Another Way

2 II. Aurora


Notas iniciais
Se gostam de ler com trilha sonora, vou deixar aqui as músicas que eu ouvi pra escrever esse capítulo. Houve of Rise sun - The Animals Can't find My way home - Blind Faith Bad compay - Bad Company Don't Look Back - Boston Boa Leitura!

Castiel entrou na cabana velha na frente, olhando em torno da sala, como se procurasse algo; os sinais invisíveis contra os demônios. Sam entrou em seguida carregando a jovem desacordada, procurando uma cama velha por perto para poder deitá-la. Dean entrou por último, olhando para atrás com a arma na mão, dando cobertura. Fechou a porta atrás de si depois de entrar e olhou confuso para o anjo. Esperava uma ótima explicação.

– Então quer dizer que esse negócio de anjos e demônios atrás dela é sério. Parece a historia com a Anna, toda de novo. — lamentou em voz baixa.

– Não. Ela é bem mais importante que a Anna. Se eles encontrarem ela com a gente, anjos ou demônios, não vão se importar se estão matando os receptáculos de Lúcifer ou Miguel.

– Então ela é peixe grande. — Sam se manifestou, ainda sentado ao lado da cama onde Aurora estava desacordada. Dean arqueou uma sobrancelha enquanto observava o irmão tirar uma mecha de cabelo castanho do rosto da garota.

– Ela não é tão grande assim. — Cas respondeu sério, não entendendo o que Sam quis dizer.

– Acho que agora é uma ótima hora pra explicações. — Dean caminhou até o anjo esperando uma resposta.

– Antes preciso escondê-la. A casa só tem proteções contra demônios, se não eu obviamente não estaria aqui dentro. — Andou até a cama onde ela estava deitada e Sam levantou já sabendo o que aconteceria. Castiel encostou a ponta dos dedos abaixo dos seios dela, certificando de que marcaria as costelas. O local do toque reluziu e Aurora soltou um urro de dor, contorcendo o corpo, os olhos abrindo; assim que o anjo tirou sua mão, os olhos fecharam. — Agora ela vai dormir. A proteção dela precisa ser mais especial que a de vocês.

– Então? — Sam perguntou, voltando ao sentar na cama. Dean o olhou mais uma vez, começando a entender.

– Esperamos ela acordar.

Os irmãos bufaram frustrados; o anjo se sentou em uma poltrona aos pedaços, parecendo exausto. Eles não tinham muitas opções.

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Uma hora já havia passado. Aurora havia se acomodado melhor na cama velha; ela estava de lado, com o corpo virado de frente para o Sam; de vez em quando ele olhava seu rosto que ainda parecia tenso. Ela se mexeu duas vezes, mas sempre que ele tocava seu ombro o corpo relaxava. Dean já havia proposto duas vezes que eles tentassem acordá-la, no entanto perdeu na votação.

Depois de mais alguns minutos ela voltou a se mexer, se espreguiçando dessa vez, o corpo perdendo a tensão; os olhos castanhos se abriram assustados e sua mão foi de encontro ao rosto mais próximo, o Winchester foi mais rápido e segurou seu braço, esperando que ela relaxasse. Aurora estava ofegante e assim que olhou para os olhos verdes se acalmou, mas puxou o pulso, liberando este do aperto.

– O que aconteceu? — perguntou enquanto sentava na outra ponta da cama, se afastando de Sam.

– Estávamos esperando você acordar. — Castiel respondeu.

– Então desembucha, Cass. — os irmãos olharam para ela, imaginando quando essa intimidade entre os dois havia nascido.

– Você está sendo perseguida pelo céu e pelo inferno. Eles te querem morta a qualquer custo.

– Posso saber por que essa honra? — perguntou sarcástica.

– Porque é você que define o lado que vence.

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Houve um minuto de silêncio em que a sala parecia ter ficado pesada. Até que ela riu. Gargalhou alto.

– Você só pode estar de brincadeira comigo. — e continuou rindo, sem humor.

– Como assim ela define quem vence? — Dean estava apoiado na parede ao lado da porta, não muito convencido daquilo.

– Ela é o ser mais forte existente nos dias de hoje. — Aurora se calou — A filha de um anjo. — a sala permaneceu em silêncio e Castiel decidiu continuar — Vocês devem se lembrar do menino Jesse. Bem, não só os demônios que podem ter filhos. Mas ela.. Ela é mais forte do que qualquer coisa.

– Fale da minha mãe. — Ela exigiu caminhando até o anjo com passos firmes, o segurou pelo colarinho o puxando pra perto dela. — Fale Dela!

– Sua mãe foi um dos primeiros a desobedecer. Ela estava na terra, andando no meio deles e quis ser como um humano. Mas a Alice foi mais esperta, não perdeu a graça e demorou muito tempo pra que a cortassem do céu. Tempo suficiente pra ela casar e engravidar, dando a luz a uma menina chamada Aurora.

Aurora largou o anjo e se afastou. Ela sempre sonhou com uma mulher de branco, loira e de lindos olhos azuis e sempre quis que ela fosse sua mãe. Se sentiu zonza e se apoiou em uma parede, de costas para todos. Sam fez menção de ir até lá, mas Dean o conteve.

– Eu não tinha certeza. Andei procurando por respostas e te encontrei, caçando a mesma coisa que eles dois. Você pensou em matá-los e eu te impedi.

– Dizendo que eles não eram culpados e eu demorei muito tempo pra entender — a voz era fraca, mas audível — Como você sabe que eu posso decidir isso tudo? Como você sabe sobre.. Ela?

– Já se questionou qual o significado do seu nome? Aurora: Aquela que é como o nascer do Sol. Você é muito rara. Quase não existem relatos sobre a sua raça. — ela se virou e encarou o anjo como se dissesse pra ele tomar mais cuidado com o que dizia. Ele captou a mensagem. — O único registro que temos até hoje é quem vocês chamam de Jesus Cristo.

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– Esperai ai.. Cristo? — Sam levantou da cama extremamente surpreso.

– Um filho de Deus que desceu a terra para livrá-los dos pecados. A graça de um anjo desceu sobre Maria naquele dia em que um anjo falou com ela. Era filho de um anjo com um humano. — Mais uma vez todos se calaram, tentando digerir todas as informações. — Depois que você nasceu e Alice soube o tamanho do seu poder, ela fez de tudo para escondê-la de tudo e de todos.

– Mas pelo jeito tinha prazo de validade. — Dean deduziu.

– Sim. Aos 23 anos ela esperava que você pudesse se cuidar sozinha. Nos últimos seis meses os sinais da sua existência começaram a aflorar; todos estavam atrás de você, mas ainda não estava completamente visível.

– Então você me achou. E tentou me manter longe de problemas. — Ela parecia falar mais consigo mesma do que com alguém da sala.

– Enquanto eu não estava ajudando eles dois, estava vigiando você, mas percebi que depois que você perdesse a proteção seria impossível te proteger sozinha. Eles são os únicos em quem podemos confiar.

As informações ainda eram demais pra todos eles. Mesmo com todas as recentes descobertas, as revelações continuavam surpreendendo.

– Alice te colocou em um orfanato pensando que estaria protegida. Nenhum casal jamais a adotaria. Ela sabia que você teria opinião forte.

– Ela por acaso pensou o quão horrível seria ver todos os meus amigos sendo adotados e indo embora? Imaginou como seria ruim sempre ficar pra trás? — os olhos castanhos ficaram marejados, ela respirou fundo e se acalmou.

– Ela pensou que assim seria o melhor. Te deixou lá quando percebeu que estava sendo constantemente seguida; não demorou para que eles a encontrassem e assassinassem.

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– Ótimo. E o que fazemos agora? — Dean perguntou tentando ser prático.

– Sobrevivemos; levamos ela pro lugar mais seguro que conhecemos. — Sam esperou que o irmão entendesse, mas como não houve uma resposta — Bobby.

– Espera ai bonitões. Já pensaram que talvez eu não queira seguir viagem com o trio parada dura? — Aurora já tirava a pistola que estava presa na calça, a segurando firme com a mão.

– Você não tem muita escolha agora. — Castiel estava atrás dela e encostou seus dedos em sua testa, ela caiu desacordada imediatamente sobre ele. — Vamos levá-la logo daqui. Não tenho forças para teleporte. Sam pegue ela.

– Por que ele? — Dean perguntou. — Que foi? Só quero saber porque não eu. — Sam já estava ao lado do anjo pegando a jovem no colo.

– Foi para o Sam que Alice disse a mensagem. De algum jeito ela passou a guarda da garota pra ele, então mesmo que involuntariamente as reações dela serão mais sutis com ele, ela confiara nele automaticamente.

Dean deu uma risadinha caçoando o irmão e sorriu maliciosamente. Sam balançou a cabeça negativamente não acreditando na infantilidade do irmão.

– Vamos logo.

Notas finais
Hey Hey... Espero que tenham gostado. Repito que comentários e críticas construtivas são sempre bem vindas.