Another Point of View - Bea's POV
1 O dia em que recebi minha primeira missão
Notas iniciais
Gente, eu peço desculpas milhões de vezes e nem assim vai ser suficiente por eu ter sumido desse jeito.
Em minha defesa, eu terminei SOTP e isso já é mais do que eu fiz em outras tantas coisas que eu escrevo...
Enfim, esses são contos da vida da Bea que explicam coisas que eu achei necessário que vocês soubessem e repetem algumas cenas do ponto de vista dela. Espero que alguém apareça aqui para ler e que vocês gostem!
Como eu sempre digo: os comentários são bem vindos e me dão uma força de vontade pra continuar escrevendo. ♥
— Como eu estava dizendo, espero que você consiga explicar como a St. Vladmir funciona e tenha paciência. Anastacia nunca frequentou uma escola e esperamos que ela consiga se adaptar, então preciso que você a ajude e se puder enturma-la com os outros aprendizes. E só para constar, a história dela tem algumas partes confidenciais, então também preciso contar com o seu sigilo quanto ao pouco que lhe contei.
— Sim, guardiã Petrov. – eu respondi com um aceno e em seguida olhei para o relógio na parede acima da janela. Eu estava atrasada, mas não podia falar nada para ninguém.
Quando vi Alberta Petrov me chamando logo antes do que eu tinha planejado, é claro que senti um frio na espinha, que só passou quando ela me contou o que queria falar comigo.
Uma novata, Anastacia Hathaway entraria amanhã e eu seria uma espécie de babá para ela. A garota nunca tinha frequentado uma escola antes e eu me perguntava como isso teria acontecido. Quer dizer, segundo as informações que eu tinha agora, ela era russa e filha de Janine Hathaway – vulgo, uma das guardiãs mais famosas e incríveis que já existiram. Então como que raios que essa garota nunca tinha estado em treinamento?
— Então, uma vez que provavelmente alguém já deve ter entregado a ela seu cronograma, amanhã vocês começaram o treinamento, para que ela logo possa se acostumar com a rotina. Eu entendo que você deva ter outras prioridades ou queria usar sua manhã de outra maneira, mas eu não consigo pensar em ninguém mais apropriada para isso do que você, Bea.
— Tudo bem, eu costumo acordar cedo para treinar de qualquer forma, agora vou ter companhia para isso. – eu disse dando de ombros.
Ela se levantou de sua poltrona e sorriu, e eu sabia que o lado profissional de Alberta Petrov havia ido embora. Ela agora era a melhor amiga de meu pai, minha madrinha.
— Seu pai estaria tão orgulhoso de você. – ela disse, se aproximando e passando a mão em minhas costas, enquanto outra segurava meu rosto e apertava minhas bochechas.
Eu corei um pouco e dei de ombros mais uma vez.
— Vocês são tão parecidos. – ela soltou num suspiro e então largou meu rosto e pegou a foto que ficava em sua mesa. Eu já tinha decorado a posição dos alunos que estavam na foto e bem no meio, estava meu pai. O melhor de sua classe.
Eu gostaria que ele estivesse vivo e que ele mesmo me dissesse como se sentia sobre mim. Também ficaria mais do que feliz em pedir conselhos sobre o que estava acontecendo comigo...
— Preciso ir. Ainda falta finalizar um trabalho que o sr. Ellsworth passou.
— Tudo bem, tenha uma boa semana. Nos vemos amanhã. – ela disse, me soltando e dando um sorriso curto.
Eu caminhei para fora de sua sala tentando manter a calma e depois apressei o passo até voltar ao dormitório e ao invés de seguir para o meu quarto, eu passei direto e continuei subindo até o último quarto vazio, checando se alguém estava olhando antes de entrar e em seguida, sem precisar acender as luzes, caminhei até o banheiro e bati na porta duas vezes pausadamente.
— Você se atrasou. – ela me disse ao abrir a porta.
— Petrov me chamou.
— Aconteceu alguma coisa? O que ela queria? – ela me perguntou, me encarando preocupada.
— Nada demais. – eu disse, pondo a mão em sua cintura e entrando.
Ela fechou a porta e se manteve me encarando, enquanto pôs sua mão em torno da minha. Cada toque era estranho e desajeitado, mas eu sabia que ela estava tão confusa quanto eu e que ali não havia julgamentos. Esse era o único lugar da grande e velha St. Vladmir onde podíamos ser nós mesmas.
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