Notas iniciais
Olá povo! Vocês devem estar se perguntando qual é meu problema, bem, eu respondo! Gente, estou demorando para postar os caps devido que entrei em um novo ano escolar, igual falei nos caps anteriores, e sim, a coisa está feia. Creio que demorarei, contando com essa, duas semanas para postar o outro cap. Não se preocupem, sempre postarei os caps!

Acampamento Wood Camp (Mesmo dia – 12:30 da tarde)

Fora realmente uma longa viagem para os alunos do primeiro ano do Colégio Ooo. Mas nada que a ansiedade e umas boas conversas não fizessem o tempo passar.

Quando finalmente o ônibus parou e a turma desceu, todos pararam em frente do portão onde um homem que usava boné amarelo e uniforme do local os esperava com um sorriso largo no rosto.

Finn estudou mais suas características: Ele era moreno, grande e forte, quando olhou mais atentamente aos seus olhos, percebeu que eles eram dourados.

Um lobisomem!

A coordenadora os guiou, fazendo com que todos formassem um círculo ao redor deste homem e ficassem quietos, para poder ouvi-lo.

–Bem vindos ao Acampamento Wood Camp!! – Gritou, provocando o grito de todos. – Vocês passarão todo o final de semana aqui e mais alguns dias, tenho certeza que curtirão muito aqui!

–Quantos dias a gente vai ficar? – Perguntou Marceline para seus amigos, curiosa.

–Você não leu o recado? A gente vai ficar aqui até terça. – Respondeu Jujuba.

–Mas! – Gritou alto, fazendo com que todos retornassem sua atenção a ele. – Esse acampamento é diferente...

–Como assim? – Perguntou a Princesa Caroço.

–Se esse acampamento fosse normal, diria para vocês que iriam ser vigiados por monitores.... Engano de vocês!

“O que?” Todos murmuravam.

–Esse acampamento deixará vocês soltos, esse acampamento é para quem gosta de aventuras!

Os olhos de Finn brilharam naquele momento... Será que estava no Paraíso?

–Se precisarem de ajuda, assoprem esse apito. – Disse, entregando um para cada um dos alunos. – Acreditem, nossos ouvidos são realmente bons.

–Uou! A gente vai ficar livre! – Gritava Finn, animado.

–Que da hora... – Falou Marshall, surpreso com o dia que estava tendo.

–Mas! – Gritou alto, chamando novamente a atenção de todos. – Existe no final das florestas o hotel de nosso acampamento, quem estiver com fome ou com sono, vão pra lá!

–Sim senhor! – Gritaram todos.

–Estão dispensados! – Gritou, abrindo os portões.

Todos entraram ali.

–Ah! Que emocionante! – Gritava Finn, realmente animado.

Floresta (Mesmo dia – 17:30 da tarde)

Finn e os outros resolveram dar uma volta por aí após o almoço servido na entrada do acampamento. Lembrava-se e não queria esquecer das palavras do coordenador daquele momento:

“Existe no final das florestas o hotel de nosso acampamento, quem estiver com fome ou com sono, vão pra lá!”

Gente... Não é melhor irmos para o hotel? – Perguntou Finn.

–Verdade... – Comentou Jujuba. – Daqui a pouco vai anoitecer...

–Para onde que era mesmo? – Perguntou Marshall Lee.

–Ele disse que era no final das florestas. – Respondeu o loiro.

–Ótimo, então acho que devemos ir por esse caminho. – Falou Marceline, guiando todos para um trecho da floresta.

Após alguns minutos andando, finalmente encontraram uma casa, não, uma mansão negra.

–Uau, aqui realmente é tudo sinistro. – Falou Marshall Lee.

–Bem, o coordenador daqui é um lobisomem. – Respondeu Jujuba. – Acho que deve se encaixar.

Todos caminharam naquela direção, Finn observava cada detalhe daquela casa: Ela era feita com madeira quase apodrecida, tanto que era praticamente da cor negra, parecia que havia buracos no telhado e as telhas estavam quase caindo, e a porta era enorme e cinza, assim que Marshall a abriu, ela rangeu.

Quando todos entraram, a porta se fechou rapidamente, provocando o grito de Finn e Jujuba.

–Que tosco... – Falou Marshall. – Então esse acampamento faz essas coisinhas para assustar os outros?

–Realmente não sabem o que é realmente assustar, né irmão? – Perguntou Marceline, sorrindo de canto.

O moreno retribuiu o olhar e se direcionou para a mesa de recepção, mas não havia ninguém.

–Deviam dar uma limpadinha aqui, né? – Perguntou Jujuba, vendo que na mesa havia até pequenas teias de aranha.

Algo estava estranho para o loiro, muito estranho...

–Gente, será que estamos mesmo no hotel? – Perguntou.

–Como assim “será que estamos”? – Perguntou Marceline, se virando para o Finn.

–Não tem ninguém aqui! – Exclamou Finn.

–Não são nem seis horas da tarde ainda. – Respondeu a morena, olhando para seu relógio de pulso. – As vezes o povo ainda está lá fora.

–É... Pode ser. – Disse Jujuba, mas até mesmo a rosada sentia algo estranho. – Mas não devia ter pelo menos uma pessoa aqui para tomar conta?

Estamos sozinhos aqui...

–O que você disse, Marceline? – Perguntou Finn.

–Eu? – Perguntou a morena, apontando para si mesma confusa. – Não foi a Jujuba?

–Eu estou quieta aqui. – Comentou Jujuba.

Sempre estaremos sozinhos aqui...

O moreno olhou aos arredores, até que mordeu o lábio inferior.

–DROGA! SE ABAIXEM!!! – Gritou alto.

Todos se abaixaram rapidamente, uma ventania alta passou por cima deles, tanto que até o cabelo comprido das meninas foram balançados violentamente pelo impulso.

–Mas que droga foi essa?! – Perguntou Marceline, olhando aos arredores, ela estava mostrando suas presas afiadas, em posição de ataque.

O moreno também revelava suas presas, mas sabia que não adiantaria atacar.

–Fantasmas. – Falou o moreno.

–Como é que é?! – Perguntou Jujuba e Finn em uníssono, mas enquanto a rosada estava assustada o loiro tinha os olhos brilhantes.

–Droga Marshall! – Gritou a irmã, correndo rapidamente com suas forças sobrenaturais para a porta, mas ela não estava se abrindo.

A morena estava internamente desesperada, não daria para lutar contra eles! Como protegeria todos...? Como protegeria Jujuba...?

De repente, veio outra força de ar, do lado da morena, mas desta vez foi tão forte que amassou a parede próximo de si.

–Marceline! – Gritou o moreno.

–Eu estou bem. – Falou, correndo de volta para eles. – Precisamos sair daqui logo.

–O que está acontecendo? – Perguntou o loiro.

Marshall Lee pegou em sua mão, o mesmo sua irmã fez com rosada, assim os guiaram para as escadas.

–É simples. – Falou o vampiro. – Acho que entramos na casa assombrada que Jujuba falou na escola por engano.

–O QUE?! – Perguntou Finn e Jujuba ao mesmo tempo.

–Rápido! – Gritou Marceline.

Os quatro correram pelos corredores, rapidamente, Marceline os guiou para o primeiro quarto que viu e trancou a porta.

–Você sabe que eles vão passar mesmo assim! – Avisou o irmão.

A irmã rapidamente pegou sua bolsa e retirou dali um pacote de sal, jogando no chão da porta e espalhando ela pela madeira.

–Sempre levo um pouco comigo. – Falou a morena.

–Boa. – Disse o irmão, sentando-se no chão.

Dava para perceber que os dois estavam um pouco frustrados, mas Finn não sabia o porquê.

–Por que vocês estão tão preocupados? – Perguntou o loiro. – Não tem uma garota fantasma aqui?

–Não sei... – Disse o moreno, olhando ao redor com total atenção. – O ataque foi muito poderoso para apenas um fantasma.

–Mas... Vocês são vampiros! – Contra-argumentou o loiro, ainda não entendendo por que tanta preocupação.

O moreno expirou fundo.

–Fala pra ele Marceline, que eu observo aos arredores.

–Olha Finn. – Disse a morena, olhando para ele. — Mesmo sendo vampiro, não adianta.

–Como não?

–É tipo um lance de pedra, papel e tesoura. – Respondeu simplesmente, olhando para trás do loiro.

Finn olhou para o mesmo lugar que ela e percebeu que havia algumas coisas dentro do quarto, mas estavam todas cobertas por um pano branco e comprido.

–Acho que pode ter algo aqui que possa nos ajudar. – Disse a morena, retirando o pano de um, revelando ser apenas uma mesa de madeira bem antiga. – Me ajudem a achar algo, Finn e Jujuba.

Os dois caminharam rapidamente para os panos, retirando-os e revelando seus objetos.

–Aqui tem apenas um quadro. – Comentou Finn.

–Um sofá! – Gritou Jujuba lá no fundo.

–Marceline... Estou sentindo a presença deles. – Avisou Marshall Lee.

–Droga! – Gritou a morena, retirando os panos com mais velocidade.

Todos começaram a imitar a morena, retirando tudo mais rápido.

Porém, ouviu-se o grito de Jujuba.

–Jujuba! – Gritou Marceline, correndo atrás dela.

A rosada estava sentada no chão, assustada com o que os seus olhos viam.

A morena guiou seus olhos para o mesmo local: Viu que havia um cadáver já apodrecido sentado em uma poltrona, moscas rondavam o cadáver e depositavam seus ovos na carne.

Marceline cobriu aquilo com o pano novamente, para que a rosada não ficasse olhando para aquilo.

Quando terminou seu serviço, percebeu que havia uma janela no quarto, com um pouco de esperança, correu para aquilo.

Ela tentou abrir as janelas, mas estavam emperradas.

–Droga! – Gritou a morena, chutando aquilo com sua força sobrenatural, mas mesmo assim não quebrava. – Que merda é essa casa?!

De repente, a porta do quarto foi jogada para longe, junto com todo o sal.

–Finn! – Gritou o moreno, correndo na direção do loiro, pois via que aquilo iria acertá-lo.

O loiro viu tudo devagar: Apenas a explosão, e de vagarosamente a porta vindo em sua direção... Tão lenta... Mas por que não conseguia se abaixar? Será que tudo estava sendo tão rápido? Será que ia morrer?

Rapidamente, sentiu seu corpo sendo jogado no chão. Depois do banque e da porta sendo quebrada em pedaços na parede do outro lado, o loiro abriu os olhos e percebeu que o moreno o abraçava com força, por cima dele.

–Seu idiota! – Gritou Marshall, furioso. – Por que você não abaixou?!

Finn engoliu a saliva, era a primeira vez que o moreno falava daquele jeito com ele...

–Eu não consegui me mexer... Desculpa. – Murmurou o loiro baixinho, abaixando a cabeça.

O moreno depositou um beijo na testa do loiro, por um momento ele achou que poderia ter sido tarde demais...

De repente, o moreno sentiu algo segurar suas pernas.

–Marshall! – Gritou o loiro, vendo o nada puxar o moreno para fora do quarto, indo pelo corredor.

Não pensou em nada, apenas se levantou e correu atrás de Marshall Lee.

–Finn! – Gritou Marceline, indo correr atrás do loiro.

–Marceline! – Gritou Jujuba, desesperada.

A morena olhou para a rosada rapidamente, percebeu que ela estava sendo puxada pela camiseta, a levando a força para uma outra porta do quarto.

–Jujuba! – Gritou a morena, correndo atrás dela.

O moreno tentava se segurar entre os buracos do piso de madeira do chão, mas nada adiantava, a força daquilo era muito grande.

–Marshall Lee! – Ouviu uma voz do fundo.

O moreno olhou para frente e avistou o loiro correndo atrás dele.

–Finn! Volte para Marceline! – Gritou o moreno, preocupado se o fantasma faria alguma coisa para o loiro.

–Não! – Gritou o loiro, decidido.

De repente, Marshall foi virado para o lado, entrando em um quarto.

O loiro apressou os passos, tinha que chegar lá rápido! A ideia de sequer perde-lo o fazia entrar em desespero profundo.

Mas, quando chegou perto da porta, uma força o empurrou para dentro do local.

A porta se fechou atrás de si e sem nem poder observar como era o quarto, foi jogado com força, caindo em algo macio.

O loiro abriu os olhos devagar, estava com um pouco de dor devido a batida. Porém, logo sentiu outro corpo sendo jogado por cima dele.

–Marshall! – Gritou o loiro, abraçando com força o moreno.

O vampiro retribuiu o abraço aliviado, logo, ficou de quatro para observar ao redor.

O loiro começou a olhar em volta também: Corou quando percebeu que estavam em cima de uma cama.

–Mas que merda está acontecendo? – Perguntou o moreno, achando tudo aquilo muito estranho.

Mal acabara de dizer isso que sentiu sua camiseta sendo retirada a força, o loiro percebeu que sua calça voara longe.

–Ah! – Gritou o loiro de susto.

De repente, Marshall perdeu o equilíbrio e caiu em cima do loiro: Haviam retirado sua calça também.

–Droga! O que vocês querem?! – Perguntou o moreno, ficando de quatro novamente, só que desta vez com um pouco de dificuldade devido a pancada.

–Amor...

Os dois congelaram. Era a mesma voz que haviam escutado lá embaixo.

–Amor... – Ela repetiu.

–Haa... – Gemeu o moreno, se contorcendo para tentar se libertar, mas suas tentativas eram inúteis. – Seu fantasma pervertido...

Finn tentou se sentar para ajudar o moreno, mas rapidamente seus braços foram segurados e prensados contra a cama.

O moreno também sentiu seus braços serem segurados, não conseguiria mais sair dali.

Finn observava o rosto desesperado de Marshall, o moreno caia de vagarosamente para cima de seu corpo, gemendo roucamente.

–Marshall Lee? – Perguntou Finn, preocupado.

–Amor...

Finn sentiu sua cueca sendo retirada, caindo do lado da cama.

–Droga... – Gemeu Marshall, ficando irritado no momento seguinte. – Tá querendo que eu transe com ele?!

–Amor...Tudo que precisamos é amor...

O loiro estava assustado, olhando ao redor. Marshall Lee não parecia ter mais forças para falar, então resolveu tentar.

–Como assim? – Perguntou o loiro.

–Estamos sozinhos...

–O que podemos fazer para ajuda-los?

Ouve um grande silêncio, até que ouviram a voz triste:

Como... Que eu morri...?

De repente, Finn viu o vulto de uma garota, ela era totalmente azul e brilhava intensamente com a mesma tonalidade. Seu cabelo era comprido, e tinha um pouco espalhado pelo seu rosto. Usava um vestido branco e um pouco azulado comprido, rasgado nas pontas.

Ela parecia triste...

Como... Que eu morri...?

De repente, Finn se lembrou da história de Jujuba:

Dizem que quando morremos, não iremos para o paraíso a não ser que descubramos do que morremos, porém, essa moça não sabe o por que dela ter morrido...”

Amor... Tudo que precisamos é amor... – Ela repetiu. – É a única pista... Que me lembro...

Marshall deu um gemido alto, Finn reconheceu que ele seu corpo não estava suportando tanto prazer.

–Por que está fazendo isso com a gente? – Perguntou o loiro, tinha que arranjar uma solução para aquilo rápido.

Se eu ver o amor... Será que não me lembrarei...?

–M-Mas não é assim! – Disse o loiro corado e nervoso. – Isso é apenas uma das partes do amor, não acho que é o que você está procurando!

–Não é... Amor?

–Liberte nós dois e minhas duas amigas e eu irei ajuda-la!

A fantasma estava confusa e ao mesmo tempo assustada.

–Qual é seu nome? – Perguntou o loiro, numa tentativa de provar para a garota que estava falando a verdade. – Talvez isso possa ajudar.

–Princesa... Fantasma...

–Awww... – Marshall segurou com força nos lençóis da cama, seu corpo estava tremendo violentamente.

–Por favor, pare de fazer isso com Marshall! – Implorou Finn, estava lacrimejando por ver o moreno sofrer tanto.

–Por... Que...?

–Ele está sofrendo! – Disse o loiro, implorando novamente. – Por favor!

E... Por que se importa...? – Ela perguntava confusa. — Não estou... maltratando você...

Lágrimas de desespero começaram a rolar nas bochechas do loiro, ele estava com muito medo de tudo aquilo.

–Por favor! – Implorou Finn, se libertando facilmente da força que segurava seus pulsos, abraçando o moreno.

A Princesa havia autorizado que as forças parassem de segurar o menino, queria ver o que ele iria fazer mas, quando viu ele abraçando o vampiro, uma luz surgiu em sua cabeça.

Amor... Eu... Eu...

O corpo de Marshall caiu exausto em cima do loiro, ela havia parado de fazer aquilo com ele.

A fantasma estava com as mãos na cabeça e com os olhos arregalados.

Eu estava... Amando alguém!

Finn acariciava os cabelos do moreno, aliviado, havia conseguido libertar ele. O loiro olhava as reações da Princesa, ela havia se lembrado de algo.

Ele... É ele! – Ela gritou.

De repente, ela sumiu novamente, as janelas abriram e se espancaram.

Finn só pode ouvir diante de tudo aquilo um:

Obrigada.

Notas finais
Sinistro... Bem! Alguém ai gosta de uma limonada?! Prox cap: Lemon!! Yey!