Another Undertale
12 Me avise antes - Capítulo 11
Notas iniciais
Pouco antes do amanhecer, a hiperativa garota se acordava com mais do triplo do ânimo de sua irmã mais velha que ainda se revirava na cama, Pamela sempre acordava com a maior disposição, como uma criança no primeiro dia de aula, que sabe que vai rever amigos que não viu durante as férias. Abrindo cuidadosamente a porta de seu quarto e saindo na ponta dos pés para não acordar a irmã que ainda dormia em sua cama, Pamela nunca soube o porquê de ser tão diferente de sua irmã, sempre pensou que ela poderia ter puxado o lado do pai e Sam o lado da mãe, segundo o que sua irmã mais velha contava, seu pai era elétrico e sempre muito bom com todos, do pouco que ela se lembrava da mãe sabia que ela era bem fechada, nada social e sempre trabalhando.
Fazendo o café de sua irmã e tomando seu achocolatado ao mesmo tempo, Pamela parava para pensar o que havia acontecido com seus pais, Samantha quase nunca dizia, apenas dizia que o pai delas foi bom de mais e acabou virando mau, e a mãe trabalhou de mais e acabou morrendo por nunca falar o que estava acontecendo. A garota voltou de seus pensamentos quando sua ouviu o chuveiro sendo ligado no andar de cima, olhou para o teto em reflexo e pensou consigo mesma: "Ainda bem que ela acordou."
Depois da mais nova colocar o café da manhã na mesa, Samantha descia as escadas já com sua roupa de sempre, shorts, blusa e jaqueta azul, sua irmã riu pra ela subindo as escadas para tomar banho, Samantha sentou na mesa e tomou seu café, olhou no celular a hora, ainda era cedo de mais para ela ir ao seu trabalho, ouviu passos apressados descendo as escadas e quando viu sua irmã já estava do seu lado, — Vai dar pra me levar na minha escola hoje?
—Acho que sim, por que mesmo você vai pro colégio tão cedo?
—Responsabilidade própria, e então, vai me levar?
—Depende, quer ir andando ou--
—Claro que é andando, você está muito sedentária, precisa caminhar!
—Ah, pra que caminhar?
—Rum, mas e aí? Vamos?
—Beleza, bora então.
As duas garotas saíram de casa, a mais nova com mochila nas costas e a mais velha apenas com a roupa do corpo, ela iria voltar pra casa depois de qualquer forma, as duas caminharam até o colégio que Pamela estudava, logo depois de se despedirem, Samantha ficou parada olhando sua irmã entrar no colégio como se visse sua própria filha entrar no primeiro dia de aula na vida, apertou ainda mais o nó da jaqueta na cintura e saiu andando com as mãos no bolso. Ela olhou pra frente e viu um grupo de garotos que alguns olhavam pra ela e outros conversavam entre si, eles se aproximavam dela e ela sabia muito bem o que iria acontecer se algo desse errado. O 'chefe' deles se colocou na frente dos outros e começou a falar pra ela: — Olha, irmã de aluna não é?
—Bem, caso você seja cego, sim, eu sou irmã de aluna.
—Hum, não sou cego, consigo ver que você é bem bonitinha... Deve estar no primeiro do médio, acertei?
—Não, já estou na faculdade, bando de crianças.
—Você tem dezoito? Que conveniente, também tenho dezoito...
—Não colega, eu tenho quinze, pulei três séries, mas você estiver no nono ano você reprovou quatro, que feio hein, vai sujar sua ficha de trabalho...
—Não é isso que importa!
—Ih, verdade, to atrasada pro trabalho, tchau aí, foi legal ver um burro anônimo no mundo!
—Hey! Esp--
Antes que ele pudesse terminar, Samantha teletransportou-se para sua casa pegar suas coisas para ir para o trabalho, logo depois de estar pronta para o trabalho foi pra lá, se jogou na cadeira de sua mesa da coordenação do colégio o qual trabalhava, se espreguiçou e ligou seu computador de trabalho. No outro lado do bairro, mais pra perto da periferia, Pamela olhava para a janela, apreciando as folhagens da bela árvore que estava do lado da janela da sua sala, ela já tinha terminado sua lição de sala e sua melhor amiga sentava do outro lado da sala.
A professora voltou a falar e a garota voltou de seu mundo da lua para a sala e prestou atenção na aula, se passaram as três primeiras aulas e a hiperativa garota pegava um pacote de biscoitos (ou bolacha) na mochila e saía de sua carteira em disparada para a carteira da sua melhor amiga dizendo, no caso dela gritando: — Ton-ton, vamos?
—Hum? Ah, vamos, espera um pouco, estou copiando a última frase... aaaAAcabei, vamos.
—Quer um?
—Obrigada, e então, o que aconteceu?
—Como assim?
—Ah, olhe pra você, parece preocupada, não muito aparente mas, qual é, te conheço à anos.
—Não, nada de mais, só a Samy que entrou em umas brigas e me preocupou...
—Sua irmã te deixa louca, por que não enfrentar ela e a obriga a falar o que está acontecendo?
—Nah, além de eu não consegui, ela não fala assim, mas enfim, não vem ao caso, tudo bem contigo?
—Não, estou preocupada com você, sua irmã não pode continuar fazendo isso!
—Um dia com certeza ela irá me falar, até lá, eu continuo cuidando dos machucados dela.
—Não vai querer virar a empregada da encrenqueira da sua irmã, né?
—Qual seu problema com ela? Se não fosse por ela, eu sei lá onde eu estava, e se estivesse nascido!
—É, você tem razão, mas é que eu não tenho uma boa impressão quanto a ela, sempre sinto que ela está fazendo um plano para matar alguém ou fazendo algo muito errado, aquele sorriso me desafia a perguntar pra ela o que que ela está olhando e--
—Ah, não julgue ela assim, ela apenas se protege, até me protege, e nem sempre a culpa é dela, sabe?
—Nem sempre, não disse nunca.
—A maioria das vezes a culpa não é dela, feliz?
—Ainda não, mas cara, sei lá, deixa, meu pensamento não vai mudar muita coisa.
—Ah, qual é? Sua opinião vale, só é diferente da minha!
—Nah, deixa.
—Hum...
As duas passaram o restante do intervalo sentadas na quadra do colégio conversando da escola e de outras coisas, até mesmo da festa que tinha acontecido antes e da bagunça de deixaram para a empregada da Mettaton, era a hora delas voltarem e elas já estavam na porta da sala ainda conversando, cada uma indo para seu lugar e quando o professor entrou na sala elas pararam de conversar e Pamela abria a apostila na matéria que iria estudar no momento.
Foram-se as duas aulas restantes e as duas agora estavam na frente do colégio, — E então, vai pra casa agora?
—Sim, por quê?
—Pap, eu vou na casa da Tina, quer vir junto?
—Pode ser, que horas a gente volta?
—Sei lá, umas cinco por aí.
—Ah, tudo bem então, vou contigo, aproveito e conheço ela sem ser de passagem igual na festa.
—Pois é, vocês nem se falaram direito.
As duas foram conversando até a casa de Tina, que estava no portão conversando com alguém dentro de um carro, que antes das duas garotas poderem chegar mais perto já foi, fazendo a dona da casa se virar para o lado e ver as amigas e as cumprimentar: — Ton-ton, você veio mesmo!
—Claro que eu vim, e também trouxe a Pamela, lembra? Lá da festa.
—Ah, claro que lembro, oi!
—Oi, pode me chamar de Pap, se quiser.
—Okay Pap, vamos entrando, tenho que fechar o portão.
—Tudo bem.
—Pap, bem vinda a minha segunda casa que eu quase sempre vinha quando menor.
As três garotas entraram na enorme casa, não era por causa de ser espaçosa, mas por 60% do terreno estar sendo usado para um laboratório, já que o tio de Tina era cientista.
—Pap, você é irmã da Samantha né?
—E você amiga do Frisk né?
—Nossa, vocês se conhecem tudo viu!
—Hehe, sim a Sam é minha irmã.
—E o Frisk é meu amigo... e os irmãos dele também são meus amigos.
—Gente, quantas amizades, me apresenta eles tudo, preciso de público!
—Hey Ton-ton, calma garota, eles são filhos da prefeita, não sei como você ainda não conhece!
—Eles são filhos da prefeita? Eu nem sabia!
—Pois é Pap, são, e o estranho é que eles não são bem legais, não são mesquinhos iguais do prefeito antigo.
—Ai que bom, não aguentava mais ter que fazer as festas daqueles chatinhos, ai que alívio...
—Bem, você sempre gostou de festa, que comentário foi esse?
—Pap, gosto de festa pra pessoa legal, mas pra pessoa chatinha, é só um imã pra mais pessoas chatinhas!
—Faz sentido. E então Tina, como vocês se conheceram, a Ton-ton fala direto de você mas não me contou como se conheceram.
—Hum? Bem, meu tio sempre foi amigo da mãe dela eu acho, daí quando os pais da Ton-ton viajavam ele ficava cuidando dela, daí eu conheci ela.
—Nossa, lembro quando você foi na minha casa a primeira vez, que eu tinha que te guiar pela casa se não você se perdia hahaha!
—Hahaha, sério Tina? Hahaha
—Meu Deeeus, para de me lembrar disso! Hahaha!
As três ficaram conversando a tarde toda, comeram alguns doces e deram algumas voltas na enorme casa, Pamela percebendo que estava tarde, falou às amigas que voltaria para casa, ela pegou sua mochila e foi para casa, ao chegar em casa, achou estranho sua irmã não está dormindo no sofá ou deitada no chão com as pernas em cima do sofá vendo alguma coisa na televisão, ela entrou em casa, ao fechar a porta viu sua irmã, literalmente sentada na parede pouco acima da porta, com seu fogo azul em volta dela, Pamela se assustou tanto que não pôde gritar de tanta adrenalina, sua irmã a encarando com braços e pernas cruzadas, lágrimas nos olhos quase caindo, soluçando por conta do choro escondido, a mais velha respirou bem fundo e perguntou bem baixo: — Aonde você tava? — ela falou tão baixo que sua irmã não entendera, em dúvida, perguntou: — O... Quê?
—AONDE VOCÊ ESTAVA? SABE O QUANTO EU ME DESESPEREI, TE PROCUREI NO TEU COLÉGIO INTEIRO, SOBREVOEI A CIDADE TODA RUA POR RUA TE PROCURANDO!!
—Calma, eu est--
—CALMA? QUER ME MATAR DO CORAÇÃO?? — colocou as mãos no rosto deixando algumas lágrimas escaparem dentre os dedos, usando o seu próprio poder que a deixara anteriormente na parede a deixando ajoelhada no chão ainda chorando, um choro abafado por conta dos joelhos e das mãos no rosto, dava pra se ver os bruscos movimentos da costa e dos ombros por causa do choro. Pamela vendo o desespero e a preocupação da mais velha, deixou sua mochila cair no chão e se ajoelhou abraçando sua irmã, tentando consolar começou a dizer: — Calma, calma... Eu estou aqui, viva, inteira, calma Samy... Perdão por não avisar que chegaria mais tarde, achei que conseguia chegar antes de você.
—......
—Por favor me perdoa, não vou mais fazer isso.
—.......Promete?
—Prometo.
—Pelo seu cachecol? Hehe..
—Pela mamãe.
—........bem, parece que realmente você está aMÃEdurecendo.
—Como você consegue chorar e fazer trocadilhos ao mesmo tempo?
A mais velha sentou se desgrudando da irmã, limpou os olhos com a manga da jaqueta, e se levantou, estendeu a mão para a irmã para ajudar a levantar, a mais nova segurou a mão da irmã e deixou tal a puxar para se levantar, Samantha deu outro abraço na irmã, colocou as mãos no bolso da jaqueta e subiu as escadas dizendo: — Bem, vou tomar banho, depois eu acho que você vai ter que me enfaixar novamente.
—Tudo bem, vai querer jantar comigo ou comeu alguma coisa antes de voltar?
—Eu to desidratada cara, to morrendo, não sabe o quanto eu corri, voei e chorei hoje.
—Okay, vai tomar seu banho enquanto faço o jantar.
Samantha chegou em seu quarto e jogou a jaqueta que usava na cadeira de sua escrivaninha, pegou seu pijama e foi pro banheiro, tirou sua blusa e cuidadosamente foi tirando os pedaços de esparadrapo grudados na gaze que revestia seu torço, aos poucos o ferimento foi ficando mais visível, Samantha acostumada a ver sangue e ferimentos dessa forma apenas olhou e pensou: "Caralho, isso sou eu?", tocando delicadamente as partes abertas que foi passada a faca, ela queria ver se a pele havia morrido ou ainda tinha como salvar, felizmente sentiu toda a dor, ainda tinha como fechar o ferimento, só iria ficar com uma cicatriz enorme, fez o mesmo com seu braço esquerdo, até entrar realmente no box do banheiro, regulou o chuveiro para água fria para não fazer doer ainda mais os ferimentos ainda abertos.
O sangue descendo pelo ralo e a garota sem se importar com a dor. Terminou seu banho, colocou sua roupa íntima e a calça de moletom do pijama, não colocou a blusa por não querer sujar os ferimentos com o algodão da roupa, ao passar na porta de seu quarto jogou a blusa do pijama para dentro sem se preocupar onde cairia, desceu as escadas e se viu no encontro de sua irmã, já no sofá com o kit de primeiros socorros no colo enquanto pegava os materiais para cuidar de sua irmã. Samantha quase sem expressar sua dor, mas ainda era estranho o seu olhar sério para um canto qualquer da casa, ela estava afundada em seus pensamentos enquanto sua irmã enrolava a gaze no seu braço, prendendo com esparadrapo e levantando o braço para ver se não tinha mais nem um lugar exposto.
Tendo cuidado de sua irmã, Samantha abriu os braços e falou: -Tadaa! Prontinho, agora vai colocar uma blusa enquanto eu coloco o jantar na mesa.
—Hum? Ah, okay. Sabe que horas são?
—Eamm... São sete e meia, por quê?
—Não, por nada.
—Você não vai sair!
—Eu não falei nada!
—Eu te conheço a quatorze anos, já sei muito bem do que você é capaz de fazer.
—Tá, tá, qual o jantar?
—Espaguete, especial porque você está aqui também!
—Estou me sentido especial.
—Bom mesmo!
Samantha subiu as escadas pulando dois degraus de cada vez para ir mais rápido, chegando em seu quarto, procurou sua blusa do pijama, ficou com preguiça de continuar procurando e só pegou uma camiseta aleatória e colocou sua jaqueta de costume, desceu as escadas e viu a mesa com dois pratos cheios de espaguete preparado pela sua irmã que estava na cozinha fazendo algo, Samantha com preguiça de descer os dez degraus pendentes e se teletransportou para o lado de uma cadeira, puxou a cadeira e sentou, sua irmã voltou da sala com dois copos com refrigerante, colocando um do lado de seu prato e outro no da sua irmã mais velha, se sentou na frente do outro prato, as duas comeram sem conversar muito alguns comentários sobre a comida e como estava os ferimentos de Samantha, as duas terminaram e Pamela pegou e lavou os pratos, Samantha sem pensar duas vezes foi para seu quarto, gritando boa noite da porta de seu quarto pra sua irmã que respondeu da cozinha, entrou no seu quarto e dormiu facilmente.
Pamela terminou de lavar a louça, estava cansada demais para secar e guardar, então apenas deixou no escorredor, verificou se a porta estava trancada, apagou todas as luzes do primeiro andar e apenas com a luz do corredor que levava aos quartos e ao banheiro ligada ela abriu cuidadosamente a porta do quarto de sua irmã para verificar se ela estava dormindo, desligou a luz do corredor e entrou em seu quarto, tirou seu uniforme que ela ainda estava vestida e colocou seu pijama, desligou a luz do seu quarto e se jogou na cama, não muitos minutos depois já estava dormindo.
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