Notas iniciais
Oláá! Obrigada pelos comentários, fiquei muito feliz! Mais um capítulo agora para vocês, espero que gostem!

Eu senti que depois daquele dia as coisas seriam diferentes. Não dei muita importância na época porque era jovem e pensei que aquilo fosse coisa de momento. Mal eu sabia quanto tempo aquilo ia durar.

Ichigo. Toda vez que eu ouvia alguém falar aquele nome, algo como um arrepio subia pela minha espinha. Eu não gostava nem um pouco da sensação. Eu queria ficar livre dos seus olhos castanhos que pareciam duas barras de chocolate derretidas. Livre dele e daquela mania de sempre me sorrir. Por um tempo, eu fiquei.

Desde sua declaração, ele nunca mais havia dirigido a palavra a mim. Eu continuei sozinho, ignorando cada ser vivo que aparecesse na minha frente, e ele continuou cercado de amigos idiotas e escandalosos, soltando alguns sorrisos falsos no decorrer dos dias. Eu sabia que por dentro ele deveria estar chorando igual a uma menininha que vê seu sorvete caindo no chão. Eu sabia disso, e sabia também que eu não faria nada a respeito.

O ano passou. Normal, como todos os outros. Eu não me importava. Eu me envolvia em algumas brigas e de vez em quando conversava com Neliel, uma das pessoas que moravam com Aizen. Eu e Neliel tínhamos a mesma idade e eu costumava defende-la quando Nnoitra a batia, xingava ou puxava seu cabelo.

- Grimm... Você gosta de alguém? – Ela me perguntou um dia, deitada em sua cama, enquanto rabiscava algo em um caderno.

- Mas é claro que não, idiota! Eu não gosto de ninguém, isso é para pessoas estúpidas! – Fui grosso com ela, mesmo com a minha voz fina de inicio da pré-adolescência. O que mais me irritou é que a imagem que veio na minha cabeça foi do garoto de cabelos ruivos chorando por mim.

- Não é nada! Todas as pessoas amam, seu bobo! – Ela me disse com um pequeno bico nos lábios.

- Você gosta de alguém? – Perguntei curioso. Ela riu boba, lançando pela primeira vez um olhar para mim.

- Sabe o Ichigo da outra turma? – Ela continuou com seu riso idiota. – Eu acho ele bonitinho! Sabia que o cabelo dele é natural? É tão brilhoso! – Eu senti raiva naquele momento. Raiva dela por sentir algum tipo de sentimento por ele. E raiva de mim por me sentir incomodado com isso.

- Aquele garoto é ridículo! E ele nem gosta de meninas também! – Disse tentando fazer parar essa admiração dela.

- Como você sabe? – Perguntou com os olhos arregalados. – Ah! Já sei... Vocês sempre estão juntos no colégio, então, ele deve ter te contado já que são amigos! – Ela concluiu inocente. Uma das maiores características de Neliel era a sua ingenuidade, que já a prejudicou diversas vezes.

- Ele não é meu amigo! Nunca vai ser! E qualquer imbecil percebe que aquele garoto não gosta de meninas! – Eu disse em negação antes de sair irritado batendo a porta deixando uma Neliel confusa para trás. Eu estava sempre em negação.

Na primeira semana de aula do ano seguinte algo aconteceu. Era horário do recreio e eu estava pronto para me sentar embaixo da mesma árvore de sempre. Eu parei no meio do caminho. Ele vinha na minha direção com uma expressão decidida. Eu continuei parado confuso, até eu receber uma surpresa. Ichigo havia me dado um soco no maxilar.

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Até onde você iria por amor? Eu não sabia. Eu não tinha limites. Sabia que estava errado... As pessoas costumam dizer que o que tiver que ser será, mas eu não entendia o significado dessas palavras. Eu só queria que ele fosse meu. Quando eu disse que o amava, não esperava ser correspondido, eu não esperava nada. Só que doeu quando ele disse aquelas palavras para mim. Doeu quando ele disse que nunca ia me amar, que tudo o que eu fazia só deixava ele com mais ódio de mim.

Eu sabia que tinha que fazer alguma coisa. Eu queria mostrar para ele que eu era forte também, que eu não precisava dele para me proteger, nem nada do tipo. Eu queria que ele sentisse orgulho de andar comigo. Mas como impulsividade sempre foi meu segundo nome, eu estraguei tudo.

Eu pedi para um dos delinquentes da minha sala me ensinar a lutar. Seu nome era Ikkaku, ele era incrivelmente insano desde criança e sempre andava com um menino afeminado chamado Yumichika. Havia passado uns três meses desde o dia em que os garotos da sala do Grimmjow tinham me batido. Eu ia fazer todos eles se arrependerem.

- Ei... – O menino olhou para mim. Parando de bater com o bastão no ar. – Eu queria pedir uma coisa.

- O que é? – Perguntou seco.

- Eu... Queria que você me ensinasse a lutar. – Pedi com a cabeça erguida, olhando nos olhos dele. Acho que ele gostou disso. Ikkaku olhou para trás na direção de Yumichika que estava encostado na parede de braços cruzados, eles trocaram sorrisos.

- Por que? Quer se vingar de alguém? Alguém te humilhou? Está com raiva dessa pessoa? – Perguntou em disparada com um sorriso doentio no rosto.

- Sim, eu quero bater em alguém. – Disse sério, tentando parecer confiante.

- E quem é? – Perguntou curioso. Eu hesitei, mas tomei coragem para responder.

- Grimmjow Jaegerjaquez. – Disse firme. Ikkaku e Yumichika abriram sorrisos radiantes e se entreolharam.

- Tudo bem, nós vamos te ajudar, garoto corajoso. – Disse Ikkaku.

E lá estava eu agora. Com o meu punho no rosto do Grimmjow. Ele não parecia estar feliz, eu podia jurar que vi raiva transbordando nos olhos dele. Era isso que eu queria. Raiva, loucura. Tudo. Tudo menos indiferença. Ele revidou. Em segundos, estávamos rolando no chão. Não do jeito que eu queria. Eu batia nele sem piedade, queria rasgar sua pele, quebrar todos os ossos dele, derramar o seu sangue e vê-lo pintando o chão do pátio. Eu queria arrancar seu coração e guardá-lo só para mim.

Meus pensamentos doentios tiveram que ser freados quando a inspetora Soi Fong chegou gritando, dispersando todos os alunos que nos assistiam.

- MAS O QUE É ISSO? – Ela gritava com as mãos na cintura. – Jaegerjaquez e Kurosaki, você dois agora na sala do diretor Yamamoto!

Um arrepio me subiu na espinha, pois eu sabia que teríamos castigo de verdade. Mas eu não ligava. Eu consegui machucar o rosto perfeito do Grimmjow. Eu tinha deixado umas marcas que ficariam por algum tempo. E talvez, quando ele as olhasse, lembraria de mim.

Estávamos sentados em frente ao diretor Yamamoto, ele nos olhava com repreensão e eu estava de cabeça levantada, sem medo.

- Porque fizeram isso? – Sua voz veio grave. – Kurosaki, você sempre foi um grande aluno, mas tem se metido muito em brigas. – Disse me olhando. – E você, Jaegerjaquez, eu sinceramente não sei mais o que faço com você. Já é a terceira confusão que você se mete desde o início da semana. E olha que as aulas ainda nem começaram direito! – Ele parou para suspirar cansado. – Olhando para vocês, não entendo o motivo de toda agressividade, vejo que terei que chamar seus responsáveis. – Grimmjow ficou tenso e arregalou seus olhos azuis cheios de vida.

- Ma-a-a-as... Foi ele quem começou! Eu estava quieto, esse louco que veio me bater, eu juro! – Ele disse nervoso. E era verdade, mas eu não disse nada. Doeu-me quando ele me chamou de louco. Eu sei que sou louco. Louco e covarde.

- Sem protestos desnecessários, Jaegerjaquez. Todos aqui sabem que você não é nenhum santo. Os dois são culpados e chamarei o senhor Aizen e o senhor Kurosaki. Sem mais. – Enquanto o diretor ligava para a secretária telefonar para os nossos responsáveis, Grimmjow me lançou um olhar cheio de ódio. E eu pensei em chorar.

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Eu tremia enquanto olhava para os meus pés. Estava no escritório de Aizen, e ele me analisava com a mesma expressão de sempre. Era um sorriso, um sorriso que me dava calafrios. Mas eu nunca deixei transparecer o medo que eu tinha dele. Ou pelo menos, assim eu tentava. Acho que sempre fui muito orgulhoso para isso.

- Então... Você tem ideia de quanto é desagradável receber uma ligação no meio do trabalho de alguém dizendo que uma de suas crianças se meteu em um briga? De novo?- Ele perguntou com sua voz normal, sem mostrar nem um tipo de raiva. Eu levantei minha cabeça para olhá-lo.

- Não fui eu quem começou dessa vez, Aizen! Eu juro que foi ele! Aquele garoto chegou me batendo e eu apenas revidei! – Eu disse o olhando nos olhos. Ele suspirou, encostando seu queixo em uma de suas mãos.

- Eu até acreditaria em você, Grimmjow... Se aquele menino não fosse um aluno exemplar e você um delinquente. – Ele ajeitou sua postura. – Vejo que terei que te castigar de novo. – Eu senti meu corpo ficar tenso.

- Nnoitra se mete em brigas todos os dias, Szayel dissecou um gato na semana passada e Starrk foi pego fumando maconha e você não fez nada, Aizen!

- E quem disse que eu não fiz? Castiguei todos eles, Grimmjow... Assim como farei com você. – Ele disse levantando da sua cadeira. Quando estava de pé, retirou seu cinto e eu engoli seco. – Vamos, tire a blusa logo que eu não tenho tempo a perder.

- Mas Aizen... – Eu tentei.

- AGORA! – Ele gritou, demonstrando raiva pela primeira vez. E eu fiquei nervoso, fazendo então, o que ele pedia.

Depois de tirar a minha blusa, virei de costas. Segundos depois sentia a fivela do cinto bater em minhas costas. Eu não ia chorar. Eu nunca chorava. Não ia me humilhar, mais ainda para aquele homem. Muitos ali naquela casa diziam que eu deveria agradecer por ter um lugar para viver, comida fresca e uma educação de qualidade. Eu os achava um bando de idiotas. Eu sabia que sem o Aizen, as coisas poderiam ser piores. Eu estaria provavelmente na rua, mendigando por ai. Imagino as garotas tendo que se prostituir, Nnoitra em um centro para menores infratores e Starrk estaria usando drogas por ai, talvez traficando para dar o que comer para Lilynette. E foi pensando assim que eu levei o resto do meu castigo calado. É, talvez a vida não fosse tão ruim assim. Mesmo assim, eu não me livrava da raiva que sentia pelo Aizen. E agora por Ichigo também.

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Era segunda-feira. Eu estava super animado para ir à escola aquele dia, mesmo depois da conversa que tive com o meu pai. Eu só não sabia ainda por que. Parecia que eu estava sentindo que algo de diferente ia acontecer. Deus! Se eu soubesse antes...

- Ichigo, não tente fugir de mim! – Meu pai disse quando eu ia subir as escadas após ele ter me buscado na escola por conta da ligação surpresa do diretor. Eu não era de fugir dos meus castigos, mas eu tinha medo. Não de apanhar, ou de que ele brigasse comigo. Meu pai era muito anormal para esse tipo de coisa. Eu já disse que quando ele descobriu que eu era gay, ele me deu uma caixa de camisinhas e um “seja feliz e boa sorte porque isso deve doer”? É, é disso que eu estou falando. O meu maior medo era ele perguntar o porque de eu ter batido em Grimmjow. Eu era um péssimo mentiroso.

Eu me virei e desci as escadas, indo sentar no sofá da sala. Ele me olhou sério, eu odiava quando ele ficava sério, porque não parecia nada com ele.

- Pode falar, pai. – Disse baixo.

- Porque fez isso, meu filho? Ultimamente você tem se metido muito em brigas, e eu sei que todas foram você quem começou. – Ele disse e eu arregalei os olhos.

- C-c-como você sabe? – Ele me deu um sorriso fraco, e eu não gostei disso.

- Eu sou seu pai, Ichigo. Eu te conheço melhor do que qualquer um. – E daí eu fiquei mais nervoso. Era como se em um segundo ele fosse descobrir que eu estava apaixonado pelo menino da minha escola. – Então... Porque você fez isso?

- Eu não gosto dele. – Disse isso olhando em seus olhos. Mentindo para ele. – Eu nunca gostei daquele menino, ele é um estúpido! Por isso bati nele. – Disse sério.

- E desde quando você bate nas pessoas só por não gostar delas? – Ele suspirou cansado. – Sabe, meu filho... Se continuar pensando assim, um dia pode acabar sozinho. Eu não sei o que aconteceu para ficar tão agressivo da noite para o dia e sei que não vai me contar o que houve, mas quero que saiba que sou seu pai e quero te ajudar se precisar. – E foi assim que ele levantou do sofá e subiu para o seu quarto. Entendeu quando eu disse que ele não era normal?

Na segunda-feira, a última aula que tivemos foi a de português com a professora Matsumoto. Os meninos sempre ficavam agitados quando era ela quem dava aula. Era por causa daqueles peitos enormes e sufocantes que ela tinha? Eca.

Quando a professora saiu da sala e diversos garotos se ofereceram para carregar as suas coisas, não demorou muito para as meninas saírem também. Eu fiquei lá arrumando meu material. Sempre o último a sair. Antes de ir para casa eu passei no banheiro. Enquanto eu fazia xixi, ouvi a porta bater. Não me importei. Até eu virar e ver quem era que tinha entrado.

Grimmjow estava ali, parado. Seus olhos azuis cintilavam em raiva e ele estava lindo como sempre. Não tive muito tempo para admirá-lo porque ele me empurrou para o cubículo do banheiro e trancou a porta. Eu tremi. Senti minhas costas bater contra a porta e quando abri meus olhos, ele me olhava, de tão perto que achei que estava alucinando.

- Seu desgraçado! Quem você acha que é para fazer aquilo comigo, ein? – Ele gritou, segurando em minha camisa e batendo mais uma vez as minhas costas contra a porta.

- E-e-e-u sinto muito! Não queria te machucar, Grimmjow! Só estava com raiva! – Eu disse isso, sentindo que já estava chorando.

- Você não me machucou, seu idiota! Você não me machucou! – Ele disse isso me chacoalhando e eu não fazia nada.

- Desculpa, Grimmjow! Me perdoa! Eu te... – Fui interrompido quando ele me bateu mais uma vez contra a porta.

- Você o que? Você me ama? Quer saber? Eu vou te dar o que você quer! – E foi ai que ele colou seus lábios nos meus. Eu arregalei meus olhos, sentindo tudo girar. Aquilo não era real, não podia ser. Ele enfiou a língua na minha boca... Ainda penso na violência daquele beijo. O meu primeiro beijo. Eu correspondia todos os movimentos dele, eu tentava acompanhá-lo, é claro. Mas não sabia o que estava fazendo. Ele colou seu corpo no meu, me forçando contra parede. Uma de suas mãos foi para os meus cabelos e outra para a minha bunda. Eu não me importei. Era tudo tão novo e o meu coração batia tão rápido. Eu deixaria que ele fizesse qualquer coisa comigo. Desde que isso o fizesse bem.

Ele se esfregava contra mim. E em segundos eu fazia o mesmo. Eu nunca havia ficado daquele jeito. Eu abraçava as suas costas com força, para que mesmo que se ele quisesse não conseguiria fugir. Ele partiu o nosso beijo então e me olhou dentro dos olhos. Eu sempre gostei de observar os olhos dele. Sempre me diziam como ele estava se sentindo e eu sabia que ele estava com raiva e muito excitado.

Grimmjow abriu a sua calça colocando o seu membro para fora. Eu arregalei meus olhos. Qual é? Era a primeira vez na minha vida que fazia algo sexual.

- Gri-grim- j-jow... – Olhei para ele com medo. E ele sorriu debochado.

- Chupa. – Eu engoli seco.

- O-o-o que? – Eu disse morrendo de medo.

- Eu disse para você chupar! – Ele me olhou enquanto segurava o seu pênis que não era tão grande naquela época.

- M-m-mas... Eu não sei! Eu nunca fiz isso antes!- Eu disse nervoso. E ele suspirou. Para minha surpresa, Grimmjow abriu as minhas próprias calças. – O que você tá fazendo? – Disse sem interrompê-lo. Ele me olhou e não disse nada. Apenas segurou minha ereção, me fazendo gemer. Ele se agachou no chão e olhou para cima. – Fica quieto. – Ele disse e enfiou todo o meu membro em sua boca. Eu deixei um gemido sair, mas passei a morder meu braço para me conter. Ele me chupava com força, de uma vez só. Parecia que sabia o que estava fazendo, e de certa forma aquilo me deixou com ciúmes. Ele continuou me engolindo por completo até que eu senti que algo diferente vinha. Então, eu gozei em sua boca, sem nenhum aviso. Grimmjow cuspiu tudo no chão e fez uma cara de nojo.

- Seu imbecil, podia ter avisado, não acha? – Ele disse enquanto limpava a boca com a mão.

- D-d-d-esculpa... Eu não... – Eu tentei formular uma frase, mas não conseguia. Eu estava ofegante demais para isso.

Grimmjow se sentou no vaso e olhou dentro dos meus olhos.

- Agora é a sua vez, anda logo. – E eu fui. Agachei entre suas pernas, e olhei para o seu membro. Primeiro eu lambi sua extensão, e não achei o gosto tão ruim. Coloquei a cabeça em minha boca e chupei. Grimmjow gemeu baixo e eu olhei para ele. Sua expressão era tão linda que eu quase esqueci o que fazia, se não fosse por ele agarrando os meus cabelos e se enfiando por completo em minha boca. Eu fiz o que ele queria, me esforcei ao máximo para ele sentir prazer. E depois de algum tempo senti sua essência em minha boca. Não cuspi. Eu o amava tanto que não me importava com esse detalhe.

Grimmjow se levantou e fechou sua calça. Não disse uma palavra antes de sair do banheiro, nem olhou para trás. Quando ele estava quase saindo, eu o interrompi.

- Grimmjow... – Eu disse e ele me olhou com uma expressão dura. – Eu te amo. – E ele simplesmente balançou a cabeça negativamente, riu baixo e saiu dali.

Eu não podia mais deixá-lo. Não depois disso. Ele seria meu de qualquer jeito.

Notas finais
E ai? Mandem reviews! Beijos e até o próximo!