não estava preparado para isso.
Bella adentrou o quarto, olhando minhas coleções de livros e pôsteres de bandas famosas na minha adolescência. Sentou-se na minha cama e tocou o lençol, parecendo querer sentir a energia do ambiente. Eu aproximei alguns passos, me sentando ao lado dela e a olhando com curiosidade.
— Você foi feliz aqui? — Perguntou e me olhou.
— Por um tempo. — Assenti e ela sorriu.
— Sempre será a sua casa, de certa forma.
— Acho que sim. — Suspirei. — Gostou?
— Sim. Podemos ficar aqui por um momento?
— Claro.
Ela se deitou na minha cama com as pernas em meu colo e eu acariciei, vendo a mulher me olhar.
— Deita comigo. — Pediu, colocando a mão no espaço vazio ao seu lado.
Me ajeitei ao seu lado, olhando para ela e vendo Bella conectar nossos olhares. Estiquei a mão e toquei o seu rosto, fazendo uma carícia na região e vendo a mulher fechar os olhos, apreciando.
Levei um susto quando Bella passou o corpo para cima do meu, tomando os meus lábios nos seus, mas retribuí o beijo. Toquei seus cabelos, afastando-os do nosso rosto para que pudéssemos nos beijar livremente. Bella começou a rebolar em meu quadril e eu gemi contra os seus lábios, passando a segurar o seu quadril para que ela parasse com aquilo ou eu ficaria duro.
— Bella... Bella, a porta está aberta. — Falei entre nossos beijos.
— Eu te quero. — Gemeu, beijando o meu maxilar e alcançando a minha orelha.
— Que momento oportuno, meu amor. — Brinquei e a vi se sentar em cima do meu pau, começando a rebolar. — Isabella...
— Você não quer?
Me sentei também, beijando o colo dos seus seios e acariciando as suas costas.
— Eu quero, mas estão nos esperando para a festa. — Expliquei, selando os nossos lábios.
— E assim não é mais excitante? — Seus olhos brilharam e ela abriu um enorme sorriso.
Olhei para ela por um momento, ponderando sobre a possibilidade de transar. Como eu poderia recusar aquela mulher?
— OK. Tem certeza? — Perguntei, me dando por vencido.
— Tenho. Por enquanto. — Falou, saindo de cima de mim. — Agora fecha a porta.
— Sim, senhora.
Me levantei rapidamente, trancando a porta e voltando para a cama a tempo de vê-la tirar a calcinha.
— Está com pressa? — Brinquei, ajoelhando na cama e abrindo a minha calça.
— Muita. — Gemeu e ergueu o vestido na altura dos seios.
— Talvez seja melhor a gente foder de quatro. — Sugeri.
— Não! — Ela quase gritou e eu vi o pânico em seu olhar. — Por favor, não. Só... Me fode olhando nos meus olhos. — Pediu.
— Bella. — Chamei e olhei em seus olhos. — Você está bem?
Ela assentiu e ergueu o corpo, agarrando a minha nuca e me beijou, trazendo o meu corpo para cima do seu e tocando o meu pau com a sua mão livre.
— Camisinha. — Separei os nossos lábios, fuçando na gaveta da mesa de cabeceira que ficava ao lado da cama e achando uma camisinha ali. — Isso!
— Deixa que eu coloco. — Bella pediu e eu entreguei o pacote na mão dela, vendo enquanto a garota me vestia com destreza. — Agora me fode. — Pediu, entrelaçando as pernas à minhas volta e voltando a me beijar.
Segurei o meu pau e comecei a massagear o seu clítoris com a minha glande, ouvindo os seus gemidos contra os meus lábios e seu quadril vindo de encontro à mim. Sorri entre o beijo e escorreguei o pau para a sua entrada, separando os nossos lábios e olhando em seus olhos.
Entrei pouco a pouco, sentindo a mulher me receber, suas mãos repousadas em meus ombros, seus lábios entreabertos e nossos olhos conectados, nunca deixando um ao outro. Quando estava completamente dentro dela, beijei a sua testa, a ponta do seu nariz e os seus lábios.
Quando dei a primeira estocada, voltei a olhar em seus olhos e vi ali, além da luxúria, toda a nossa paixão. Droga, eu amava aquela mulher e não me envergonhava disso. Amava e queria protegê-la, queria fazê-la minha para o resto de nossas vidas. Queria poder dormir e acordar olhando em seus olhos castanhos chocolate, queria sentir o cheiro dos seus cabelos todas as manhãs, queria tomá-la para mim sempre que ela me quisesse como fazia naquele momento, queria casar e ter filhos com ela, queria cuidar da nossa família, queria dar uma vida incrível para aquela mulher.
— Eu te amo. — Ela soprou.
Eu abri um enorme sorriso, voltando a beijar os seus lábios e continuando a meter nela. Parecia que Isabella podia ler os meus pensamentos. Talvez fosse a nossa ligação, cada dia mais forte, que fizesse com que aquilo se tornasse tão real.
— Eu te amo, Bella. Porra, te amo tanto. — Falei olhando em seus olhos e colando nossas testas.
Sua buceta apertou o meu pau e ela gemeu alto, fazendo com que eu selasse os nossos lábios em um beijo desengonçado enquanto continuava a me movimentar no mesmo ritmo. Bella agarrou os meus cabelos enquanto tentava retribuir o beijo e seu corpo tremia sob mim. Atingi o orgasmo logo em seguida, me derramando dentro da camisinha enquanto abafava os gemidos contra os seus lábios.
— Porra. — Soprei, me deitando ao seu lado e sorrindo abertamente. — Eu te amo mesmo. — Ofeguei e a olhei, vendo um sorriso tímido em seus lábios. — Não apenas no calor do sexo, mas o tempo todo. — Toquei a sua mão e beijei os nós dos seus dedos.
— Eu sei. — Ela assentiu, igualmente ofegante. — Eu também te amo não apenas durante o sexo.
Nós rimos e eu me aproximei, selando os nossos lábios demoradamente.
Era bom poder amar e ser amado de volta tão verdadeiramente.
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Nós nos limpamos pouco depois e voltamos para a festa, onde alguns convidados já haviam chego. Cumprimentei cada um que chegava com Bella sempre ao meu lado para que pudesse apresentá-la como minha namorada, mas notei certa estranheza nela em algum momento.
— Você está bem? — Perguntei, olhando em seus olhos e vendo a garota assentir. — Quer uma água?
— Uma água seria bom. Obrigada. — Sorriu e selou os nossos lábios.
— OK, não saia daí. — Pedi e a vi assentir, se virando para prestar atenção em algo que minha mãe falava.
Me aproximei da cozinha, vendo garçons e cozinheiros andando de um lado à outro. Pedindo licença, me aproximei de uma bandeja com água gelada e enchi um copo. Alguém cutucou o meu ombro e eu me virei a tempo de ver Irina com um enorme sorriso no rosto com lábios pintados de vermelho.
— Oi. — Abri um sorriso forçado.
Sabia que se tivesse encontrado a mulher meses atrás, provavelmente a agarraria ali mesmo e choraria aos seus pés, mas agora era diferente. Eu não sentia mais nada por ela, nem mesmo desprezo. Também entendia o porquê ela estava ali: nossas mães sempre foram muito amigas e Sasha, mãe de Irina, era uma boa pessoa.
— Oi Edward. Sentiu a minha falta?
— Sinto muito, mas não. — Comecei a andar para longe da ali e ouvi seus passos me seguindo de perto.
— Não precisa fingir para sair por cima. — Ela insistiu e eu revirei os olhos.
Quando alcancei Bella, entreguei o copo em suas mãos e ela bebeu longos goles, lançando um olhar confuso por cima do meu ombro. Dei espaço para que ela visse Irina e abracei a minha namorada pela cintura.
— Irina, esta é a minha namorada, Isabella. — Falei e olhei para Bella. — Esta é Irina, uma velha amiga.
Decidi apresentá-la daquele modo, mesmo que Bella soubesse quem ela era. Não queria que Irina achasse que andávamos falando sobre ela.
— Namorada? — Irina me olhou surpresa e sorriu para Bella. — Muito prazer, querida.
Bella sorriu para a mulher e olhou para mim:
— Será que podemos conversar... À sós?
— Claro. — Assenti e me virei para Irina. — Com licença.
Toquei a cintura de Bella e me afastei dali com ela, atingindo o corredor dos quartos e voltando a entrar em meu quarto. A cama ainda encontrava-se desarrumada por nós já que não nos importamos em arrumar quando saímos, não queríamos demorar demais. Voltei o meu olhar para Bella, me impedindo de colocar meus pensamentos em nosso momento juntos ali, nosso primeiro "eu te amo". Ainda parecia um sonho.
— O que foi, meu amor? — Perguntei, tocando o seu rosto.
— Edward, acho que eu vou embora. Vou pedir para o Jasper me acompanhar e você pode ficar aqui com os seus pais. — Ela disse, a voz trêmula enquanto seus olhos ficavam úmidos.
— O quê? Bella, do que está falando? — Franzi o cenho, tocando os seus ombros e continuando a fitá-la.
— Eu só... Conversamos em casa, OK?
— Bella, você está se sentindo mal? Eu não vou te deixar sozinha. — Limpei as lágrimas que passaram a escorrer por seu rosto.
— Não. — Disse com a voz trêmula. — Mas vou ficar. Me deixa ir. — Pediu em tom de súplica.
— Como eu vou ficar aqui pensando que você está assim? — Perguntei, angustiado.
Ela tocou as minhas mãos e as afastou do seu rosto.
— Não me siga. — Pediu e saiu dali rapidamente, me deixando sozinho e confuso.
Ainda tentei correr atrás dela, mas logo ela estava saindo e sendo seguida por meu amigo.
— Aonde Bella está indo, querido? — Minha mãe perguntou assim que se aproximou.
— Para casa. — Soprei e suspirei, olhando para Esme. — Não tenho ideia do porquê.
— O que pensa que está fazendo aqui, Edward? Vá atrás dela. — Ela incentivou e eu hesitei.
— Mas ela não quer. Bella pediu para que...
— Vá logo! — Esme me empurrou, sem deixar que eu me explicasse.
Sem olhar para trás, saí dali rapidamente. Quando cheguei na rua, o táxi de Bella e Jasper já estava longe.
— Edward? — Ouvi a voz do meu pai e me virei na direção do homem, que estava parado na calçada. — Precisamos conversar.
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