Anti-Heróis
17 Monstros Me Impedem De Dormir
Notas iniciais
Edward Cullen
Nós passamos a maior parte do tempo no táxi com os dedos entrelaçados enquanto eu chacoalhava a perna nervosamente. Não voltamos a nos beijar e, vez ou outra, eu lançava um olhar desconfiado na direção dela, esperando por uma reação desistente. Bella apenas mordiscava sua unha do polegar e parecia tão ansiosa quanto eu.
Paguei o táxi apressadamente e corremos para dentro do prédio. Me atrapalhei com a chave e ela caiu no chão, fazendo com que eu xingasse e Bella risse. Quando finalmente entramos no apartamento e trancamos a porta, nos olhamos em meio à penumbra. Seus olhos brilhavam em excitação e eu não demorei a voltar a tomar seus lábios nos meus.
Bella retribuiu o beijo imediatamente e começou a fazer com que andássemos às cegas pelo apartamento, batendo em um móvel e uma coluna, o que fez com que partíssemos o beijo e começássemos a rir.
— Droga. — Murmurei.
— OK, que tal você ir até o quarto e eu te encontro lá? — Ela perguntou, ainda sorrindo e acariciando o meu rosto.
— Aonde você vai? — Franzi o cenho, confuso.
Ela gargalhou.
— Ao banheiro, Edward!
— Oh, OK. Me desculpe. — Selei nossos lábios. — Não fuja.
— Não farei isso. — Disse em tom de promessa e beijou os meus lábios rapidamente antes de se afastar para o banheiro.
Eu quase corri para o quarto, tirando as minhas roupas e ficando apenas de cueca enquanto passava um perfume. Ajeitei os cabelos no espelho e verifiquei se não tinha nada nos dentes. Corri para a cama e me deitei sobre os lençóis, esperando por Bella.
Fiquei pensando sobre o quanto havíamos passado em tão pouco tempo para chegarmos até ali. Não conseguia imaginar que eu ia mesmo transar com Bella e pelas razões certas. Eu com certeza daria uma foda à essa garota que ela nunca mais esqueceria, algo diferente de tudo o que ela podia ter vivido, porque eu faria com que se sentisse desejada por alguém que realmente gostava dela. Será que Bella já havia se sentido assim afinal?
Quando a porta do quarto se abriu, eu olhei para lá imediatamente. Iluminada apenas pela luz que entrava pela janela do quarto e pela vela em cima do que parecia ser um bolinho, ela se aproximou vestindo apenas uma lingerie azul escura que lhe caía perfeitamente bem.
— Happy birthday to you, happy birthday to you, happy birthday Mr. Cullen, happy birthday to you.
Eu reconhecia muito bem aquela saudação de parabéns à você cantada em meio à gemidos feita por Marilyn Monroe ao presidente Kennedy no dia do seu aniversário. Bella ia se aproximando enquanto cantava e, quando terminou a canção, estava em cima de mim, o bolinho entre nós.
— Faça um pedido. — Sussurrou.
Eu toquei suas coxas nuas e olhei fundo em seus olhos. Não havia nada no mundo que eu quisesse mais do que ter Isabella para sempre ao meu lado. Aquela mulher era incrível e eu queria cuidar dela, fazê-la se sentir única todos os dias do resto da sua vida.
Fechei os olhos e assoprei, apenas pensando em uma vida ao lado daquela mulher. Não havia nada naquele momento que eu desejasse mais. Quando voltei a abrir os olhos, Bella me olhava com expectativa e eu abri um enorme sorriso, deixando o bolinho de lado e tocando a sua nuca, puxando os seus lábios para os meus.
Bella retribuiu o beijo de bom grado, acariciando o meu peito nu e rebolando em meu colo. Gemi contra os seus lábios, meu membro duro embaixo dela implorando para sair. Distribuí beijos por seu queixo, mandíbula e alcancei o seu lóbulo, mordiscando e chupando, ouvindo o seu gemido de prazer em resposta.
Girei nossos corpos na cama, deixando a mulher deitada sob mim e passando a beijar o seu pescoço até o colo dos seus seios. Suas mãos estavam em meus cabelos e eu notei que ela me olhava. Quando encontrei seus olhos, além da luxúria, encontrei a tensão.
— Você está bem? — Perguntei em um sussurro e selei nossos lábios.
Bella assentiu.
— Estou bem. Continue. — Pediu.
Ainda hesitei por um momento antes de voltar a beijar o vale entre seus seios com devoção. Coloquei uma mão atrás das suas costas e abri o seu sutiã, tirando e revelando os seus seios pequenos, mas tão bonitos. Passei a distribuir leves beijos em volta da sua auréola antes de abocanhar o seu mamilo e sugá-lo. Seus gemidos de prazer pareciam ser genuínos e eu desejava que fossem, que ela não precisasse mentir, que eu fosse capaz de dar prazer à ela. Repeti o gesto no outro seio e voltei a distribuir beijos por sua barriga, me demorando em seu baixo ventre e vendo a mulher estremecer.
Toquei o elástico da sua calcinha e, com a sua ajuda, consegui tirá-la. Suas pernas se abriram para me receber, os joelhos curvados e os pés apoiados na cama. Toquei a sua buceta, tão úmida e quente, pronta para receber o prazer que merecia. Voltei a beijar a sua virilha, mas não querendo me demorar muito antes de tomar o seu clítoris entre meus lábios.
Deixei minha língua livre, ora em seu clítoris, ora em sua entrada, querendo penetrá-la. Sugava o seu clítoris, ouvindo os seus gemidos altos e suas mãos forçando o meu rosto na região. Minhas mãos apertavam as suas coxas e bunda, sentindo o seu corpo se arquear.
Passei uma mão para entre suas pernas, colocando um dedo na sua entrada e ouvindo a mulher chamando o meu nome. Quando comecei a enfiar o dedo, parei de imediato ao ouvi-la gritar:
— Para! Para, Edward! Para agora!
Me afastei de imediato e acendi a luz, vendo a mulher já sentada e abraçando os seus joelhos enquanto começava a chorar. Era um choro sofrido, dolorido e eu corri para perto dela, tocando o seu joelho e vendo a mulher recuar.
— Ei, o que foi? O que aconteceu? Eu fiz algo de errado? — Perguntei, preocupado e revendo tudo o que havíamos feito. Eu a havia machucado?
— Não. — Bella disse depois de um longo tempo chorando e passou as mãos pelo rosto. — Você estava sendo perfeito, eu só... Me desculpe.
Ela voltou a chorar e se aproximou de mim, sentando em meu colo e eu a aconcheguei prontamente, cobrindo o seu corpo com o lençol e a chacolhando, como um bebê inocente e frágil.
— Shhh, vai ficar tudo bem. Se acalme. — Pedi, beijando os seus cabelos e acariciando as suas costas.
Deixei que ela continuasse a chorar e ofereci um copo d'água, mas Bella me agarrou com mais força, impedindo que eu saísse dali. Aos poucos ela foi se acalmando enquanto eu sibilava e a acariciava, chacoalhando o seu corpo.
— Eu lembrei daquele dia... Com o Caius. — Ela disse em meio aos soluços. — Me desculpe, eu prometo transar com você, só espera um pouco.
— Sh, sh, sh. Ei! — Olhei para ela. — Não quero te forçar à isso, OK? Não quero fazer isso a menos que esteja preparada e eu posso esperar por isso.
— Mesmo se demorarem anos? — Perguntou, fungando.
— Mesmo assim. — Assenti, colocando uma mecha do seu cabelo atrás da orelha. — O que acha de tomarmos um banho e irmos dormir?
— Juntos? — Sussurrou.
— É isso o que você quer? — Olhei em seus olhos, acariciando o seu rosto com os polegares e a vendo negar com a cabeça. — Tudo bem, então vá primeiro. Eu vou preparar um chá para que você tome quando eu for tomar o meu banho. O que acha?
Bella assentiu.
— Parece bom.
— Quer ir agora? — Perguntei e a vi negar, voltando a me abraçar.
Nós ficamos mais um momento abraçados antes dela se levantar, pronta para tomar o banho. Com medo de que ela fizesse algo contra si mesma, pedi para que deixasse a porta aberta e Bella aceitou de bom grado. Talvez também temesse o mesmo, mas não disse nada e tudo ficou nas entrelinhas.
Como prometido, fui fazer o seu chá e observei enquanto a água fervia na chaleira. Talvez fosse melhor eu ajudar Bella, aconselhar a procurar por um psicólogo, um trauma de um estupro não era algo que passava sozinho.
As minhas intenções passavam longe da tentativa de transar com ela. Como havia dito, era algo que poderia esperar anos para ter porque não era isso o que eu queria dela, ia muito além de pele, tinha certeza disso. Queria apenas o seu bem e aquilo significava a garota estar mentalmente estabilizada.
Sabia que o trauma nunca passaria, mas a terapia com certeza ajudaria a amenizar aquela dor.
Coloquei o chá na xícara e chacoalhei o sachê, retirando e jogando no lixo, colocando uma colher de açúcar para acalmá-la ainda mais. Quando cheguei no quarto, Bella terminava de vestir o pijama e se virou para mim.
— Se sente melhor? — Perguntei e coloquei a xícara no criado mudo ao lado da cama.
— Sim. Obrigada. — Tentou sorrir e se sentou na cama, alcançando a xícara e tomando um gole do chá com calma. — Está bom.
Sorri e me ajoelhei na sua frente para olhar o seu rosto. Sabia que ela havia chorado porque suas bochechas e olhos estavam vermelhos. Toquei os seus joelhos e respirei fundo.
— Vai ficar bem enquanto tomo banho?
Bella assentiu e bebeu outro gole do chá.
— Pode ir, Edward. Eu deixarei a porta aberta.
Olhei para ela por um momento antes de me convencer, levantar e beijar a sua testa.
— Eu volto logo. — Prometi.
Quase corri para o banheiro, tomando um banho não tão rápido para que não ficasse fedendo. Quando cheguei ao quarto, Bella terminava de tomar o chá e me olhou em confusão.
— Tudo bem? Você parece ofegante.
Umedeci os lábios e sorri.
— Estou bem. Não é nada.
Me aproximei das gavetas e peguei uma cueca, colocando uma calça de moletom por cima. Quando me virei, Bella estava me observando recostada na cabeceira da cama e abriu um pequeno sorriso quando nossos olhos se encontraram.
— Quer que eu durma na sala hoje? — Perguntei, me aproximando com cautela e me sentando aos pés da cama.
— Não. — Balançou a cabeça em negação e esticou a mão para mim. — Vem, deita aqui do meu lado.
Desliguei a luz e fiz o que ela pediu, cobrindo o seu corpo a abraçando para mim, ficando com nossos rostos próximos. Bella acariciava o meu rosto, observando cada detalhe em meio à escuridão enquanto eu fazia um carinho despretensioso em suas costas.
— Por que não deita embaixo dos lençóis? — Ela perguntou, cortando o silêncio.
— Não quero desrespeitá-la. — Confessei e ela riu. — O que foi?
— Não seja bobo, Edward. Nós... Estamos juntos, certo? — Eu assenti prontamente e ela puxou o lençol, fazendo com que eu me cobrisse também. — Não tem problema algum nós ficarmos juntos aqui embaixo. Pelo contrário, acho até mais aconchegante. — Murmurou, se encaixando em meu corpo.
Nossas pernas estavam entrelaçadas, meus braços ainda a envolviam e sua cabeça estava apoiada em meu peito. Eu me mantive imóvel por um segundo antes de beijar os seus cabelos e voltar a acariciar as suas costas.
— Edward?
— Sim?
Bella ergueu o rosto e me fitou em meio à penumbra.
— O que você desejou? Quando assoprou a vela. — Explicou, quando percebeu a minha confusão.
Umedeci os lábios, me sentindo envergonhado, mas sabendo que poderia dizer sem ser ridicularizado pela mulher.
— Desejei você ao meu lado para sempre. — Confessei, acariciando o seu rosto.
Eu pude ver o lábio de Bella tremer e seus olhos úmidos antes dela me beijar. Um beijo calmo, tranquilo e apaixonado, recheado daquele sentimento tão conhecido, mas tão novo para nós. Segurei seu rosto entre minhas mãos enquanto nos beijávamos, sentindo suas pernas inquietas, acariciando as minhas.
Quando descolamos os nossos lábios, selando-os diversas vezes, e olhei fundo em seus olhos castanhos, eu tive a certeza de que nunca havia feito um pedido que quisesse com tanto fervor que se realizasse de verdade.
— Boa noite, Edward. — Desejou e voltou a se aconchegar em mim.
— Boa noite, meu anjo. — Sussurrei, beijando o alto de sua cabeça. — Durma bem, eu estarei aqui caso precise de mim.
— Obrigada. — Soprou, depositando um beijo em meu peito.
O silêncio predominou no quarto por longos minutos antes que eu pudesse ouvir o seu ressonar e tivesse a certeza de que podia dormir com ela descansando e protegida em meus braços.
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