Another Day in Paradise
3 The problems started
Notas iniciais
Colégio Ooo (Mesmo dia – 2:05 da tarde)
O período da tarde era mais tranquilo, as aulas extras não eram seguidas, sendo assim muitos adolescentes descansavam fora da escola, conversavam ou faziam as lições. Os clubes também abriam em um horário determinado, somente as quatro e meia da tarde.
Durante a segunda-feira, a turma 1-B teria aula de artes as duas e vinte e aula de educação física as três horas. Finn se encontrava com sua turma deitado em baixo de uma árvore, comendo uma barra de chocolate que comprara na lanchonete como sobremesa.
–A Jujuba já deve de estar vindo. — Marceline comentou — Ela sempre passa pela biblioteca para pegar algum livro.
–Aqui tem biblioteca? — Finn perguntou.
–Uma enorme. — Marshall Lee respondeu.
–Desculpem a demora! — Jujuba pediu,correndo na direção deles — Fui para a biblioteca, eles colocaram mais livros lá! Que paixão!
Marceline revirou os olhos.
–Que alegria! — Gritou irônica.
Jujuba deu um soco de leve no braço da vampira e depois se sentou no gramado.
–Daqui a pouco vai ter aula de artes.
–Ah, de boa. — Murmurou Marshall Lee, se deitando no gramado.
–Sou péssima em desenhar... — Jujuba riu — Ainda bem que artes não é só desenho...
–Mas a maioria das coisas que o professor manda a gente fazer tem que desenhar. Aí eu tenho que ficar ajudando ela. — Marceline se deitou também, porém acomodou sua cabeça na coxa direita de Jujuba.
A garota rosada corou de leve, mas depois tentou se acalmar. Finn imaginou que o motivo seria o susto, pois a vampira nem havia pedido.
–Ei, Finn. — Marshall chamou — Me dá uma mordida?
Marceline começou a rir.
–O que tem de tão engraçado? — Perguntou Marshall Lee, mordendo o chocolate que Finn havia dado.
–Mano, pensa no que você falou, seu idiota!
Marshall Lee repensou a sua fala e depois colocou a mão na boca, tentando não rir, porém quando viu a cara da irmã os dois começaram a rir.
–Pelo amor, vamos parar de pensar besteiras. — Falou Jujuba, corada, tentando acalmar os dois.
–Besteira? — Finn perguntou, virando a cabeça.
De repente todos o encararam, surpresos.
–Você não entendeu? — Marceline perguntou como se aquilo fosse algo mais óbvio do mundo.
–Não... — Finn respondeu, tentando entender.
Quando a vampira ia abrindo sua boca para explicar, Jujuba a tampou com sua mão.
–É melhor não poluir ele.
–Não, Jujuba. — Disse Finn, mesmo não entendendo nada — Ela pode me falar. De boa.
–É para seu próprio bem. — Jujuba sorriu forçadamente, soltando a amiga em seguida.
–Tá bom... — Murmurou, voltando para seu chocolate.
“Inocente...” Foi o que todos pensaram naquele instante.
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Chiclete estava sentando em uma mesa de piquenique do jardim, só não estaria sozinho porque seu melhor amigo o acompanhava, mas ao mesmo tempo se encontrava solitário, pois Lorde estava cochilando na mesa, possível que no seu quinto sonho, seu amigo era realmente muito dorminhoco. O garoto estava fazendo sua lição de casa, porém uma coisa o distraia.
O garoto novo.
Ele estava sentando a apenas alguns metros dali, de baixo de uma refrescante árvore, igual a ele. O loiro comia um pedaço de chocolate, o que intimidava o rosado devido a ser um doce, deixando-o levemente corado com os pensamentos indecentes.
Percebendo que estava olhando para ele a muito tempo, tentou novamente se concentrar nas páginas do caderno, mas estava tão difícil lutar contra a tentação...
De repente, duas mãos tamparam sua visão.
–Adivinha quem é? — Uma voz doce feminina perguntou.
–Fionna?
–É! — A garota tirou, sentando-se do seu lado. — Chiclete, preciso urgente da sua ajuda na lição de casa.
–Qual?
–Ah... — A garota olhou para cima, botando o dedo indicador no queixo, pensando. — Em todas, sem falar que nem sei quais tem, não marquei.
–Já disse para você começar a anotar, faz alguns anos, sabe.
A garota riu, colocando os dedos no seu cabelo, de modo a bagunça-los, como era a moda as garotas fazerem.
–Você me conhece.
Chiclete sorriu, essa garota não iria mudar nunca.
–Tudo bem. — Se rendeu, passando seu caderno de anotações para ela.
A garota pegou seu bloco de anotações da Capricho e uma caneta rosa em seu estojo, escrevendo com sua letra tão redonda e pequena que era vítima de inveja de outras meninas. Em seguida, a garota pegou sua bolsa da Victoria Secrets, colocando a na mesa e retirando os cadernos.
–Você estava olhando para o garoto novo? — A loira perguntou.
Seu coração acelerou.
–Ah, não. — Mentiu.
–Estava sim. — A garota persistia, pegando um lápis e uma borracha. — Antes de cobrir seus olhos, dava para saber aonde estavam guiados.
O outro liberou um sorriso, derrotado.
–Está bem, estava olhando para o aluno novo.
–Acha ele interessante?
Fionna já sabia que seu amigo Chiclete não era um garoto comum, sabia qual era seu gosto sexual, nunca havia reparado em nenhuma garota (inclusive ela, que ridículo!), então não demorou muito para a garota deduzir os sentimentos do outro.
–Acho, ele parece você, mas na versão masculina.
A garota olhou para o loiro que se encontrava a alguns metros de distancia, junto com o gostoso do Marshall Lee, a Jujuba e a idiota da Marceline.
–Verdade, os cabelos loiros e os olhos azuis são iguais aos meus, apesar que o dele é um azul átomo e o meu azul glacial. Mas até tem a mania de usar uma touca, só que o dele é de urso. Devia pelo menos soltar alguns fios, ficaria ainda mais sexy.
A loira usava sua touca, mas o orgulho de sua beleza a bloqueava de esconder totalmente os cabelos.
–Está reparando nele também? — Chiclete brincou.
A garota lhe lançou um olhar malicioso.
–Eu até pegava, mas sabe que eu gosto de outra pessoa.
Chiclete revirou os olhos.
–Marshall Lee... — Disse, um pouco bravo, enquanto olhava para o vampiro deitado comodamente na árvore. — Aquele garoto é um irresponsável, idiota e ridículo, não sei como que você foi gostar dele.
A loira riu, pegando os cadernos de Chiclete para copiar.
–Ele é lindo, só digo isso.
–Isso até eu mesmo concordo. — Murmurou Chiclete. — Mas eu prefiro pessoas com mais caráter.
–Quando foi que você começou a odiar tanto ele? — Interrogou a garota, pegando bala de yogurte na bolsa, oferecendo um para o amigo.
–Obrigado. — Agradeceu, levando-a na boca. — Não sei, desde o primeiro dia eu fico com um pé atrás, então observei seus comportamentos infantis e suas notas, já dá pra saber que o rapaz não vai ter um futuro que todos desejariam.
–Bem, mas agora vamos para um assunto que me interessa um pouco mais nesse momento: Quando que você vai começar a sua caçada? — Fionna questionou maliciosa.
Chiclete olhou novamente para Finn, que estava rindo do comentário da amiga. Seu sorriso o deixava ainda mais irresistível, como conseguia?
Porém o outro percebeu que Marshall Lee olhava bem nos seus olhos, um olhar furioso. Chiclete já estava acostumado com essas atitudes do vampiro, mas sentiu que era diferente agora, o motivo era diferente.
–Chiclete? — Fionna perguntou, preocupada.
O outro a ignorou, não conseguia deixar de continuar essa batalha de olhares com Marshall, ele o incomodava tanto...
–Chiclete! — A menina o sacudiu, tirando-o a força da paralisia.
–Fionna! — O rosado gritou indignado.
A menina ficou quieta, jamais ele havia aumentado a voz com ela.
–Desculpe... — Chiclete murmurou. — Ah, como ele me dá ódio!
–O que aconteceu?
–Ele ficou me encarando bravo, então eu não quis deixar barato.
Essas palavras foram mentiras, graças que a loira não era boa em notar falas falsas. O verdadeiro motivo era ainda pior, quando Chiclete ficou encarando Marshall Lee, conseguiu ler em seus olhos uma única coisa:
Ele também gostava do Finn.
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Sala de artes (Mesmo dia — 2:40 da tarde).
O nome do Professor de artes era de origem francesa, seu nome era Auguste Renoir, homenagem que seus pais deram á um talentoso artista francês. Sua sala continha algumas obras que já havia feito: Quadros, estátuas, desenhos. Eram cheio de detalhes e pareciam de verdade, Finn ficou muito surpreendido.
–Como está indo? — Perguntou Marshall Lee, parando sua estátua e chegando mais perto do garoto.
A sala era cheia de mesas, cada com quatro cadeiras, onde sua turma se sentou. O professor havia falado para fazerem algo que reconheciam ter muita habilidade, Finn achava que não, mas Jake sempre havia comentado de seus desenhos japoneses, os mangás que ele fazia, adorava esse estilo.
–Acho que estou indo bem. — Comentou Finn. — Me passa o lápis 6B?
O vampiro pegou no pote de lápis e entregou para o loiro, parecia realmente concentrado.
–Me deixa ver?
–Ah...Bem, não está tão bom. — Disse o outro tímido, mas mostrou para seu amigo.
–Uau... — Sussurrou o vampiro.
Ele havia desenhado uma menina de cabelos compridos, até a cintura, negros. Ela se sentava em cima de uma pedra, olhando a lua cheia tão grande que cobria praticamente todo o fundo da paisagem, seus olhos eram vermelhos, ela não demonstrava nenhum sentimento, uma criatura bela. O desenho estava realmente incrível, parecia que um profissional o havia feito, cada detalhe cuidadosamente desenhado, Marshall Lee estava realmente impressionado.
–Você tem um grande talento, Finn!
O loiro ficou um pouco tímido com a animação do outro.
–Obrigado. — Falou, mexendo em algumas mechas de seu cabelo que estavam soltas, nervoso. — Eu me inspirei em você, ela também é uma vampira.
Agora Marshall Lee compreendeu os olhos vermelhos. Uma felicidade imensa fez com que seu coração batesse mais forte, ele havia sido a inspiração para Finn.
–Mostra para o professor. — Marshall pediu.
–Eu ainda não acabei, falta contornar algumas coisas com o lápis que te pedi.
Quando a aula chegava ao fim, o professor falou para que todos apresentassem seus trabalhos, a maioria havia desenhado, tirando Fionna, que havia feito um vestido azul cheio de babados, Marshall Lee, que havia feito uma escultura e Chiclete, que havia pintado um quadro.
–Estou impressionado, turma. A cada ano parece que vocês melhoram ainda mais seus dons artísticos, parabenizo toda a sala.
Todos arrumavam seus materiais e caminhavam para a porta.
–Ah, garoto novo, qual é seu nome? — Perguntou o professor, se aproximando do aluno.
–Finn.
–Você já fez curso de mangá?
–Não, eu sempre treinei em casa.
–Nossa! — Gritou o professor, surpreendido. — Parabéns, a pintura com as diferentes tonalidades de preto e o desenho ficaram magníficos.
–Obrigado. — Disse Finn, tentando controlar sua timidez.
–Até mais. — Acenou o professor, enquanto Finn caminhava para junto com os outros.
–O que ele queria? — Perguntou Jujuba.
–Ah... — Murmurou o garoto, sem graça. — Ele só quis elogiar meu desenho.
–Mas estava incrível! — Jujuba gritou — Mereceu mesmo o elogio.
–Obrigado Jujuba. — Respondeu Finn, sorrindo sem graça.
–Bem, vamos indo que agora é aula de educação Física.
Todos correram para o vestiário, colocando suas roupas de ginástica e correram para a quadra.
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Jujuba amarrava o cadarço solto de seu tênis. As meninas estavam se preparando para enfrentar a pista de corrida de 200 metros, enquanto os meninos ficavam na quadra gramada de futebol, que se localizava no meio da pista ondulada.
Jujuba olhava o garoto novo, Finn era realmente muito habilidoso em relação ao corpo, ele corria rápido, se esquivava do inimigo, dava rasteiras, pulava e pegava a bola com a cabeça, Jujuba ficava pensando em quantas habilidades estavam ainda escondidas naquele garoto tão peculiar.
De repente, sentiu uma pontada de tênis em seu traseiro.
–Marceline!
–O que foi? — A outra perguntou. — Não é culpa minha se você mostra tanto sua bunda enquanto amarra o cadarço. — Em seguida sorriu. — Se você quer, é só me falar.
Jujuba corou terrivelmente, mas voltou aos cadarços para tentar se distrair.
–Garotas! Vamos lá! — Gritou o professor Adrian Peterson. — Preparar!
Todas as garotas ficaram atrás da linha branca, se posicionando.
–Já! — Em seguida soou o apito.
Não tinham tempo a perder, todas partiram para a luta.
Finn que jogava no campo, assistia as garotas correndo ao mesmo tempo, as que estavam liderando era a Marceline e Flama.
–Finn! — Flambo gritou, passando a bola para ele.
O loiro pegou a bola com a cabeça e guiou para o chão, estava próximo do gol, não havia tempo a perder, assim que correu com todas as suas forças em direção a vitória.
Canelinha e Lorde corriam um de cada lado, tentando arrancar a bola, mas Finn conseguia continuar avançando e esquivar a bola deles.
–Finn! — Gritou Flambo, ele estava na frente.
–Toma! — Berrou Finn, lançando a bola para ele.
–Não! — Gritou Flambo, apontando para algo. — Cuidado!
De repente, Finn tombou com alguém sem querer, fazendo com que os dois rolassem no chão e caíssem fora das linhas da quadra.
–Ah... — Finn gemeu, em seguida abriu seus olhos.
Marshall Lee estava caído em cima de Finn.
–Cuidado para onde anda... — O vampiro murmurou, com dor nas costelas, onde o menor havia batido.
–Desculpa. — Finn pediu, enquanto Marshall se levantava, ficou de quatro em cima do loiro.
O moreno olhou para o ser que se encontrava de baixo de si, seus cabelos estavam livres, havia guardado a touca para não sujar, assim que estavam bagunçados e as mechas compridas se deitavam no gramado. Seu corpo estava tão ofegante devido ao cansaço, e seus olhos...Marshall Lee sempre se perdia naqueles olhos tão azuis...
–Ah...Marshall... — Chamou o loiro, quando percebeu que o vampiro se aproximava cada vez mais de sua boca.
–Ah! — Gritou o vampiro, acordando para a realidade, se levantando de imediato. — Quer ajuda?
Finn pegou em sua mão e se levantou.
–Tem certeza que está bem? — Perguntou preocupado.
–Estou, me curo rápido. — Marshall Lee sorriu.
–E... — Finn se sentiu um pouco incomodado em perguntar aquilo. — O que você estava fazendo?
Marshall Lee deu um olhar malicioso para ele.
–Depois te conto, vamos voltar par ao jogo, acho que nosso time está ganhando.
Finn voltou para a quadra e recebeu a notícia que Flambo havia feito gol, fazendo vitória de quatro a dois.
–Todos para o chuveiro! — Gritou o professor.
Finn foi para o banco, pegar sua garrafa de água e sua toalha, como os outros, em seguida engoliu um gole daquele líquido tão refrescante.
–Ah... — Sussurrou aliviado.
–Ei, cara. — Flambo se aproximou, os dois andavam em direção ao banheiro. — Você joga muito bem.
–Obrigado. — Agradeceu Finn, sorrindo.
–Nesta turma não tem muita gente com esse seu nível, o Marshall Lee até que ajuda, mas você tem tanta energia.
–Eu sempre gostei de esportes, futebol e queimada são meus preferidos.
–Também gosto de queimada. Vou sempre chamar você para meu time, se importa?
–Claro que não!
–Ótimo, te vejo por aí. — Disse, estendendo a mão em forma de soco.
Finn bateu na sua e os dois se separaram, indo para o banheiro. O vestiário continha armários para os alunos guardarem suas coisas, e mais para frente havia os chuveiros, que eram fechados e existiam pelo menos uns vinte, em fileiras.
O loiro pegou sua bolsa e caminhou entre os corredores, procurando um que estivesse vazio, assim que encontrou, entrou lá e trancou a porta.
A água era quente, batia em seus ombros com um pouco de força, massageando os ombros doloridos e cansados. Enquanto se lavava, ficava pensando no ocorrido do jogo, quando ele trombou sem querer no Marshall Lee. Enquanto Finn olhava o vampiro, esperando o mesmo levantar, parecia que Marshall havia entrando em algum tipo de transe, pois ele estava paralisado. O loiro ficou com medo quando ele se aproximava, parecia até que queria beijá-lo...
O loiro começou a rir, quanta besteira, os dois eram homens.
Após se secar, colocou sua cueca e caminhou para fora, pensou em ir para a sala dos armários, ali devia estar mais seco para que conseguisse se trocar direito.
Quando o loiro abriu a porta, se deu de cara com Marshall Lee somente de calça.
–Finn... — Murmurou o outro, surpreso.
–É, eu estou aqui ainda. — Finn sorriu. — Os outros já foram embora? — Perguntou, quando percebeu que o local estava silencioso.
–A maioria, o resto está se trocando na sala dos armários. — O vampiro falou, olhando para o corpo de Finn.
–Ah, entendi. — Respondeu, não havia notado o abuso do maior — Bem, vamos lá?
–Não, tenho um assunto a resolver com você. — Disse Marshall, lançando a ele o mesmo olhar que o da quadra, agarrando seu braço e forçando o menor a entrar novamente no chuveiro.
–O que? — Perguntou, curioso por Marshall estar trancando a porta.
Em seguida, começou a caminhar de fininho, cada vez mais perto, Finn se afastava, tentando pensar no por que das ações estranhas do vampiro, mas suas costas encostaram na parede gelada.
Marshall Lee encostou seu corpo com o do Finn, botando o antebraço na parede em volta do loiro, o menor conseguia sentir em sua pele a respiração do outro.
–M-Marshall Lee?
–Não disse para você que responderia o por que havia feito aquilo quando caímos?
–S-Sim...Mas precisa ser tão perto?
O outro não conseguiu deixar de soltar uma pequena risada.
–Você não está entendendo o que está acontecendo?
–Não... — Respondeu confuso.
Dessa vez suas bocas estavam a centímetros de distancia, ainda olhavam uns nos olhos do outro.
–Eu realmente gostei de você, me senti atraído quando o vi naquele círculo, me vendo lutar, por isso que te chamei. Você ainda me surpreendeu, me derrotando, e continua me surpreendendo, é bom em luta com espadas, em desenhar, jogar futebol, será que é bom em outras coisas também?
–B-Bem...Sou bom em jogar vídeo game.
Marshall Lee encostou sua testa na dele.
–Você realmente é muito inocente.
–Eu não entendo... — Continuou Finn. — Por que está fazendo isso?
–Eu gosto de você. Tipo, realmente gostei de você.
–Como amigos?
–Não... — Disse, abrindo a boca. — Como namorados.
Seu lábio se encostou nos do garoto, em seguida sua língua invadiu sua boca, acariciando a língua tímida.
–Hmmn! — Reclamou o loiro, empurrando seu peito num modo de tentar tirá-o.
Marshall Lee pegou seus braços e os prendeu em cima da cabeça,não queria que nada o atrapalhasse.Virou a cabeça, de modo que conseguiu entrar ainda mais fundo, alcançando os pontos jamais tocados.
–Ngh... — Gemeu Finn, fechando os olhos com força.
Prendendo os pulsos do loiro com somente uma mão, a outra livre foi guiada para os cabelos loiros, puxando os fios, guiando o menor para mais perto de si.
–Marshall...Para...Mnn... — Tentou dizer, mas foi ignorado pelo vampiro.
Em seguida, encostou novamente a cabeça do menor na parede, enquanto sua mão acariciava as costas do menino, descendo cada vez mais para baixo.
–Ah...Não... — Finn reclamou, quando sentiu as mãos em seu traseiro.
Marshall Lee tentou fazer o menor ficar quieto, continuando a beijá-lo. Sua mão apertou a nádega do outro, fazendo o pequeno pular de susto, em seguida, encaixou uma perna no meio das do loiro, de modo que seus corpos ficassem colados.
–Ahh... — Finn arfou, quando finalmente se separaram.
Os dois estavam ofegantes, Marshall havia esquecido que precisavam de ar, infelizmente...
Quando olhou para o garoto, viu que estava muito vermelho, olhava para baixo confuso sobre o que havia acabado de acontecer.
–Hey. — Marshall falou, se agachando, de modo que pudesse encara-lo. — Não sei se você entendeu a mensagem: Eu te quero pra mim.
–Eu...? — Finn sussurrou.
–Eh, eu gosto de você. — Depois levantou novamente, dando um último selinho, logo abriu a porta, mas antes de sair, completou. — Só te alerto que não sou um cara que passa vontade, se prepare.
Em seguida foi embora.
Finn tentava se acalmar, ele estava sendo amado por um garoto! E havia sido beijado um garoto!
Seu corpo foi escorregando, caindo ajoelhado no chão. Estava tão confuso, ele repetiu muitas vezes, estava claro a mensagem agora:Marshall Lee o amava, queria ter uma relação amorosa com o pequeno.
Finn estava com tantas coisas na cabeça, mas a que mais o assustava no momento não era a questão do outro ter acabado de se declarar para ele, e sim o final, o que ele estava querendo dizer com “Não passa vontade?”.
Seus dedos trêmulos e delicados se guiaram para os lábios inchados. Havia sido seu primeiro beijo, e estranhava ter gostado.
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