Another Undertale
5 Não se incomode, vai acabar sobrando para você... - Capítulo 4
Notas iniciais
Frisk ficava cada vez mais preocupado a cada tom mais escuro o céu ficava e seu irmão ainda não voltara. Perguntou para sua irmã para saber se ela sabia onde ele tinha ido — Olha Frisk, não me lembro dele ter avisado que sairia, nem quando ele voltaria, desculpa cara... — foi o que Ariel respondeu para Frisk.
Por algum motivo Frisk conseguiu dormir, talvez por estar cansado de dar voltas na vizinhança em busca de ver seu irmão, sem machucados ou inconsciente.
Quando Frisk se acordou, pouco antes do sol nascer, se espantou ao perceber que mesmo sem sua vontade tinha dormido, seus olhos desesperados ainda borrados, por ter acordado e sentado direto, procuraram seu irmão na cama ao lado, ele estava lá, dormindo como se estivesse morto de tão profundo o sono. Frisk suspirou em alívio e deitou-se na cama, não estava mais preocupado com seu irmão. Frisk não conseguiu mais dormir pensando o que poderia ter acontecido com seu irmão, se um dia ele iria saber o que seu irmão fora fazer, se iria continuar saindo assim... Essas perguntas atormentavam ele quando a porta de seu quarto abriu.
Era Ariel, indo acordar eles, ou no caso, apenas Carlos. Ariel se assustou ao ver Frisk já acordado — Hey, conseguiu dormir pelo que vejo, mas já acordou... Você não consegue não ficar preocupado com nosso irmão não é garoto? — falou Ariel com um sorriso no rosto enquanto sentava no pé da cama de Frisk, ele então se sentou e enquanto coçava os olhos falou para sua irmã: — Pois é, não sei porque mas não consigo não me preocupar...
—Ah qual é! Ele já é adolescente, você sabe muito bem porque tem a mesma idade, ele parece mais velho que você em suas decisões espertas, mas em responsabilidade e preocupação você parece um adulto cuidando de seu filho, só que vocês são irmãos, e da mesma idade ainda, se for pra alguém se preocupar são nossos pais ou eu, já que sou a mais velha de nós três...
—Ah Ari... Não me vejo sem cuidar de meu irmãozinho irresponsável...
—Okay, depois a gente conversa... Vai tomar teu banho enquanto acordo Carlos...
—Tudo bem...
Frisk se levantou, pegou sua roupa e foi ao banheiro, se arrumou e foi para o colégio junto de seu irmão e seu pai que os levava com sorriso no rosto. Chegando no colégio, eles se despediram de seu pai, indo em direção o prédio do colégio, no caminho Tina foi conversar com Frisk -Bom dia! — Frisk sorrindo de canto de boca respondeu-a: -Bom dia... — Tina olhou para ele com cara de dúvida e o perguntou: — Tudo bem? Parece que não dormiu bem essa noite, você está com olheiras... — Frisk coçou os olhos e respondeu com um sorriso falso — Está tudo bem sim não se preocupe, só não consegui dormir direito, não sei por qual razão, mas enfim, vamos para a sala... — Tina acreditou na palavra do amigo e arrumou a mochila nas costas e foi andando para a sala de aula que eles teriam aula no momento.
Acabando as três primeiras aulas, Frisk, Tina e Carlos ficaram na sala para verem as fantasias para a festa que teria no final de semana, aliás, era Tina que iria arrumá-los. Os garotos não se importavam muito nos detalhes, só queriam saber era a fantasia e que horas os dois iriam na casa dela ou ela ir na casa deles para se arrumarem. Decidiram então que ela iria à casa deles duas horas antes da festa para ela ter tempo de arrumar os três e com certeza iria ficar conversando com a irmã mais velha de seus amigos.
Acabando o intervalo e as duas últimas aulas, Frisk decidiu ir à casa de Tina para ver com seus responsáveis para ela ir à casa dele no dia da festa, enquanto Carlos fora direto para casa. Quando Frisk voltava sozinho para casa, viu uma garota familiar, porém diferente... Com um rabo de cavalo prendendo seu cabelo branco, uma camiseta preta e uma jaqueta cinza em sua cintura, tênis preto com cadarço trançado ainda da mesma forma única que Frisk vira da primeira vez que a conheceu. Ele viu Sam apertando a mão de um homem de uns trinta e poucos anos e quando essa se afastava de tal homem entregou-lhe um pacote batendo em seu esterno (parte do osso onde as costelas se encontram no peito) e ele segurando um pacote de papel amarelo meio alaranjado, Frisk parou no outro lado da calçada enquanto via a cena acontecer, quando Sam percebeu que ele a vera, se teletransportou para trás de Frisk e colocou a mão em seu ombro falando: — Você é um imã de confusão kiddo... — quando Frisk olhou para trás querendo ver quem era, ele se viu tonto meio enjoado, a garota estava se distanciando dele e começou a falar: — Oi Grill!! Tudo bem? Trouxe um cliente novo para a senhorita!! — Frisk então olhou em volta e viu que não estava mais na calçada, ele estava... Em um bar? — Samantha, quantas vezes te disse para não telestranportar ninguém contigo? Isso pode dar ruim garota!
—Ah, qual é? Me vê aí duas latas de guaraná... Põem na minha conta que eu venho pagar de noite, porque.. Puts! Esqueci minha carteira em casa cara... E minha casa é tão longe... — Disse Sam com tom irônico para aquela mulher, que provavelmente era dona do bar, com o cabelo cor de fogo amarrado em um coque com alguns fios saindo do penteado e caindo sobre seu rosto, com uma pele morena bronzeada, com um óculos de grau caindo levemente em seu nariz deixando ele um pouco abaixado enquanto secava um copo com um pano que ela deixava em seu avental branco que estava um pouco sujo com cerveja e ketchup talvez. — Cê tá legal?
—Onde a gente tá exatamente?
—Estamos no Bar da Grill
—Em que parte da cidade? É que eu nunca ouvi falar sabe...
—Heh.. Riquinho de merda... Estamos na divisa do bairro de trabalhadores e a periferia, já que você só fica no bairro nobre, não deve ter ouvido falar mesmo...
—Pelo menos agora tô aqui... E você não me conhece pra falar que eu nunca vim na periferia...
—Veio fazer um... "Tratamento de água parada" que sua escola nobre te obrigou a fazer? Ah, muito obrigada kiddo!! Tudo que vocês fazem para nós é MettaTÃO importante, que até a Mettaton fica com inveja... — Disse a albina com tom bem irônico pegando as latinhas e te dando uma — Eu não quis dizer isso...
—Ah, tanto faz.. Agora bebe porque não é de graça essa porra aí!
—Você é muito boca suja para a nossa idade...
—Garoto, eu posso até ter quinze anos, mas aparento ter dezoito, não só de corpo, mas de alma também... Não quero te falar sobre isso...
—Tá bom... — Frisk pegou o refrigerante e começou a beber enquanto olhava a garota que estava no seu lado, ele realmente nunca tinha parado pra pensar o quão esperta ela era, ela pulou três séries da escola, e estava em uma universidade, mesmo tendo a mesma idade que ela, ele se sentia bem mais novo que ela — Que curso você tá fazendo? — Perguntou ele disfarçando o assunto anterior -Hum? Ah, eu tô fazendo física... Quer fazer o que quando terminar o colégio? — Os céus azuis que ela guardava dentro de sua íris do olho se viraram para os olhos do garoto hipnotizado que estava do seu lado ao ver seus olhos respondeu que respondeu: — A...... inda não sei... Tenho três anos pra ver isso ainda.. Não sou tão inteligente como você, que pulou três séries! — Sam deu um riso de deboche pelo comentário do garoto, e respondeu: — Não é pra tanto, eu só pulei a primeira, terceira e sexta série.... Eu pulei porque minha mãe me ensinava em casa, mesmo sendo três ou quatro anos mais nova que meus colegas eu era a primeira da turma, porque tinha medo da minha mãe me olhar com cara de desgosto com minhas notas e me perguntar se eu era mesmo filha dela.... — Sam deu uma pausa, respirou fundo e terminou de beber a lata, e gritou: — Grill!!! Tô indo te vejo mais tarde tudo bem?? — Deu pra se ouvir um grito abafado da porta do armazém dizendo: — Não se esquece de trazer o dinheiro viu!! — Sam bufou divertida enquanto sorria falsamente, segurou o braço de Frisk e comentou: — Ainda bem que você já terminou de beber sua latinha, só não vomita de volta... — Sam os teletransportou para o lugar que tinha visto Frisk antes. Frisk se sentiu tonto e se apoiou do ombro da garota que estava do seu lado, ela disse: — Ei! Sou baixinha mas não é pra tanto kiddo! Bem, te vejo amanhã... Se você não passar mal, claro...
Frisk quando se virou para a garota ela já havia sumido, ele voltou para casa e se jogou no sofá por causa do mal estar, — Tudo bem minha criança? — seu pai o perguntou, ele se levantando e indo para o quarto o respondeu: — Claro pai, só um pouco cansado... Pode ficar tranquilo, vou tirar um cochilo... — Frisk entrou em seu quarto e sem mais nem menos deitou na sua cama, com jeans e tudo, nem se cobriu, e sem perceber dormiu do jeito que tava.
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