Anti-Heróis

16 Nossa Juventude Corre Pelas Veias


Notas iniciais
Olá Crepusculetes! Queria começar agradecendo à Susa Santos por ter marcado que está acompanhando a fic e lembrar que todas as interações são muito importantes para mim! Estão preparados para o capítulo de hoje?

Isabella Swan

Há um mês eu estava com Edward. Não tínhamos definido um nome para aquilo, mas com certeza estávamos cada dia mais próximos.

Ainda não havia me sentindo confiante o suficiente para me entregar à ele e, apesar de fazer tanto tempo, continuava tendo pesadelos com Caius. Era difícil pensar nele, em seu nome e eu evitava fazê-lo. Nunca mais o vira e esperava que continuasse daquele jeito.

Nós sempre dormíamos juntos e eu não poderia estar mais aliviada. Edward cuidava de mim sempre que eu acordava de um pesadelo e, mesmo dormindo, nós conseguíamos passar mais tempo juntos.

Não tínhamos saído dos beijos e eu não o vira se queixar daquilo, muito menos tentar algo. Pelo contrário, todas as vezes era eu quem tomava a iniciativa, mas ainda não me sentia segura o suficiente. Por outro lado, não temia perder Edward, sabia que ele era um homem incrível e não terminaria comigo por falta de sexo.

No dia nove, fazia um mês desde o nosso verdadeiro primeiro beijo e eu achei que era uma data que passaria despercebida, mas Edward nos fez um jantar no apartamento e nós passamos a noite fazendo maratona de One Day At A Time — já que havíamos terminado The Good Place.

O seu aniversário estava próximo e Alice havia dito que faria uma festa surpresa na casa dos seus pais. Logo em seguida todos os jovens iriam para uma balada, mas primeiro haveria a reunião em família.

Eu estava tão nervosa sobre o que vestir e como me portar, mas não escondi de Alice. A garota disse que me ajudaria e foi o que fez, indo até o nosso apartamento para me ajudar com o que vestir, o que fazer com o cabelo e como fazer a maquiagem.

Me olhei no espelho e suspirei profundamente: vestia um vestido preto simples que ia até ia meus joelhos e tênis nos pés, como havia pedido para Alice. Meus cabelos estavam soltos e escovados, e a maquiagem que eu usava era clara, quase natural.

Estava tão nervosa, só sentia vontade de ir para escada de incêndio, fumar um maço de cigarro inteiro e depois ir dormir.

— Bella, o que foi? Você está linda! — Alice disse, me olhando através do espelho, parada bem ao meu lado.

— Estou nervosa. — Confessei, me virando para ela e indo sentar na cama. — Como o Edward vai me apresentar para os pais?

— Como a garota que veio morar com ele? — Deu de ombros e eu choraminguei. — Bella, qual o problema?

Olhei para ela por um momento, ponderando sobre se deveria falar com isso com ela ou se deveria continuar guardando segredo. No entanto, não foi preciso dizer nada porque logo a garota arregalou os olhos e entreabriu os lábios. O meu silêncio era tudo o que ela precisava.

— Vocês estão juntos? — Alice sentou ao meu lado e tocou as mãos, quase quicando em cima da cama. — Eu estou tão feliz! Nem acredito que você vai ser minha cunhada! — Ela me abraçou e eu retribuí.

Tinha certeza de que se ela soubesse quem eu fui, não estaria tão feliz assim. Tentei não pensar muito nisso e a abracei com mais força antes dela me soltar.

— Nós estamos aos beijos há um mês, mas estamos indo com calma. — Expliquei, vendo a garota com um sorriso enorme ao meu lado. — Por favor, não comente isso com ninguém. Nem mesmo com o Edward. Eu tenho certeza de que ele vai me matar se souber que eu contei isso à você.

Alice revirou os olhos, mas concordou.

— Tudo bem. Edward é um bobo. O que ele acha que eu vou fazer?

— Agir exageradamente e contar para Deus e o mundo. — Falei e ela arregalou os olhos. — O quê? Foi ele quem falou.

— É a cara dele falar isso. — Alice bufou. — Mas eu não sou assim, Bella. Eu juro. Você pode confiar em mim.

Eu assenti e abri um pequeno sorriso. Apesar de um pouco exagerada, acreditava que poderia confiar nela e foi isso o que eu fiz.

Nós saímos juntas do quarto e encontramos os garotos assistindo televisão. A atenção dos dois se desviou para nós de imediato e elogios foram o que não faltaram.

— Estão muito bonitas, senhoritas. — Jasper estendeu a mão para Alice em um gesto cavalheiresco.

— Sai. — Edward empurrou ele e tocou a mão da irmã, que revirou os olhos enquanto eu ria. — Estão incríveis, muito lindas, como sempre. — Ele sorriu para cada uma de nós e piscou para mim.

Eu queria beijá-lo, mas ele não fazia ideia de que Alice sabia sobre nós e eu também não queria estragar a minha maquiagem que havia sido tão bem feita, queria causar boa impressão.

Quando nós quatro já estávamos no carro em direção à casa dos pais de Edward, ouvimos ele perguntar:

— Por que estamos indo para a balada tão cedo? Nós vamos beber antes?

— Vamos. As bebidas da balada são muito caras. — Alice reclamou.

— Como se você fosse beber. Está dirigindo, tampinha. — Brincou e nos fez rir.

— Eu sou responsável. — Ela resmungou.

— Acreditamos. — Ele provocou.

Toquei a mão dela no volante e falei:

— Deixa, Alice. Ele só quer te irritar. — Me virei para trás e o vi com um sorriso divertido nos lábios. — Se comporte, Cullen.

— Sim, senhora. — Bateu continência e eu revirei os olhos, rindo um pouco.

Edward estava tão animado e aquilo me deixava mais calma. Tudo daria certo naquela noite. Tudo teria que dar certo.

xxx

Quando nós entramos no apartamento de luxo da família Cullen, localizado no Upper East Side, Edward não ficou surpreso com a sua festa. Depois de Alice entrar com o carro no prédio, o homem entendeu tudo e pareceu ficar feliz com a tentativa de surpresa que a família fez.

Quando chegamos ao apartamento ele passou a ser cumprimentado por amigos e parentes, que o felicitavam. Me mantive próxima de Alice e Jasper, sorrindo para uma e outra pessoa à quem era apresentada. Nos aproximamos da mesa de comidas e eu estava colocando alguns canapés em uma mão enquanto matinha um na boca quando alguém cutucou o meu ombro.

Virei calmamente, parando de mastigar e encontrando Edward com um enorme sorriso e estendendo a mão pra mim. Olhei para ele em confusão.

— Vamos. Quero que conheça os meus pais. — Ele explicou.

Foi aí que eu comecei a tossir desenfreadamente, me engasgando com o que tinha na boca e sendo amparada por Edward. Jasper esticou um copo com uma bebida forte e eu fiz uma careta assim que o bebi, vendo Edward lançar um olhar feio ao amigo que apenas deu de ombros. Àquela altura todos os olhares estavam na nossa direção.

— Você precisa de um minuto? — Edward perguntou enquanto acariciava as minhas costas.

Eu neguei e deixei os petiscos de lado, limpando os lábios e a mão com o guardanapo.

— Não. Estou bem. — Pigarreei. — Vamos. — Sorri.

Edward riu e assentiu, tocando a minha mão e se aproximando dos seus pais. A mulher de cabelos ruivos, no mesmo tom dos fios de Edward, parecia ansiosa e feliz em nos ver. Aparentava ser doce, talvez fossem seus traços e seus olhos tão castanhos quanto os de Alice que brilhavam na nossa direção. Já o seu pai tinha um ar angelical e ao mesmo tempo sério. Seus cabelos loiros estavam perfeitamente penteados para trás e seus olhos azuis nos fitavam com curiosidade.

— Pai, mãe. Esta é Isabella. — Edward disse, simplesmente. Sem denominar se era sua namorada, sua colega de quarto ou qualquer outra coisa. Parte de mim estava aliviada, mas a outra parte estava confusa. — Bella, estes são Esme e Carlisle, meus pais.

— Muito prazer, querida. — Esme se aproximou de mim e me abraçou.

Congelei no lugar, arregalando os olhos, mas retribuindo o abraço desajeitadamente para não ser rude. Quando ela se afastou, ainda sorria e se virou para o filho, tocando o seu rosto.

— Ela é linda, querido. — Suspirou e se virou para mim. — Queria poder dizer que meu filho contou muito sobre você, mas estaria mentindo. Ele adora esconder tudo de mim. — Choramingou.

— Mãe... — Edward ralhou.

— Estou mentindo?

— Tudo bem, querida. Eles crescem e então nós não sabemos mais nada sobre eles. — Carlisle disse, acariciando o braço da esposa e a puxando para mais perto de si.

— Talvez eles tentem dizer, mas não sejam ouvidos. — Edward disse entredentes e eu senti que estava perdendo algo ali.

— É um prazer, Isabella. — O homem ignorou o filho e sorriu para mim. — Seja muito bem vinda em nossa casa e fique à vontade.

— Obrigada, senhor Cullen. — Sorri para ele.

Edward envolveu a minha cintura e me tirou dali rapidamente, nos levando até um dos sofás próximos da janela que davam para a avenida. Ele bufou e passou as mãos pelos cabelos enquanto eu o olhava confusa.

— Está tudo bem? — Franzi o cenho.

— Sim. — Assentiu e engoliu em seco. — Não se preocupe. Apenas problemas de família.

— Tudo bem. Se precisar conversar, estarei aqui. — Sorri e toquei sua mão.

Edward sorriu docemente e eu pude ver um vislumbre da sua mãe por um momento, fazendo o meu coração se aquecer. Ele se esticou e beijou o meu rosto, e eu senti o sangue se acumular na região de imediato.

— Obrigado, Bella. Isso significa muito para mim. — Disse, beijando os nós dos meus dedos.

xxx

Nós ficamos na festa pouco mais de uma hora. Logo depois de cantarmos parabéns e comermos o bolo, nos despedimos dos convidados. Os mais jovens nos acompanharam até a segunda parte da festa, dividindo táxis porque sabiam que beberiam muito naquela noite.

O irmão de Edward não aparecera naquela noite e, pelo pouco que falavam sobre ele, parecia que não era tão próximo da família. Não quis questionar, não cabia à mim questionar algo tão pessoal quando eu mesma não me abria com nenhum deles.

Alice tinha reservado o camarote para nós naquela noite então tínhamos bebidas e comidas à vontade. Me servi de um copo de gin tônica e saboreei enquanto comia algumas batatas e amendoins.

Edward estava se divertindo com os amigos, mas não desgrudava os olhos de mim e eu dele. Alice tagarelava ao meu lado e vez ou outra eu sorria e assentia, mas logo ela se distraiu com outra pessoa e me deixou sozinha no sofá. Quando me viu sozinha, Edward se aproximou.

— Quer dançar? — Perguntou, envolvendo meus ombros com um braço.

— Acho que sim. — Assenti.

— Por que só acha? — Ele me olhou e eu ri.

— É estranho, Edward. Eu já fui uma dançarina, não sei me portar corretamente. E se eu for sensual demais? — Fiz uma careta.

— Então ninguém vai te julgar. — Edward aproximou o rosto do meu e beijou o meu rosto antes de dizer ao pé do meu ouvido: — E eu serei o filho da puta mais sortudo desse lugar.

Empurrei o seu peito e ri, olhando em seus olhos com seu rosto próximo ao meu. Queria tanto beijá-lo, mas não queria fazer isso com tantas pessoas por perto. Por isso me levantei, deixando o meu copo de lado e esticando a minha mão na sua direção.

— Vamos. — Indiquei com a cabeça e ele logo pegou a minha mão, se levantando e quase correndo comigo para o andar inferior.

Ali estava abarrotado de pessoas dançando e se divertindo enquanto uma música pop animada tocava. Fiquei de frente para Edward e tentei imitar os presentes, vendo ele fazer o mesmo enquanto nós caíamos na gargalhada. Ninguém ali parecia interessado em nós e aquilo me fazia sentir mais leve, livre e desinibida.

Uma nova música, agora latina, começou a tocar e todos vibraram. Talvez eu devesse começar a ouvir mais músicas e aprender um pouco dos ritmos. Deixei meu corpo se mover livremente, apenas sentido a música. Grudei o meu corpo ao de Edward e chacoalhei o quadril, sendo acompanhada por ele. Nossas testas estavam grudadas e ele olhava para a união dos nossos corpos, suas mãos estavam tímidas em meus quadris enquanto as minhas se entrelaçavam em seus cabelos.

— Você... Dança bem. — Ele disse, se fazendo ser ouvido por cima da música e eu ri.

— Eu vivia disso, pelo meu bem é bom que eu fosse mesmo boa. — Respondi, vendo o homem sorrir de lado.

Me virei de costas, queria encaixar o meu corpo no seu, queria me libertar, me sentir como Isabella Swan, como uma garota normal em uma cidade grande, como uma jovem com o seu namorado — ou seja lá o que Edward é para mim — em uma balada.

Continuei a movimentar o meu corpo conforme a música enquanto Edward ainda matinha suas mãos em meu quadril, mas agora beijava o meu pescoço e trilhava beijos até a minha orelha, mordiscando o meu lóbulo. Fechei os olhos e contive um gemido, deitando a cabeça no ombro dele.

— Bella... — Ele soprou. — Eu não vou conseguir controlar a minha ereção.

E eu não queria que ele a controlasse, queria senti-lo, queria provocá-lo, queria me sentir desejada por aquele homem.

— Vamos para casa. — Sugeri no calor do momento e olhei para ele, vendo a sua apreensão. — Estou falando sério.

— Bella, eu não sei...

— Eu estou pedindo, Edward. — Toquei a sua mão e me virei para ele. — Vamos para casa agora.

Edward engoliu em seco e soltou um "merda" antes de sair dali de mãos dadas comigo.

Notas finais
EITA, será que agora vai rolar? Não esqueça de deixar o seu comentário. indicar pra uma amiga crepusculete, favoritar e marcar que está acompanhando para não perder nenhuma atualização ;) Até a próxima!