Another Undertale
6 Seria uma troca justa? - Capítulo 5
Notas iniciais
Por causa de desconforto e frio, Frisk estava se acordando no meio da madrugada, ele colocou sua calça do pijama e viu a hora, eram quatro e meia da manhã, eles não estava mais com tanto sono, então colocou uma pantufa e foi pra sala, ficou olhando pela janela o céu estrelado que lhe trazia o sentimento de paz e calma.
Enquanto olhava para aquele céu estrelado, lhe vinham à mente vários pensamentos, perguntas não respondidas, sonhos ainda não realizados, comentários sem sentido e coisas que ele havia deixado passar sem pensar sobre. Começou a se questionar: "Onde Carlos vai durante a noite?", "Por que ele não quer me dizer nada?", "Por que Sam não gosta de falar do passado?", "Será que um dia eu vou saber tudo sobre meu irmão?", até que uma voz meio rouca e sonolenta o perguntou com tom de voz bem baixo por ser madrugada, mas ainda dava pra se ouvir muito bem por estar silêncio: — O que está fazendo acordado? Sabe ao menos que horas são? — Frisk se virou e viu sua mãe, a encarou por algum tempo e a perguntou: — Que horas são? Da última vez que vi eram quatro e meia, e não sei quanto tempo estou aqui... — São cinco horas meu filho, sua irmã me disse que você acordou mais cedo ontem também, o que está acontecendo? — sua mãe foi se aproximando dele e sentou ao seu lado olhando para ele, enquanto ele desviava o olhar para as estrelas a respondeu: — Sei lá mamãe, eu estou meio preocupado com Carlos e com umas coisas do colégio... Mas não é nada que a senhora precise se preocupar... E acho que estou me obrigando a dormir cedo e acordo muito cedo também, acho que é isso, nada de mais. — Toriel se inclinou e beijou a testa de seu filho e disse: — Estou indo fazer café, quer me ajudar já que não consegue mais dormir? — Frisk sorriu com a oferta de sua mãe e a disse: — Qual o menu de hoje chef? Hahaha — Toriel se levantando sorriu para seu filho e foi para a cozinha com ele logo atrás dela.
Enquanto Frisk fazia o café da manhã com sua mãe, ouviu muito ela falar sobre seu trabalho, os policiais locais suspeitavam que uma gangue de marginais da periferia estavam se infiltrando no bairro nobre também, suspeitavam de algumas pessoas — Ainda bem que você não se mete com esse tipo de gente não é meu filho, primeira vez que eu fico feliz por você não conseguir fazer amigos com tanta facilidade...
—Pois é mamãe, e quem mais acham que estão envolvidos?
—Sabemos que tem três grandes gangues na periferia, e as duas maiores estão envolvidas, não sabemos ainda como nem quem são ao certo mas, estamos trabalhando nisso.
—Hum, entendo... As torradas ficaram prontas mãe.
—Então vá acordar seus irmãos enquanto eu coloco a mesa.
—Tudo bem.
Frisk foi até o quarto de sua irmã, que se surpreendeu ao ver que quem a acordava era seu irmão, não sua mãe como de costume — Que raios você tá fazendo acordado?
—Acordei mais cedo, e mamãe pediu pra te acordar, agora levanta que eu ainda tenho um monstro pra acordar hahaha.
—Hahaha, vai lá aventureiro...
Frisk então foi até seu quarto e acordou seu irmão, que nem percebeu que fora Frisk que o acordara de tanto sono que o garoto estava, Frisk então foi tomar banho enquanto seu irmão tentava deixar achar seu jeans que ele tinha jogado em sua pilha de roupas que ficava no pé de sua cama. Ariel pegou seu carro e foi para a universidade, Asgore levou Toriel para o trabalho enquanto os dois meninos se arrumavam para o colégio, quando Asgore chegou já levou seus dois filhos para a escola. Chegando lá os garotos se despediram do pai que dava o retorno na rua para voltar pra casa.
Logo na entrada Tina foi até os irmãos, os cumprimentou e começou a falar sobre as fantasias — Então gente, tudo certo né? Sábado às seis horas como combinamos certo? — os garotos assentiram com suas cabeças e a menina na frente dos dois abriu um sorriso enquanto dizia: — Então tá, não esperem que eu chegue apenas com uma maleta de maquiagem na casa de vocês hahaha — ela inclinou levemente a cabeça para a esquerda enquanto levantava as sobrancelhas, Carlos confuso com a situação perguntou quase de imediado: — Pera aí, o que? — Frisk vendo a confusão de seu irmão deu uma leve risada abafada por conta da sua mão que ele tinha levado a boca, Tina não escondeu a risada, rio dele e o respondeu: — Claro! Acha mesmo que eu vou fazer uma fantasia de amador? Querido eu fiz um curso de graça com uma amiga de infância do meu tio, ela me ensinou a fazer essas fantasias, aliás, ela é a Mattaton, a dona da casa que vai ser a festa, eu queria mostrar para a tatá que eu consigo fazer fantasias legais, ela vai gostar muito de conhecer vocês! — Carlos só de pensar na quantidade de maquiagem que ele iria levar por causa daquela festa ele penteou devagar com os dedos o cabelo dele a partir da testa até sua mão chegar no topo da sua cabeça e ele parar a mão dele onde estava, Frisk por sua vez sorriu e falou: — Okay preocupado e maquiadora, vamos pra sala agora se não quisermos nos atrasar haha! — os três foram para a sala de aula e tiveram as três aulas, o intervalo foi indiferente e teve as outras duas aulas, na aula de história o professor pediu para lerem um livro, Frisk determinado em ler quanto antes foi direto do colégio para a livraria, comprou o livro e começou a lê-lo, porque sabia que iria que fazer um resumo do livro para seu irmão ler, na volta para casa viu novamente Sam, entregando uma carta para outra pessoa, dessa vez um jovem, talvez de uns dezoito ou dezenove anos, Frisk se distanciou ao ver Sam novamente, colocou o celular na câmera e deu zoom na parte em que se encontravam os dois jovens. Aquele momento foi bem mais demorado que da última vez que Frisk vira Sam entregando algo para alguém, o rapaz fazia questão de ficar perto de Sam, e ela se teletransportava para ou pouco mais longe dele, até que ela ficou se teletransportando aos poucos para o lado contrário que Frisk estava, até que Frisk vera que ela não se encontrava mais na calçada, sentindo uma respiração em sua nuca Frisk congelou, nem olhou pra trás e com voz trêmula tentou perguntar: — Q-quem que...?
—Kiddo, espione menos, seu imãzinho de problemas...
—S-Sam? T-t-tudo bem? Heh, e-eu tava indo pra casa s-sabe?
—Hum, você tá me seguindo ou o que? Não sabe ir no Grillby's? Qual é?
—Eu tava só indo pra casa como eu te disse...
—Uh-hum, sei! E o que você me espionar tem haver com isso?
—Eu? Não tava espionando, estava apenas curioso...
—Se você quiser mesmo saber vai ter que dar todo seu futuro em troca, não faça a mesma merda que eu em trocar seu futuro por causa de uma pergunta não respondida, sério!
—Como assim? — Sam desapareceu, Frisk não entendeu muito bem o que acontecera mas apenas olhou em volta, colocou o celular na mochila e voltou pra casa.
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