Notas iniciais
Oi oi gente!! Bom, eu sou a Ana e pode ser que você, querido leitor, nunca tenha me visto por aqui ou talvez, por um milagre divino, lembre de mim através de uma outra fanfic super antiga que escrevi por aqui ( tão antiga que nem lembro o nome ) maaas para todos os casos, sejam bem vindos!!
Agora, falando um pouquinho mais sobre "Antes que o dia termine" essa é uma história completamente original que você talvez nunca tenha lido, ou já leu milhões com uma ideia parecida com essa ( Vai que né? ) escrita com todo o amor e dedicação por uma pessoa que passou noites em claro para que personagens completamente diferentes conseguissem contar a sua história! Por hoje vamos ficar apenas com o Prólogo mas prometo que logo mais eu solto o primeiro capítulo, pode ser?

Então galerinha, é isso! Boa leitura...

18 de Outubro de 2014

Tem alguma coisa no vestido que está me incomodando. Acho que provavelmente deve ter ligação com o laço nas minhas costas, talvez algum alfinete ou pedaço de tecido mal cortado, mas eu realmente não consigo me concentrar em outra coisa além disso. Mamãe está em pânico. Ela está tentando não demostrar mas não está funcionando, não a culpo, ela se preocupou mais com tudo isso do que eu. Kieran está sentado no sofá a minha esquerda e seu rosto parece um mar de tranquilidade, e até tédio, se comparado ao de todos naquela pequena sala. Eu lanço um olhar para ele, ignorando totalmente o fato de mamãe estar falando comigo há horas, e faço uma careta recebendo em troca uma sobrancelha erguida, e depois ele faz aquela coisa de puxar as bochechas para frente fazendo seus olhos saltarem e sua boca parecer um bico de algum animal em extinção.

— Allison! Está prestando atenção no que eu digo? E kieran, você não devia estar dando apoio, ou sei lá o que, para o Ben?

Mamãe olha severamente para nós dois como fazia como éramos crianças, e Kieran levanta da cadeira como um cachorrinho obediente e olha para mim com aquele sorriso torto de sempre.

— Vou ajudar o Ben a relaxar um pouco. — Ele aponta para o champanhe. — E Alli, você está linda.

Eu retribuo seu elogio com um sorriso e ele sai com um aceno de cabeça, deixando mamãe e eu naquela sala minúscula e com cheiro de mofo à deriva do desespero. A cabeleireira Zoey parte para cima de mim como um leão, e eu sou a gazela. Ela remexe o meu cabelo tantas vezes que minha cabeça começa a doer e arder, o que eu também acho que pode ser culpa de todo aquele spray e grampos assassinos. Meus olhos começam a lagrimejar de tantos puxões e uma multidão de mulheres se aproximam de mim com lenços de papel enquanto murmuram mais de trinta "owwwnnns" por segundo.

— Ela está emocionada! – Uma delas diz.

— Deve estar nervosa. Você está nervosa, querida? — A outra pergunta, levando um lenço aos meus olhos.

Eu estava prestes a responder que não quando Zoey apresenta seu penteado na minha cabeça e magicamente deixo de ser o centro das atenções. Ela me pergunta se eu gostei, e mesmo que tenha achado um pouquinho exagerado, acabo concordando com receio de receber mais puxões no cabelo. Mamãe aparece com um buquê de flores lindas, mas que eu não sei o nome, e me entrega já aos prantos.

— Eu estou tão feliz por você, filha. Espero que tenha um casamento muito mais feliz do que possa imaginar.

— Obrigada, Mãe.

Eu jogo meus braços sobre ela e pela primeira vez no dia sinto as emoções que tentei disfarçar vindo com força na minha direção. Me desvencilho de seu abraço e peço para ficar um pouco sozinha, ela sabe que preciso de espaço e fôlego antes de tomar alguma decisão importante – ou quando estou prestes a surtar — então pede para todas aquelas mulheres que não conheço irem para fora e tomarem seus lugares antes que a cerimônia comece. E é claro que ela soube fazer isso de uma maneira mil vezes mais educada do que eu seria capaz de fazer. Quando todas elas estão fora da pequena sala, mamãe me lança um olhar de compreensão e murmuro um pequeno obrigada, então ela fecha as portas de madeira enfeitada e finalmente estou sozinha. Eu olho para os lados procurando algo para me entreter antes que meus pensamentos comam meu cérebro, mas já é tarde, eu estou mais nervosa do que quando caí da árvore do vizinho e tive que levar pontos.

Casar é com certeza a maior loucura de toda a minha vida. Se alguém me dissesse quatro anos atrás que eu estaria me casando aos vinte, eu certamente teria chutado a cara desse alguém e estaria rindo como uma doida, mas veja como são as coisas, não é?
Ben e eu nos conhecemos quando eu tinha seis anos, Kieran já tinha oito. Nós éramos vizinhos e a minha casa ficava bem no meio, por isso (não pelo fato de eu ser super legal) eles resolveram me incluir no clubinho. Aos quatorze anos nós começamos uma banda, e aos dezesseis nós começamos a namorar, não nós três, é claro! Ben e eu. A banda não deu certo porque eles gostavam de rock, enquanto Taylor Swift começava a fazer sucesso, então é meio óbvio que nós discutimos um pouco, afinal eu odiava rock e estava apaixonada pelas músicas da Taylor.
Meu namoro com Ben nunca afetou nossa amizade com Kieran, mas as namoradas de Kieran sempre foram muito difíceis de suportar, pelo menos eu sempre achei. Quando o mundo real começou a acontecer, nos obrigando a mudar o ambiente escolar pela faculdade, e quando nossos assuntos divertidos passaram a incluir currículos e emprego, nós nos distanciamos um pouco, mas nada que pudesse afetar o que construímos ao longo dos anos.

Ben acabou virando cantor (Juro, não estou brincando) e fez sucesso logo de cara com seu primeiro cd. É um pouco chato confesso, porque nossa vida acabou se tornando pública, mas eu não poderia estar mais orgulhosa dele, sempre foi o seu maior sonho desde... sempre. Kieran terminou a faculdade um pouco antes de seu pai morrer, foi um choque! Mas a parte mais curiosa é que ele, ao contrário do que todo mundo esperava, acabou herdando a construtora do pai e agora se dedica inteiramente a ela, mas tenho certeza de que gosta de trabalhar lá, apesar de agora estar morando a três horas de distância da gente. E eu? Bom, resolvi trabalhar na revista da minha mãe depois que terminei o curso de fotografia. É um grande trabalho, e também não corro muito o risco de ser demitida.

Escuto uma batida na porta e logo em seguida papai enfia o rosto para dentro da sala, eu sorrio para ele convidando-o a entrar, e observo o quanto seu terno lhe cai bem. Ele me conduz até o grande espelho e então nós dois podemos olhar para mim. Meu vestido branco tem uma manga de renda e um decote pouco saliente, é bem longo assim como o véu. Meu cabelo escuro ganhou um tom mais claro do meio para baixo depois que resolvi me aventurar com o pó descolorante, mas é claro que eu fui até uma cabeleireira para isso. Minhas bochechas estão marcadas com uma cor pêssego, e meus olhos estão destacados com um sombreado escuro apesar dos meus olhos também serem escuros. Eu acho que a mulher que me maquiou esqueceu o batom.

— Você está linda. – Ele diz. Sorrindo para a Allison do espelho.

— Você tem certeza?

— Nunca tive tanta certeza na vida. – Ele sorri para mim, depois me puxa para um beijinho na testa. – Pronta?

— Sim.

A música começa a tocar e tomo fôlego em uma respiração longa. Minhas mãos tremem tanto que segurar o buquê é uma tarefa quase impossível. Passo o braço pelo de papai e uma lágrima silenciosa escorre pelo meu rosto. Andamos até a frente da igreja e meu coração parece querer saltar, eu estou com medo de desmaiar, mas também estou com medo de não conseguir sair do lugar. Olho para o meu pai antes de olhar para frente, e o sorriso reconfortante que ele me dá é o que me fez ter coragem de seguir em frente, quer dizer, eu amo o homem o qual estou prestes a me casar, mas eu estou tão nervosa que seria capaz de dar meia volta.
Foi então que eu o vi. Seu cabelo escuro está todo arrumadinho e sua expressão é de pura felicidade, nossos quatro anos de namoro parecem minutos frente a essa vontade de passar o resto da vida juntos, eu o amo tanto que não sou capaz de descrever o quanto. Nossos olhares se cruzam e sinto algo em mim mudar completamente, não tem mais volta, e também não quero que tenha, seremos um do outro pelo resto da vida...
Depois disso tudo não passou de um borrão, literalmente porque meus olhos estavam tão aguados que eu mal conseguia enxergar as coisas. Dançamos a noite toda, e a felicidade estava estampada no meu rosto, nem os repórteres insistentes na porta da igreja, e no local onde seria a festa, foram capazes de me irritar. Lá pela uma da manhã, mamãe levantou sua taça fazendo aquele barulhinho indicando que começaria um discurso, e todos se sentaram animadamente. A primeira a falar foi ela, além de coisas lindas, disse coisas constrangedoras sobre a nossa infância e o quanto ela podia jurar que não gostávamos um do outro. Papai disse sorrateiramente que se Ben me magoasse de alguma forma ele iria para a cadeia antes mesmo de lançar o seu terceiro cd. E depois foi a vez de Kieran. Eu sinceramente achei que ele não teria a cara de pau de falar alguma coisa na frente de muitas pessoas mas, quem eu estava querendo enganar? Era o Kieran...

— Primeiro eu queria começar dizendo que vocês dois são um pé no saco. A primeira vez que os vi como um casal tinham dez anos, eu conhecia mais sobre o amor, lógico, afinal eu tinha doze.
Allison caiu de bicicleta próximo a escola, e enquanto eu corri para dar um soco na cara dos meninos que estavam rindo dela, Ben correu para ajudá-la a se levantar. Ele limpou os joelhos dela, secou o seu rosto, e eu ainda estava tirando sangue do nariz daqueles idiotas. A pior fase deles foi quando descobriram que estavam apaixonados, eu não aguentava mais ouvir os lamentos de como a amizade podia ser estragada caso resolvessem ficar juntos, eu devo ter dormido em pé enquanto vocês falavam, e aquela vez em que ficamos horas no telefone, Allison, a ligação não tinha caído, eu tinha apagado, sério! eu estava dormindo há horas. Dizem que essa coisa de amor verdadeiro pode ser muito chato às vezes, mas eu tenho certeza de que, se existem pessoas capazes de fazer dar certo, esses são vocês. Um brinde, a Allison e Ben! Os melhores amigos que um cara poderia ter. Obrigado por serem incríveis, e Ben, obrigado por impedir aquela fase Taylor Swift da Alli, vou ser eternamente grato à você.

Nós levantamos as taças, e enquanto as palmas reinavam no salão, Ben e eu gritávamos coisas como "lindo", "gostoso" ou "casa comigo". E o fim daquela noite chegou tão rápido que senti falta de todo aquele frio na barriga que senti no início. Nós nos despedimos de todos e partimos em direção ao felizes para sempre, torcendo pra que o resto de nossas vidas fosse tão incrível como aquela noite...

Notas finais
Olha eu aqui de novo! E bom, se você gostou do que viu até aqui peço pra que, por favor, deixe o seu comentário aqui embaixo contando um pouquinho do que você achou desse pequeno prólogo, ou até mesmo o que você espera para os próximos capítulos, eu vou amar te responder!

Um beijo bem grande e até a próxima...