Another Undertale

11 Só uma briguinha... - Capítulo 10


Notas iniciais
Olá pessoas! Bem, é a segunda vez que coloco no fim do capítulo uma cena assim que está tratando do mesmo assunto, até meio aleatório mas... bem, se ligar alguns pontos faz bastante sentido... Espero que gostem desse capítulo! Boa fanfic!

Frisk cochilou por algumas horas e se acordou, olhou para o lado como de costume e viu seu irmão dormindo já, olhou no celular e ainda eram quatro horas, sabia que seu irmão iria dormir a noite toda pelo cansaço que aparentava, Frisk não estava mais com tanto sono, então resolveu sair um pouco de casa, ele quase nunca saía por conta de ele mesmo se ocupar com o colégio, avisou a seu pai e sua irmã que iria sair, sabendo que não tinha lugar específico para ir, Frisk ficou apenas andando pelas ruas de seu bairro, vendo cada casa enorme e rica que tinha por lá, ele sempre teve uma boa memória e noção de localização, ele lembraria o caminho para casa, e também, por onde ele estava andando era bem seguro, então não se importaria de voltar para casa um pouco antes do sol se pôr.

Nas voltas que ele deu, achou uma panificadora muito bonita, com curiosidade o garoto entrou, o lugar estava repleto de pessoas com alto nível de roupa, o menino com jeans e moletom chamava a atenção de todos. Frisk apenas sentou em uma das mesas e parou para olhar o lugar, que era a cor principal o púrpura com alguns detalhes em vinho, todo limpo e bem arrumado, sem perceber, um rapaz de fraque (joga no google) vinho chegava na mesa dele o perguntando: -O que deseja?

—Hum? Ah, o que tem, exatamente?

—Bem, temos bolos, pães doces, café, essas coisas.

—Hum, acho que vou querer um cappuccino, por favor.

—Tudo bem, já trago.

Frisk até se esqueceu de perguntar o preço, aliás, ele não tinha se lembrado de quantos reais tinha pego, pegando seu celular para ver na carteira da capinha se tinha dinheiro o suficiente, pegou e tirou duas notas de vinte reais, se acalmou um pouco mais pelo valor que tinha, guardou novamente o dinheiro. O mesmo rapaz que tinha atendido ele antes o levou uma xícara alta bem bonita com o cappuccino, Frisk pegou a xícara e perguntou ao dono do lugar: -Perdão mas, esqueci de perguntar o preço.

—Ah, é trinta e cinco reais, quer algo mais? — Frisk se surpreendeu com o valor, mas disfarçou, não queria chamar ainda mais atenção dos olhos das pessoas que o estranhavam por estar com roupas normais, — Tudo bem, aqui o dinheiro.

—Fuhuhu, muito obrigado.

—Eu que agradeço.

Frisk se via em uma situação que ele deveria usar todos os ensinamentos de sua mãe para se comportar formalmente, ele já tinha perdido dinheiro em um lugar em que as coisas são muito caras e agora apenas as suas ações poderiam ofuscar sua roupa informal. Ao tomar um gole, Frisk se segurou muito para manter a postura, era horrível o sabor e estava fervendo, agora ele se sentia obrigado a tomar, foi sua escolha entrar lá, com muita determinação ele tomou tudo, sempre surpreendentemente mantendo a forma, limpou sua boca e foi até o balcão, -Moço, com licença mas queria saber onde está meu troco?

—Fuhuhu, desculpe garoto, mas a placa já diz, olhe "Não damos troco".

—Ah, okay.

—Volte sempre!

—Sempre que der virei! — Frisk sorriu por fora, mas por dentro dizia: "Nunca mais entro nessa merda!!".

Frisk foi direto pra casa, comer algum doce ou um pedaço de torta de seu pai para tirar o gosto horrível de sua boca, o mais rápido seria ir em alguma farmácia comprar uma barrinha de chocolate, mas ele estava sem dinheiro por conta do roubo daquela panificadora. Ao chegar em casa sua irmã o perguntou o porquê de ele chegar tão cedo, mas ele foi direto pra cozinha sem perceber que sua irmã havia falado com ele, pegou um belo pedaço de torta e colocou em um prato e foi para a sala, sentou no sofá do lado da sua irmã e começou a assistir televisão, -Ei! Não foram nem uma hora, o que foi fazer?

—Fui num lugar com comida horrível e vim para casa para tirar o sabor, por quê?

—Ah, é que quando você ia dar voltas no bairro lá na outra casa você demorava duas três horas...

—Eu sei, era esse meu plano, mas meio que me vi obrigado a voltar.

—Hum, tudo bem.

Os dois viram uns dois ou três filmes e a mãe deles chegou em casa do trabalho, -E então filho, descansou?

—Sim mamãe, mas acho que ainda vou conseguir dormir de noite.

—Ai que ótimo, aliás, amanhã tem escola, tem que dormir cedo mesmo.

—Ari, acho que vou lanchar alguma coisa e já vou dormir, tudo bem?

—Beleza.

—Carlinhos ainda tá dormindo?

—Sim.

—Sim.

—Eita, haha

—Hahaha

—Tudo bem, boa noite meu filho.

—Boa noite mamãe, boa noite Ari.

—Vai dormir moleque. — Frisk entrou em seu quarto, colocou seu pijama e se deitou na cama.

Em outra casa em outro bairro, a mais velha das irmãs chegava em casa, a mais nova preocupada e com raiva desceu pela escada da casa para o encontro da irmã dizendo, ou melhor, gritando: — Você disse que iria dormir!! O que tava fazendo fora de casa? Não vale se teletransportar para eu não perceber que você não saiu!

—Papy... Se quiser ter cer... argh... Certeza, pode dormir comigo hoje, agora eu realmente preciso dormir e--

—Espera! O que aconteceu? Se machucou? Entrou em outra briga?

—Amor da minha vida, meu feijãozinho, sis, pode deixar, não foi nada de mais, eu me viro aqui enquanto tu arruma lá as coisas pra gente dormir...

—Não!! Não faz que nem a mamãe! O que aconteceu?

—Não me compare a ela.

—O que aconteceu?!

—Uma briga!! Normal! Me deixa!

—Por que você insiste em sair pra brigar?

—Eu brigava por você! Não fico calada enquanto falam de você!!

—Eu me cuido! Pode deixar, eu a grande Pame--

—Não, amor, por favor... Não gosto de brigar com você, poderia arrumar minha cama pra gente dormir?

—Por que insiste em dormir comigo?

—...Preciso sentir que você está segura...

—...Por quê?

—Preciso mesmo falar novamente que não gosto de brigar com você?

—.......O kit de primeiro socorros está na segunda prateleira.

—Obrigada

—Não precisa mesmo que eu te ajude?

—Você consegue ser mais chata que ela... Tá, vem logo.

—Me deixe ver, MEU DEUS!!

—Apenas termina logo.

—COMO ISSO ACONTECEU??

—Papy...

—Samy, quem foi?

—Ninguém, apenas enfaixe meu braço.

—Como consegue colocar a jaqueta por cima? Tá com o músculo cortado pra fora, foi briga de faca?

—Foi, mas... AAAIII!! Caralho moça, que porra é essa?? Aii...

—Olha a boca, tem que limpar o ferimento.

—Aahh, não lembrava dessa dor.

—Você tem que parar de brigar, até parece masoquista.

—Eu gosto da adrenalina de uma luta.

—Tem outras formas de ter adrenalina!

—....eu sei... Mas a da luta é sem igual! Ai, ai, aaii, ei! Não tão forte caramba!

—Tem que tampar o sangue!

—Amiga, tá em carne viva, não vai tampar assim!

—E folgado menos ainda!

—Tá, okay...

—Pronto, aonde mais?

—Só mais alguns roxos, nada de mais!

—Vai se trocar e ver se tem em outro lugar, enquanto isso eu arrumo a tua cama.

—Tudo bem.

—Meu Deus, Samantha, você tem que parar de entrar em brigas, vai acabar se matando.

—Eu sempre fujo no último segundo, você sabe!

—Vai que vem outro jumper!

—Ainda sou clériga negra!

—Um outro jumper, clérigo negro ou mago vermelho.

—Mago vermelho não consegue mover o sangue de jumper, você sabe muito bem!

—Não importa, você continua sendo apenas uma garota.

—Ah, claro! Umas duzentas passagens na polícia, fuga da polícia umas mil, nome mais sujo que testa de pedreiro, mas continuo sendo apenas uma garota! E, olha um outro corte, aqui ó!

—Meu Deus... Como tu se corta na costela?

—Não fui eu que me cortei, foi aquele viado que me cortou!

—Olha a boca. Mas de qualquer forma, vamos ter que enfaixar teu torço.

—Ah, foi só um pouco, coloca só em--

—SÓ UM POUCO?? Olha isso!! Foi quase na tua lateral inteira, fica parada.

—Hum, mas como é que-- AAII!!! Porra mano, avisaAAII!!! Avisava pelo menos cara!

—Eu não, agora deixa eu enfaixar aqui...

—Isso, fica girando, vai arrumar minha cama que eu enfaixo aqui...

—Tá, mas não deixa folgado.

—Tá, tá...

—Por que exatamente você não foi pro hospital?

—Você não quer me buscar na delegacia novamente, quer?

—Aff... Tá, tudo bem... Que desenhos são esses?

—Hum? Ah, só esboços... Tava tentando desenhar mas--

—Não, você não conseguia tirar da cabeça, se tu tivesse tentando desenhar era uma só folha com pequenos desenhos, são vários papeis, então você não conseguia tirar da cabeça!

—....As vezes esqueço que você é minha irmã.

—Pois eu sou. Vou apagar as luzes lá de baixo, enquanto isso tu tenta achar uma posição de não doa.

—Tudo bem...

—.............Voltei, que que você tá fazendo?

—Hum? Vendo se não tem nada no rosto...

—Por..?

—No rosto não dá pra esconder machucado, não quero que ninguém fique me perguntando amanhã.

—Hum, entendo, okay vem logo dormir.

—Tudo bem. Boa noite.

—Boa noite.

Notas finais
Bem, tenho certeza que já tem gente que sabe o que que tá acontecendo, não consigo ser sutil (será? >:3). Bem, realmente desejo que tenham gostado desse capítulo. —Meh