Antes das Seis
4 Capítulo IV
Notas iniciais
Uma claridade insuportável fez com que Nick, ainda deitado na cama, levasse as mãos até a frente dos olhos para se defender da luz. Ele resmungou algo e se revirou na cama. Catherine, que havia aberto a cortina do quarto, já estava acordada há uma hora. A loira vestia um jeans simples com uma regata vermelha e tinha seus cabelos presos em um rabo de cavalo.
– O que você é agora? Um vampiro? – a voz da loira veio ao longe. – Acorda, Nicko – ele sentiu suas mãos o sacudirem por trás.
– Não quero – resmungou mais uma vez e cobriu o rosto com o lençol. – E que tipo de apelido é esse? – perguntou debaixo do lençol arrancando uma gargalhada da loira.
A loira obrigou-se a fazer a volta na cama. “Vamos lá, bonitão”, chamou puxando o lençol que cobria seu rosto, fazendo a claridade atingir seus olhos novamente. Nick aproveitou a oportunidade para segura-la pelos dois pulsos e a puxou para a cama. Catherine soltou um grito de surpresa quando suas costas bateram contra o colchão macio. Em um movimento rápido, Nick ficou por cima da amiga, ainda segurando seus pulsos, com um sorriso malicioso nos lábios. A respiração de Catherine ficou cada vez mais difícil devido a posição dos dois, e seu peito começou a movimentar-se aceleradamente.
– Vingança! – ele gritou antes de soltar seus pulso e começar a fazer cócegas na sua barriga.
A loira era sensível a isso e começou a rir descontroladamente a cada toque do amigo. “Você nunca vai me pegar!”, ela grita quando consegue se desvencilhar de seus braços e sair debaixo dele, e corre pelo quarto. Nick logo pula da cama também e começa a persegui-la. Eles correm por todo o quarto como se fossem duas crianças. O rapaz era ágil e rápido, e enquanto a loira corria ele conseguiu segura-la por trás, pela cintura, puxando seu corpo contra o dele. Ela não pode evitar de soltar um gemido contido quando sentiu o impacto. Rapidamente, ele a virou para si e a empurrou contra a parede mais próxima, colando suas costas no concreto gelado. A loira apertou seu ombro com força, sem conseguir desviar seus olhos dos dele. Enquanto uma mão continuava a segurar firmemente sua cintura, a outra ousou percorrer suas costas por baixo da regata. Um arrepio percorre todo o corpo da loira quando sente seu toque e seus lábios contra seu pescoço. Já fazia algum tempo que um homem não a tocava e o amigo estava a levando à loucura. “Nicky”, ela geme em seu ouvido, deixando o rapaz ainda mais excitado. Seus dedos já haviam encontrado seu sutiã e vagavam sobre o fecho. Ele sabia que estava sendo precipitado, mas não conseguia se controlar, aquilo era demais para ele.
De repente, como se uma luz se acendesse para Catherine, ela se dá conta do que estavam fazendo e se amaldiçoa por deixa-lo chegar tão longe. Ainda com as mãos sobre seus ombros, ela afasta Nick para fita-lo. O rapaz sorri e traça a linha da sua coluna com o polegar, até chegar no seu quadril, fazendo a loira trepidar mais uma vez. Ela fecha os olhos e contém um gemido, mordendo seu lábio inferior quando sente Nick pressionar ainda mais seu corpo com o dela, deixando claro o quanto ele estava excitado. Aquele gesto, que ele achou muito sexy, fez ele aproximar seus lábios lentamente, até que se encostassem de leve.
– Vamos comer – ela disse contra seus lábios e o afastou. Nick a olhou confuso quando a loira caminhou até a cama e começo a arruma-la. – Vista-se e vamos descer para tomar café da manhã – disse naturalmente como se nada tivesse acontecido. Decepcionado, o rapaz obedeceu.
Depois de Nick se vestir, os dois desceram para tomar café da manhã. Nenhum dos dois comentou sobre o ocorrido há alguns minutos atrás e permaneceram em silêncio até chegar no local onde as refeições do hotel eram servidas. Os dois escolheram uma mesa mais reservada, e após se serviram, comeram em silêncio, com apenas alguns olhares e sorrisos trocados. O local estava cheio, e ambos recebiam alguns olhares sugestivos vindos dos outros hospedes do hotel, tanto Catherine, quanto Nick.
– Hei, Nicky – a loira disse animada colocando sua mão sobre a do rapaz. Ele estava começando a se odiar por sentir um calor invadir seu corpo à cada simples toque da loira. – Não é o mocinho do avião? – perguntou apontando para rapaz que estava sentado sozinho numa mesa não muito longe dos dois.
Nick revirou os olhos e resmungou um “sim” quase inaudível. Catherine sorriu e acenou para o rapaz que os observava, ele fez o mesmo, com um grande sorriso no rosto.
– Eu sou um cara ciumento, sabia? – perguntou sorrindo fazendo a loira fita-lo.
– Não há motivos para isso, já que não estamos juntos – o cortou e bebeu um gole de seu café. Nick sabia que ela estava chateada pela sua atitude mais cedo. Mas ele não tinha culpa em se sentir tão atraído por ela. E ainda era só o primeiro dia de estadia, não saberia com suportaria os próximos.
Nick resolveu cortar o clima pesado contando algumas curiosidades de Los Angeles, e a loira se mostrou muito interessada e entusiasmada com a conversa, fazendo-o, inclusive, prometer que a levaria para praia antes de voltarem para Vegas. Conversaram, ainda, sobre diversos assuntos antes de subirem de volta para o quarto e se trocarem para o tribunal. O julgamento começaria às dez da manhã, com intervalo ao meio-dia. Às nove e meia, ambos já estavam prontos para seguirem ao tribunal central.
– Como estou? – ela perguntou rodopiando e espalhando seu perfume suave pelo ar, fazendo o rapaz parar de ajeitar a gravata para observa-la extasiado. Nick adorava quando tinham que depor em algum caso, ela sempre ficava tão sexy em roupas mais formais e sérias. Catherine vestia uma saia cinza escura reta, de cintura alta, que ia até um pouco acima dos joelhos. Uma blusa de seda verde escura, que estava com os três primeiros botões abertos, deixando à mostra parte do seu busto, mas sem vulgaridade. Um salto médio e o cabelo semi preso, deixando alguns fios da sua franja caírem sobre a testa, completavam seu visual.
Após a observar dos pés à cabeça, ele sorri. Nick se aproxima à passos lentos e em um movimento ágil, abre um botão de sua blusa deixando o decote maior.
– Muito melhor – sorriu observando-a sem ao menos disfarçar.
– Nicky – disse rindo enquanto fechava o botão. – Temos que ser profissionais.
– Tem razão – riu se aproximando um pouco mais da amiga. – Eu foi egoísta ao pensar só em mim. Não quero os outros olhando para seu decote, loira – levou sua mão até a blusa de Catherine e fechou, vagarosamente, os três botões que faltavam. O que ele queria mesmo, era abrir todos eles. A blusa ficou totalmente fechada, quase até o início do pescoço. Um arrepio percorreu seu corpo inteiro quando o sentiu tão próximo de si, e suas mãos hábeis toca-la por cima da blusa. A loira sorriu um tanto constrangida, ao se pegar desejando que ele fizesse o contrário. Ele permaneceu com a mão sobre o último botão enquanto fitava intensamente. – Você está linda.
– Obrigada – agradeceu se afastando. – A propósito – disse pegando sua bolsa em cima da cômoda perto da porta –, você também está muito bonito – se virou para observa-lo. Assim como ele, a loira também gostava quando ele se vestia socialmente. Ele estava com um terno preto, combinando com a calça e os sapatos sociais. Uma camisa branca, totalmente abotoada e uma gravata azul clara ao redor do seu pescoço.
– Eu sempre fui péssimo com isso – disse levando a mão até a gravata e tentando dar um nó. – Gravatas são complexas – disse fazendo Catherine rir.
– Eu te ajudo – sorriu.
Catherine caminhou até o amigo, ficando muito próxima à ele. Havia apenas uma pequena distância preenchida por ar entre eles. Com suas delicadas e hábeis mãos, ela rapidamente fez o nó perfeito na gravata do rapaz. Ele a observava encantado, sem conseguir desviar, por nenhum momento sequer, seus olhos dela. Ainda sem fita-lo, Catherine sorri e ajeita a gravata, a deixando reta sobre seu peito. Em um movimento não pensado, ela começa a percorrer sua mão sobre o peitoral de Nick, subindo para seu ombro para, finalmente, chegar na sua nuca e seus olhos encontrarem com os dele. Ainda, sem seus corpos se tocarem, Nick passa a mão por toda extensão do braço na loira, até pousa-la sobre seu rosto. Ela fecha os olhos e deixa se levar pelo momento, a respiração de ambos já estava descompassada e nenhum deles queria parar. Sem hesitar, Nick aproxima seus lábios e os roça levemente contra os dela, para finalmente beija-la delicadamente.
O beijo começou suave, mas logo, quando sua língua pediu passagem, eles não puderam mais controlar todo o desejo reprimido pelos anos. Ele finalmente a segurou pela cintura, puxando-a para mais perto, cortando a distância entre eles e colando seus corpos. Com passos sincronizados e sem quebrar o beijo, os dois caminharam até a cômoda, e o corpo da loira chocou-se contra o móvel. Nick empurrou tudo que havia ali para o chão, sem se importar se tivesse algo que pudesse quebrar. Ele a ergue pela cintura, colocando-a sentada sobre a cômoda. Catherine enroscou suas pernas na sua cintura o puxando para mais perto de si. Os dois finalmente precisam de ar e se afastam. Aquele momento parecia decisivo, era como se os dois voltassem para a realidade e apesar de querer continuar, Nick esperaria Catherine decidir o que aconteceria em seguida. A loira sorriu e direcionou sua mão até sua camisa, desabotoando-a rapidamente. Nick sorriu de volta e enquanto apertava levemente sua coxa, levantando sua saia, passou a beijar todo seu pescoço, fazendo a loira soltar um gemido rouco.
A camisa de Nick já estava totalmente aberta e Catherine passou a contornar seus músculos com os dedos, arranhando levemente de vez em quando, fazendo o amigo soltar suspiros contidos. A loira aproximou seus rostos e beijou seu queixo, para em seguida, dar uma leve mordida no seu lábio inferior, enquanto tirava, de uma só vez, a camisa e o terno de Nick, deixando seu peito completamente nu. Nick, finalmente realizou seu desejo e começou a desabotoar, lentamente os botões da sua blusa. Ele desfez os cinco primeiros, deixando à mostra seu sutiã. Puxando a manga para o lado, ele deposita vários beijos ao longo do seu ombro, passando pela clavícula, até chegar no busto. Catherine termina de abrir os botões da sua blusa e a tira, jogando em algum canto do quarto. Por cima do sutiã, Nick acaricia seu seio fazendo-a gemer baixinho.
No ponto em que se encontravam, era impossível parar. Nick queria faze-la sua e a loira não queria outra coisa a não ser ele. Contudo, um barulho irritante faz os dois voltarem a realidade. O casal se fasta um pouco e fitam-se calados, enquanto o som estridente do celular continua a soar pelo quarto. Catherine desce, relutante, da cômoda e procura seu celular por entre os objetos jogados por Nick no chão. Ela olha no visor e revira o olhos ao ver o nome “Conrad Ecklie”.
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